Coronavírus (conheça em detalhes) – informações científicas sobre o vírus

Em pleno século 21 o hábito inconsequente do ser humano está colocando a humanidade em perigo de extinção, só para citar alguns exemplos de péssimos hábitos:

  • Não cuidar do clima do planeta – estamos vivenciando o começo de extremas mudanças climáticas provocadas pela injeção descontrolada de CO2 na atmosfera.
  • Acreditar em inexistentes (deus, deuses, espíritos, etc) – saiba mais aqui.
  • Usar como alimento animais hospedeiros naturais de vírus perigosos, ex: morcegos, pangolins, etc.
  • Consumir excessivamente os recursos naturais do planeta pelo excesso de habitantes: somos quase 8 bilhões.
  • Nova corrida nuclear para construção de armas cada vez mais devastadoras.

Diante de um fenômeno natural com essas dimensões a atitude mais sensata é confiarmos nos avanços e recomendações da ciência e na cooperação entre todos os países para resolvermos o mais rápido possível essa crise de saúde pública mundial!

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Gráficos atualizados pela Universidade Johns Hopkins

Mapa de infectados pelo coronavírus 1.513.358 em 08/04/2020 e aumentando rápido…

Resumo de infectados, mortos e recuperados

Atualizado em 08/04/2020 22:50.

Percentual de letalidade da doença COVID-19 no momento está em 5,8% (divisão de mortos pelo número de infectados). Ainda não há dados mais precisos.

COVID-19 no Brasil

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Mapa atualizado de infectados e estatísticas

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O que são vírus?

Vírus (do latim vírus, “veneno” ou “toxina”) são pequenos seres infecciosos, a maioria com 20-300 nm de diâmetro, apesar de existir vírus ɡiɡantes de (0.6-1.5 µm), que apresentam genoma constituído de uma ou várias moléculas de ácido nucleico (DNA ou RNA), às quais possuem a forma de fita simples ou dupla. Os ácidos nucleicos dos vírus geralmente apresentam-se revestidos por um envoltório proteico formado por uma ou várias proteínas, que pode ainda ser revestido por um complexo envelope formado por uma bicamada lipídica. É na camada mais externa do vírus Peplômeros (espículas), onde reside as chaves programadas pelo vírus em sua evolução que permitirá ao vírus ligar-se à célula no momento da invasão.

Estrutura

Dentre os vários grupos de vírus não há um padrão único da estrutura viral. A estrutura mais simples consiste de uma molécula de ácido nucleico coberta por moléculas de proteínas idênticas. Os vírus mais complexos podem conter várias moléculas de ácido nucleico assim como diversas proteínas associadas, envoltório proteico com formato definido, além de complexo envelope externo com espículas. A maioria dos vírus apresentam conformação helicoidal ou isométrica. Dentre os vírus isométricos, o formato mais comum é o de simetria icosaédrica.

Medidas usadas em Virologia

Partícula viral

Créditos: Scientificanimations.com representação em 3D do Coronavírus.

Os vírus são formados por um agregado de moléculas mantidas unidas por forças intermoleculares, formando uma estrutura denominada partícula viral. Uma partícula viral completa é denominada vírion (Vírus é o virion em atividade). Este é constituído por diversos componentes estruturais (ver tabela abaixo para mais detalhes).

  1. Ácido nucleico: molécula de DNA ou RNA que constitui o genoma viral.
  2. Capsídeo: envoltório proteico que envolve o material genético dos vírus.
  3. Nucleocapsídeo: estrutura formada pelo capsídeo associado ao ácido nucleico que ele engloba (Os capsídeos formados pelos ácidos nucleicos são englobados a partir de enzimas).
  4. Capsômeros: subunidades proteicas (monômeros) que agregadas constituem o capsídeo.
  5. Envelope: membrana rica em lipídios que envolve a partícula viral externamente. Deriva de estruturas celulares, como membrana plasmática e organelas.
  6. Peplômeros (espículas): estruturas proeminentes, geralmente constituídas de glicoproteínas e lipídios, que são encontradas ancoradas ao envelope, expostas na superfície.

Morfologia

Abaixo estão listadas as estruturas de vírions mais comuns:

Vírus icosaédricos não envelopados

Vírus icosaédricos não envelopados estão entre os mais comuns. Eles possuem genomas constituídos por dsDNA, ssDNA, dsRNA ou (+)ssRNA. São capazes de infectar organismos de todos os grupos de seres vivos, com exceção de Archaea. Possuem diâmetro que varia de 18 a 60 ηm, correspondendo aos menores vírus conhecidos.

Fonte: Phanie / Alamy Stock Photo
Papilomavírus humano (HPV) de alto risco (microfotografia).

Vírus icosaédricos envelopados

Vírus icosaédricos envelopados possuem material genético formado por dsDNA, dsRNA, ou (+)ssRNA. As partículas virais destes vírus possuem diâmetro que varia de 42 a 200 ηm. Vírions icosaédricos envelopados são pouco comuns entre os vírus de animais, sendo observados principalmente nas famílias Arteriviridae, Flaviviridae, Herpesviridae ou Togaviridae. Nenhum vírus de plantas conhecido possui esta estrutura de partícula viral.

Microfotografia eletrônica de um vírion de SARS-CoV-2.

Conheça as principais características dos vírus

Obs: A malária não é causada por vírus, essa doença é transmitida aos humanos pelo mosquito Anopheles que transfere o parasita Plasmodium causador da doença.

Saiba como o vírus infecta uma célula

A animação abaixo mostra como o vírus infecta uma célula com o uso de chaves proteicas sintetizadas na evolução do vírus para que consiga adentrar a célula.

Biologia: A animação mostra uma partícula do Vírion Sars-CoV2 infectando uma célula.

A estrutura das células

Esta animação mostra a função de células animais e vegetais, incluindo organelas como o núcleo, nucléolo, DNA (cromossomos), ribossomos, mitocôndrias, etc. Também aborda as moléculas de ATP, citoesqueleto, citoplasma, microtúbulos, proteínas, cloroplastos, clorofila, parede celular, membrana celular, cílios, flagelos, etc.

Biologia: Estrutura Celular.

Funcionamento da replicação DNA no interior da célula

Esta animação 3D mostra como o DNA é copiado em uma célula, como as duas cadeias da hélice do DNA são descompiladas e copiadas para produzir duas moléculas de DNA idênticas.

Biologia: Replicação do DNA.

O mecanismo de Transcrição Genética

A transcrição é a primeira de várias etapas da expressão genética baseada em DNA (gene é uma parte curta do DNA que sofre expressão), na qual um segmento específico de DNA é copiado no RNA (especialmente RNAm) pela enzima RNA polimerase. Tanto o DNA quanto o RNA são ácidos nucleicos, que usam pares de bases de nucleotídeos como uma linguagem complementar. Durante a transcrição, uma sequência de DNA é lida por uma RNA polimerase, que produz uma cadeia de RNA antiparalela complementar chamada transcrição primária. Consulte Biologia Molecular USP.

O processamento genético no interior da célula

Biologia: Maquinaria intracelular.

Do DNA às Proteínas

Esta animação em 3D demonstra como as proteínas são produzidas na célula a partir da informação no código genético.

Biologia: Montagem da Proteína no interior de uma célula.

Funcionamento das Enzimas

A todo segundo, em toda célula viva, milhares de reações químicas estão ocorrendo. Essas reações constituem as tarefas essenciais para a vida tais quais o metabolismo, a síntese proteica, renovação e crescimento celulares. Aprenda como as proteínas chamadas de enzimas trabalham para manter a velocidade dessas reações num patamar capaz de manter a vida. Baseado em estruturas atômicas do acervo do PDB, observe o mecanismo da aconitase, uma enzima do ciclo do ácido cítrico, a fim de entender como as enzimas utilizam seus resíduos de aminoácidos para catalisar a reação.

Biologia: Funcionamento das Enzimas.

Estrutura e função dos Ribossomos

Ribossomos são estruturas celulares, presentes em células procarióticas e eucarióticasresponsáveis pela síntese de proteínas. Essas estruturas são formadas por duas subunidades, um maior e uma menor, constituídas por moléculas de RNA (ácido ribonucleico) e proteínas.

As células podem apresentar dois tipos de ribossomos, os ligados e os livres. Apresentaremos aqui um pouco mais sobre essa organela, sua estrutura, classificação e sua importância, descrevendo brevemente o processo de síntese de proteínas.

Biologia: Funcionamento dos Ribossomos.

O vírus é um ser vivo?

Estudo da Universidade de Illinois traçou a história evolutiva dos vírus, mostrando evidências de que eles são seres vivos. Foram analisadas dobras de mais de 5 mil organismos, entre eles, 3,5 mil vírus. Essas dobras são estruturas de proteína que ficam inscritas no genoma de células quaisquer e dos próprios vírus, 442 dobras são comuns entre vírus e células, e apenas 66 são exclusivas dos vírus. Isso significa que, evolutivamente, os vírus compartilhavam material genético com as células, mas em algum momento se tornaram entidades diferentes.

Muitos organismos necessitam de outros para viver, incluindo bactérias que vivem no interior de células e fungos que se envolvem em relacionamentos parasitas obrigatórios – eles dependem de seus hospedeiros para completar seu ciclo de vida. “E é isso que os vírus fazem”.

Biologia: Reconstrução por microscopia eletrônica de Cryo do Faustovirus, de EMD-8144

A descoberta dos mimivírus gigantes no início dos anos 2000 desafiou ideias tradicionais sobre a natureza do vírus, afirma o pesquisador Gustavo Caetano-Anollés. “Estes vírus gigantes não são como o minúsculo ebola, que tem apenas sete genes. Alguns são tão grandes fisicamente e com genomas tão complexos ou maiores do que as bactérias”

Alguns vírus gigantes também têm inclusive genes de proteínas que são essenciais para a tradução genética, o processo pelo qual as células leem sequências de genes para construir proteínas. A falta deste mecanismo de tradução nos vírus já foi citado como justificativa para classificá-los como não vivos. “Isto não faz mais sentido. Os vírus agora merecem um lugar na árvore da vida. Obviamente, há muito mais sobre eles do que nós pensávamos”, finaliza o pesquisador Gustavo Caetano-Anollés.

Leia a respeito dos vírus gigantes encontrados no Brasil: Novos vírus gigantes brasileiros são identificados.

Qual a diferença entre Vírus e Vírion?

Compostos majoritariamente por um material genético (DNA, RNA ou ambos) envolvido por uma camada de proteínas, os vírus são seres muito estudados, mas pouco conhecidos por completo por uma série de fatores. Alguns são inofensivos para o homem, como os vírus de plantas, e outros são nocivos, variando o nível de periculosidade de espécie para espécie.

É muito importante não confundir o vírus com uma bactéria. As bactérias são organismos unicelulares, e os vírus se caracterizam justamente por não possuírem uma única célula. Por causa da ausência de uma estrutura celular, o vírus se torna um parasita obrigatório, necessitando adentrar em uma célula de um organismo procarionte para poder se reproduzir em um ciclo lítico ou ciclo lisogênico.

Quando falamos nesses seres é normal ocorrer a confusão de termos, como o vírus e vírion; mas saiba que não estamos falando exatamente da mesma coisa. O vírion nada mais é do que uma partícula de vírus que se encontra fora de uma célula hospedeira.

É basicamente a mesma relação de meteoro e meteorito. Quando está no espaço o meteoro é assim chamado, mas quando o mesmo penetra a atmosfera terrestre, entrando em nosso planeta, o corpo passa a ser chamado de meteorito. A relação é similar ao vírus e vírion. Fora da célula é vírion, dentro da célula hospedeira é um vírus.

Para um leigo ou uma pessoa doente esse tipo de diferenciação entre vírus e vírion é irrelevante; porém, dentro do campo científico, é fundamental usar termos diferentes nas duas condições para poder otimizar a qualidade da análise sobre o vírus. Desse modo, quando falarem em vírion, o cientista já terá noção que o vírus não está na célula, facilitando em muito o desempenho do seu trabalho em laboratório.

Coronavírus

Acima vemos uma imagem de computador criada pela Nexu Science Communication em conjunto com o Trinity College, em Dublin, mostra um modelo estruturalmente representativo de um betacoronavírus que é o tipo de vírus vinculado à doença COVID-19, mais conhecido como coronavírus vinculado ao surto de Wuhan, compartilhado com a Reuters em 18 de fevereiro de 2020.

Os coronavírus são comuns em várias espécies animais. O nome não se refere a um vírus específico, mas a um grupo de vírus que têm características em comum e foram responsáveis por várias crises de saúde pública nas últimas décadas – o surto chinês atual é o exemplo mais urgente. Doenças epidêmicas virais como estas costumam ser zoonoses, isto é: os agentes causadores – como vírus, bactérias, protozoários, fungos, etc. – originalmente parasitavam outros animais. O advento da pecuária há aproximadamente 10 mil anos aumentou a proximidade física entre seres humanos e os animais que nos forneciam comida, leite, ovos, etc. Vacas, cães e galinhas carregam seus próprios micróbios, que frequentemente aprendem a infectar também o Homo sapiens (nós). De 1.415 patógenos conhecidos, 61% foram emprestados de outras espécies.
Os coronavírus são uma grande família de vírus que causam doença respiratória variando em gravidade desde um resfriado comum até pneumonia fatal. Esses coronavírus que causam infecções respiratórias graves são transmitidos por animais para os seres humanos (patógenos zoonóticos). Zoonoses são doenças infecciosas capazes de ser naturalmente transmitidas entre animais e seres humanos.

Conheça o vírus SARS-COV2 (coronavírus causador da doença COVID-19)

Esta ilustração, criada no Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), revela morfologia ultraestrutural exibida pelo coronavírus. Observe os picos que adornam a superfície externa do vírus, que conferem a aparência de uma coroa ao redor do vírion, quando vistos eletronicamente por microscopia. Um novo coronavírus, denominado síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2), foi identificado como a causa de um surto de doença respiratória detectado pela primeira vez em Wuhan, China em 2019. A doença causada por esse vírus foi denominada doença por coronavírus 2019 (COVID-19).

O vírus SARS-CoV foi identificado em 2002 como a causa de um surto de síndrome respiratória aguda grave (SARS – Severe Acute Respiratory Syndrome – síndrome respiratória aguda grave). A doença SARS foi detectada pela primeira vez no fim de 2002 na China. Entre 2002 e 2003, um surto da doença resultou em mais de 8000 casos e cerca de 800 mortes em todo o mundo. Desde 2004 que não há registros de novos casos da doença.

O vírus MERS-CoV foi identificado em 2012 como a causa da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS – Middle East Respiratory Syndrome – síndrome respiratória do Oriente Médio). Em 16 de abril de 2014, casos de Mers-CoV foram relatados em vários países, como Arábia Saudita, Malásia, Jordânia, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Tunísia e Filipinas. O número de casos da doença chegou a 238, com 92 mortes. A transmissão do MERS-CoV aconteceu de camelos e dromedários para o ser humano.

SARS-CoV2 é um coronavírus novo que foi identificado pela primeira vez em Wuhan, China, no final de 2019, como a causa da doença por coronavírus de 2019 (COVID-19) e se espalhou pelo mundo todo.

A doença COVID-19

COVID-19 é uma doença respiratória aguda que pode ser grave, é causada por um coronavírus recentemente identificado, oficialmente chamado SARS-CoV2. Clique em: SARS-CoV-2/nCoV-19-02S/human/2020/VNM, complete genome. Acesse o banco de dados do genoma completo do vírus para estudo.

Possível origem do Vírus SARS-CoV2

Conforme artigo publicado em 02 de março de 2020, revisado por pares, os pesquisadores: Yi Fan, Kai Zhao, Zheng-Li Shi, Peng Zhou. Identificaram a origem do vírus como sendo o morcego frutífero. Baixe o artigo: Bat coronavírus em China.

Os morcegos, porém, são repositórios pululantes (rápida proliferação) de vírus. Ebola, Nipah, Melaka, MERS e SARS todos pegam carona neles sem afetá-los. Ainda não há provas, mas é bem provável que o coronavírus atual também tenha chegado à nossa espécie pegando carona em morcegos. Isso é possível porque o sistema imunológico desses animais tolera tais agentes infecciosos com bem mais parcimônia que o nosso e o dos demais mamíferos.

Bat Coronaviruses in China (coronavírus de morcego na China)

Resumo do artigo: Nas últimas duas décadas, três coronavírus zoonóticos foram identificados como os causa de surtos de doenças em larga escala – Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), Oriente Médio Síndrome Respiratória (MERS) e Síndrome de Diarréia Aguda Suína (SADS). SARS e MERS surgiram em 2003 e 2012, respectivamente, e causaram uma pandemia mundial que reivindicou milhares de vidas humanas, enquanto a SADS atingiu a indústria suína em 2017. Eles têm características comuns, como todos eles são altamente patogênicos para seres humanos ou animais, seus agentes se originam de morcegos e dois deles se originaram na China. Assim, é altamente provável que futuros coronavírus com surtos do tipo SARS ou MERS terão origem em morcegos, e há uma probabilidade maior de que isso ocorra na China. Portanto, a investigação de coronavírus de morcego se torna uma questão urgente para a detecção precoce e sinais de alerta, que por sua vez minimizam o impacto de futuros surtos na China. O objetivo da revisão é resumir o conhecimento atual sobre diversidade viral, hospedeiros de reservatórios e as distribuições geográficas de coronavírus de morcego na China e, eventualmente, pretendemos prever hotspots (focos) e seu potencial de transmissão entre espécies. Palavras-chave: coronavírus; bastão; epidemiologia; espécies cruzadas; zoonose.

Quinze anos após o primeiro coronavírus humano altamente patogênico que causou um grave surto de coronavírus da síndrome respiratória (SARS-CoV), outra síndrome grave de diarreia aguda (SADS-CoV) devastou a produção de gado, causando doenças fatais em porcos. Ambos surtos começaram na China e foram causados ​​por coronavírus com origem no morcego. Isso aumentou a urgência de estudar os coronavírus de morcegos na China para entender seu potencial de causar outros surtos de vírus. Nesta revisão, coletamos informações de estudos epidemiológicos anteriores sobre coronavírus de morcego na China, incluindo as espécies de vírus identificadas, suas espécies hospedeiras e suas distribuições geográficas. Também discutimos as perspectivas futuras de transmissão e disseminação entre espécies de coronavírus de morcegos na China.

Taxonomia dos Coronavírus

Os coronavírus (CoVs) pertencem à subfamília Orthocoronavirinae da família Coronaviridae e a ordem Nidovirales. Os CoVs possuem uma partícula viral do tipo envelope. O genoma do CoV é um RNA de fita única de sentido positivo (+ssRNA), com tamanho de 27 a 32 Kb, que é o segundo maior de todos os genomas do vírus RNA. Comparado com outros vírus de RNA, acredita-se que o tamanho do genoma expandido de CoVs esteja associado com maior fidelidade de replicação, após aquisição de genes que codificam enzimas de processamento de RNA. A expansão do genoma facilita ainda mais a aquisição de genes que codificam proteínas acessórias que são benéficas para os CoVs se adaptarem a um hospedeiro específico. Como resultado, alterações no genoma causadas pela recombinação, intercâmbio de genes e inserção ou exclusão de genes são comuns entre CoVs. A subfamília CoV está se expandindo rapidamente, devido à aplicação do sequenciamento de próxima geração que aumentou a detecção e identificação de novas espécies de CoVs. Como resultado, a taxonomia de CoV está mudando constantemente.

Como ocorre o contágio do Coronavírus?

A principal forma de contágio é o contato com pessoas infectadas, por meio direto: aperto de mão, ficar próximo da pessoa e principalmente respirar o mesmo ar em volta da pessoa. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão também pode ocorrer pelo ar ou por contato com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse e catarro. Além disso, encostar em objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com boca, nariz ou olhos.

Base estrutural para o reconhecimento de SARS-CoV-2 por ACE2 humano de comprimento total

Os cientistas estão correndo para aprender os segredos da síndrome respiratória aguda grave – coronavírus 2 (SARS-CoV-2), que é a causa da doença pandêmica COVID-19. O primeiro passo na entrada viral é a ligação da proteína do pico trimérico viral à enzima 2 de conversão da angiotensina no receptor humano (ACE2).

O estudo, publicado nesta na revista Science, mergulha em escalas de 2,9 ângstrom (unidade equivalente a um décimo de bilionésimo de metro) para estudar a ACE2, uma proteína humana fundamental para que o novo coronavírus possa causar uma infecção. Estrutura geral do complexo RBD-ACE2-B0AT1.

Até agora sabia-se que o novo coronavírus usa uma proteína em forma de agulha que se acopla à ACE2 como uma chave na fechadura. Essa união abre literalmente a porta da célula humana para que o vírus introduza nela seu material genético. A maquinaria celular humana confunde esse material – RNA viral – com RNA próprio, e começa a seguir as instruções que ele contém para fabricar proteínas virais. Em questão de horas, há milhões de cópias de RNA viral, a partir dos quais são feitas cópias do vírus, que estouram a célula e começam a infectar outras.

Sintomas da infecção

Os sintomas costumam surgir cerca de cinco dias (mas em qualquer intervalo de dois a catorze dias) depois que as pessoas são infectadas. A maioria das pessoas tem febre, calafrios, dores musculares e tosse. Cerca de um terço tem diarreia, vômito e dor abdominal.

Diagnóstico

  • Avaliação médica
  • Exames para identificar o vírus

Tratamento

  • Não há tratamento específico para a COVID-19, ainda não há vacinas no presente momento.
  • Paracetamol ou um medicamento anti-inflamatório não esteroide (AINE), como ibuprofeno, são administrados para aliviar a febre e dores musculares.
  • Isolamento após diagnóstico positivo de que a pessoa está com a doença.
  • Se necessário, oxigênio.
  • Às vezes é necessário um ventilador para ajudar na respiração.
  • Em casos mais graves com dificuldade para respirar uma UTI é necessária.

Precauções durante o tratamento

São tomadas precauções para prevenir a disseminação do vírus. Por exemplo, a pessoa é isolada em um quarto com um sistema de ventilação que limita a transmissão de patógenos no ar. As pessoas que entram no quarto precisam usar uma máscara especial, proteção ocular, jaleco, touca e luvas. As portas para o quarto devem ser mantidas fechadas, exceto quando as pessoas entrarem ou saírem do quarto, e elas devem entrar e sair o mínimo possível.

Código fonte (genoma) do SARS-CoV-2 completo para download

Clique nos links abaixo e terá acesso completo aos códigos e ferramentas.

Obs: se você quiser fabricar um vírus fique à vontade, mas não esqueça de fazer a vacina e divulgá-la, antes que seja tarde demais. {RC}.

Fontes: referências bibliográficas.

Qual a origem do conhecimento? A resposta é { }

Como iniciamos o conhecimento de algo?

Começamos a conhecer algo partindo de um espaço de conhecimento que podemos simbolizar pelo conjunto vazio = { }, e seguimos para um estado posterior que nos levará ao conhecimento. É por meio da lógica matemática que compreenderemos essa trajetória, segue explicações complementares.

Um porto seguro para o pensamento 

Quando algo deixa de fazer sentido, temos uma nulidade, mas quando algo começa a fazer sentido, esse início precisa de um espaço existente que sirva como um precursor válido em nossa capacidade de conhecer. Caso não exista o espaço, o conhecimento não terá início.

É necessário uma lógica bem fundada (fundamentada) para validar às afirmações e conclusões

Se as informações de uma conclusão válida já estiverem contidas em suas premissas e se as premissas forem verdadeiras, a conclusão não poderá ser falsa. A verdade produz a verdade quando a inferência é válida. Mas isso não diz que um argumento seja válido sempre que suas conclusões e premissas forem verdadeiras. Também não diz que, se um argumento é válido, suas premissas e conclusões são verdadeiras. Podemos resumir essas ideias no seguinte princípio.

Condição necessária de valor verdadeiro para argumentos válidos

Se um argumento válido tem premissas verdadeiras, então sua conclusão é verdadeira. Caso um argumento tenha premissas verdadeiras e uma conclusão falsa, esse argumento é inválido. Como declarações verdadeiras não têm consequências falsas, uma regra de inferência sólida não nos permitirá passar da verdade para a falsidade. Caso contrário, as deduções seriam incapazes de fundamentar a verdade das conclusões na verdade de suas premissas.

Em resumo: se algo não puder ser contado é nulo e não pode fazer referência ao conhecimento. Segue explicação.

Vamos elaborar as possibilidades da contagem

  • Todo conjunto finito ou vazio \displaystyle \large \varnothing é contável;
  • Todo subconjunto de um conjunto contável é contável;
  • Toda imagem de um conjunto contável por um mapeamento é contável;
  • Todo produto finito de conjuntos contáveis é contável;
  • Toda união contável de conjuntos contáveis é contável;
  • O conjunto dos subconjuntos finitos de um conjunto contável é contável;
  • O conjunto das sequências finitas de um conjunto contável é contável.

Um sólido fundamento para nosso pensamento

  • O conjunto vazio { } ou \displaystyle \large \varnothing é um conjunto bem fundado;
  • Toda coleção de conjuntos bem fundados, é bem fundada;
  • Se todo elemento de X é bem fundado, então X é bem fundado;
  • Todo elemento de um conjunto bem fundado é bem fundado;
  • Todo subconjunto de um conjunto bem fundado é bem fundado;
  • Note que para uma estrutura binária finita ser bem fundada é necessário e suficiente que essa estrutura não contenha looping (laço), ou seja, um conjunto; por exemplo, em que seu subconjunto é ele mesmo.

Qual a razão do quadro (lousa) mostrado acima estar vazio?

Está vazio (desconsidere o apagador) em razão de ainda não haver conteúdo em seu interior, quando houver esse conteúdo, espaços serão ocupados, embora o vazio ainda esteja lá conforme as regras abstrativas:

  • U’ = { } O complementar do Conjunto Universo U é o Conjunto Vazio.
  • { }’ = U O complementar do Conjunto Vazio { } é o Conjunto Universo.

As configurações do conjunto vazio \displaystyle \large \varnothing

Unicidade

Uma consequência direta do axioma da extensão é: existe um único conjunto vazio \displaystyle \large \varnothing.

Propriedades gerais

Muitas propriedades sobre conjuntos são trivialmente satisfeitas pelo conjunto vazio. Por exemplo, para mostrar que um conjunto \displaystyle \large {\displaystyle B} é subconjunto de um conjunto \displaystyle \large {\displaystyle A}, é necessário mostrar que todo elemento de \displaystyle \large {\displaystyle B} é também um elemento de \displaystyle \large {\displaystyle A}. E, logicamente, para mostrar que \displaystyle \large {\displaystyle B} não é subconjunto de \displaystyle \large {\displaystyle A}, é preciso exibir um elemento de \displaystyle \large {\displaystyle B} que não seja elemento de \displaystyle \large {\displaystyle A}. Assim, em particular, como \displaystyle \varnothing não possui elementos, não é possível mostrar que \displaystyle \large \varnothing não é subconjunto de um conjunto dado \displaystyle \large {\displaystyle A}. Logo, somos obrigados a aceitar que \displaystyle \large {\displaystyle \varnothing \subset A} qualquer que seja o conjunto \displaystyle \large {\displaystyle A}.

Tal como se argumenta em favor de que \displaystyle \large {\displaystyle \varnothing \subset A} para todo conjunto \displaystyle \large {\displaystyle A}, mostra-se que o conjunto vazio é um conjunto aberto da reta. De fato, para mostrar que \displaystyle \large \varnothing é aberto precisa-se mostrar que todo ponto de \displaystyle \large {\displaystyle \varnothing } é um ponto interior. Como \displaystyle \large {\displaystyle \varnothing } não possui pontos, não possui também pontos que não são interiores e, assim, é, por impossibilidade de prova em contrário, um aberto da reta.

Em geral, para refutar que um conjunto \displaystyle \large {\displaystyle A} não possui uma propriedade \displaystyle \large {\displaystyle p} é necessário exibir um \displaystyle \large {\displaystyle x\in A} que invalida a propriedade, isto é, tal que \displaystyle \large {\displaystyle p(x)} é falsa. Assim, como \displaystyle \large {\displaystyle \varnothing } não possui elementos, é comum não se poder mostrar que \displaystyle \large {\displaystyle \varnothing } não possui uma dada propriedade \displaystyle \large {\displaystyle p}. Dizemos que tais propriedades são verdadeiras por vacuidade (isto é, por impossibilidade de mostrar-se o contrário).

Propriedades topológicas

O conjunto vazio é aberto

De fato, por definição de topologia; ou ainda, como argumentado acima, porque não contém pontos que não sejam interiores.

O conjunto vazio é fechado

Por definição de topologia, o espaço inteiro é sempre aberto. Deste modo, como complementar de aberto é fechado, segue que o vazio é fechado. Noutros termos, um conjunto é fechado quando contém todos os seus pontos de acumulação. Como \displaystyle \large \varnothing não possui pontos, não existem sequências de pontos \displaystyle \large {\displaystyle (x_{n})_{n\in \mathbb {N} }\subset \varnothing } e, assim, \displaystyle \large \varnothing não possui pontos de acumulação e é, portanto, fechado.

O conjunto vazio é compacto

Como todo conjunto finito é compacto, \displaystyle \large \varnothing é compacto. Mais trivialmente, como \displaystyle \large \varnothing está contido em todo conjunto, em particular nos abertos, qualquer coleção finita de abertos cobre \displaystyle \large \varnothing.

O conjunto vazio é conexo

Ora, para que \displaystyle \large \varnothing fosse desconexo, seria preciso que existissem dois abertos \displaystyle \large {\displaystyle U} e \displaystyle \large {\displaystyle V} não-vazios e disjuntos tais que \displaystyle \large {\displaystyle U\cup V=\varnothing } . Agora, a união de dois conjuntos não-vazios é sempre não-vazia e, portanto, \displaystyle \large {\displaystyle U\cup V\neq \varnothing } para quaisquer abertos não-vazios \displaystyle \large {\displaystyle U} e \displaystyle \large {\displaystyle V}.

Supremo e ínfimo

Uma vez que o conjunto vazio não possui elementos, quando considerado como um subconjunto de um conjunto ordenado, todo elemento do conjunto ordenado é uma cota superior e, também, uma cota inferior para o conjunto vazio. Por exemplo, quando considerado como um subconjunto de \displaystyle \large {\displaystyle \mathbb {R}}, munido da ordem usual, todo número real é tanto uma cota superior como uma cota inferior para o conjunto vazio.

Assim, na reta real estendida, temos:

\displaystyle \large \sup \varnothing=\min (\{-\infty,+\infty\} \cup \mathbb{R})=-\infty

e

\displaystyle \large \inf \varnothing=\max (\{-\infty,+\infty\} \cup \mathbb{R})=+\infty

Teoria das categorias

Dado um conjunto \displaystyle \large {\displaystyle A} qualquer, \displaystyle \large {\displaystyle \varnothing \times A=\varnothing } e, assim, existe uma única função \displaystyle \large {\displaystyle f:\varnothing \rightarrow A}, a função vazia. Como resultado, o conjunto vazio é o único objeto inicial na categoria dos conjuntos.

Podemos ainda fazer do conjunto vazio um espaço topológico, chamado espaço vazio, definindo sobre ele a seguinte topologia: \displaystyle \large {\displaystyle \tau =\{\varnothing \}}. Este espaço topológico é o único objeto inicial na categoria dos espaços topológicos.

Conclusão: para todo espaço gerado, o \displaystyle \large \varnothing se instala automaticamente; portanto, o \displaystyle \large \varnothing é um autovetor e autovalor para todos os espaços de conhecimento!

Está quase pronto o poste sobre Espaços de Conhecimento, para expandir os estudos da aplicação de espacialidade e subespacialidade, principalmente nos sistemas educacionais. {RC}.

Referências Bibliográficas

O observador observado – como a física redefine nossa visão de mundo

Nós brasileiros somos um povo que coloca a crença e cultura como elementos definidores de nossa visão de mundo; entretanto, esse pensamento precisa evoluir e superar os erros e absurdos culturais e educacionais que atrapalham nosso crescimento para o século XXI e principalmente em decorrência dos avanços atuais de nossa civilização. Não se trata de ideologias, falácias, apegos a ideias reprováveis dos costumes atuais e passados, principalmente o politicamente incorreto do dia a dia, a questão colocada aqui é séria e irreversível. A ciência venceu todas as batalhas em direção ao esclarecimento.

Existe algo não físico em nosso Universo?

A resposta é: não há nada que não esteja de acordo com as leis da física, mesmo coisas que ainda não sabemos sobre o cosmos, diria que nosso universo alcança uma precisão física extrema de tudo o que podemos saber a esse respeito. Nossa constituição: orgânica, inorgânica, neural, corporal, ambiental, espacial, subespacial, temporal, gravitacional, etc., estão sujeitas às leis da física, e até ao presente momento não descobrirmos nada que esteja fora dessa dinâmica, não há nenhum bit de informação que possamos usar e mostre algo oculto, arbitrário, desconhecido, sobrenatural, espiritual, etc.

Posso afirmar com toda segurança que as coisas (ditas ou citadas) fora do mundo físico são inexistentes! Acompanhe abaixo como atingi esse raciocínio.

Sistemas e modelos na abordagem contemporânea

A nossa insistência no papel de observador exige um esclarecimento do papel do método científico no estudo de sistemas abertos e na gestão de uma abertura lógica, mesmo na construção de modelos científicos. Sobre este ponto, lembramos que o método científico é baseado em: (1) o observador, seus conhecimentos e propósitos; (2) o modelo adotado, realizado pelo observador com base em seus conhecimentos e objetivos e caracterizado por sua capacidade de explicar e prever; e (3) dados experimentais, respostas a perguntas sobre a natureza dos experimentos, obtidas do contexto usado no modelo e a linguagem do observador.

Uso do objeto Operador (O)

Aplicando um operador adequado O1 (representando o fato de executar um experimento) para o observador no momento n, produz um modelo correspondente.

Tal processo pode ser descrito em termos formais pela expressão:

modelo (n) = O1(observador(n));

Outro operador O2 pode então representar a avaliação da correspondência entre os dados experimentais (n) obtidos durante o processo de validação do modelo (n). Esta avaliação pode ser descrita em termos formais pela expressão:

dados experimentais (n) = O2(modelo(n));

No entanto, os dados experimentais mudam o conhecimento do observador e também podem influenciar seus objetivos. Um operador O3 pode mostrar que o estado sucessivo do observador depende dos dados experimentais obtidos.

Isso pode ser representado pela expressão:

observador (n + 1) = O3(dados experimentais(n));

Considerando a combinação das três circunstâncias, obtemos:

modelo(n+1) = O1(observador(n+1) = O3(O2(O1(n)))

Ao introduzir a abreviatura O = O1, O2, O3, é possível gerar uma expressão mais simples:

modelo (n) = On(modelo(0));

Onde On indica n interações do operador O

Previamente expressada como:

Obs n = COORDENADA n(obs0)

Onde

Obs n, representa o estado de variáveis observáveis relativas à ação do observador e objetos no passo n.

COORDENADA, representa a coordenada inferencial relacionada às ações do observador e os objetos.

Mesmo na fórmula recursiva, modelo(n) = On(modelo(0)), é possível, como proposto por Von Foerster em sua abordagem, considerar como auto modelos (modelos próprios), aqueles definidos por:

modelo (∞) = lim On(modelo(0))

n → ∞

e considerando que ∞ (infinito) não tem significado prático, podemos ver como o processo, desencadeado pela aplicação do método científico, pode convergir para dois pontos de chegada:

1 – Modelos logicamente fechados ou com um grau de liberdade finito.

2 – Impossibilidade de encontrar um modelo próprio definitivo.

O espaço de fase

A evolução temporal de um sistema dinâmico pode ser representada em um espaço multidimensional denominado “espaço de fase”. Nele estão representadas as trajetórias no espaço cujas coordenadas são dadas por suas variáveis. No espaço de fase de um sistema dinâmico, todos os possíveis estados instantâneos do sistema são representados por “pontos” neste espaço. Este conceito foi desenvolvido no final do século XIX por Boltzmann, Gibbs e Poincaré, é amplamente utilizado no domínio científico. O espaço de fase é um espaço abstrato onde cada variável do sistema é associada a um eixo de coordenadas. É possível representar graficamente este espaço (onde n é o número de variáveis) somente nos casos especiais em que n = 2, 3. O comportamento temporal do sistema pode ser considerado e representado pelo movimento de um ponto ao longo de uma trajetória em tal espaço. Por exemplo, o espaço de fase de um pêndulo é constituído por duas variáveis: a variável angular p que identifica a posição e que se move em um círculo e a variável de velocidade v que podem variar ao longo de uma linha reta. O espaço de fase assume assim a forma de um cilindro (Nolte, D. D. (2010). The tangled tale of phase space. Physics Today, 63(4), 33–38.).

Sobre coerência entre sistemas e análises sistêmicas

Segundo Thagard, 1989, 2000, 2012; (Thagard e Verbeurgt, 1998). Em suma, dentro de um domínio cujos elementos são proposições, Thagard substitui a rede espaço-temporal de relações com uma rede de restrições, cada uma delas consistindo de uma relação de coerência mútua (restrição positiva) ou de incoerência mútua (restrição negativa) entre duas proposições. Como cada restrição está associada ao valor numérico que representa o seu peso, podemos introduzir uma rede neural conexionista e descrever a evolução dinâmica do sistema de relações entre as proposições pertencentes ao conjunto em consideração.

Qual a precisão de nossos modelos e experimentos atuais?

Créditos: Física Nuclear

Vou citar como exemplo o experimento LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory – Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser). Antes preciso explicar qual é a medida do próton (composto por outras partículas chamadas de quarks (são dois quarks do “tipo” up e um quark do tipo down). Segundo as medidas obtidas por Randolf Pohl, do Instituto Max Planck de Óptica Quântica, em Garching, Alemanha, e seus colaboradores, utilizaram um laser para sondar átomos exóticos de hidrogênio produzidos em laboratório nos quais partículas elementares conhecidas como múons orbitam os núcleos de um único próton, substituindo os usuais elétrons. A energia do laser fez com que os átomos exibissem uma fluorescência em comprimentos de onda característicos de raios X. Essa frequência mostrou uma série de efeitos sutis, incluindo o pouco conhecido fato de que uma partícula em órbita – seja um múon ou um elétron – frequentemente passa direto através do próton. Isso é possível porque os prótons são compostos de partículas elementares menores (geralmente três quarks), e a maior parte do espaço dentro de um próton está vazio. Ao calcularem os efeitos do raio do próton nessas trajetórias através do núcleo, os pesquisadores puderam estimar o raio do próton como 0,84184 femtômetro (1 femtômetro é 1 quadrilionésimo de 1 metro). Esse número é menor que todas as medidas realizadas anteriormente, que variavam entre 0,8768 e 0,897 femtômetros. De qualquer forma, o próton é muito menor até mesmo que um átomo de hidrogênio. Se o átomo fosse do tamanho de um campo de futebol, o próton teria o tamanho de uma formiga. Ao lidar com dimensões tão pequenas a possibilidade de erro sempre existe. Entretanto, após 12 anos de esforços meticulosos, os membros da equipe estão seguros de que nenhuma sutileza imprevista arruinou suas medições. Teóricos também conferiram os cálculos envolvidos na interpretação do comportamento dos múons e na previsão do tamanho do próton, que são relativamente simples.

A primeira Observação das Ondas Gravitacionais

Com isso chegamos na precisão do experimento LIGO que é da ordem de 10.000 vezes o tamanho de um próton. Essa é a extrema precisão para podemos detectar as ondas gravitacionais, propostas pelas equações da relatividade geral de Albert Einstein.

Na minha opinião: o modo de provarmos algo é por meio de: modelagem matemática, lógica e física. Não conheço nenhum outro modo de provar as coisas existenciais.

{rc}.

Referências Bibliográficas

O fim das crenças em inexistentes é inevitável

Símbolo lógico para inexistenteA humanidade vive uma fase de transição sem precedentes em nossa história, a evolução venceu a batalha contra as obscuridades e no presente momento estamos assistindo ao desmoronamento de ideologias, estados confessionais, religiões, seitas, , etc. Até mesmo a organização política da maioria dos países volta-se para a reconstrução de princípios e valores econômicos sociais.

O que são crenças em inexistentes?

 Símbolo matemático/lógico para inexistente

São coisas que partem do imaginário popular com raízes em gerações passadas, funcionam como um tipo de senso comum ou mimetismo, aceito por pessoas com pouca educação ou forçadas a aderir a determinado credo por tradições familiares, políticas ou culturais – mesmo que seu nível educacional seja elevado – sem o devido questionamento ou provas, tornando-se refém de valores e práticas que na maioria das vezes é cruel, arbitrário e principalmente retrógradoEx: terra plana, cura quântica, deus, deuses, ets, espíritos, fantasmas, divindades, infalibilidade, regimes políticos insustentáveis (os regimes da Síria e Venezuela, são exemplos típicos), etc.

E o que são existentes?

∃  Símbolo matemático/lógico para existente

São coisas reais definidas como tal: sejam espaciais, energéticas, físicas, locais ou não locais, materiais, etc.  Ex: buracos negros, radiação eletromagnéticas, átomos, moléculas, partículas elementares, partículas e ondas gravitacionais, vácuo quântico, espaço-tempo, subespaços, estados da matéria, cognição, redes neurais biológicas, cibernéticas e principalmente as IAs (inteligências artificiais).

Qual a diferença entre Existente e Inexistente?

A lógica é imprescindível (necessária) neste caso, os existentes retornam algo válido/verificável e quando não existem, não podem retornar informações. Ex: um estado de entrelaçamento quântico entre duas partículas elementares, ao deixarmos uma delas aqui na terra em algum laboratório e levarmos sua parceira ao espaço (na órbita da terra), qualquer alteração em uma será manifestada pela outra. Caso mudarmos o Spin (giro) da partícula em órbita, sua parceira em terra receberá essa mesma ação e mudará o giro (spin) e vice-versa. E, mesmo que não saibamos como a comunicação ocorre, essa fenomenologia é expressiva, válida e detectável. Em 2016 cientistas chineses provaram via experimento o teletransporte quântico pela primeira vez. Segue comentários do experimento de teletransporte quântico: “Quantum teleportation across a metropolitan fibre network – Pdf

Crer em divindades é crer em inexistentes – saiba o motivo!

Digamos que você acredita em “Deus”, isso te obriga a aceitar como verdade o pacote: afirmações, proposições, induções; em coisas, fruto de tradições antepassadas, mesmo na impossibilidade em determinar a existência dessa entidade, se não pudermos determinar a existência, o produto da crença torna-se também um inexistente: a divindade em questão jamais atenderá qualquer pedido, prece, devoção, etc. Sic: https://rcristo.com.br/2017/03/15/como-atingir-a-razao-esclarecida-sobre-nossas-crencas-valores-e-interpretacoes-da-realidade/

O produto ou contrapartida da crença em inexistentes: PCI = ∄ é inexistente!

Fique atento: a intenção pode ser boa mas o resultado é péssimo, você não poderá fugir das leis da física, não importa em que acredite! Acreditar em deus (ou divindades e derivados) terá o mesmo efeito da compra de um belo Smartphone pela internet e quando a caixa chegou estava vazia, imagine a frustração!? Caso alguém tenha caído nessa pegadinha, foi: acreditado, confiado, seduzido por ofertas (promessas, rótulos simbolizando o aparelho) de um vendedor/site espertinho, na certeza de ganhar seu sofrido dinheirinho, em razão da crença na foto ou valor irreal de algo que não existe.

Consequências devastadoras da crença em inexistentes

No geral as pessoas não imaginam que uma simples atitude possa significar vida/morte ou decepção, dependendo da profundidade da crença adquirida: segue alguns exemplos:

  • Coronavírus – está dizimando as populações humanas, é imune às crenças, fé, deus, etc. Quem acredita que ir a um templo poderá ficar salvo, saiba que é uma péssima atitude. A razão é bem simples: o coronavírus existe (podemos velo ao microscópio eletrônico); entretanto, a sua fé não poderá fazer nada contra ele. A fé é um vazio que irá te levar a um local onde o vírus estará e poderá infectar você. As consequências podem ser fatais.
  • Terra Plana – é uma das crenças mais absurdas, sendo contrária às próprias leis da física (é contra intuitivo), mas no Brasil em 2019, uma pesquisa entrevistou 2.086 pessoas (de 16 anos ou mais) em 103 cidades do País. Entre elas, 90% afirmaram que a Terra é redonda. Ou seja, o número de pessoas que apoiam o fato científico do planeta ser uma esfera é grande, mas o número de terraplanistas vêm crescendo. Principalmente entre os mais jovens, menos escolarizados e cristãos. O levantamento aponta que a ideia do terraplanismo é apoiada por 7% dos brasileiros com menos de 25 anos. A porcentagem cai para 4% na faixa etária entre 35 e 44 anos. O valor em números passa de 11 milhões de pessoas que afirmam que nosso planeta é plano. Fonte: https://www.huffpostbrasil.com
  • Proibição da doação de sangue – muitas seitas e religiões proíbem seus membros/seguidores/fiéis doarem ou receberem sangue de terceiros, isso é devastador para a pessoa que sofre um acidente, está numa UTI e precisa da doação, pode falecer por ignorâncias desses grupos ou dos próprios familiares.
  • Proibir as crianças de receber às vacinas (obrigatórias) – mais uma atitude ilegal e colocará em risco os jovens e adultos.
  • Ignorar as responsabilidades perante a sociedade ou comunidade – as pessoas não assumem a responsabilidade por seus atos e delegam os erros cometidos aos pecados (inventados ou amparados), tentando se redimir por meio da crença, isso é um absurdo e deveria ser banido de nossa sociedade e até mesmo da constituição.
  • Fazer agradecimento aos inexistentes sempre que algo bom é realizado – agradecer a Deus por ter se salvado de um acidente, pela conquista de um prêmio ou por ter se curado de uma doença é o mesmo que tirar os créditos daqueles que sãos os responsáveis diretos por essas conquistas: a evolução e natureza pelo fato de você estar vivo, aos pais/familiares/amigos/professores/profissionais; em razão de terem sido seus tutores, auxiliado em sua recuperação, se esforçado pelo seu progresso. Li diversas teses cujos alunos agradecem a inexistentes em lugar de dar os devidos créditos a quem realmente merece. Isso é resultado da precariedade de nosso sistema educacional, uma pergunta que precisamos fazer aos examinadores de TCCs (trabalhos de conclusão de cursos): por que deixaram isso acontecer?
  • STF decide que sacrifício de animais em cultos religiosos é constitucional, sic: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/03/29/interna-brasil,746078/stf-decide-sacrificio-de-animais-em-cultos-religiosos-constitucional.shtml
  • Obs: fazer leis para apoiar práticas religiosas retrógradas é típico do profundo atraso vivenciado em nosso país. O STF apoia a ignorância como lei. Lamentável.

Outra certeza inegável é a morte, não importa no que acreditamos: nosso corpo irá para o túmulo ou crematório; portanto, vamos desaparecer (deixar de existir) da forma como nascemos no universo atual. Quanto a isso não há a menor dúvida; não existe céu ou inferno, somente existências, pense nisso e viva a vida o máximo que puder.

Fontes: Arxiv.org, Wikipedia, Technologyreview, Huffpostbrasil, Correiobrazilience

Cartilha de Finanças Pessoais: Baixe o Livro

Clique na foto para download direito em Pdf.

Esta Cartilha de Finanças Pessoais ensina os princípios básicos de leitura nessa área de conhecimento, é uma compilação elementar de Educação Financeira. Seu objetivo é servir como um guia didático no planejamento da vida financeira de seus leitores.

Blog Cidadania & Cultura

Com a edição revista e ampliada desta Cartilha de Finanças Pessoais – 2019 completei dezoito livros organizados no período desfrutado de Licenças-Prêmio e férias acumuladas. Você os encontrará para download gratuito na aba acima denominada Obras (Quase) Completas.

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Criacionismo: A Origem das Espécies Religiosa

O criacionismo é uma farsa que alimenta a ignorância do povo dominado pelas religiões, a ciência está descobrindo cada vez mais evidências contrárias ao criacionismo, tanto dentro quanto fora de nosso planeta.

Discursus: A filosofia e seus meios

O criacionismo é a teoria da origem das espécies animais e vegetais defendida pelas religiões judaica, católica e muçulmana. De acordo as teses criacionistas, cada uma das espécies de seres vivos teria surgido do nada por intermédio de deus. Como justificativa do modo de aparecimento da vida na Terra, os fundamentalistas dessas religiões apelam para crença cega nos mitos e lendas sobre a criação narrados nos Gênesis.
No século XIX, essa doutrina encontrou sustentação por parte de cientistas antievolucionistas do porte do naturalista francês Georges Léopold Chrétien Frédéric Dagobert, o barão Cuvier (1769-1832), fundador da paleontologia, que considerava os fósseis de seres vivos instintos como remanescentes de eras antigas, interrompidas por catástrofes. Hipótese semelhante a de outro geólogo francês, seu discípulo, Alcide d’Orbigny (1802-1857), que identificou 28 ocorrências de desastres naturais que aniquilaram, no passado distante, a vida na superfície do planeta. Eles acreditavam que o dilúvio descrito na

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CARL SAGAN – LIVROS GRATUITOS EM PDF

Ao todo Carl Sagan escreveu mais de 600 publicações científicas, também foi autor de mais de 20 livros de ciência e ficção científica, selecionamos os melhores que estão disponíveis em pdf. Sem dúvida foi um grande divulgador da ciência moderna: astrônomo, astrofísico, cosmólogo; escritor e divulgador científico norte-americano de destaque mundial. É amplamente conhecido por seus livros de ciência e pela premiada série televisiva de 1980 Cosmos: Uma Viagem Pessoal, narrada e coescrita por ele. Posteriormente o livro Cosmos foi publicado para complementar a série.


Carl Edward Sagan – 1934-1996

Além do sucesso mundial do clássico “O mundo Assombrado pelos Demônios”, outro livro de destaque é o Romance Contato, serviu de base para um filme homônimo de 1997. Em 1978, Sagan ganhou o Prêmio Pulitzer de Não Ficção geral pelo seu livro Os Dragões do Éden. Morreu aos 62 anos de pneumonia, depois de uma batalha de dois anos com uma rara e grave doença na medula óssea (mielodisplasia).

Confira abaixo os links para baixar em pdf, clicando neles para leitura direta em: PCs, Macs, Smartphones, Tabletes, iPhones.

Livros de Carl Sagan para download

  1. Bilhões e Bilhões: GoogleDrive
  2. Contato: GoogleDrive
  3. Cosmos: GoogleDrive
  4. O Cérebro de Broca: GoogleDrive
  5. O Inverno Nuclear: GoogleDrive
  6. O Mundo Assombrado pelos Demônios: GoogleDrive
  7. O Ônus do Ceticismo: GoogleDrive
  8. O Universo: GoogleDrive
  9. Os Dragões do Éden: GoogleDrive
  10. Um Pálido Ponto Azul: GoogleDrive
  11. Variedades da Experiência Científica: GoogleDrive

Créditos:  O Martelo de Nietzsche

O QUE APRENDEMOS SOBRE NOSSAS ORIGENS HUMANAS EM 2018

Créditos: Macedonian Historian

Quanto mais a ciência avança, nossas origens são cada vez mais reveladas. E o que somos? A resposta correta é: Homo Sapiens, um descendente comum aos macacos. O termo deriva do latim “homem sábio”, ser humano, ser pessoa, gente ou homem, é a única espécie animal ainda viva de primata bípede do gênero Homo.

Os Hominídeos formam uma família taxonômica dos grandes primatas, incluindo os quatro gêneros existentes:

Chimpanzés (Pan) – 2 espécies
Gorilas (Gorilla) – 2 espécies
Humanos (Homo) – 1 espécie
Orangotangos (Pongo) – 3 espécies

De uma mandíbula superior a pinturas vermelhas em ocre, dois estudiosos do Smithsonian observam as descobertas significativas na evolução humana nesta viagem ao redor do Sol.

O famoso “Catwalk Site”, uma das exibições ao ar livre no Museu do Olorgesailie do Museu Nacional do Quênia, repleto de maquinarias de 900 mil anos. (Cortesia: Briana Pobiner).

O que significa ser humano? O que nos torna únicos entre todos os outros organismos na Terra? É a cooperação? Conflito? Criatividade? Conhecimento? Acontece que existe uma característica anatômica que distingue os humanos modernos (Homo sapiens) de todos os outros animais vivos e extintos: nosso queixo ossudo. Mas uma característica de nossas mandíbulas tem um significado real para nossa humanidade? As seis primeiras descobertas de 2018, todas dos últimos 500 mil anos da evolução humana, nos dão ainda mais informações sobre o que significa ser humano. E, a propósito, se você quiser saber mais sobre nossas descobertas favoritas do ano passado, confira nossa 

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DESIGN INTELIGENTE NÃO REPRESENTA UM DESAFIO CIENTÍFICO PARA A EVOLUÇÃO.

O conceito design inteligente (di) não só não é científico como é assumidamente uma postura religiosa cristã e faz uso de uma roupagem para travestir o seu conteúdo criacionista. Por esta razão o design inteligente segue marginalizado e assim será dada a amplitude de seu fundamentalismo religioso em um mundo secularizado. A ciência vence em todos os aspectos!

O design inteligente não representa um desafio científico. Historicamente as raízes deste movimento estão na metafísica cristã, buscando no que está além da natureza (na aletheia) uma forma de conhecê-la.

O bioquímico Michael Behe, cujo testemunho ficou proeminente no julgamento de Dover em 2005. Ted Davis atrás de Behe.

O movimento do design inteligente surgiu na década de 80 como uma manobra criacionista elaborando uma máscara de “ciência” para uma defesa fundamentalista da leitura literal do livro de Gênesis. Apesar de existir pessoas com formação em diversas áreas e que adotam esta postura religiosa, ela não é aceita como ciência porque não respeita e não preenche aspectos básicos da filosofia da ciência e da metodologia científica. Geralmente os adeptos desta doutrina usam o argumento de autoridade (ser formado em uma área) para tentar validar uma crença religiosa.

A única representatividade que o movimento possui é por arrebanhar pessoas nas…

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Calcule corretamente a velocidade de sua internet em Mbits/s para MB/s

Os pacotes de internet oferecidos pelas operadoras no geral utilizam a métrica: Mega bits por segundo (Mbps), significa que em 1 segundo, o valor correspondente a 1 megabit (1.000.000 bits) é transmitido na velocidade da luz do ponto de origem ao ponto de destino.

Utilize a seguinte métrica para saber o valor correto dessa velocidade em Mega Bytes (MB)

  • 1 Byte é igual a 8 bits
  • 1 Mbits/s equivale a 1000 bits x 1000 bits = 1.000.000 bits/s
  • 1000.000 bits dividido por 8 (bits) = 125.000 bytes
  • 125.000 divido por 1.000.000 = 0,125 MB (Mega Bytes), saiba mais sobre bytes aqui!
  • 1 Mbits/s = 0,125 MB/s lê-se: “zero, vírgula, cento e vinte e cinto mega bytes por segundo”.

Obs: 1 bit equivale a 2 estados 0 e 1 (binário), 1 byte = 8 bits = Log2 8 (logaritmo de 8 na base binária 2). Computadores clássicos (os nossos) trabalham com matemática binária (bits), computadores quânticos (em desenvolvimento nos laboratórios avançados) trabalham com matemática quântica (qubits).

Ex: meu plano contratado atual é de 50 Mbits/s então minha velocidade de internet em MB/s (Mega Bytes por segundo) é igual a: 50 x 0,125 ou ainda 50/8 = 6,25 MB/s. Ou seja, para eu poder enviar (upload) um arquivo de 10 megas de peso, nessa velocidade, levaria o tempo de 10/6,25 = 1,6 segundos.

Segue a medição realizada pelo site: Copel Speed Teste Adsl

Ao clicar na imagem acima a página teste será aberta.

Sensor WiFi TP-Link Archer T1U (5 GHZ) 433 Mbits/s utilizado na medição

Esse dispositivo utiliza a velocidade da banda (frequência) base 5 GHZ, velocidade de transmissão de dados 433 Mbits/s = 54,125 MB/s é cerca de nove vezes mais rápido que uma internet fibra 50 Mbits/s. Clique na imagem para mais informações.

Fonte: Units of information