OAB reprova 88% dos bacharéis de Direito em exame

88% são reprovados em exame da OAB no dia 05 de julho de 2011

O último exame da Ordem dos Advogados do Brasil realizado dia 5 de julho, apresentou a situação lastimável em que se encontram os cursos bacharéis de Direito das instituições privadas do país.

Os dados apresentados pela OAB, na última terça-feira, dia 05, demonstram que 88,28% dos 106.891 inscritos, foram reprovados. Ou seja, apenas 11,72% (12.534 pessoas), conquistaram a carteira da ordem.

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, disse estar “assustado” com o resultado. “Lamentavelmente, isso é um reflexo do ensino jurídico do Brasil e da irresponsabilidade governamental de liberar mais cursos. Só na gestão da presidenta Dilma Rouseff já foram liberados mais 33”, disse.

Segundo ele, os números revelam que o exame da Ordem só se torna um obstáculo intransponível para quem teve um ensino jurídico deficiente. “As faculdades que têm um ensino com a qualidade necessária para que o futuro profissional possa exercer bem seu ofício conseguem bons índices de aprovação”, afirma.

Apenas universidades públicas atingiram bom desempenho de seus alunos na prova. O fato é que das 20 universidades com maior índice de aproveitamento, 19 são estatais. As cinco instituições com maior índice de aprovação foram a Universidade de Brasília (UnB) (67,44%), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) (67,35%), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (65,32%), Universidade de São Paulo (USP) (63,46%) e Universidade Federal do Piauí (UFPI) (60,98%).

Ao todo, alunos de 610 instituições, públicas e particulares participaram dessa fase do exame.

Do lado oposto da lista, estão as privadas. No total, 90 entidades não tiveram nenhum estudante aprovado.

“O problema não está no Exame de Ordem, mas sim no ensino jurídico”, disse o secretário-geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho. De acordo com ele há hoje uma oferta de mais de 600 mil vagas em cursos de Direito e cabe à OAB aferir se os bacharéis que se formam nestes cursos têm condições de exercer a profissão.

Outro fator importante é deficiente fiscalização e conceituação do Ministério da Educação dessas faculdades. A maioria das 90 instituições que “zeraram” no exame não possuem a certificação do MEC, o Exame Nacional dos Estudantes (Enade), que conceitua a faculdade com notas de 1 a 5,

Somente 19 instituições receberam nota do último Enade. Outras 22, não foram avaliadas e, mais da metade delas, 49, não receberam conceito do MEC.

Os estudantes de instituições privadas estão sendo lesados. Para o vice-presidente da Comissão Nacional do Exame de Ordem, Edson Cosac Bortolai, “deveria haver uma moratória nos cursos de Direito do País”. “As que não aprovaram nenhum aluno mostram que não têm condições de prosperar”, afirma.

Desde 2007, o Ministério da Educação (MEC) já suspendeu cerca de 34 mil vagas em cursos de direito em função dos resultados ruins obtidos nas avaliações da pasta. Este ano foi anunciado a redução de 10.912 vagas de 136 cursos.

Fonte: André Santana – Site Hora do povo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s