O ensino no Brasil está falido há muito tempo

Ser professor no Brasil é considerado uma das piores profissões.

Tenho acompanhado atentamente as estatísticas nacionais e internacionais e os resultados não são nada animadores, diante desses dados podemos concluir que o sistema educacional Brasileiro já faliu há muito tempo. As sequelas dessa falência podem ser vistas no dia a dia das grandes cidades com o aumento da violência e com o desemprego que aos poucos vai se instalando lentamente.

A competitividade do país é outro tópico que nos coloca muito atrás de nossos próprios vizinhos da América do Sul. O único diferencial que podemos contar para continuar sendo a Sexta economia do planeta é a enorme riqueza de nossos recursos naturais, pois se fôssemos contar com o nível educacional do Brasileiro, estaríamos perdidos. Leiam as pesquisas abaixo e chorem à vontade, pois a solução para os problemas educacionais está longe de ser uma realidade.

Brasil fica em penúltimo lugar no quesito educação segundo dados da Economist

O Brasil voltou a fazer feio em avaliações internacionais de educação. Em relatório encomendado pela Pearson Internacional, a Economist Intelligence Unit, braço de pesquisas do grupo Economist, o país ficou em 39º lugar de um total de 40 nações avaliadas. Sem surpresas, Finlândia e Coreia do Sul conquistaram os primeiros lugares. (veja lista abaixo).

O Brasil só ficou à frente de Indonésia, mas atrás de México e Argentina.

O relatório encomendado pela Pearson faz parte do projeto “A curva do aprendizado” e considera os resultados de três testes comparativos: o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, o mais famosos deles), o Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização (PIRLS) e ainda o Tendências no Estudo Internacional de Matemática e Ciência (TIMSS).

A pesquisa chega a algumas conclusões a respeito dos bem sucedidos sistemas educacionais finlandês e sul-coreano.

Embora extremamente diferentes – Coreia do Sul tem currículo rígido com alta carga horária, enquanto Finlândia é conhecida pela liberdade dada ao aluno – há pontos em comum.

“Um elemento é a importância dada ao ensinar e os esforços colocados no treinamento e recrutamento de professores”, diz o relatório. Além disso, o estudo assinala que o alto desempenho está ligado a uma alta cultura educacional, em que a educação chega a ter valor moral.

Posição País Nota (distância da média do grupo)
1 Finlândia 1,26
2 Coreia do Sul 1,23
3 Hong Kong 0,9
4 Japão 0,89
5 Cingapura 0,84
6 Grã-Bretanha 0,6
7 Holanda 0,59
8 Nova Zelândia 0,56
9 Suíça 0,55
10 Canadá 0,54
11 Irlanda 0,53
12 Dinamarca 0,5
13 Austrália 0,46
14 Polônia 0,43
15 Alemanha 0,41
16 Bélgica 0,35
17 Estados Unidos 0,35
18 Hungria 0,33
19 Eslováquia 0,32
20 Rússia 0,26
21 Suécia 0,24
22 República Tcheca 0,2
23 Áustria 0,15
24 Itália 0,14
25 França 0,13
26 Noruega 0,11
27 Portugal 0,01
28 Espanha -0,08
29 Israel -0,15
30 Bulgária -0,23
31 Grécia -0,31
32 Romênia -0,6
33 Chile -0,66
34 Turquia -1,24
35 Argentina -1,41
36 Colômbia -1,46
37 Tailândia -1,46
38 México -1,6
39 Brasil -1,65
40 Indonésia -2,03

Fonte: Exame Abril

Gargalo na sala de aula – Pesquisa Fapesp

FABRÍCIO MARQUES | Edição 200 – Outubro de 2012

A precariedade do ensino de ciências desponta como uma incômoda pedra no meio do caminho do Brasil, num momento em que o país ambiciona internacionalizar sua pesquisa científica e é desafiado a formar recursos humanos qualificados em grande quantidade para acelerar seu crescimento. O obstáculo é tangível na série histórica de resultados do Pisa, sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, exame que testa, a cada três anos, o nível de competência de adolescentes de 15 anos em leitura, matemática e ciências e é aplicado em mais de 60 países. O Brasil participou da prova de 2009 com uma amostra de 20.127 estudantes e obteve uma média de 405 pontos em ciências. O desempenho superou os 390 pontos obtidos no exame de 2006, mas está muito distante do de países desenvolvidos ou mesmo dos emergentes com os quais compete diretamente.

A China, por exemplo, alcançou 575 com um time de estudantes da cidade de Xangai (ver gráfico ao lado). No pelotão do Brasil aparecem países como a Colômbia (402 pontos), a Tunísia (401) e o Cazaquistão (400). “Os alunos brasileiros tiveram um desempenho ruim tanto na parte da prova que avalia conceitos teóricos quanto naquela que exige a solução de problemas concretos”, observa a socióloga Maria Helena Guimarães de Castro, que entre 1995 e 2002 foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação e coordenou a entrada do Brasil no Pisa em 2000.

O Pisa divide os alunos em seis categorias: do nível 1, no qual os jovens só conseguem apresentar explicações científicas que sejam óbvias, até o nível 6, no qual já conseguem demonstrar capacidade consistente de raciocinar de uma forma cientificamente avançada. A situação do Brasil nessa escala é desalentadora. A maioria (83%) da amostra brasileira situou-se até o nível 2. Significa que só possuem conhecimentos para dar explicações em contextos familiares e tirar conclusões baseadas em pesquisas simples.

Os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as economias mais avançadas do planeta e criou o Pisa, obtiveram desempenho bastante superior: mais da metade dos alunos situava-se entre os níveis 3 e 4, sinal de que são capazes de refletir e tomar decisões usando evidências científicas além de interpretar e usar conhecimentos científicos de várias disciplinas. Menos de 4% dos alunos brasileiros estavam acima do nível 4 da prova de ciências (no nível 6, o mais alto, o resultado brasileiro foi de 0%). É com esse contingente, formado pela elite dos estudantes, que o país conta para criar as futuras gerações de pesquisadores. Outras nações dispõem de um contingente bem maior para cumprir essa missão. Na Coreia, mais de 40% dos alunos estão acima do nível 4. “Os países com melhor desempenho fazem uma boa gestão dos recursos disponíveis e valorizam a carreira docente. São premissas que o Brasil tem de seguir para melhorar”, diz o físico Marcelo Knobel, pró-reitor de Graduação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Num artigo publicado em parceria com Fernando Paixão na Folha de S. Paulo, Knobel chegou a conclusões muito semelhantes relacionando o baixo desempenho dos alunos na prova de matemática do Pisa com a escassez de engenheiros.

Há experiências bem-sucedidas para melhorar a educação científica no Brasil. Em muitos casos, baseiam-se em atividades abertas e experimentais, com o professor fazendo o papel de facilitador das discussões em grupo, o uso de referências do cotidiano dos alunos e a adoção de material didático capaz de estimular a construção do conhecimento. Em 2009, o sociólogo Simon Schwartzman e a pesquisadora Micheline Christophe, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), fizeram um estudo por encomenda da Academia Brasileira de Ciências que analisou várias experiências, algumas delas voltadas para a formação dos professores, outras calcadas em atividades na sala de aula – mas elas só foram aplicadas em ambientes restritos e isolados, sem alcançar o grosso dos alunos nas escolas públicas. “Foi possível observar como essa metodologia cria um ambiente de trabalho motivante e participativo, diferente das aulas em que professores ditam os conteúdos que os alunos anotam, com os problemas associados de incompreensão, desinteresse e indisciplina”, diz o estudo.

Um exemplo é o projeto ABC da Educação Científica Mão na Massa, resultado de um acordo de cooperação entre as academias de ciências do Brasil e da França, com foco nos primeiros anos do ensino fundamental. Iniciado em 2001, suas atividades consistem em programas de formação de professores e orientadores pedagógicos e a produção de materiais para trabalho experimental nos cursos de formação e nas escolas. As atividades irradiaram-se para mais de 10 cidades de vários estados, partindo de três núcleos, a Estação Ciência, museu interativo de ciências da USP, o Centro de Difusão Científica e Cultural da USP em São Carlos e a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. “Em sua maioria, as experiências mantêm-se pela presença de um especialista filiado a uma universidade ou centro de ciências, trabalhando individualmente ou com pouca ajuda”, diz o estudo. Mas o saldo do programa é diversificado, com a produção de módulos didáticos, além de cursos e oficinas para professores de vários tipos.

A experiência com ensino de ciências da empresa Sangari Brasil é outro exemplo. Ela criou módulos de ensino de ciências que são usados em escolas particulares e também em sistemas públicos, como os do Distrito Federal, ou os municípios do Rio de Janeiro e de Manaus. Os professores recebem kits com módulos de 16 aulas, que inspiram os debates e a solução de problemas na sala de aula, e são capacitados por especialistas para lidar com esse material. “Funciona com base em três premissas: o uso do material didático, a formação do professor e o monitoramento das escolas, por meio de tutores. E não dá certo se qualquer uma das três premissas deixar de existir”, afirma Maristela Sarmento, diretora educacional da Sangari. O projeto funciona como parte do currículo, por exemplo, no Rio de Janeiro, mas também é oferecido como atividade extracurricular em escolas privadas de tempo integral. “Os alunos das escolas privadas têm um repertório maior e às vezes se apropriam mais facilmente dos conhecimentos. Mas a curiosidade e o entusiasmo dos alunos de escolas públicas são impressionantes”, diz.

No campo dos museus de ciências, o estudo destaca o Espaço Ciência, de Pernambuco, museu a céu aberto do governo estadual instalado numa área de 120 mil metros quadrados entre Olinda e Recife, com mais de 200 equipamentos interativos em tópicos como física, química, biologia, matemática e geografia. É dotado de instalações como um espelho d’água, uma hidrelétrica gerando corrente, um planetário e uma caverna, e ainda abriga uma área de mangue utilizada para experiências e espaço de educação ambiental. Os visitantes são convidados, por exemplo, a identificar as espécies que habitam o lugar. Todos os anos, 150 mil visitantes passam pelo museu.

O número e a qualidade dos museus de ciência melhoraram nos últimos anos, mas não se criou ainda uma tradição de visitação desses espaços. “Nos países da Europa visitar museus faz parte da tradição das famílias e das escolas. Lá os museus são bastante aproveitados pela sociedade e se tornam ferramentas importantes para disseminar o pensamento científico e para a formação dos cidadãos”, diz Ernst Hamburger, professor de física da USP, que dirigiu o museu Estação Ciência. “Aqui no Brasil o público ainda é restrito. Nenhum museu ultrapassa a marca de 1 milhão de visitantes por ano, o que é pouco para um país com a nossa população”, afirma o professor, para quem a estratégia deveria ser a de levar exposições dos museus para a periferia.

O estudo de Schwartzman alerta que há uma série de desafios a cumprir para aproveitar em larga escala as boas experiências. Uma delas é garantir que os projetos sejam permanentemente monitorados e apoiados. Outro desafio, esse mais complexo, é padronizar e sistematizar os conteúdos a serem dados pelos professores, o que, de certa forma, se contrapõe ao caráter aberto e interativo das experiências. “O problema é que esses processos abertos só funcionam bem quando o professor é muito bem formado e os estudantes também tenham passado por um processo adequado de formação inicial, através do qual tenham consolidado a capacidade de leitura, escrita e uso de conceitos básicos da matemática”, sustenta o estudo.

Para Maria José Pereira Monteiro de Almeida, professora da Faculdade de Educação da Unicamp, a padronização, nos moldes em que é feita hoje, produz resultados danosos. “Muitas escolas adotaram sistemas de ensino que conspiram contra o ensino criativo e participativo. Também se perde a perspectiva de que o trabalho do professor é intelectual. Nesses sistemas o professor só precisa seguir o que está escrito em apostilas, que se considera que fez seu trabalho”, afirma. Maria José lidera o Grupo de Estudo e Pesquisa em Ciência e Ensino da Unicamp, que produziu uma série de contribuições sobre a educação científica. Mostrou, por exemplo, a relevância de se ensinar física moderna e contemporânea no ensino médio, embora o ensino siga limitado à física clássica na maioria das escolas.

Atualmente, o grupo liderado por Maria José investiga, no âmbito do Programa de Melhoria do Ensino Público da FAPESP, estratégias para superar o distanciamento entre as pesquisas que abordam problemas do ensino básico, na área de educação em ciências, e a realidade das escolas. “Temos diversos programas de pós-graduação em ensino de ciências no Brasil, mas os pesquisadores que eles formam em geral acabam empregados nas próprias universidades, enquanto os professores e os alunos, que lidam no dia a dia com a questão, têm pouco acesso a esse conhecimento”, afirma.

O Brasil tem 649 pesquisadores por milhão de habitantes. É um índice baixo, comparado ao de países como o Japão (5.543 pesquisadores por milhão de habitantes), os Estados Unidos (4.726), a Coreia (4.725) ou a China (1.082). No estado de São Paulo, a situação é um pouco melhor, com 1.147 pesquisadores por milhão de habitantes. A necessidade de formar os futuros cientistas é um motivo crucial para melhorar o ensino de ciências, mas há outras razões fundamentais. “Uma delas é fazer com que todos os cidadãos de uma sociedade moderna entendam as implicações mais gerais, positivas e problemáticas, daquilo que hoje se denomina ‘sociedade do conhecimento’, e que impacta a vida de todas as pessoas e países”, diz o sociólogo Simon Schwartzman. Outra razão, observa o professor, é “fazer com que as pessoas adquiram os métodos e atitudes típicas das ciências modernas, caracterizadas pela curiosidade intelectual, dúvida metódica, observação dos fatos e busca de relações causais, reconhecidas como fazendo parte do desenvolvimento do espírito crítico e autonomia intelectual dos cidadãos”.

A pesquisa brasileira sobre ensino de ciência é prolífica – mas tem pouco alcance nas políticas públicas e só ocasionalmente ganha aplicação nas escolas. “A cada pelo menos dois anos há vários encontros nacionais de educação de ciência em que um bom volume de boas pesquisas é apresentado”, diz a professora Maria José, da Unicamp. “Mas quando as experiências são transpostas para a realidade das escolas acabam esbarrando em problemas estruturais, como a falta de professores, e não vão adiante”, explica. O conhecimento produzido também tem dificuldade de chegar às escolas. “Há muita pesquisa sobre as escolas, mas pouca pesquisa com e na escola e envolvendo os professores da escola”, diz Maurício Compiani, professor do Instituto de Geociências da Unicamp e especialista em ensino de ciências. Ele observa que há pouca articulação entre os pesquisadores. “Não existe, nesse estado com tantos grupos de pesquisa em ensino de ciências, um projeto temático da FAPESP que trate das questões mais gerais do ensino de ciências”, afirma.

Formar um professor talhado para ministrar educação científica de qualidade não é tarefa simples. “Para ensinar bem ciências, o professor precisa fazer em sala de aula um trabalho baseado em investigação. Mas ele não é formado para isso. Como pode ensinar investigação se não fez investigação?”, pergunta o físico Ernst Hamburger. Ele observa que leva anos para um bom professor adquirir competência. “Exige-se tanto dos professores de ciências quanto se exige de médicos e engenheiros, mas o abismo salarial entre essas categorias é enorme”, afirma. Hamburger lembra que o progresso quantitativo da educação brasileira nos últimos 50 anos, com a inclusão de larga fatia de brasileiros aos bancos escolares, foi impressionante. “Sou otimista, mas valorizar a profissão de professor e sua formação é condição necessária para continuar a progredir.”

A experiência do projeto Encontros USP-Escola mostra que há professores ávidos por melhorar sua formação. Nas férias de julho e de janeiro, professores do ensino fundamental e médio são convidados a frequentar um conjunto de atividades, entre cursos, palestras e oficinas, voltados para o ensino de física, química, biologia, matemática, astronomia e inglês, e também para o aprendizado de metodologias de sala de aula em que o aluno participe ativamente. “Começamos em 2007 com 50 professores e hoje temos mais de 250 frequentando 10 cursos ministrados”, diz Vera Henriques, coordenadora do projeto, professora do Instituto de Física da USP. Ela afirma que a divulgação dos cursos pelas diretorias de ensino costuma ser falha e que a propaganda boca a boca divulga a iniciativa. “Há professores muito interessados. Alguns deles formaram o Grupo de Trabalho USP-Escola, em conjunto com alguns professores e estudantes da USP. O grupo se reúne mensalmente para desenvolver material didático experimental e estratégias de ensino participativas. Atualmente está preparando uma revista eletrônica que será sediada no Instituto de Física, com o intuito de divulgar materiais e ideias para um ensino de qualidade”, diz.

Há uma tendência nas universidades brasileiras de preparar melhor o professor para lidar com a realidade complexa dos alunos, especialmente nas escolas públicas. Maurício Compiani, da Unicamp, conta que desde 2006 passaram a ser exigidos dos futuros professores estágios de 400 horas nas escolas antes de se formarem. “Agora é que os primeiros professores formados por essa regra estão chegando ao mercado de trabalho e a expectativa é que saibam ver o aluno como um sujeito real, e não idealizado. Hoje o que é valorizado no conhecimento científico é o lado cognitivo, hipotético, lógico e dedutivo. Mas há outros conhecimentos, culturais, afetivos, artísticos, que estão envolvidos nessa criança. O professor precisa fazer a mediação do conhecimento científico com o conhecimento cotidiano que essa criança traz”, afirma. Num projeto vinculado ao Programa de Melhoria do Ensino Público, da FAPESP, realizado entre 2006 e 2010, o grupo liderado por Compiani articulou-se com outro projeto, sobre recuperação ambiental em Campinas, para levar a escolas da cidade conhecimentos socioeconômicos e de geociências com potencial para aproximar o ensino da realidade dos professores e alunos. O professor adverte, porém, que há dificuldades às vezes intransponíveis para obter avanços. “Há escolas públicas na periferia nas quais a rotatividade de professores é de 40% todos os anos. É impossível formar equipes se não há permanência do grupo”, afirma. Outro ponto vulnerável seria a aversão das escolas em estimular a cooperação entre os alunos. “É raro ver um estudante que seja bom em todas as disciplinas”, diz Maria José, da Unicamp. “Há alunos que têm bloqueio em determinadas disciplinas, mas conseguem aprender em conjunto com outros colegas. O costume das escolas, porém, é estimular a competição entre os alunos”, diz.

Pode parecer paradoxal, mas o aluno brasileiro diz ser bastante interessado em ciências. Dados do Pisa mostram que os estudantes do país declaram um elevado apoio às ciências, maior do que o observado até em países desenvolvidos, mas informaram pouco se utilizar do conhecimento científico em benefício próprio. “O que falta, efetivamente, é encontrar meios de fazê-los se apropriar das ciências, e isso a escola brasileira não tem feito”, diz Simon Schwartzman.

Renato Pedrosa, do Centro de Estudos Avançados da Unicamp e ex-coordenador do vestibular da universidade, observa que o país vem obtendo avanços lentos na qualidade do ensino – a série histórica do Pisa mostra que o Brasil aumentou de 365 pontos em ciências em 2000 para 405 em 2009. “Os resultados do Pisa e de outras avaliações mostram que o desempenho brasileiro é desastroso quando comparado com outros países. Embora se observe uma melhora no desempenho ao final do ensino fundamental, ela não se traduziu em melhora no ensino médio, no qual a evasão ainda é muito alta”, afirma Pedrosa.

Para ele, o aumento do nível do emprego e a estratégia do MEC de considerar graduado no ensino médio qualquer estudante aprovado no Enem podem explicar parte da evasão. “No caso do emprego, é fácil de entender. Mais preocupante é o MEC conceder diploma de ensino médio a qualquer aluno que tenha obtido 400 pontos no Enem, quando se sabe que esse desempenho está próximo do alcançado por quem responde às provas aleatoriamente, ou seja, por quem chuta as questões”, afirma. “Agora a nota mínima foi ampliada para 450 pontos, mas mesmo assim é baixa.” Os resultados das avaliações da educação científica revelam, diz Pedrosa, uma realidade dramática. “Em alguns estados brasileiros, como Alagoas e Maranhão, o desempenho dos alunos é baixíssimo e não reage. O desempenho mais alto também vem dos mesmos lugares, como Rio Grande do Sul, Distrito Federal, São Paulo e Minas Gerais”, diz. Sem uma estratégia de impacto, diz Pedrosa, o Brasil vai demorar mais de 50 anos para alcançar os resultados educacionais de países com os quais compete. “É preciso garantir condições melhores para as escolas frequentadas pelos mais pobres, cujas famílias têm mais dificuldade em apoiá-los. O caminho passa, certamente, pela escola integral. Isso pode não ser tão importante para estudantes de classe média alta, mas para os demais faz uma diferença enorme”, afirma.

Fonte: Revista Fapesp

3 comentários sobre “O ensino no Brasil está falido há muito tempo

  1. Fazendo eco com a bela explanação, permita-me acoplar meu ensaio de 2003.

    O corajoso depoimento da Professora Amanda Gurgel (RN) em maio de 2011 corresponde a um retrato (3×4) da realidade degradante da educação nacional. Reforça bastante meu texto criado em 2003 e que lhe convido a ler entre 3 e 5 minutos.

    Em outubro de 2011 a Professora Vanessa Storrer (Curitiba) enviou excelente carta à revista VEJA ilustrando algumas das causas que motivaram meu texto abaixo. Que outras vozes de credibilidade se reúnam para criarmos a grande cruzada de combate ao vírus “corruptio impune” que é 1.000 vezes pior que o da dengue, pois atinge a todos os habitantes deste país e se não for combatido com convicção nos transformará num Braití (pior que o original) em menos de 50 anos.

    Torcemos para que as imagens destas bravas Mulheres possam contaminar outros colegas do Magistério para criar um processo cívico nacional capaz de mudar a configuração desta área social que é a alavanca fundamental para criarmos uma qualidade de vida compatível com os impostos que nos cobram e desviam para suas contas bancárias. E que outras entidades sociais (de zeladores de prédios a zeladores armados da pátria, passando pelos defensores de animais abandonados) se unam numa grande cruzada para resgatar nossa dignidade pisoteada pelos bandoleiros do podre poder.

    Se o próprio Ministro Gilberto Gil em 10-05-2005 declarou na Tribuna da Imprensa (RJ) que o “governo é omisso na área da cultura”, talvez ele tenha lido este meu artigo no final de 2003 que foi publicado no mesmo jornal! O que demonstra que pouco tem sido feito neste sentido apesar dos esforços de diversas entidades preocupadas (mas obstruídas) em oferecer oportunidades ao nosso povo para melhorar sua qualidade de vida e elevar o conceito de nossa pátria. As longas greves de meses da UERJ, do Colégio Pedro II e o de outros núcleos, que SEMPRE penalizam seus alunos com a perda de um ano letivo “formando” legiões de “sem-esperança”, apenas corroboram o descaso com que esta área social é tratada pelos “donos” ilegítimos do poder. Estas declarações retratam duas heranças horripilantes que caracterizam a cultura de nosso povo:
    1 – um participante do Big Besta Brasil é chamado de “gênio” quando elabora uma frase com cinco palavras.
    2 – O povo acredita no resultado de eleições onde urnas-E não materializam votos para posterior conferência.

    Falência orquestrada da educação e da cultura.

    As crises em andamento em relação à Educação estão sempre na moda. Em vários momentos pipocam greves de professores prejudicando a sociedade e impedindo que ela tome consciência de como conduzir seus anseios. Escolas são interditadas por imposição de traficantes ou de goteiras. Divergências salariais que deveriam estar sendo resolvidas nas mesas das escolas, constantemente emperram na Justiça de forma premeditada para esfacelar o ânimo dos formadores de opiniões, com a nítida impressão de que foram programadas para causar um caos sem precedentes entre os jovens já sem grandes esperanças mesmo quando portadores de seus diplomas. Na verdade, estas crises vieram de longe em dois sentidos: tanto no nível como no tempo. A prática da “ditadura sem valor” impera na maioria das entidades de orientação estudantis e as decisões são tomadas pelas administrações sem consultar alunos, pais, professores e funcionários de apoio.

    Milhares de escolas básicas públicas que deveriam ser exibidas na tv no horário nobre estão literalmente caindo aos pedaços. Goteiras, janelas empenadas, vidros quebrados, instalações sanitárias entupidas (risco de doenças), fios prontos para um curto, tacos soltos, quadros pendurados com parafusos de menos, telhas com furos demais e outras dezenas de mazelas. Outros agravantes para torná-las inviáveis: filas desumanas das matrículas nas madrugadas frias, indicação de escolas longe das residências dos alunos, merenda de baixo nível (a verba é desviada antes de chegar às escolas), falta de livros nas bibliotecas, quadros negros (verdes ou brancos) sem manutenção, falta de carteiras (dois ou três alunos em cada), laboratórios cheios de baratas, traças e percevejos no lugar de camundongos. Corte nas verbas de cursos de aperfeiçoamento dos professores e claro, o congelamento de um salário imoral para quem tem o prazer (isto é o que ainda as mantém em funcionamento) de ensinar. E por falta de condições (verbas e material) não conseguem se aprimorar para dar aulas com uma qualidade mínima para se formar um cidadão preparado para viver em sociedade e com conhecimento adequado para lutar por oportunidades de trabalho decente, suprir as necessidades da família e defender a pátria contra as raposas internacionais que patrocinam esta degradação coletiva com a conivência das ratazanas que gerenciam nossa pátria para manterem volumosos os celeiros de mão de obra barata.

    Mas estas mazelas não são exclusividades do nível básico. Visitem as instalações do Pedro II, da UFRJ ou da UERJ (passo por elas regularmente). O quadro de abandono é similar (ou pior). E para garantir que o funcionamento seja inadequado mesmo que haja um sacrifício elevado de mestres, funcionários e alunos, reitores impopulares são colocados no comando (lembram do Vilhena?) para garantir que o ambiente de entusiasmo não evolua. Dentro da Biblioteca Nacional (RJ) existem mais rebocos caindo e ratos do que leitores! Dentro deste cenário, não é de surpreender que nossos jovens se sintam desestimulados e os mais fracos de mente, afastados da religião e com família desestruturada se tornem presas fáceis das drogas.

    Pensam que isto é o pior? Pois saibam que entidades de alto gabarito como IME, Agulhas Negras e outras, estão reduzindo a pressão sobre as matérias para que consigam formar turmas com mais de 10 alunos, para encobrir a falência total do sistema educacional. Elas também sofrem sabotagem para provocar a queda de qualidade de seus serviços. Por isto já não temos patriotas como os valorosos lutadores de 50 anos atrás. No lugar do hino que poucos ouvem nas escolas, estão aprendendo as letras que revelam que realmente estamos “dominados” por “cachorras popozudas” e “soldados dos bondes”. Nossos ídolos não são (já foram?) os valentes patriotas que no passado tombaram por uma pátria independente. Nossos jovens idolatram atletas botinudos, apresentadoras de programas de auditório (ou mictório?) e artistas que exibem suas partes íntimas durante o jantar da família mentalmente e moralmente fragilizada, pois já não encontra sustentação na Religião, denegrida por templos com fins lucrativos, prática elevada da pedofilia e silêncio de seus líderes conceituados que não encontram espaço adequado para esclarecer a população atônita.

    As escolas municipais (e provavelmente as estaduais também) “orientam” que as professoras aprovem seus alunos mesmo que a média anual seja abaixo de UM. Três motivos conduzem para esta prática:
    a) os traficantes ameaçam professores que reprovam parentes menores daqueles;
    b) o município perde verba federal por cada aluno reprovado;
    c) os alunos agora estão agredindo os professores sob o imundo manto da imunidade do “di menor”.

    Não fica difícil imaginar como anda a cultura em nossa pátria. Teatros abandonados, cinemas falidos, bibliotecas sendo devoradas por traças, museus com goteiras. Alguns valentes sítios de informática tentam criar um canal de sobrevivência das letras, assim como outras tantas entidades culturais patrocinam heroicamente concursos literários, tendo em vista que não há incentivo de leitura de livros que representam armas perigosas que podem abrir mentes e formar opiniões contrárias ao regime que nos conduz. Todos estes veículos sobrevivem com água no queixo. Qualquer marola mais forte os afoga. Não há nenhuma linha de crédito que os beneficie. Quem se arrisca a patrocinar uma destas entidades chega a receber “gelo” dos demais integrantes da máfia do poder. Em paralelo despejam as palavras estrangeiras em todas as campanhas publicitárias, trazendo-nos mais dificuldades em absorver a linguagem nativa. Dificultam a comunicação entre nós para impedir que as idéias de uma cruzada buscando a verdadeira independência de nossa pátria possam ser costuradas entre os que não foram totalmente anestesiados pelos abutres que apenas desejam nos manter colônia por mais 500 anos.

    E para culminar, mantém latente o estado de pânico, desespero e desestímulo entre os componentes que sustentam a estrutura da disseminação do saber entre os alunos. Os salários congelados e ridículos traduzem o menosprezo que os dirigentes possuem pelo povo, mas não esquecem de legislar em causa própria, propondo 15o salário até para quem foi cassado por manipular o painel eletrônico do Senado. Com dois meses de antecedência (antes do início do ano letivo) não sentam para negociar com os professores e assim, criam as condições para que as greves prolongadas aconteçam no meio do processo já combalido. Mas o reajuste legislativo é aprovado em 15 minutos, durante a madrugada.

    Tal procedimento se faz necessário para que o processo de manter o povo na obscuridade continue em andamento para garantir mão-de-obra por remuneração baixa. As elites do poder não desejam correr o risco de um despertar cívico em massa, que causará a descoberta por parte da população, do quanto foi espoliada por dezenas de anos através de impostos desumanos sem aplicação honesta. Se ainda tivesse sido pelo bem do país, vá lá. Mas para sustentar mordomias de ratazanas permanentes dos gabinetes que não sabem sequer lavar um copo, é doloroso.

    E o resultado desta política de abandono e menosprezo pelo povo, resulta na falta de oportunidade que nos conduz à miséria e à revolta por parte daqueles que percebem que estão sendo varridos para baixo do tapete junto com a lama dos escândalos que pipocam nas altas esferas dos governos e são engavetados cinicamente apesar do clamor (?) público. Na verdade, empurrados para favelas inchadas que acabam servindo de ótimos esconderijos para os bandidos das armas de fogo. Os bandidos que portam canetas de ouro continuam instalados em entidades sociais bem refrigeradas, na posição de dirigentes de nossos destinos. Aos “alienados mentais” fabricados e sem oportunidades de crescerem dignamente como seres humanos são oferecidos programas do tipo “xuxelândia, gugulândia e Big Besta Brasil N” – onde N=qualquer algarismo enquanto der audiência. Santuário popular da mediocridade onde o participante que elabora uma frase com 5 palavras é considerado “gênio”. Em paralelo, ocorre um processo sistemático de descaracterizar nosso linguajar, incorporando com grande força à nossa linguagem, termos estrangeiros que são “aportuguesados” nos grandes centros e tornam-se hieróglifos alguns quilômetros após a fronteira com o interior.

    Só nos resta abaixar a cabeça e permanecer colônia à espera de um messias de alguma história da carochinha? Mas nossos heróis não são Tiradentes, Dom João VI, Anita Garibaldi, Caxias, Oswaldo Aranha, Monteiro Lobato, Carlos Lacerda, Assis Chateaubriant nem Barbosa Lima Sobrinho. São eles: Rambo, Mickey, Pateta, Mandrake, Vingador do futuro e outros do mesmo baixo quilate. Em comum, suas mensagens subliminares de hipnose do povo que já não sabe mais identificar sua cidadania e dignidade e fica “agradecido” quando há alguma promoção no kit de sanduíches do Mc (pato ou corvo?) Donald’s.

    Afinal de contas, quando nossas crianças terão direito de estudar e brincar usando nossos valores e nossas culturas tradicionais? Por quanto tempo mais teremos de gerar crianças famintas para garantir o estoque de escravos dos níqueis? Como elas poderão crescer sem medo depois de ouvirem canções de ninar cujas letras são negativas: assustam (Boi da cara preta), ameaçam (Marcha soldado), acusam (A canoa virou), desgraçam (O cravo e a rosa)? Certamente tendem a chegar ao mercado de trabalho com receio de competir, questionar ou protestar para defender suas convicções! Quando pedagogos de gabarito terão suas sugestões analisadas pelo Ministério da Educação para a normatização de uma política que eduque e forme cidadãos conscientes de suas escolhas? Quando os alunos voltarão a respeitar seus Mestres?

    P.S.: E a mudança da presidência em 2002 nos deu a impressão que poderíamos iniciar a longa caminhada em direção à dignidade. Não estávamos esperando mágicas para consertar em 4 anos o que foi arrebentado durante 5 séculos (com mais força nos últimos 30 anos). Apenas ficamos na expectativa de que a embarcação mudasse de rumo pelo menos uns 30 graus. Mas infelizmente a máfia do poder segue o trajeto para nos manter como eterna colônia e o povo cada vez menos afortunado se distancia da Qualidade mínima de vida, que arranha de maneira profunda a dignidade e a soberania de nossa pátria. E culmina (será que ainda ocorrerão fatos piores?) com a lama proveniente da represa de esterco, que está prestes a desabar, contribuindo para uma indesejável (mas inevitável) convulsão social que se aproxima e que certamente vitimará diversos inocentes. E a indiferença das autoridades com o destino do povo se reflete na atitude da Deputada Guadagnin (PT) que debochando dos eleitores, executa a dança da pizza para comemorar a “inocência” de mais um dos 300 picaretas (número que Lula calculou por baixo em 2003) do escândalo do “mensalão”.

    O espírito de cidadania latente em cada coração encontra-se amordaçado em grande parte da população que foi doutrinada pela mídia viciada a comportar-se como mero zumbi pagador de impostos (trabalhamos 4 meses para atender à carga tributária) e consumidor de supérfluos. A luz de libertação de nossa dignidade que procuramos há décadas, deve estar dentro de alguma cova, tendo em vista que o túnel já desmoronou há bastante tempo. A hipocrisia da sociedade que a tudo assiste sem esboçar reação, certamente está nos garantindo a condição de colônia por mais 5 séculos. Em pesquisa de qualidade de ensino realizada no mundo do final de 2005 entre 142 países, o Brasil figurou na 126ª posição em índice de repetência (mesmo com as aprovações por decreto). Camboja e Haiti estão melhores que nós. Talvez seja o caso de efetuarmos uma permuta justa: mandamos tropas de competentes militares para o Haiti. Em troca, devemos receber uma comissão de docentes para mostrar-nos um sistema de ensino mais adequado para quem pretende evoluir como nação, através das ações de administradores comprometidos com as causas sociais que elevem nossa qualidade de vida.

    Nossa caminhada na trilha da democracia está comprometida pelo padrão de dirigentes corruptos que poluem nosso cenário impunemente com a nossa conivência, realçada pela passividade com que aceitamos as artimanhas montadas de forma que possam perdurar no comando pelo maior tempo possível. Algo que ficou mais fácil com o advento das urnas eletrônicas “confiáveis”. Mesmo depois de aposentado ainda devo conseguir criar atalhos em programas que só serão descobertos uns 2 meses após o pleito – imaginem um rapaz entre 15 e 20 anos passando 8 horas por dia em frente ao teclado.

    E nossas últimas esperanças de reverter o rumo da nau Brasil estão precisando ser costuradas, pois estão esgarçadas pelo abandono por parte de nossas entidades cívicas responsáveis por mantê-las sempre em expansão. O silêncio impera entre os chefes militares que assistem à degradação moral de nossos símbolos sob a estátua de valorosos patriotas que tombaram pela tentativa de nos libertar. A mordaça também cala as vozes de literatos acadêmicos, advogados de primeiro nível, chefes religiosos influentes e líderes sindicais que assistem o rebanho sendo dizimado de dentro para fora para servir de alimento para os abutres internacionais. E assim, através da ignorância alimentada pela censura do conhecimento básico, continua proliferando o preconceito (principalmente através do salário e falta de oportunidade) que marginaliza pessoas de peles escuras, deficientes físicos, mulheres que engravidam e são afastadas do emprego, optantes por religiões diversas, idosos que cuidaram de nossa infância e crianças que andam descalças e não recebem apoio para enveredar pela estrada da oportunidade. Tudo isto agravado pela baixa compreensão de cidadania, traduzida pelos pequenos atos de nossos desleixos, que somados, trazem enormes prejuízos de desperdício, reposição e manutenção em todas as áreas de nossa sociedade doente e que ninguém tem coragem de diagnosticar e aplicar os remédios adequados. Mesmo que amargos. Quando o povo terá visão para buscar conhecimentos para contabilizar, fiscalizar, denunciar e controlar a ânsia dos devoradores de nossa dignidade?

    Desta forma nossa pátria vai sendo esfacelada lentamente (não tão lenta assim). Degradação paulatina das vias de educacionais, escoamento ilícito de nossas riquezas para as nações exploradoras, redução da qualidade de vida dos nativos dóceis e sem garra para defender nossa dignidade.

    Se um dia for estabelecido que filhos e netos de parlamentares (de qualquer esfera) tenham de estudar em escolas públicas, certamente este segmento deve melhorar pelo menos 80% em 5 anos. No entanto, tal mudança não deve ser implementada pois eles próprios conhecem sua incompetência para administrar a área pública. Suas cabeças apenas se limitam a montar “esquemas” para subtrair divisas dos cofres públicos enquanto o povo paspalho perde tempo (e dinheiro) telefonando para salvar uma desnuda do paredão do Big Besta Brasil.

    Quando o corpo cambaleante começa a exibir sintomas de putrefação, com certeza a alma já foi corroída pela ausência da fé religiosa e pela falta de ânimo para lutar por adequadas oportunidades para criar condições por uma vida de melhor qualidade para si e para seus herdeiros.

    E o pior agora mais evidente em 2014, é saber que no Nordeste escolas estão sendo fechadas por falta de alunos, pois crianças estão sendo colocadas em atividades profissionais com menor remuneração enquanto seus pais ficam nas redes aguardando as “bolsas” demagógicas. Em centros mais “esclarecidos” escolas fecham por falta de professores pois a profissão não atrai “sofredores” com os salários indignos oferecidos e falta de apoio corrompido pelo “estaputo di menor”.

    MANTER O POVO NA ESCURIDÃO FACILITA A REELEIÇÃO!

    PS2015: Esta política de transformar nossa nação em “Pátria EDU k DORA” começa a frutificar com mais rapidez após dezenas de anos de estagnação. Os quase 530.000 que tiraram zero (e outros 900.000 que tiraram abaixo de 4,0) certamente fazem parte do pelotão “aprovado” com ZERO por nossas prefeituras desde o final do século XX.
    E com o advento de Smartphones que resolvem até equações, ajudarão as próximas gerações a se tornarem habilidosos “apertadores de teclas” para fúteis trocas de mensagens que consagram a imbecilidade que perpetua os ratos do poder.

    Haroldo P. Barboza – Informática para adultos – Agosto / 2003
    Autor dos livros: BRINQUE E CRESÇA FELIZ / SINUCA DE BICO NA CUCA
    Referendo de sucesso será o que propuser expurgo no Congresso!
    Nossa sociedade é um colosso. Sobrevive no fundo do poço.

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