Nobel de física 2021 premia pesquisadores das mudanças climáticas e sistemas complexos

Em 2015 a maioria dos cientistas já tinha confirmado com 100% de adesão que as mudanças climáticas eram antropogênicas, este mês de outubro/2021, a Academia Sueca de Ciências premiou com o Nobel de física 3 cientistas cujas pesquisas confirmam que estamos mudando o clima do planeta. Segue comentários de nossos cientistas: Sociedade Brasileira de Física.

Syukuro Manabe, Klaus Hasselmann e Giorgio Parisi – Crédito: Niklas Elmehed / Nobel

Pesquisadores das mudanças climáticas ganham Nobel de física 2021

O Prêmio Nobel de Física de 2021 reconheceu contribuições fundamentais para a compreensão dos sistemas complexos. Metade do prêmio foi dado a Syukuro Manabe e Klaus Hasselmannn  “por sua modelagem física do clima da Terra, quantificando sua variabilidade e prevendo com confiança o aquecimento global“. A outra metade ficou com Giorgio Parisi, “por sua descoberta da interação entre desordem e flutuações nos sistemas físicos, na escala atômica à planetária“.

A física do aquecimento global

A oceanógrafa física Ilana Wainer, da Universidade de São Paulo, que estuda o clima realizando experimentos com modelos numéricos de alta complexidade, explica a importância das contribuições de Manabe.

Suki Manabe, como é conhecido no meio acadêmico, foi um dos pioneiros no aprimoramento de modelos numéricos para entender a física do clima. Seus trabalhos serviram de base ao desenvolvimento dos modelos acoplados do sistema terrestre que usamos hoje no IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). Eles estabeleceram princípios físicos fundamentais para entender e tentar prever as mudanças do clima nesse intrincado sistema terrestre que habitamos.

Especificamente, seus modelos permitiram testar a relação entre o aumento da concentração de CO2 na atmosfera e o incremento da temperatura. Quando os níveis de CO2 sobem, a temperatura se eleva na baixa atmosfera, mas diminui na alta atmosfera. Os experimentos numéricos feitos por Manabe permitiram estabelecer já na década de 1960 a importância de se reduzirem as emissões de CO2. Isso foi fundamental para permitir o avanço no entendimento das mudanças climáticas (altamente complexas), baseado em princípios sólidos da ciência.

Já o oceanógrafo Klaus Hasselmann descobriu como incorporar nos modelos de previsão climática às mudanças aleatórias que ocorrem a todo momento em variáveis atmosféricas, explica reportagem da revista Pesquisa Fapesp. Inspirado na teoria do movimento browniano, desenvolvida por Albert Einstein em 1905, Hasselmann criou um modelo climático que levava em conta essas variações. Também desenvolveu métodos para identificar o impacto humano no sistema climático.

A física dos materiais desordenados e outros sistemas complexos

A contribuição fundamental de Giorgio Parisi pela qual lhe foi atribuído o prêmio Nobel foi compreender e descrever matematicamente como uma ordem oculta emerge em sistemas desordenados como os vidros”, afirma físico brasileiro Lucas Nicolao, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que de 2010 a 2012 realizou um estágio de pós-doutorado com Parisi. Nicolao explica como a matéria em forma de vidro pode ser entendida.

Líquidos são caracterizados pela sua estrutura desordenada, compostos por um número muito grande de átomos ou moléculas se agitando, colidindo entre si e se difundindo através do líquido. Uma vez resfriado, esse estado da matéria (fase) sofre uma transição para um sólido cristalino, caracterizado pela sua estrutura ordenada – os átomos ou moléculas se organizam em uma estrutura periódica no espaço. Esses estados da matéria possuem propriedades emergentes (macroscópicas) muito diferentes, como sua habilidade de se deformar e sua rigidez. Alguns líquidos, quando resfriados muito rapidamente, não conseguem formar um cristal e formam um vidro – um estado caracterizado microscopicamente pela mesma estrutura desordenada de um líquido, porém rígido, com seus átomos ou moléculas difundindo lentamente em escalas de tempo astronômicas.

Spins são momentos magnéticos intrínsecos dos átomos, que em um material magnético usual, como um ímã, tendem a se alinhar na mesma direção, produzindo uma estrutura ordenada que concede ao ímã sua propriedade magnética macroscópica. Essa propriedade é perdida em altas temperaturas, onde spins individuais se agitam apontando em qualquer direção. Um vidro de spin é um material magnético não usual onde as interações entre spins são aleatórias – um spin tende a se alinhar com um spin vizinho, mas se anti-alinhar com outro. A presença dessas interações conflitantes leva ao fenômeno da frustração, em que um spin não consegue adotar uma direção que satisfaça simultaneamente todas interações entre seus spins vizinhos.

A teoria que Parisi desenvolveu na década de 1980 mostrou que, diferente da fase desordenada em altas temperaturas, regiões distantes do vidro de spin apresentam estruturas ou estados desordenados que não são estatisticamente equivalentes entre si. Isso porque são muitos os estados desordenados estáveis e é difícil ocorrer uma transição entre eles, o que também confere a esse material uma dinâmica lenta. Mais tarde essa teoria, chamada de quebra de simetria de réplicas, foi estendida para o estudo de vidros, materiais granulares como areia, e outros materiais desordenados.

Em todos esses casos, a presença de interações bastante simples, por vezes conflitantes, entre muitos elementos (microscópicos) leva ao surgimento de propriedades coletivas emergentes (macroscópicas) imprevisíveis. Por isso, logo essa teoria se consolidou como uma ferramenta versátil para estudar diversos fenômenos aparentemente aleatórios e ofereceu um cenário paradigmático para sistemas complexos, permitindo importantes avanços na neurociência, ciência da computação, ecologia, economia, redes sociais, entre outras áreas.

Créditos: Sociedade Brasileira de Física

Saiba identificar PCE e PCI no campo da simulação cerebral

O que é PCE?

Defino PCE como sendo o produto das crenças em existentes. Todas as coisas que integram as leis da física são existenciais, se algo não faz parte das leis da física/natureza: pode ser apenas uma ideia, conceito, vislumbre, imaginação, projeção psicológica, etc.

Matrix – Pílula. Créditos: Boomer M

Ex: a matemática é uma invenção humana e não faz parte das leis da física. Isso foi provado pela teoria da incompletude de Kurt Godel.

Entretanto, muito cuidado com os dilemas – por exemplo – a crença em Deus também foi inventada pelo ser humano, mas não valida absolutamente nada, em razão de ser “o maior erro” interpretativo de nossos ancestrais na tentativa de compreender a natureza. Ao contrário da Matemática, a ciência mais importante da humanidade, 100% de todas as nossas invenções tecnológicas são validadas de forma obrigatória e sem ressalvas pela matemática.

Alusão à escolha da pílula vermelha no filme Matrix.

Obs: não é alguém que te dá a pílula (escolha por PCE), é você que decide seguir o caminho de PCE.

PCE não admite vieses, pois para que possamos chegar ao nível do conhecimento das coisas existenciais: nossas crenças, ideias, atitudes, teses e proposições, vão na direção da identificação de verdades que precisam ser válidas e justificadas.

PCE não admite dogmatismos e não segue nenhuma filosofia, tornando-se a verdade nua e crua que independe de nossos viéses, sendo necessário ter validade comprovada.

Ex: O método científico.

Observe o esboço contendo os principais passos do método científico. O método começa pela observação, que deve ser sistemática e controlada, a fim de que se obtenham os fatos científicos. O método é cíclico, girando em torno do que se denomina Teoria Científica, a união indissociável do conjunto de todos os fatos científicos conhecidos e de um conjunto de hipóteses testáveis e testadas, capaz de explicá-los. Os fatos científicos, embora não necessariamente reproduzíveis, devem ser necessariamente verificáveis. As hipóteses devem ser testáveis frente aos fatos, e para tal, falseáveis.

O método científico refere-se a um aglomerado de regras básicas dos procedimentos que produzem o conhecimento científico, quer um novo conhecimento, quer uma correção (evolução) ou um aumento na área de incidência de conhecimentos anteriormente existentes.

Alusão à pílula (metáfora) do filme Matrix – nas explicações citadas neste poste, é seu cérebro que gera e mantém toda a sua realidade e existência!

Crenças e o método científico

É importante considerar a necessidade da falseabilidade das hipóteses científicas e as consequências advindas desta restrição. Considere como exemplo as seguintes proposições: “A salamandra e o rato são anfíbios” e “A maça é verde ou não é verde”. A primeira admite os valores lógicos falso e verdadeiro, sendo possível demonstrar que seu valor lógico é em verdade falso ao constatar-se experimentalmente que o rato não é um anfíbio. Contudo, a segunda expressão não é testável pois – conforme proposta – ela sempre será verdadeira, independentemente da cor da maça obtida experimentalmente. Analise com cautela o exemplo e perceba que, em essência, frases não falseáveis não carregam informação útil (ou seria: não carregam informação alguma!?), pois uma informação sempre pode ser falsa ou verdadeira. Para tal a primeira é condizente com uma hipótese científica, a segunda não. Um exemplo de hipótese científica – testável – e até o presente momento com valor lógico verdadeiro é “O valor da velocidade da luz é uma constante e independente do referencial inercial adotado”.

Como usar PCE?

É simples e complexo ao mesmo tempo, o primeiro passo é substituir o seu sistema de crenças falho de forma progressiva via confronto do que você pensa saber com as leis da física – não é admitido qualquer tipo de dogmatismo. É uma atitude independente, um posicionamento individual – é a busca pelo autoconhecimento. Esse conhecimento não está associado a nenhuma pessoa, nem instituição, é a busca pela verdade que pode ser identificada, provada – e refutada inclusive – com os avanços progressivos de nossa ciência contemporânea. E lembre-se: não existem verdades absolutas, tipo: Deus (inexistente inventado pelas tradições retrógradas e ultrapassadas de nossos ancestrais. As pessoas insistem em acreditar nessa ideia e isso às afasta do autoconhecimento).

Por onde começar?

1 – Procure refutar seu próprio sistema de crenças atual

Há 50% de chances de seu sistema de crenças estar errado e precisar de revisão!

2 – Não tenha dúvidas sobre a origem do conhecimento

O conhecimento é uma junção da simulação cerebral, biológica, subespacial com a realidade física – ou seja – a fundação reside no Vazio { }; ter dúvidas sobre esse assunto é natural, mas não resolver a dúvida impedirá você de alcançar um nível superior de pensamento.

3 – Identifique erros degrau

Não importa qual sua área de atuação – ou formação, todas as áreas que representam uma aquisição formal/informal de conhecimento possuem lacunas que chamo: erros degrau – farei um poste explicando em detalhes o que são esses erros. Um exemplo: mente e mentalidade – não existem fora da simulação e são conceitos comuns – não deveriam ser usados – e impedem a evolução de nosso pensamento.

Resumo

  • Simulação Cerebral = autopercepção de nós mesmos
  • Conhecimento = CVJV (crenças verdadeiras, justificas e válidas)
  • Ciência = descoberta e aplicação das leis da física
  • Tecnologia = aplicação da ciência
  • Informação = conhecimento armazenado

O que é PCI?

PCI (produto das crenças em inexistentes) é responsável por todos os piores problemas e atrocidades humanas que se tem notícia, é o ponto máximo da ilusão humana. É um estado de involução, contrário à natureza do universo que está intimamente relacionado às leis da física.

Ex: todas as religiões, seitas, credos populares, sistemas políticos insustentáveis, pseudociência, criacionismo, analfabetismo, dogmatismo, crenças em entidades inexistentes: deus, deuses, espíritos, panteísmo, projeções patológicas, etc.

Como ocorre a nulidade do conhecimento?

A nulidade ocorre quando a sua fé, seu sistema de crenças não é capaz de fazer você perceber suas verdadeiras origens humanas no sentido biológico, você não é capaz de perceber o vazio { }extremamente bem fundado – e procura justificativas dentro do seu sistema de crenças falho (dogmatismo) – apelo ao viés cognitivo – e incapaz de te conectar à sua simulação (você também não sabe que é uma simulação?!) com a própria condição existencial e natural: a consciência em contato com a realidade objetiva.

A tragédia do sistema educacional

Quando alguém termina seus estudos de mestrado e até doutorado/pós-doutorado em determinada área para se tornar uma referência em educação e essa pessoa se abraça com PCI – em detrimento de PCE – isso indica que nosso sistema educacional não foi suficiente para superar a tradição retrógrada encontrada em nossa humanidade em pleno século 21.

Créditos imagem: CC {rcristo.com.br}

Não esqueça: PCE (junção da nossa simulação com a realidade física existencial) é o único caminho seguro que te levará para a aquisição plena de conhecimento, qualquer outro caminho é PCI. Nascemos e morreremos na simulação, não há acesso direto à realidade física a partir da simulação sem o filtro: CVJV (conhecimento verdadeiro, justificado e válido), não há espaços/subespaços com conexão direta de PCI para a realidade física – não há atalhos – a simulação começa em seu nascimento e acabará com a morte do cérebro decorrente da morte do corpo.

A ciência não prova nada (no sentido isolado do termo – tanto no micro quanto no macrocosmos), mas nos concede as ferramentas para que possamos alcançar a realidade existencial que chamo PCE. A ciência infere afirmações sobre a realidade. Às vezes as declarações são de impressionante precisão, às vezes são bastante vagas. Ciência nunca atinge resultados exatos (absolutos que são inexistentes). A matemática – nossa melhor invenção – fornece provas, mas é desprovida de realidade, pois a matemática não existe fora da simulação, embora as leis da física sejam cunhadas em matemática, essas leis continuam sendo da física – não podemos inventar leis da física, somente descobri-las. O universo nasceu no vazio { } com suas próprias leis da física!

Somos escravos na simulação?

Você somente será escravo na simulação se não perceber PCI – acorde do seu sono dogmático (despertar do sono dogmático é deixar de tomar como óbvio que podemos justificar pelo pensamento puro o nosso conhecimento de aspectos fundamentais da realidade física). – o simples fato dessa percepção ativará as suas redes neurais para buscar CVJV e o autoconhecimento.

E o que é uma verdade?

A verdade está lá fora? Não!
A verdade está dentro? Não!
Onde está a verdade? Em lugar nenhum! { }!

Caso a sua visão de mundo entre em conflito com os fatos e descobertas científicas ou cosmológicas, significa que está na hora de aceitar o novo paradigma (compatibilizar seus pensamentos com esse progresso), isso é natural e perfeitamente harmonioso. O caminho inverso não é verdadeiro, seus pensamentos jamais poderão negar os fatos (descobertas científicas).

{RC}

A verdade é uma composição (junção) de nossas crenças, proposições, opiniões, etc., com a realidade física. Uma verdade é uma justificativa aceitável, uma prova, razão – como síntese podemos chamar de existência!

Se ao ler este poste você conseguir notar algo errado com seu sistema de crenças – não importa sua idade ou grau educacional – conseguirá acender um palito de fósforo que pode gerar iluminação suficiente para ver o caminho até o interruptor e acender a luz na sua simulação. Perceba sua simulação e deixe de ser manipulado. {RC}.

Referências Bibliográficas

Aquecimento global antropogênico alcança 100% de consenso científico

Negar o aquecimento global antropogênico só porque você acredita em inexistentes é negar à vida para as gerações futuras, cuide do planeta para alcançarmos a sustentabilidade!

{RC}
Créditos: Casa do Saber. Confiar na ciência é garantir o futuro de nossa humanidade e principalmente de nossa existência. {RC}.

O Acordo de Paris adotou uma meta para o aquecimento global não superior a 1,5 ° C. Isso estabelece um limite para o carbono adicional que podemos adicionar à atmosfera – o orçamento de carbono. Restam apenas cerca de 17% do orçamento de carbono. Isso é cerca de 10 anos nas taxas de emissão atuais.

Cada país relata suas emissões anuais de gases do efeito estufa às Nações Unidas. Os cientistas então compararam essas emissões com as estimativas do carbono absorvido pelos sumidouros naturais de carbono da Terra. Isso é conhecido como abordagem ascendente para calcular o orçamento de carbono.

Outra maneira de rastrear fontes e sumidouros de carbono é medir a quantidade de gases do efeito estufa na atmosfera a partir do espaço – a abordagem de cima para baixo. Além de rastrear o carbono atmosférico, a Iniciativa de Mudança Climática da ESA está usando observações de satélite para rastrear outros estoques de carbono na terra e no mar. Consulte sobre o Projeto Copernicus.

Créditos: ESA

A maneira como usamos a terra é responsável por cerca de um quarto de nossas emissões de gases do efeito estufa. As florestas são o maior estoque de carbono da terra. O fogo atua como um canal para que o carbono passe da terra para a atmosfera. E o fitoplâncton no oceano é um importante sumidouro de carbono.

O projeto de Análise e Processos do Ciclo de Carbono Regional da ESA está usando essas informações para reconciliar as diferenças entre as abordagens de baixo para cima e de cima para baixo. As observações são combinadas com modelos de computação atmosféricos e biofísicos para deduzir os fluxos de carbono na superfície. Isso melhorará a precisão de cada orçamento de gases do efeito estufa e ajudará a separar os fluxos naturais das emissões agrícolas e de combustíveis fósseis. Este trabalho nos ajudará a avaliar se podemos ficar dentro do orçamento de carbono de 1,5 ° C, ou se mais aquecimento está reservado.

Referências Bibliográficas

Somos uma simulação gerada pelo nosso cérebro

Créditos imagem: CC {rcristo.com.br}

Figura 1 – nesta figura vemos a representação de nosso cérebro na interseção entre a realidade física e a realidade simulada. O cérebro está inserido na realidade física e nós somos apenas uma simulação biológica espacial, cujo nosso corpo é espacial em razão de ocupar o espaço físico, e todas as nossas percepções dentro do espaço da simulação são sensoriais/subespaciais. Para saber o que é espaço e subespaço clique neste link.

Crítica da metafísica

A metafísica causou uma confusão sem precedentes tanto na filosofia quanto no uso de seus atributos na tentativa de explicar as coisas existenciais – o filósofo Ludwig Wittgenstein em seus trabalhos de filosofia analítica: “O tratado Lógico Filosófico”, e posteriormente em outro trabalho: “Investigação Filosóficas”, explicou de forma consistente o nexo entre nossas percepções e a possível representação na linguagem. Ao ler as Investigações Filosóficas, percebi que ele quase resolveu as questões principais das contradições encontradas na própria filosofia via crítica da estrutura lógica subjacente à forma aparente das proposições. Wittgenstein também defende a ideia de que não há problemas filosóficos genuínos; pois, os problemas filosóficos surgem da falta de compreensão do funcionamento da linguagem e da lógica dos conceitos.

A prática sem teoria é como o marinheiro que embarca em um navio sem leme e sem bússola e fica para sempre incerto aonde pode chegar.

Leonardo da Vinci, caderno 1, Ano 1490 EC.

O que é simulação?

Figura 2 – Cérebro no espelho: créditos Google 3D.

Uma simulação é uma imitação aproximada da realidade, operação de um processo ou sistema que representa sua evolução ao longo do tempo. Dado um problema no contexto de uma situação original chamada de alvo, a analogia é uma conexão baseada na similaridade estrutural entre o alvo e um caso diferente chamado de base ou origem. Uma vez que a similaridade é considerada válida ou sólida, informações adicionais úteis podem às vezes ser inferidas no alvo que neste caso é a compreensão do que é real ou físico, daquilo que é simulado ou representado pelo nosso cérebro.

Somos uma simulação 100% gerada pelo nosso cérebro

Com os avanços da neurociência e principalmente das redes neurais biológicas que operam em nosso cérebro – desde o momento de nossa concepção no período de desenvolvimento placentário dentro do ventre de nossa mãe, até ao último segundo de nossas vidas – tudo o que fomos, fizemos, aprendemos e vivemos é uma simulação espaço temporal biológica gerada pelo nosso cérebro.

Conheça a Estrutura do Neocortex para facilitar o entendimento da simulação. Allen Institute.

Nosso cérebro é físico e espacial; portanto, segue todos os princípios físicos, biológicos, químicos que são determinados de forma integral pelas leis da física – descobertas por nós e que regem e são válidas em todo o universo. Nós (seres que possuem cérebros) por outro lado, somos uma projeção espaço temporal biológica tanto consciente quanto inconsciente gerada pelo nosso cérebro.

Exemplo1: O processamento da visão pelo cérebro

Figura 3 – representação do nosso sistema visual. Créditos Imagem Dr. Daniel Graham.

As informações fluem do olho para o tálamo, para o córtex e, em seguida, de volta para o tálamo (e de novo para o córtex). Cerca de 5% das entradas neurais para a área visual principal do tálamo vêm dos olhos; o resto vem do córtex, incluindo o córtex visual primário (área V1) e várias outras áreas do córtex, bem como outras partes do cérebro. As conexões em laço são uma fonte importante de estrutura de rede no caminho visual do cérebro, o que poderia suportar mecanismos semelhantes à Internet de comunicação de rede flexível.

Percepção visual

Figura 4 – Diagrama esquemático do olho humano.

Quando um ambiente está com uma baixa luminosidade, o olho humano apresenta baixa acuidade visual, situação que é conhecida como visão escotópica e que funciona através dos bastonetes. Por isso existe uma ausência de cores. Em contrapartida, quando há muita luz, são os cones que possibilitam a percepção de cores, pois são eles que funcionam determinando a visão fotópica, caracterizada por uma alta acuidade visual. Quando o ambiente apresenta condições intermediárias de iluminação, as duas células contribuem para produzir a visão mesópica (uma combinação dos dois tipos das visões citadas anteriormente).

O espectro eletromagnético e o quanto nosso cérebro é capaz de perceber

Figura 5 – Conseguimos ver somente uma pequena faixa de 400 a 750 nanômetros do espectro eletromagnético.

O espectro visível pode ser dividido em subfaixas de acordo com a cor, com a subfaixa do vermelho abarcando os comprimentos de onda longos, a subfaixa do verde ao centro e a subfaixa do violeta abarcando aos comprimentos de onda mais curtos, subdivisões essas facilmente identificáveis na ilustração acima ou mesmo em um arco-íris. Os comprimentos de onda nessa faixa de radiação estão compreendidos entre 370 nm (violeta) e 750 nm (vermelho), sendo comum afirmar-se por aproximação que os comprimentos de onda dessa faixa localizam-se entre os 400 e 700 nanômetros (nm). Em termos de frequência, tem-se por correspondência que o espectro visível define-se pela banda situada entre 400 THz e 790 THz.

O fluxo de informação visual para o tálamo é um pouco como tentar assistir a um jogo de futebol em uma pequena TV enquanto uma sala cheia de pessoas simultaneamente grita suas opiniões sobre o jogo para nós. Todos os neurônios provenientes dos olhos que se conectam às áreas do tálamo relacionadas à visão constituem apenas cerca de 5% das entradas para essas áreas. O resto das entradas vêm de outras partes do cérebro. Em termos gerais, as partes do tálamo envolvidas na visão recebem informações de cerca de 2 milhões de axônios (1 milhão de cada olho). Mas as mesmas áreas recebem entradas de até 40 milhões de axônios de outras partes do cérebro – eles vêm do córtex, do tronco cerebral e de outros lugares. É difícil subestimar a escassez de informações do olho que dão origem à consciência visual simulada: tudo o que veremos é entregue ao tálamo por cerca de 0,002 por cento dos neurônios em nosso cérebro, e esses sinais são muito superados em número pelo feedback de outras partes do cérebro.

O espectro visível não apenas é dependente da espécie como também varia muito de uma espécie animal para a outra. Os cachorros e os gatos, por exemplo, não veem todas as cores que os humanos veem, percebendo do nosso espectro visível apenas as subfaixas do azul à amarela. Enxergam, contudo, geralmente bem em preto e branco, numa nuance de cinzas. Já as cobras veem no infravermelho e as abelhas no ultravioleta, faixas para as quais somos cegos. Conforme dito, nós humanos vemos numa faixa que vai do vermelho ao violeta, passando pelo verde, o amarelo e o azul, contudo mesmo entre os humanos pode haver grandes variações quanto aos detalhes da faixa percebida. Em particular os limites do espectro ótico variam muito de espécime para espécime. Pessoas daltônicas costumam ter dificuldades em visualizar cores contidas em certas faixas do espectro.

A realidade física também é uma simulação?

A resposta é NÃO! Não há evidências de que o espaço físico (cosmos) onde o cérebro e nosso corpo estão inseridos é simulado de alguma forma. As leis da física são válidas em todo o universo e nós as descobrimos com o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas cada vez mais avançadas.

Exemplo2

Hubblecast 133

Mostra como a espectroscopia de massa atômica adaptada em dispositivos detectores de extrema precisão, podem até mesmo detectar a composição química de planetas que orbitam outras estrelas em nossa galáxia.

Por que a maioria das pessoas não percebem que são simulações de seus cérebros?

Essa falha está no sistema educacional, isso se chama erro degrau, vou dedicar em breve um poste sobre esse obstáculo ao desenvolvimento humano. O erro degrau é um dos principais responsáveis pelo Viés da Crença em Inexistentes (estão dentro da simulação, mas não existem no universo regido pelas leis da física).

Nosso cérebro é simulado?

A resposta também é NÃO! Todas as coisas que ocupam lugares físicos e espaciais não são simulações, tanto nossos cérebros quanto nossos corpos são físicos; no entanto, todos os seres que se percebem como tal – isso inclui os seres humanos – somos todos simulados por nossos cérebros.

O que é a consciência?

É a percepção integral de nós mesmos, alcança a mais elevada atividade sensorial simulada pelo nosso cérebro.

O que é CVJV?

É o conhecimento: verdadeiro, justificado e válido. É a prova existencial (interseção) que une as projeções geradas pelo nosso cérebro com toda a atividade sensorial à realidade física do universo.

Projeções saudáveis

Quando todos os nossos pensamentos, sentimentos, consciência, conhecimento, geram atitudes e comportamentos que estão em sintonia com a realidade humana, física e natural. Nossas realizações, alegrias, amor, altruísmo, etc. Podemos chamar também de PCE (Produto das crenças em existentes).

Ex: estudo que nos leva ao desenvolvimento humano pleno: tecnológico, ecológico, ético e cosmológico.

Projeções patológicas e vieses cognitivos

Quando nossas projeções nos afastam de CVJV, perde-se o nexo com a realidade e neste momento a irracionalidade ganha cada vez mais espaço dentro das projeções. Essa irracionalidade leva as pessoas para o campo de PCI (produto das crenças em inexistentes). As projeções neste campo são absurdas e falhas, impedindo as pessoas de saberem a distinção do que é real, natural e físico – comparado com coisas que residem apenas nas projeções, não havendo nenhuma relação com o mundo natural ou às leis da física.

Ex: crenças em deus, deuses, espíritos, panteísmos, religiões, seitas, fé; e todas as bobagens como resultado das crenças nos inexistentes, como: cura quântica, pensamento quântico que são todos pseudociência.

Fenomenologia patológica como resultado de PCI

Muitas pessoas não percebem que suas simulações alcançaram o nível do prejuízo de si mesmo, de suas comunidades e até mesmo em nível cultural geral de um país.

Ex: pandemia de coronavírus. Está sendo devastadora no Brasil, um país cuja crença do povo está longe de CVJV, onde 80% ou mais da população ainda acredita em inexistentes. Chamo de viés das crenças em inexistentes ao conjunto de absurdos culturais antropológicos que estão obsoletos e ainda são considerados válidos. Lamentável. {RC}.

Referências Bibliográficas

Conheça Zlibrary – A biblioteca gratuita infinita

Livraria Zhongshuge de Guiyang – Crétitos: Feng Shao

Baixe todos os livros que desejar, ZLIBRARY tem perto de 8 milhões de livros gratuitos e 80 milhões de artigos, sem burocracias, sem propagandas; tudo livre mesmo! Estamos construindo uma biblioteca inclusiva infinita!

Se você é estudante, universitário, pesquisador, cientista, curioso; não importa, ZLIBRARY está disponível 24 por dia, a biblioteca não para de crescer e você pode colaborar ao fazer uma conta e postar seus livros digitais.

O projeto foi lançado em 2009 e contém todo tipo de livros, artigos acadêmicos, revistas, etc. O principal objetivo é resolver o problema do acesso ao conhecimento que antes da internet era restrito a pouco países com elevado investimento em educação.

Se você chegou até aqui não perca tempo, baixe seus livros via computador, smartphones, tablets e comece a leitura. Lembre-se: quase ninguém sabe que Z-library existe!

{RC}

App para leitura de Ebooks recomendado

Aplicativo gratuito Readera

Clique na imagem para baixar em seu dispositivo Android.

Fonte: Zlibrary

O que é viés cognitivo e como isso nos afeta?

Definição de viés cognitivo

O termo viés cognitivo foi primeiramente introduzido por Amos Tversky e Daniel Kahneman em 1972, e surgiu da experiência de ambos com a enumeracia (Incapacidade para realizar e compreender operações aritméticas simples) das pessoas, ou inabilidade do racionalizar intuitivamente com ordens de grandeza maiores. Juntamente com outros colegas, demonstraram várias maneiras replicáveis nas quais julgamentos humanos e decisões diferem da teoria da escolha racional. Eles explicaram essas diferenças pela heurística, conjunto de regras pelas quais é mais simples para o cérebro levar em conta erros sistemáticos, introduzindo-os.

Estes experimentos tornaram-se o heuristics and biases research program (programa de pesquisa de heurísticas e vieses), que logo se estendeu da psicologia acadêmica para outras áreas, como medicina e ciência política. Isso se tornou um ponto crucial no crescimento da economia comportamental, rendendo a Kahneman o Prêmio Nobel de economia em 2002. Este, mais a frente, juntamente com Tversky, desenvolveu a “teoria da expectativa” como uma alternativa mais realista à teoria da escolha racional.

Como ocorre o viés?

Ilustração do cérebro: créditos pngwings.

Um viés cognitivo (ou tendência cognitiva) é um padrão de distorção de julgamento que ocorre em situações particulares, levando à distorção perceptual, julgamento pouco acurado, interpretação ilógica, ou o que é amplamente chamado de irracionalidade.

Essa falha é causada pela incapacidade natural de nosso cérebro no processamento e assimilação das informações que recebe e processa; portanto, todos nós sem exceções, estamos sujeitos aos erros cognitivos e na maioria das vezes não percebemos que estamos cometendo esses erros.

Segue a lista de vieses e alguns comentários. Clique no título do viés para acessar as informações completas.

Viés de informação

É a tendência humana que diante de uma questão ou problema, buscar por mais informações que o necessário para tentar solucioná-lo. Causa perda de tempo e a pessoa encontra dificuldades em atingir seus objetivos.

Ex.: você sabe o caminho para chegar do ponta A ao ponto B, mas prefere seguir a informação do GPS de seu Smartphone, mesmo sabendo que o caminho mais rápido é diferente do escolhido pelo aparelho. Você confia em excesso na informação que está recebendo no momento e isso atrapalha suas decisões.

Viés de confirmação

Também chamado de viés confirmatório ou tendência de confirmação, é a tendência de se lembrar, interpretar ou pesquisar por informações de maneira a confirmar crenças ou hipóteses iniciais.

Ex.: você acredita, pensa acreditar ou aceita como verdade coisas que partem do seu imaginário de sua cultura e procura a todo custo validar essa crença.

Viés do Efeito Dunning–Kruger

Tendência de pessoas pouco qualificadas de superestimarem suas próprias habilidades. É um fenômeno que leva indivíduos que possuem pouco conhecimento sobre um assunto a acreditarem saber mais que outros melhores preparados, fazendo com que tomem decisões erradas e cheguem a resultados indevidos; é a sua incompetência que restringe sua capacidade de reconhecer os próprios erros. Estas pessoas sofrem de superioridade ilusória.

Em contrapartida, a competência real pode enfraquecer a autoconfiança e algumas pessoas muito capacitadas podem sofrer de inferioridade ilusória. Esses indivíduos podem pensar que não são muito capacitados e subestimar as próprias habilidades, chegando a acreditar que outros indivíduos menos capazes também são tão ou mais capazes do que eles. A esse outro fenômeno dá-se o nome de síndrome do impostor.

Ex.: a maioria dos políticos são incompetentes para ocupar o cargo eletivo, por não possuírem a capacidade intelectual ou formação em administrar suas posições, isso acarreta em decisões equivocadas e prejuízos para nosso país.

Dunning e Kruger propuseram que, em relação a uma determinada habilidade, as pessoas incompetentes irão:

  • falhar em reconhecer sua própria falta de habilidade;
  • falhar em reconhecer as habilidades genuínas em outras pessoas;
  • falhar em reconhecer a extensão de sua própria incompetência;
  • reconhecer e admitir sua própria falta de habilidade depois que forem treinados para aquela habilidade.

Viés da Crença em Inexistentes

Venho estudando este viés há mais de 20 anos e considero o pior de todos. Este viés é aceito por nossa cultura e estabelece como verdadeiro as orientações bíblicas em detrimento às descobertas científicas. As consequências podem ser observadas no tratamento da pandemia de coronavírus no Brasil. Os crentes em inexistentes tendem a negar a existência do vírus, preferindo a orientação dos grupos, templos, etc., ao qual fazem parte. Inclusive cometem o erro de tomar medicação inadequada para tentar conter o vírus. Leia a respeito!

O resultado do viés da crença em inexistentes é mostrado de forma nítida e objetiva, basta olhar para o gráfico abaixo:

Os países que negam a ciência e usam crenças para tratar o óbvio como o Brasil, estão vivendo o dilema e as consequências da crença em inexistentes. O coronavírus é extremamente eficiente em infectar quem nega sua existência. Clique no gráfico e observe a posição do Brasil na pandemia de coronavírus em 2021.

Estatísticas compiladas oficiais COVID19 Brasil com atualização constante

Clique neste imagem e será encaminhado para os dados atualizados.

O brasileiro é o segundo povo mais atrasado do planeta (que vergonha!)

Créditos: Observatório Terceiro Setor Fonte: IPSOS – Perigos da Percepção 2017

Os povos, assim como ocorre com o Brasil, que insistirem em acreditar em inexistentes (um grave viés cultural e educacional), estarão condenados ao fracasso em pleno século 21.

Segue orientações para estudo

Para que as coisas funcionem e possamos colocar nosso pensamento em plena harmonia no contexto atual, se faz necessário usar a integridade matemática. Por meio dessa integridade, atingiremos o conhecimento verdadeiro e justificado.

Conheça novo método para o estudo da matemática. Clique na imagem para acesso direto. Créditos: Hung-Hsi Wu

Conclusão do pensamento matemático

A matemática não admite “verdades absolutas – inexistentes”. Em vez disso, a maioria dos matemáticos trabalha dentro do sistema de axiomas conhecido como Zermelo-Fraenkel com escolha, ou ZFC para ser breve. ZFC formaliza o conceito de conjunto, uma abstração de uma coleção de objetos, chamados elementos. Acredita-se que o ZFC seja logicamente consistente e a “correção” afirmações da matemática são avaliadas de acordo com a “comprovabilidade” e “consistência lógica” em relação ao ZFC. Teoremas provados em ZFC são coloquialmente considerados “verdadeiros”. Estritamente falando; no entanto, os matemáticos não encontram verdades metafísicas, mas, em vez disso, deduzem conclusões lógicas partindo de suposições chamadas hipóteses.

Obs.: não existe matemática na natureza ou em nosso universo. A matemática foi inventada e desenvolvida por nós humanos – única civilização encontrada no universo conhecido, até o momento 03/2021!

{RC}
  • Definições: Cada conceito é definido de forma clara e precisa de modo que não haja ambiguidade sobre o que está sendo discutido.
  • Precisão: todas as afirmações são precisas, especialmente as hipóteses que garantem a validade de uma afirmação matemática, o raciocínio em uma prova e as conclusões que seguem de um conjunto de hipóteses.
  • Raciocínio: Todas as afirmações, exceto as suposições básicas inevitáveis, são apoiadas por raciocínio.
  • Coerência: Os conceitos e habilidades básicos são logicamente entrelaçados para formar um único tecido e as interconexões entre eles são reveladas de forma consistente.
  • Objetivo: O objetivo matemático por trás de cada conceito e habilidade é claramente apresentado de modo a não deixar dúvidas sobre por que está onde está.

Referências Bibliográficas

Amazônia 1 – Primeiro satélite de fabricação 100% brasileira é lançado

O que é o satélite Amazônia 1?

O Amazônia 1 é um satélite de órbita Sol síncrona (polar) que irá gerar imagens do planeta a cada 5 dias. Para isso, possui um imageador óptico de visada larga (câmera com 3 bandas de frequências no espectro visível VIS e 1 banda próxima do infravermelho Near Infrared ou NIR), capaz de observar uma faixa de aproximadamente 850 km com 60 metros de resolução.

Onde foi lançado?

Foi lançado em 28/02/2021 às 1:54:00 AM, no ISRO (ISRO Colony, Ayodhya Bypass, Bhopal, Madhya Pradesh 462041, Índia). O Polar Satellite Launch Vehicle (PSLV) é um lançador desenvolvido pela ISRO (Indian Space Research Organisation) a Agência de Pesquisa Espacial Indiana.

Plataforma Multimissão

Satélite Amazônia 1 – PMM acoplada com Módulo de Carga Útil – Créditos Inpe.

Amazônia-1 é o primeiro satélite totalmente desenvolvido pelo Brasil. O satélite é baseado na Plataforma Multimissão (PMM), desenvolvida pelo INPE. A PMM é uma plataforma genérica para satélites na classe de 500 kg. Com massa de 250 kg, ela provê os recursos necessários, em termos de potência, controle, comunicação e outros, para operar em órbita uma carga útil de até 280 kg.

Missão Amazônia

A Missão Amazônia irá fornecer dados (imagens) de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento especialmente na região amazônica e, também, a diversificada agricultura em todo o território nacional com uma alta taxa de revisita, buscando atuar em sinergia com os programas ambientais existentes.

Galeria de fotos do desenvolvimento

Clique em FOTOS para acesso à galeria.
Clique nas primeiras fotos obtidas pelo satélite.

Vídeo das Capturas realizadas pelo satélite

Passagens gravadas pelas estações terrenas do INPE, nos quais se pode ver as faixas imageadas pela câmera WFI, na perspectiva do satélite.
Passagens gravadas pelas estações terrenas do INPE, nos quais se pode ver as faixas imageadas pela câmera WFI, na perspectiva do satélite.

Aplicativos do INPE

Clique em Aplicativos para baixar os aplicativos para dispositivos Apple iOS e Android.

Referência Bibliográfica

O que é espaço e subespaço? Em sentido amplo!

Ilustração de um buraco negro errante movendo-se rapidamente através de uma nuvem densa de gás. O gás é arrastado pela gravidade do buraco negro formando uma corrente estreita. Crédito: Keio University. Clique na imagem para acessar o artigo completo da Science.

Espaço e subespaço é a demarcação do conhecimento verdadeiro, justificado e válido, não é possível existir algo que esteja fora de algum espaço ou subespaço, isso inclui a fenomenologia da mecânica quântica. Em matemática espaços são definidos em termos primitivos. Em física e cosmologia espaços são projeções vetoriais e escalares em múltiplas dimensões.

Eu defino espaços e subespaços como: possibilidades existenciais seja no sentido: matemático, físico, filosófico ou conceitual.

{RC}

Em nosso universo, para que algo (qualquer coisa) exista é necessário que deva estar em algum local ou não local; isto é, precisaria residir em algum espaço ou subespaço.

Espaço físico

Por espaço físico, quero dizer o espaço revelado a nós por artefatos de medição como réguas, antenas e aparelhos avançados de medição: radiotelescópios, satélites de GPS, microscópios eletrônicos, telescópios em terra ou em órbita, etc. O espaço físico é definido de forma objetiva; isto é, as propriedades do espaço físico são amplamente independentes do observador.

Galáxia de Andrômeda M31 – Créditos: Adam Evans – the Andromeda Galaxy (now with h-alpha) Wikipedia. Clique na imagem para vê-la em alta resolução.

Espaço visual

O espaço visual é definido de forma subjetiva; isto é, as propriedades do espaço visual podem depender criticamente de certos aspectos do observador, como localização no espaço físico, condições experimentais e a capacidade cognitiva perceptiva do observador (vieses e deficiências visuais). Por exemplo: é comum aos pilotos de aviões virem OVNIs (objetos voadores não identificados), isso não significa que sejam naves extraterrestres (até o momento inexistentes).

Espaço-tempo

Na física, espaço-tempo é o sistema de coordenadas utilizado como base para o estudo da relatividade restrita e relatividade geral. O tempo e o espaço tridimensional são concebidos, em conjunto, como uma única variedade de quatro dimensões a que se dá o nome de espaço-tempo. Um ponto, no espaço-tempo, pode ser designado como um “acontecimento”. Cada acontecimento tem quatro coordenadas (t, x, y, z); ou, em coordenadas angulares, t, r, θ, e φ que ditam o local e a hora em que ele ocorreu, ocorre ou ocorrerá.

Simulação de espaço-tempo extremo (SXS) – fusão de dois buracos negros – Crédito: Projet www.black-holes.org – Caltech

A medição de um pulsar detecta arrasto de quadro

Concepção artística do arrasto de quadro onde duas estrelas giram e torcem espaço e tempo. Crédito: Mark Myers, OzGrav ARC Centre of Excellence

O arrasto de quadro é um fenômeno previsto na relatividade geral, pelo qual uma massa em rotação arrasta o espaço-tempo circundante com ela. O físico em radioastronomia Venkatraman Krishnan do Instituto Max Planck, analisou observações temporais do pulsar PSR J1141-6545, um jovem pulsar em uma órbita binária com uma anã branca. A modelagem dos tempos de chegada dos pulsos de rádio mostrou um desvio de longo prazo nos parâmetros orbitais. Depois de considerar as possíveis contribuições para essa deriva, eles concluíram que ela é dominada pelo arrastamento de quadros (o efeito Lense-Thirring) da anã branca que gira rapidamente. Essas observações verificam uma previsão da relatividade geral e fornecem restrições sobre a história evolutiva do sistema binário.

Espaço Virtual

É a infraestrutura cibernética que conhecemos pelo nome de Internet.

Espaço Matemático

Na Matemática os espaços/subespaços são os elementos que determinam as relações, funções, conjuntos, grupos e toda a abstração necessária para que exista coerência no uso da matemática. Exemplo:

Espaço Vetorial

Adição vetorial e multiplicação por escalar: um vetor v (azul) é adicionado a outro vetor w (vermelho, ilustração superior). Na imagem inferior, w está esticado por um fator de 2, acarretando a soma v + 2w.

Um espaço vetorial (também chamado de espaço linear) é uma coleção de objetos chamados vetores, que podem ser somados uns aos outros e multiplicados “escalonados” por números, denominados escalares.

Espaço da Mecânica e Física Quântica

São os mais complexos espaços e subespaços que conhecemos, correspondem ao tratamento da física de partículas. Todas as partículas subatômicas: bosons de higgs, fótons, neutrinos, elétrons, quarks, etc., residem nos subespaços quânticos cujos efeitos podem ser tratados e estudados com a utilização da matemática avançada da mecânica quântica.

Exemplo: Esfera de Block

Esfera de Bloch representando um qubit Wikipedia.

Na mecânica quântica e computação, a esfera de Bloch é uma representação geométrica do espaço de estado puro de um sistema mecânico quântico de dois níveis (qubit), em homenagem ao físico Felix Bloch. Portanto, Um bit quântico, ou qubit é uma unidade de informação quântica. A mecânica quântica é matematicamente formulada no espaço de Hilbert ou no espaço de Hilbert projetivo. Os estados puros de um sistema quântico correspondem aos subespaços unidimensionais do espaço de Hilbert correspondente (ou os “pontos” do espaço de Hilbert projetivo). Para um espaço de Hilbert bidimensional, o espaço de todos esses estados é a linha projetiva complexa ℂℙ1.

Qual a precisão das medidas espaciais e subespaciais hoje?

Essas medidas hoje possuem a máxima precisão possível dentro das perspectivas de medição utilizadas pela ciência. As réguas de luz utilizadas pelos laboratórios LIGO, conseguem uma precisão subespacial da ordem de 1/10.000 do núcleo atômico.

Ilustração de um átomo de hélio, na qual está representado o núcleo (em rosa) e a distribuição da nuvem de elétrons (em preto). O núcleo (canto sup. dir.) no hélio-4 é simétrico e assemelha-se muito à nuvem de elétrons, embora em núcleos mais complexos isto nem sempre se verifique. A escala gráfica corresponde a um ångström (10−10 m ou 100 picômetros ou ainda 1/1000.000.000.000 do metro).

Todos os nossos sistemas de medição hoje são subespaciais

Nesta imagem podemos ver a representação das 7 unidades fundamentais do sistema internacional de unidades – todas elas são subespaciais. Clique na imagem para baixar o manual explicativo sobre o novo SI – Sistema Internacional de Unidades. Em vigor desde 20 de maio de 2019. Assista ao vídeo explicativo abaixo.

A nova medida do Metro (1 dividido pelo segundo luz)

Hoje 1 metro vale = 1/SL (uma unidade subespacial do segundo luz). Corresponde ao espaço linear percorrido pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo correspondente a 1/299 792 458 de segundo (299 792 458 m/s-1, e que continua sendo o metro padrão na perspectiva dos avanços científicos atuais.

Segundo-luz é uma subunidade de comprimento utilizada em astronomia e corresponde à distância percorrida pela luz no vácuo em um segundo. Seu plural é segundos-luz. Para se calcular o valor de 1 segundo-luz em quilômetros é necessário saber que a velocidade da luz no vácuo é de 299.792.458 metros por segundo (m/s) e que o tempo utilizado na definição é o segundo. Assim temos que o segundo-luz vale 299.792.458 metros (aproximadamente 300 mil quilômetros); ou ainda 0,002 UA (Unidades Astronômicas).

Obs: quando a constante de medição contiver um expoente negativo, significa unidade subespacial.

Os benefícios para humanidade com a detecção das Ondas Gravitacionais

Na física, as ondas gravitacionais são ondulações na curvatura do espaço-tempo que se propagam como ondas, viajando para o exterior a partir da fonte. Elas são incrivelmente rápidas, viajam à velocidade da luz (299 792 458 quilômetros por segundo) e espremem e esticam qualquer coisa em seu caminho ao passarem. O Observatório de Onda Gravitacional de Interferômetro de Laser (LIGO), conta com ajuda de mais de 1 000 cientistas colaboradores, a construção de ambos observatórios um em Washington e o outro na Louisiana custaram cerca de US$ 1 bilhão e foram financiados pela National Science Foundation. Um novo ramo da ciência nasceu com esta descoberta, a Astronomia de Ondas Gravitacionais.

Os benefícios para a humanidade são ilimitados, agora sabemos com extrema precisão, como funcionam os espaços e subespaços e principalmente, validamos o último legado de Albert Einstein, sua teoria da relatividade geral se tornou completa. {RC}.

Referências bibliográficas

Copernicus Sentinel-6A Michael Freilich Mission

Com o aumento do nível médio global do mar devido às mudanças climáticas, a missão Copernicus Sentinel-6 compreende dois satélites idênticos lançados com cinco anos de diferença. Não serve apenas ao Projeto Copérnico, mas também à comunidade internacional do clima. Uma vez que o aumento do nível do mar é um indicador-chave das mudanças climáticas, monitorar com precisão a variação da altura da superfície dos oceanos ao longo de décadas é essencial para a ciência do clima, para formular políticas e, em última análise, proteger a vida das pessoas em áreas baixas e vulneráveis. O Copernicus Sentinel-6 está assumindo o papel de missão de referência de altimetria de radar, continuando o registro de longo prazo de medições da altura da superfície do mar iniciado em 1992 pelo francês-americano Topex Poseidon e depois pela série Jason de missões de satélitse de monitoramento terrestre.

Ilustração: Mapeamento do Copernicus Sentinel-6 na órbita da terra. (c) European Space Agency (esa.int).

Lançado em

Data: 21 de novembro de 2020
Local: Vandenberg, Califórnia, EUA
Foguete: SpaceX Falcon 9
Instrumentos: altímetro radar Poseidon-4 e um radiômetro de microondas

Acompanhe o lançamento

Copernicus Sentinel-6A, lançado pelo foguete Falcon9 , Vandenberg, Califórnia, EUA.

Objetivos da constelação Copernicus Sentinel-6

Ilustração: Copernicus Sentinel-6A na órbita da terra. (c) European Space Agency (esa.int). Clique na imagem para baixar em alta resolução!

O sistema vai mapear 95% dos oceanos da Terra a cada 10 dias, fornecendo também dados importantes sobre as correntes oceânicas, a velocidade do vento e a altura das ondas. Considerando que a subida do nível médio do mar – entre 1993 e 2010 a taxa foi maior do que 3,2 mm por ano, com uma faixa de variação de 2,8 a 3,6 mm – é um indicador fundamental das mudanças climáticas, o monitoramento da altura da superfície do oceano é essencial para a ciência climática. A quantidade de dados coletados e enviados aos centros de monitoramento em terra será da ordem de 300 GB diários.

Segundo Josh Willis, cientista no Jet Propulsion Laboratory da NASA, as linhas costeiras vão alterar-se completamente até 2050 e o monitoramento feito pelos satélites é essencial para perceber o ritmo e prever o impacto das mudanças climáticas na vida de milhões de pessoas.

A missão é composta por dois satélites idênticos Copernicus Sentinel-6, que serão enviados com um intervalo de cinco anos. O Sentinel-6A Michael Freilich foi lançado em 21/11/2020, o segundo será o Copernicus Sentinel-6B, previsto para ser lançado em 2025.

Altitude operacional de monitoramento do Sentinel 6 e precisão das medições

O centro de massas é o único ponto do satélite que segue a trajetória indicada.

A órbita do alvo para a nova missão é uma órbita baixa da Terra a cerca de 1380 km de altitude, inclinada cerca de 66 graus em relação ao equador. Isso permite que o satélite mapeie até 95% do oceano sem gelo da Terra a cada 10 dias. O tempo aqui é extremamente importante, já que o Sentinel-6 precisa voar em conjunto com a espaçonave Jason 3 à qual está substituindo, ficando em posição atrás dela com uma separação de apenas 30 segundos, ou cerca de 230 quilômetros. A precisão da correção das órbitas em razão do centro de massa da terra é de apenas 1 cm.

O que é o programa Copernicus

O Copernicus é o Programa de Observação da Terra da União Europeia, que analisa o nosso planeta e o seu ambiente em benefício de todos os cidadãos. Oferece serviços de informações com base na observação da Terra por satélite e dados in situ (não espaciais).

O programa é coordenado e gerido pela Comissão Europeia. É gerenciado em parceria com os Estados-Membros, a Agência Espacial Europeia (ESA), a Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos (EUMETSAT), o Centro Europeu para as Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), as agências da UE e a Mercator Océan.
Serão utilizados grandes quantidades de dados globais provenientes de satélites e de sistemas de medição terrestres, aéreas e marítimas para fornecer informações destinadas a ajudar os prestadores de serviços, autoridades públicas e outras organizações internacionais a melhorarem a qualidade de vida dos cidadãos de todo o planeta. Os serviços de informação prestados estão acessíveis aos utilizadores de forma gratuita e aberta via Copernicus Open Access Hub.

Aquecimento Global se intensifica e o nível dos oceanos está em progressivo aumento

Com milhões de pessoas em todo o mundo vivendo em regiões costeiras, a elevação do nível do mar é uma das maiores ameaças ambientais que enfrentamos em pleno século 21 como resultado das mudanças climáticas. A constelação de satélites Copernicus Sentinel 6, irá mapear os oceanos com extrema precisão milimétrica.

Relatórios do IPCC o que é?

IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) Painel Intergovernamental Sobre mudanças climáticas. O relatório de 2019 do IPCC, pinta um quadro grave dos problemas que enfrentamos devido ao aumento do nível dos oceanos. O Relatório Especial sobre o Oceano e a Criosfera em um Clima em Mudança afirma que o nível médio dos oceanos provavelmente aumentará entre 0,29 e 1,1 m até o final deste século. Esta é a projeção mais terrível de aumento do nível do mar já feita pelo IPCC.

O nível dos oceanos continua subindo em uma taxa crescente. Prevê-se que eventos extremos ao nível do mar que são historicamente raros (uma vez por século no passado recente) ocorram com frequência (pelo menos uma vez por ano) em muitos locais até 2050 em todos os cenários de previsão, especialmente em regiões tropicais. – clique no link e leia o relatório: Relatório Especial IPPC sobre o oceano e a criosfera em um clima em mudança (2019).

{IPCC}

Nenhum cientista sério nega o aquecimento global

Quase todos os cientistas que publicaram artigos sobre o clima (98%) apoiam o consenso sobre mudança climática antropogênica, e os 2% restantes de estudos contrários, ou não podem ser replicados ou contêm erros. Um estudo de novembro de 2019 apresentou que o consenso entre cientistas de investigação cresceu para 99%, baseado numa revisão de 11.602 artigos revistos por pares publicados nos primeiros 7 meses de 2019.

Como sempre vindo do Brasil há graves exceções

O professor doutor da USP, Meteorologista, Pesquisador, Palestrante, Político: Ricardo Felício, nega que exista o aquecimento global. Segue abaixo suas declarações:

Dizer que os seres humanos conseguem mudar o clima do planeta continua a ser um enorme embuste, só sendo possível de ser provado nos modelos falaciosos de computador que só sabem simular o falso “efeito estufa” e não os reais controladores do clima terrestre. Culpar o homem por qualquer coisa que aconteça no tempo e clima terrestres virou obsessão. Ricardo Felício.

Sobre o IPCC, desde a sua fundação, foi a comissão da ONU que mais apresentou evasão de cientistas. Só em 2008, 650 saíram de lá, brigando e denunciando todas as coisas que aconteciam, desde censuras de seus comentários até alteração de textos revisados. A maioria agora é dissidente e combate a ideologia desta comissão. Temos até mesmo o NIPCC (Painel Não Governamental Internacional sobre Mudanças Climáticas), com fortes correntes no Canadá, Japão e Estados Unidos e que é muito divulgada no exterior, mas nem um pouco aqui no Brasil, cuja censura pela imprensa a estas informações chega a 97%. Não foi à toa que o IPCC veio recrutar gente do mundo subdesenvolvido. Ricardo Felício.

Leia uma de suas entrevistas em 21 de outubro de 2019.

Depois das declarações contrárias aos avanços da ciência na última década, a única conclusão a que podemos chegar sobre Ricardo Felício é:

Nas afirmações do cientista Victor Rossetti no NetNature, Feliciano também comete um erro primário em ciências, o ônus da prova. Suas afirmações a respeito das mudanças climáticas serem farsas, com dados manipulados e orquestrados para sustentar uma tese com finalidades financeiras. O ônus da prova recai sobre quem afirma a ocorrência de um fato, é de sua responsabilidade justificá-los e comprová-los. Cabe a Feliciano a responsabilidade de se pronunciar cientificamente via artigos científicos devidamente publicados e indexados expondo cada ponto falacioso das publicações do IPCC. Caso isto não ocorra, será somente um discurso informal de negação de dados nada diferente de uma afirmativa religiosa, cujas provas são inexistentes. {RC}.

Referências bibliográficas.

Xeque Mate nas crenças em inexistentes – O conhecimento precisa ser verdadeiro, justificado e válido!

Como funciona nosso sistema de crenças?

Clique no gráfico e será encaminhado para a matemática do vazio.

A crença em existentes é o conhecimento verdadeiro/justificado e válido!

Créditos imagem: Netflix – O Gambito da Rainha.

O principal problema na epistemologia é entender exatamente o que é necessário para que nós tenhamos conhecimento verdadeiro e justificado? Em uma noção derivada do diálogo de Platão Teeteto, a filosofia tem tradicionalmente definido conhecimento como: “crença verdadeira e justificada”. A relação entre crença e conhecimento é que uma crença é o conhecimento, se a crença é verdadeira e se o crente tem uma justificativa (afirmações/provas/orientações razoáveis ​​e necessariamente plausíveis) para acreditar que é verdade. Consulte: Bem Fundado!

Duas coisas com as quais quase todo epistemólogo concorda são que um pré-requisito para possuir conhecimento é que se tenha uma crença na proposição relevante, e que essa crença deve ser verdadeira e possa ser justificada. Portanto, se você sabe que Curitiba é a capital do Paraná, deve acreditar que este é o caso, e sua crença também deve ser verdadeira; ou seja, uma justificativa deve existir.

Você não pode obter conhecimento por sorte

Podemos distinguir entre conhecimento de proposições, ou conhecimento proposicional, e know-how, ou conhecimento de habilidades. Intuitivamente, o primeiro exige um maior grau de sofisticação intelectual por parte do conhecedor do que o último. A mera crença verdadeira não é suficiente para o conhecimento – consulte bem fundado; entretanto, uma vez que se pode obter uma mera crença verdadeira puramente por sorte, e ainda assim você não pode obter conhecimento apenas pela sorte.

A crença em inexistentes não é conhecimento, é inválida ou nula

A falsa crença não é considerada conhecimento, mesmo que seja sincera. Por exemplo, um crente na teoria da Terra plana não sabe que a Terra é esférica. Isso significa que não possui conhecimento sobre o assunto, sua afirmação/opinião é inválida.

Quem crê em Deus não poderá justificar essa crença

José Saramago: Nobel de Literatura 1998.

O crente que crê em Deus = inexistente, jamais poderá provar ou justificar sua crença, invalidando toda e qualquer tentativa nesse sentido. É por esse motivo que você não poderá obter conhecimento lendo a bíblia. A bíblia é uma farsa, não possui conhecimento e não conduz à verdade justificada.

O problema do viés cognitivo

Até as pessoas mais educadas e conscientes do processo de formação de crenças se agarram firmemente às suas crenças e agem de acordo com elas, mesmo contra seu próprio interesse.

O conceito de dissonância cognitiva remete à necessidade, do indivíduo, de procurar coerência entre suas cognições (conhecimento, opiniões ou crenças). A dissonância ocorre quando existe uma incoerência entre as atitudes ou comportamentos que acredita serem corretos e o que realmente é praticado. Consulta a lista de vieses cognitivos.

Por exemplo:

Um médico com formação acadêmica fala para um paciente: vamos colocar sua saúde nas mãos de Deus! Com essa atitude que a princípio seria natural, trata-se neste caso, uma dissonância cognitiva do médico em razão de estar afirmando que o inexistente poderá curar o enfermo. Isso poderá comprometer a reputação do médico.

O produto da crença em existentes é válido e poderá ser justificado

PCE = VÁLIDO ou 1

Créditos imagem: Subpng

Se você acredita nos existenciais, está no caminho coerente na obtenção do conhecimento verdadeiro, justificado e válido. Obterá sucesso em seus estudos e iniciativas, sejam pessoais ou profissionais.

PCI = NULO ou 0

Caso você ainda não tenha percebido que suas crenças são inválidas ou nulas, tente provar que o inexistente existe? Como essa prova é nula (consulte o fim da crença em inexistentes é inevitável), não será possível adquirir conhecimento se tentar trilhar esse caminho.

Não sobrou espaço para Deus ou Deuses em nosso universo. Ninguém dirige o universo. Durante séculos, acreditava-se que pessoas com deficiência como eu estavam vivendo sob uma maldição que foi infligida por Deus. Eu prefiro pensar que tudo pode ser explicado de outra maneira, pelas leis da natureza. {Stephen Hawking}.

A crença em inexistentes causou um enorme atraso na evolução do pensamento humano, esse legado ainda persiste em povos cuja cultura não conseguiu alcançar o patamar educacional exigido para dissipar o pensamento mágico que ainda se mantém enraizado no passado, mesmo no atual momento astronômico vivido pela humanidade.

A bolha da crença – sistema de contradições do começo ao fim – estourou faz tempo e os povos no mundo todo hoje precisam urgente e sem delongas, mudar a percepção sobre esse assunto e estabelecer metas para dissipar o que considero o maior equívoco da humanidade: acreditar em coisas que não existem!

Quando o pensamento compreender e perceber a imensidão do vazio alcançaremos o autodesenvolvimento sem limites. Mas, quando o pensamento considera (concebe) como verdade algo que não pode ser justificado ou provado, assim como a crença em Deus, esse pensamento está condenado ao autoengano ou pior, tornar-se nulo.

{RC}.

Referências Bibliográficas

Como atingir a razão esclarecida sobre nossas crenças, valores e interpretações da realidade!
O fim das crenças em inexistentes é inevitável
O observador observado – como a física redefine nossa visão de mundo
Qual a origem do conhecimento?
Matemática do Vazio (resolva equívocos e pense com clareza!)
What is this thing called Knowledge? Fourth edition Duncan Pritchard – Routledge
Knowledge from a Human Point of View – Ana Maria Cretu, Michela Massimi