Em 31 de outubro de 2011 a humanidade atingiu o número de 7 Bilhões de Habitantes


Um dia em sua vida

Usuários do Youtube de todo o mundo enviaram vídeos, cujo tema era “um dia em sua vida”. Cerca de 4.500 horas de gravação foram condensadas em 90 minutos e todos podem assistir diretamente no Youtube; clique em Play acima e assista. As regras do projeto diziam que as gravações caseiras deveriam ser feitas no dia 24 de julho de 2010 e o upload até o dia 31 do mesmo mês.

A humanidade atingiu o número de 7 bilhões de habitantes

Na madrugada de segunda-feira, 31 de outubro, a humanidade atingiu o número de 7 bilhões de pessoas. Além de festejar o nascimento de Danica May Camacho, pequena felipina eleita para representar simbolicamente o feito, a população mundial agora volta a atenção para os desafios de gerir um planeta superlotado, com distribuição desigual de água, alimentos e renda, e com o meio ambiente ameaçado.

A escolha do bebê filipino não foi ao acaso. De acordo com a ONU, 60% da população mundial vive na Ásia. Somente a China e a Índia juntas abrigam mais de 2,5 bilhões de pessoas. A África tem 15% das população do planeta, enquanto um quarto da população vive no resto do mundo (Américas, Oceania e Europa). O Brasil atingiu o número de 190,7 milhões de pessoas em 2010, e cresce no menor ritmo já registrado (1,12% ao ano).

A redução da taxa de natalidade também é vista em muitos outros países, especialmente na Europa, onde os índices de nascimento são de apenas 1,53 filho por mulher. Na América Latina a taxa é de 2,3; na América do Norte e na Ásia de 2,03; na Oceania de 2,49.

Enquanto nesses continentes as populações estão optando em ter menos filhos e vivendo uma vida mais longa, no Sul da África a previsão é de que a população triplique em 40 anos. Segundo dados divulgados pela rede britânica BBC, enquanto a fertilidade global caiu de 5 para 2,5 crianças desde 1950, as mulheres de Zâmbia têm seis filhos, em média. Com isso, dentro de mais 14 anos a população mundial deverá atingir a marca dos 8 bilhões de pessoas e, até o fim desse século, serão 10 bilhões.

Segundo a ONU, um quinto da população mundial vive em países com alta fertilidade. É aí que a população mais cresce, e que pode chegar a 2 bilhões de pessoas em 2050. Mas, para controlar os níveis de fecundidade dessas populações, é preciso não apenas incentivar o planejamento familiar, como, muitas vezes, vencer barreiras culturais e sociais, apontam especialistas.

Segundo Ralph Hakkert, consultor técnico do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), na África Subsaariana, por exemplo, a educação é um grande indicador dos níveis de fecundidade. Quando as mulheres têm oportunidade de trabalhar fora de casa, isso tem um forte impacto no número de filhos.

Uma típica família rural na África tem um incentivo econômico racional para ter muitos filhos porque o custo é mínimo, enquanto que os benefícios econômicos em potencial são grandes, já que as crianças podem começar a trabalhar desde cedo. Da mesma forma que, quanto mais desenvolvida é uma sociedade, maiores são os custos envolvidos na criação de um filho, o que faz com que a família opte por ter menos membros.

Mudança nos padrões de consumo

Com tanta gente para partilhar os bens do planeta, a ONU alerta para os grandes desafios que se tornarão mais complexos nos próximos anos. O principal deles é o ecológico: como reduzir os impactos ambientais com uma população cada vez maior e com menor acesso aos serviços vitais básicos.

Em nota para o jornal Estado de S. Paulo, o diretor do Programa Mundial da ONU para o Meio Ambiente, Achim Steiner, afirmou que não há outra solução senão a mudança de padrão de consumo e da base tecnológica. “Precisamos de uma transição para uma economia verde”, disse.

Em coluna no blog do jornal britânico The Guardian, o escritor e ativista ambiental George Monbiot defendeu que o grande causador dos impactos que devastam o meio ambiente é o consumismo da parcela rica da população mundial – e não a população pobre que se multiplica em maior velocidade.

“[O aumento] da população é o que você culpa quando não consegue admitir seu próprios impactos: ‘não somos nós consumindo, é aquela gente marrom se reproduzindo’. Mas parece ser uma regra confiável da política ambiental que, quanto mais rico você for, mais provável que esteja colocando o crescimento populacional no topo dos crimes contra o planeta” – George Monbiot

O escritor cita uma pesquisa feita pela Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, que aponta que uma criança norte-americana nascida nos dias de hoje irá, ao longo de sua vida, emitir uma quantidade de carbono sete vezes maior que uma criança chinesa, 55 vezes maior que um bebê indiano e 89 vezes maior que uma criança nascida no mesmo dia, na Nigéria.

Ainda segundo o estudo, o aumento controlado da população mundial poderia contribuir com 16 a 19% da redução necessária de emissões de CO2 até 2050 para evitar consequência severas das mudanças climáticas. “Os outros 81 a 84% deverão vir da redução do consumo e das mudanças das tecnologias”, diz Monbiot.

Decisão radical

Outras vertentes apontam para mudanças ainda mais radicais em busca da preservação da Terra. A editora do portal Grist.org, Lisa Hymas, defende que optar por proteger o ambiente significa sacrificar algo – no caso dela e dos adeptos do seu movimento, a possibilidade de ter filhos.

Foi assim que Lisa criou o Green Inclinations, No Kids (Gink) (Inclinações Verdes, Sem Crianças, em tradução livre). Em um artigo, ela assegura que gosta de crianças e não tem nada contra aqueles que desejam “ter uma prole para chamar de sua”. Mas defende o direito de optar por não ter filhos e, com isso, evitar o impacto ambiental que eles causaríam.

“Aqui está uma verdade simples: Para uma pessoa comum, como eu, alguém que não tem a habilidade de Al Gore de atingir milhões, ou a de Nancy Pelosi de avançar a legislação ambiental, ou a de Van Jones de inspirar novas audiências, a contribuição mais significativa que eu posso dar para um mundo mais limpo e verde é não ter filhos”, defende.

Fonte:Jornal do Brasil

Fonte:EcoDesenvolvimento

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