O lado escuro da cosmologia

Os componentes do nosso Universo. A energia escura compreende 69% da densidade de massa do universo, a matéria escura é composta por 25% e, a matéria atômica "comum" torna-se 5%. Três tipos de neutrinos, no mínimo, 0,1%, a radiação cósmica de fundo torna-se 0,01%, e os buracos negros compreendem pelo menos 0,005%. Crédito: Science/AAAS
Os componentes do nosso Universo. A energia escura compreende 69% da densidade de massa do universo, a matéria escura é composta por 25% e, a matéria atômica “comum” torna-se 5%. Três tipos de neutrinos, no mínimo, 0,1%, a radiação cósmica de fundo torna-se 0,01%, e os buracos negros compreendem pelo menos 0,005%. Crédito: Science/AAAS

É uma bela teoria: o modelo padrão da cosmologia descreve o universo usando apenas seis parâmetros. Mas também é estranho. O modelo prevê que a matéria escura e energia escura – duas entidades misteriosas – que nunca foram detectadas compõem 95% do universo, deixando apenas 5% composto por matéria comum, tão essencial para a nossa existência.

Em um artigo da revista Science no início do mês de março, o astrofísico de Princeton David Spergel analisa como os cosmólogos tiveram certeza de que estamos rodeados de matéria e energia que não podemos ver.

As observações de galáxias, supernovas, e a temperatura do universo, entre outras coisas, levaram os pesquisadores a concluir que o universo é mais uniforme e plano, mas está em expansão devido a um fenômeno intrigante chamada energia escura. A taxa de expansão aumenta ao longo do tempo, contrariando a força de atração da gravidade. Esta última observação, diz Spergel, implica que se você jogar uma bola para cima vai vê-la começar acelerar para longe de você.

Uma série de experimentos para detectar a matéria escura e energia escura estão em andamento, e alguns pesquisadores já afirmaram ter encontrado partículas de matéria escura, embora os resultados sejam controversos. Novas descobertas esperadas nos próximos anos a partir do LHC – Large Hadron Collider (grande colisor de hádrons), o mais poderoso acelerador de partículas do mundo, poderia fornecer evidências para uma teoria proposta, a supersimetria, que poderiam explicar as partículas escuras.

Mas explicar a energia escura, e por que o universo está se acelerando, é um problema mais difícil. Durante a próxima década, potentes telescópios ficarão online para mapear a estrutura do universo e detectar a distribuição da matéria ao longo dos últimos 10 bilhões de anos, oferecendo novos insights sobre a fonte de aceleração cósmica.

No entanto, observações sozinhas provavelmente não serão suficientes, de acordo com Spergel. A plena compreensão exigirá novas ideias em física, talvez até uma nova teoria da gravidade, possivelmente incluindo dimensões extras, Spergel escreve. “Nós provavelmente vamos precisar de uma nova ideia tão profunda como a relatividade geral para explicar esses fenômenos.”

Quando isso acontecer, a nossa compreensão do lado escuro da cosmologia deixará de acelerar para longe de nós.

Segue abaixo uma animação de como o LHC trabalha

Fonte: Phys.org

Início – a verdadeira história do universo e provável futuro em 6 minutos

Em “Beginning” (início em inglês), o divulgador científico Hashem AL-ghaili, retrata em apenas 6 minutos, como a ciência descreve o início do universo, da vida e até mesmo como será o fim da terra nos próximos 5 bilhões de anos, onde o nosso Sol passará á fase gigante vermelha e expandirá sua massa até vaporizar nosso planeta terra, até lá, os futuros cidadãos do planeta já estarão morando em outros planetas ao redor de outras estrelas, assim espero.

Créditos: Universo Racionalista

Créditos: Hashem AL-ghaili

Créditos: Facebook Sci-Tech

NASA mostra os primeiros conceitos dos motores de dobra espacial fora da ficção

Foto ilustrativa de um modelo de nave de dobra
Crédito da Imagem: Mark Rademaker/NASA.

Os fãs de filmes de ficção científica com certeza já devem imaginar no que implicaria um motor para dobra espacial: com ele, seria possível viajar pelo espaço em velocidades muito maiores que a da luz. Isso se colocarmos tudo em termos bem simples, já que quem realmente seria acelerado é o próprio espaço e não o equipamento que realizaria a viagem. Complexo? Bastante, mas completamente possível também, segundo o físico Dr. Harold White da Johnson Space Center da Nasa.

Ele apresentou um modelo teórico para um motor de dobra possível e viável para ser construído e operado pelo homem. Na verdade, ele realizou diversos cálculos para resolver problemas da sua teoria anterior, que também trabalhava na ordem da aceleração do espaço, mas requeria quantidades realmente astronômicas de energia e massa. Estamos falando do equivalente à massa de Júpiter para criar o dito motor! Agora, com a teoria atualizada, o valor foi reduzido para menos de 800 kg.

Motor de dobre de Alcubierre
Modelo proposto por Alcubierre. Espaço-tempo seria acelerado para facilitar a viagem espacial (Fonte da imagem: Reprodução/io9)

Como isso poderia funcionar

Motor de dobra White
Modelo alterado por White diminui a necessidade de massa. (Fonte da imagem: Reprodução/io9)

De acordo com White, para criar um motor de dobra seria necessário posicionar um objeto esferoide no meio da nave espacial e fazer um anel se movimentar em volta dele de determinada maneira que pudesse contrair e expandir o espaço à sua volta, gerando uma bolha de dobra ao redor da espaçonave. O conceito é praticamente o mesmo — se visto de forma bem simples — que o presente em uma diversidade de obras de ficção científica do cinema, da TV e da literatura.

Essa bolha de dobra seria capaz de movimentar o espaço em volta da nave, como se ela estivesse passando através de algo muito apertado. Assim, o movimento de expansão do espaço atrás da bolha seria o responsável por movimentar a nave a velocidades incríveis.

Fora isso, como a bolha de dobra posicionaria a nave em alguma situação “nas entranhas do espaço”, as leis da relatividade de Einstein não se aplicariam diretamente. Isso porque, diretamente, nada pode superar a velocidade da luz, mas o espaço pode se comprimir e expandir a qualquer velocidade, tornando a dobra praticamente ilimitada.
White explica ainda as limitações práticas do seu modelo anterior, comentando sobre a rigidez do espaço. “O espaço-tempo é bem rígido/firme, então para criar o efeito de expansão e contração de forma útil a fim de conseguirmos atingir destinos interestelares em uma quantidade de tempo razoável, seria necessário uma grande quantidade de energia”.

Como o motor se tornou viável

Para criar a solução para esse problema, White tentou realizar uma alteração no modelo de motor de Alcubierre, no qual tinha baseado sua primeira ideia. Em volta do objeto esferoide, seria necessário que um anel permanecesse girando. Alcubierre, entretanto, imaginou esse elemento como um cinto, um anel chato. Então, White teve a ideia de melhorar a forma desse elemento, tornando-o mais grosso, quase como uma rosquinha, no formato que aparece no modelo.

Foi com isso que os cálculos da quantidade de energia e massa do motor pularam do tamanho de Júpiter para 800 kg, o equivalente à sonda Voyager 1, que explorou o Sistema Solar nos últimos anos.

Resultados práticos

Todo esse trabalho feito por White baseado nas ideias de Alcubierre resultaria em velocidades incríveis de dobra. Nada comparado ao que víamos em Star Trek, em que a tripulação da USS Enterprise chegava a seus destinos em questão de segundos. Mas os resultados são bastante aceitáveis, já que poderíamos alcançar a estrela mais próxima do Sol em questão de semanas. Com isso, ir para Marte poderia ser como atravessar a rua em uma nave com um motor baseado nas ideias de White.

Além do mais, a viagem com o motor de White seria bastante precisa. Os ocupantes de uma espaçonave equipada com ele experimentariam uma sensação de movimento, mas a nave na verdade não estaria se movendo. Por conta disso, é possível parar esse efeito e recomeçá-lo com bastante precisão. Ou seja, calculando rotas com exatidão, você poderia alcançar qualquer planeta do nosso Sistema Solar sem acabar sendo sugado pela gravidade, podendo se posicionar em locais apropriados.

Experimentos

Depois de apresentar seu novo modelo de dobra espacial, White agora se ocupa em recriar miniaturas do seu motor a fim de comprovar sua teoria. Para isso, lasers estão sendo utilizados para recriar condições do espaço a fim de testar a capacidade dos protótipos.

White explica ainda que está realizando testes com um anel de capacitores de cerâmica, a fim de simular o efeito do anel em volta do esferoide original. Caso tudo ocorra bem, a NASA poderá recriar o equipamento em tamanho real em alguns anos, talvez décadas.

Avaliando o avanço de potenciais propulsores

O cientista da Nasa MARC G. MILLIS, documenta em um artigo o potencial promissor das novas ideias e novos conceitos sobre propulsão espacial, bem como a viabilidade no médio e longo prazos. Leia o artigo completo AQUI!

Fonte: io9

Fonte: Tecmundo

Fonte: NASA

O universo a partir do nada (A Universe From Nothing) – Lawrence Krauss

Michael Shermer

Por que existe algo em vez de nada? Essa é uma daquelas questões profundas difíceis de responder. Ao longo de milênios, os humanos simplesmente disseram “Foi Deus quem fez”: um criador precedeu o Universo e o criou a partir do nada. Mas isso levanta a pergunta de quem criou Deus – e se Deus não precisar de um criador, a lógica dita que o Universo também não precisa. A ciência lida com causas naturais (não sobrenaturais) e por isso permite várias maneiras de explorar de onde é que o “algo” veio.

Universos múltiplos

Há muitas hipóteses de multiversos que nos mostram como o Universo poderia ter nascido a partir de outro. Nosso Universo pode ser, por exemplo, apenas um entre vários universos-bolha com diferentes leis naturais, que produziriam estrelas, com algumas delas colapsando em buracos negros e tendo peculiaridades que dariam origem a novos universos – de maneira similar à singularidade que os físicos acreditam ter dado origem ao Big Bang.

Teoria-M

No livro The Grand Design (O grande projeto), escrito em 2010 com Leonard Mlodinow, Stephen Hawking elege a “Teoria-M” (uma extensão da teoria de cordas que inclui 11 dimensões) como “a única candidata à teoria completa do universo. Se for finita – e isso ainda terá que ser provado – será o modelo de um universo que cria a si mesmo”.

Origem a partir da espuma quântica

a-universe-from-nothing
Clique na imagem para download em Epub! (divulgação).

O “nada” do vácuo espacial na verdade é feito de turbulências espaço-temporais subatômicas em distâncias extremamente pequenas, mensuráveis na escala de Planck – a distância na qual a estrutura do espaço-tempo é dominada pela gravidade quântica. Nessa escala, o princípio da incerteza de Heisenberg permite que a energia decaia brevemente em partículas e antipartículas, produzindo “algo” a partir do “nada”. O nada é instável. Em seu novo livro, A Universe from Nothing, o cosmólogo Laurence M. Kraus tenta ligar a física quântica à teoria da relatividade geral de Einstein para explicar a origem de um Universo dessa maneira: “Na gravidade quântica, os universos podem aparecer espontaneamente, e de fato sempre o farão. Esses universos não precisam estar vazios, mas podem conter matéria e radiação desde que sua energia total, incluindo a energia negativa associada à gravidade (contrabalanceando a energia positiva da matéria), seja zero”. Além disso, “para universos fechados que podem ser criados a partir desses mecanismos para durar mais do que intervalos infinitesimais de tempo, algo como a inflação se faz necessário”. As observações mostram que o Universo é de fato plano (há matéria suficiente para desacelerar sua expansão, mas não detê-la), tem energia total zero e passou por uma rápida inflação, ou expansão, logo após o Big Bang, como descrito pela cosmologia inflacionária. “A gravidade quântica não apenas parece permitir que universos sejam criados a partir do nada – ou seja, da ausência de espaço e tempo –, ela pode precisar que seja assim. O ‘nada’ – nesse caso a ausência de espaço, de tempo, de tudo! – é instável”.

As outras hipóteses também são testáveis. A ideia de que novos universos possam surgir de buracos negros em colapso pode ser esclarecida a partir de conhecimentos adicionais sobre as propriedades de buracos negros, que estão sendo estudadas. Outros universos-bolha podem ser detectados nas sutis variações de temperatura da radiação cósmica de fundo deixada pelo Big Bang de nosso Universo. A Sonda Anisotrópica de Micro-ondas Wilkinson (WMAP, em inglês) está coletando dados sobre essa radiação. Além disso, o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO, em inglês) foi projetado para detectar ondas gravitacionais excepcionalmente fracas. Se existem outros universos, talvez rugas em ondas gravitacionais indiquem sua presença. Talvez a gravidade seja uma força relativamente tão fraca (se comparada ao eletromagnetismo e às forças nucleares) porque parte dela “vaza” para outros universos. Mesmo que Deus (segundo os teólogos) seja visto como o criador das leis da Natureza que fizeram o Universo (ou multiverso) surgir a partir do nada – se essas leis forem determinísticas –, então Deus não teve escolha na criação do Universo, e por isso não foi necessário. De qualquer forma, por que deveríamos nos voltar para o sobrenatural quando nossa compreensão do natural ainda está em seus estágios iniciais? Seríamos sábios ao seguir esse princípio cético: antes de dizer que algo não é deste mundo, certifique-se de que não seja deste mundo.

Créditos: Scientific American Brasil

Fonte: Kikass.to

Cosmos de Carls Sagan completo em 13 episódios (primeira edição dublada)

Livro Cosmos - Carl Sagan
Leia em PDF

É uma série simplesmente indispensável, vista por mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo e produzida por um dos maiores divulgadores da ciência que já existiram, Carl Sagan.

A série Cosmos é um clássico – segue o livro completo ao lado – clicando sobre a foto do livro irá direto para a página com o livro em PDF.  A primeira vez que assisti eu tinha 12 anos, fiquei fascinado com tanto conhecimento divulgado e explicado com muita simplicidade pelo cientista Carl Sagan. Em minha opinião videos como este deveriam ser mostrados às crianças desde sua infância, para que comecem a desenvolver uma consciência voltada para a ciência.

Título Descrição
Episódio 1: As Margens do Oceano Cósmico

Das margens do grande oceano do espaço, Carl Sagan embarca em uma imensa jornada cósmica que começa a 8 bilhões de anos-luz da Terra. A bordo de sua espaçonave da imaginação, ele nos conduz às maravilhas do Cosmos. Passando por Plutão, rumo aos anéis de Urano, o majestoso sistema de Saturno e o lado escuro de Júpiter. Atravessando as nuvens da Terra, nós nos encontramos no Egito, onde “Eratosthenes” mediu, pela primeira vez, o tamanho da Terra. Dr. Sagan nos mostra como isso foi feito. A biblioteca de Alexandria, o berço do aprendizado do mundo antigo, é reconstruída em toda sua glória para ilustrar a fragilidade do conhecimento. Sagan também apresenta o “Calendário Cósmico”, para que possamos compreender a expansão do tempo, desde o “Big Bang” até o presente.

Episódio 2: Uma Voz no Mundo Cósmico

Como começou a vida na Terra? Existe vida em outros mundos? Carl Sagan explora a origem, evolução e diversidade da vida na Terra. Com incríveis animações de computador, nós entramos no coração de uma célula viva, para examinar o DNA. Para entender o processo de evolução, Dr. Sagan nos conta uma fascinante história do Japão, enquanto experiências de laboratório demonstram os primeiros passos da origem da vida. Novas e espetaculares seqüências de animação traçam a evolução humana a partir de um micro-organismo no oceano primitivo. E, finalmente, conheceremos as diferentes formas de vida que poderiam habitar uma atmosfera como a do planeta Júpiter. Acompanhe o Dr. Carl Sagan nesta incrível jornada rumo aos segredos do universo desconhecido.

Episódio 3: A Harmonia dos Mundos

Da fascinante jornada humana desde os primeiros estudos astronômicos das antigas civilizações até os mais modernos exploradores do Cosmos, surgiu uma pseudo-ciência chamada astrologia. O último grande astrólogo científico também foi o primeiro astrônomo moderno: Johanne Kepler. Kepler buscava a harmonia das estrelas e fez um importante avanço rumo à era da ciência. Seu maior segredo era um respeito muito grande pela observação dos astros, mesmo quando estes entravam em conflito com suas próprias crenças pessoais. As descobertas intuitivas de Kepler nos ensinaram como a Lua e os planetas movem-se ao redor de suas órbitas e como o homem poderia ficar ainda mais próximo do universo, com os primeiros conceitos de como viajar pelo espaço em direção a outros planetas.

Episódio 4: Céu e Inferno

Em 1908, na Sibéria, uma misteriosa explosão abalou a Terra, derrubando árvores por milhares de quilômetros, e emitindo um som que pode ser ouvido em todo o planeta. Será que um mini buraco-negro atingiu a Terra? Ou uma nave extra-terrestre sofreu um acidente nuclear? Carl Sagan examina as evidências e conclui que a Terra foi atingida por um pequeno cometa. Um modelo de nosso sistema solar nos mostra como outros planetas devem ter sofrido impactos semelhantes. Será que o planeta Vênus já foi um imenso cometa, como acreditam alguns estudiosos? O Dr. Sagan responde a essa pergunta em uma viagem cósmica através da atmosfera de Vênus, para explorarmos sua superfície escaldante. Embarque, também, na fantástica nave de Carl Sagan, e descubra a beleza e fragilidade do lugar que chamamos de planeta Terra!

Episódio 5: O Planeta Vermelho

O planeta Marte vem fascinando os humanos há séculos, tanto na ficção científica quanto na ciência real. Carl Sagan nos conduz ao Observatório Percival Lowell, construído no Arizona, para estudar os “canais” de Marte, que Lowell acredita terem sido construídos por uma civilização extinta. Há alguns anos, duas espaçonaves Vikings pousaram em Marte. O Dr. Sagan nos mostra o pouso das naves e demonstra o maravilhoso equipamento que enviou milhares de fotos e informações para a Terra. Explorando a superfície do planeta vermelho, Viking não achou nenhuma indicação, nenhum artefato, ou qualquer tipo de vida inteligente. Mas a possibilidade de vida microscópica, passada ou presente, ainda permanece em discussão. Segundo os estudos realizados, se já houve vida em Marte, ela desapareceu… ou pode estar em qualquer outro lugar do universo … até mesmo na Terra!

Episódio 6: Navegantes do Universo

Há trezentos anos a Holanda começou a enviar seus navios mundo afora recolhendo dados sobre nosso planeta; hoje espaçonaves já navegam para todos os planetas conhecidos de nossos ancestrais. Carl Sagan leva-nos ao Laboratório de Propulsão a Jato para compararmos a empolgante viagem exploratória a bordo de um navio com a emocionante experiência dos cientistas que presenciaram as primeiras imagens das luas de Júpiter, tomadas pela espaçonave Voyager. Comandada pela Dr. Sagan, a espaçonave da imaginação segue a trilha da Voyager levando-nos aos anéis de Saturno e a seu satélite Titã, cuja atmosfera é rica em material orgânico. E após explorar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, a nave Voyager continuará cruzando para sempre o grande oceano interestelar.

Episódio 7: O Esqueleto da Noite

O que são as estrelas? Houve um tempo em que homens curiosos imaginavam que as estrelas fossem campos em fogo no céu, sustentados por uma magia, ou pensavam que a Via Láctea era o “Esqueleto da Noite”. Na ilha grega de Samos, 2.300 anos atrás, um homem chamado Aristarchus sugeriu que o Sol, e não a Terra, seria o centro do sistema solar. Ele acreditava na tradição de 200 anos atrás, na qual as leis naturais, e não o capricho dos deuses, governam o universo. Na caverna de Pitágoras em Samos, Carl Sagan também descobre um outro lado do pensamento Grego, um mundo místico guardado por eléricos que trabalhavam para esconder das pessoas esse tipo de conhecimento. O nascimento do pensamento científico na nossa civilização e o interior de nós mesmos é o tema desse episódio. Dr. Sagan viaja de volta ao Brooklin onde ele começou por si próprio a mudar com o estudo do universo.

Episódio 8: Viagens pelo Tempo e Espaço

As estrelas do Cosmos são mais numerosas que todos os grãos de areia da Terra. Se pudéssemos observar o céu, ininterruptamente, por milhares de anos, constelações mudariam de forma, graças ao intenso movimento das estrelas. Junto a Carl Sagan, viajaremos pelas profundezas do Universo. Em uma máquina do tempo, exploraremos o que aconteceria se o passado pudesse ser alterado. Estudaremos as idéias de um jovem chamado Albert Einstein sobre a possibilidade de viajar em um raio de luz. Exploradores espaciais, em modernas naves, poderiam alcançar o centro da galáxia com rapidez além de nossa imaginação … mas retornariam a uma Terra milhares de anos mais velha do que quando partiram!

Episódio 9: A Vida das Estrelas

A maioria dos átomos em nossos corpos foram feitos dentro das estrelas! Com técnicas avançadas de astronomia e impressionantes animações gráficas, conheceremos o nascimento, a vida e a morte das estrelas. Carl Sagan nos mostra a origem e a natureza dos buracos negros, corpos com uma força gravitacional tão forte dos quais nem mesmo a luz consegue escapar. Testemunharemos como será a explosão do sol e a redução de nosso planeta às cinzas, cinco bilhões de anos no futuro. Tentaremos conhecer um pouco mais sobre os raios cósmicos, capazes de criar estranhas mutações na Terra, produto de explosões que acontece por todo o universo. A origem, evolução e destino da vida em nosso planeta estão relacionadas com a imprevisível e misteriosa evolução do cosmos.

Episódio 10: O Limite da Eternidade

Qual a origem do universo? Qual o seu destino? Será que continuará a crescer eternamente, ou entrará em colapso? Carl Sagan explora o tempo desde a formação das estrelas e galáxias e nos mostra como os humanos descobriram a expansão do universo. Viajamos para a Índia, onde uma cerimônia milenar celebra os ciclos da vida. Assim como a ciência moderna, a mitologia hindu fala de um universo com bilhões de anos de existência e a possibilidade de ciclos infinitos de morte e renascimento. Mundos de duas e quatro dimensões são explorados pelo Dr. Sagan, que também nos apresenta um conjunto de telescópios, no Novo México, capaz de visualizar os lugares mais distantes do Cosmos, em uma busca incansável pelos limites da existência.

Episódio 11: A Persistência da Memória

O cérebro humano é o ponto de partida de todas as nossas viagens cósmicas. Cal Sagan nos transporta para uma embarcação de pesquisa oceânica, para conhecermos melhor uma as formas de vida inteligente com a qual dividimos nosso planeta: as baleias. Depois, nos convida a passear pelo cérebro humano e testemunhar a arquitetura do pensamento. Dr. Sagan entra na “biblioteca” do cérebro, onde trilhões de informações são armazenadas. Parte desse conteúdo, além das informações dos nossos genes e de milhares de livros foram lançadas ao espaço a bordo da nave Voyager – uma “mensagem na garrafa” destinada a seres de outras eras … e de outros mundos.

Episódio 12: Enciclopédia Galáxica

Os Objetos Voadores Não Identificados são para muitos motivo de piada. De fato não existem provas físicas que confirmem sua existência. Carl Sagan faz uma análise dos relatos que se tem de visitantes extraterrestres. A seguir vai até o Egito recriar a pedra Rosetta, marco histórico que permitiu a Jean François Champollion decifrar hieróglifos da civilização antiga dando, assim, à ciência seu conteúdo. Ainda na sua “espaçonave” tão somente orientada pela imaginação, mensagens de civilizações alienígenas são captadas pelo maior telescópio do mundo e receptadas em rádios.

Episódio 13: Qual o Futuro da Terra?

A insanidade da corrida pelo armamento nuclear aumenta a necessidade da criação de alguma perspectiva para os planetas. Se no passado guerreamos uns com os outros, sem levar em contas aspectos culturais e humanos como valiosos; atualmente a aproximação global da comunidade requer um outro posicionamento. Ao mesmo tempo, os mecanismos de destruição criados pela humanidade são capazes de aniquilar as espécies e a promessa de desenvolvimento científico foi interrompida quando, no século V, aniquilou-se a biblioteca de Alexandria. A trajetória de quinze bilhões de anos é aqui novamente traçada até o presente, e o Planeta Terra apresenta a triste estatística de sessenta mil armas nucleares. O doutor Sagan acredita que nossa sobrevivência é um débito que temos para conosco, para com nossos ancestrais e descendentes, e com o Cosmos onde tudo começou.

Créditos: http://www.carlsagan.com/

 

https://www.youtube.com/user/CarlSaganPTBR

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosmos

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan

 

http://www.documentarios.org/serie/detalhar/26/serie_cosmos

 

http://www.aeroespacial.org.br/educacao/documentarios.php

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking 1 a 5 – BBC 2011 HD

O professor Stephen Hawking apresenta uma análise global das descobertas científicas que estão transformando as nossas vidas no século XXI. Com a ajuda de alguns dos maiores nomes do mundo científico – incluindo David Attenborough, Richard Dawkins, Aarathi Prasad, Lord Winston e Maggie Aderin-Pocock – esta série em cinco episódios revela como a ciência está em busca do próximo avanço da humanidade.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 01 – Máquinas

A equipe mostra avanços na tecnologia e engenharia que estão criando uma nova geração de máquinas. Mark Evans conecta seu cérebro a um computador, para testar um novo tipo de máquina. Kathy Sykes percorre as ruas de São Francisco enquanto experimenta o futuro dos transportes, o carro sem motorista. Na Itália, Jim Al-Khalili fica frente a frente com o incrível robô chamado iCub, que aprende como uma criança. Joy Reidenberg revela o extraordinário exoesqueleto que pode fazer os paraplégicos andarem e pode dar a um homem a força de três. Nas Ilhas Canárias, Maggie Aderin-Pocock visita um dos maiores telescópios mundiais, que procura por novos planetas nos rincões mais distantes do Universo – planetas que um dia poderemos colonizar.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 02 – Saúde

Os especialistas examinam como os cientistas estão lutando por nossa sobrevivência, combatendo as doenças que mais matam no mundo. A bióloga Aarathi Prasad junta-se a caçadores de vírus nas selvas africanas, Robert Winston vê, em primeira mão, como os cirurgiões do futuro poderiam ser robôs, e Richard Dawkins investiga o meio pelo qual os distúrbios cerebrais podem um dia ser tratados com o uso da luz do laser e de neurônios modificados geneticamente. A anatomista Joy Reidenberg descobre duas soluções possíveis para a malária e – o mais extraordinário de tudo – Aarathi Prasad conhece uma mulher cuja vida foi salva por um novo tratamento revolucionário contra o câncer, no qual todo paciente recebe um coquetel personalizado de drogas.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 03 – Tecnologia


Os especialistas exploram como a tecnologia do século XXI está moldando nosso futuro ao mudar o modo como vivemos, nosso modo de se comunicar e nossa percepção do Universo. A física Kathy Sykes investiga como os nossos celulares podem dar aos especialistas acesso aos nossos hábitos e atos: um admirável mundo novo no qual é difícil manter segredo, mas onde os planejadores urbanos podem construir cidades em torno de nossas necessidades. O designer Max Lamb testemunha o surgimento de uma nova era na produção onde lasers imprimem objetos em 3D, e Stephen Hawking traça a ascensão de um antigo empresário da internet que está transformando a exploração espacial. A cientista ambiental Tara Shine visita uma cidade experimental no deserto onde as pessoas podem se deslocar em carros sem motorista, e Kathy Sykes desce 2 km rumo às profundezas da Terra para investigar como os cientistas estão usando a tecnologia para estudar as partículas mais misteriosas do Universo.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 04 – Meio ambiente


A ciência vira super-herói na luta para salvar o planeta e preservar a raça humana. Na Califórnia, o físico Jim Al-Khalili observa como o poder do maior laser do mundo pode criar combustível para atender a todas as nossas necessidades, enquanto em Longleat, Sir David Attenborough ajuda a coletar DNA de uma elefanta para a Arca Congelada – um projeto para salvar todas as espécies do mundo da extinção. Mark Evans descobre um cientista na Holanda que desenvolve carne de porco em uma placa de Petri, um meio de alimentar o mundo e liberar a terra dos animais de pasto. Jim Al-Khalili também conhece um cientista na Louisiana que acha que descobriu um micróbio que pode ajudar a limpar vazamentos de petróleo, e Maggie Aderin Pocock vislumbra a face do Sol no laboratório solar da NASA, onde eles estão aprendendo a prever tempestades solares. Do banco de DNA do Museu de História Natural aos igarapés da Louisiana, o programa celebra as iniciativas extraordinárias dos cientistas para preservar o nosso futuro.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 05 – Biologia

Os especialistas revelam as incríveis descobertas que estão transformando a resistência e a força do corpo humano. Mark Evans junta-se a bioprospectores na Amércia Central explorando as reservas intactas dos oceanos em busca de remédios, Aarathi Prasad conhece idosas que podem ter o segredo de uma vida longa e saudável, e Robert Winston investiga como nosso comportamento pode influenciar os genes das futuras gerações de maneiras inimagináveis. Roberta Bondar, astronauta e neurologista, explora a nova ciência da regeneração cardíaca – cientistas, em Dallas, descobriram que ratos recém-nascidos conseguem regenerar o próprio coração, será que isso funcionaria no ser humano? Por fim, Richard Dawkins e Aarathi Prasad celebram os feitos da biologia sintética e o trabalho de um homem que descobriu como fazer a bactéria E. Coli produzir diesel. Do litoral do Pacífico às nevascas do Canadá, o programa investiga como os cientistas estão usando os segredos de nossas células para mudar a vida.

Créditos: JoseGabr1el

A mais poderosa câmera digital do mundo grava as primeiras imagens

A câmera de energia escura, uma câmera de 570 megapixels montada em um telescópio no Chile, conseguiu a primeira imagem em 12 de setembro. (Divulgação).

Oito bilhões de anos atrás, os raios de luz de galáxias distantes começaram sua longa jornada para a Terra. Essa luz estelar antiga já encontrou o seu caminho para uma montanha no Chile, onde a câmara de energia escura, a mais poderosa máquina de céu mapeamento já criada, captou e gravou pela primeira vez.

Essa luz pode conter dentro de si a resposta para um dos maiores mistérios da física, por que a expansão do universo está se acelerando.

Cientistas da colaboração internacional Dark Energy (Energia Escura) anunciaram esta semana que a câmara de energia escura, o produto de oito anos de planejamento e construída por cientistas, engenheiros e técnicos em três continentes, conseguiu a primeira imagem. As primeiras fotos do céu do sul foram tomadas pela câmera de 570 megapixels em 12 de setembro.

Composição da DECAM

Cêmera de energia escura. (Divulgação).

A Dark Energy Camera (DECam), câmera de energia escura é composta por 62 Chips CCD (charge-coupled device) ou Dispositivo de Carga Acoplado, é um sensor para captação de imagens formado por um circuito integrado contendo uma matriz de capacitores ligados (acoplados). Esse arranjo consegue produzir imagens espetaculares com até 570 megapixels de resolução.

Plano focal mostrando os 62 CCDs. (Divulgação).
Plano lateral em perspectiva mostrando a câmera acoplada aos dispositivos de controle. (divulgação).

“A realização da primeira imagem através da Câmara de Energia Escura começa uma nova era importante em nossa exploração da fronteira cósmica”, disse James Siegrist, diretor associado de ciência de física de altas energias com o Departamento de Energia dos EUA. “Os resultados desta pesquisa nos levará para mais perto de compreender o mistério da energia escura, e o que isso significa para o universo.”

Primeiro mosaico de imagens captadas pela câmera. (Divulgação).

A câmera de energia escura foi construída no Fermi National Accelerator Laboratory (Laboratório nacional de aceleração de partículas), em Batavia, Illinois, e montada no telescópio Victor Blanco M. em Cerro da National Science Foundation Tololo Inter-American Observatory (CTIO) no Chile, que é o braço Sul do National Optical Astronomy Observatory (Observatório óptico astronômico nacional) EUA (NOAO). Com este dispositivo, aproximadamente do tamanho de uma cabine telefônica, astrônomos e físicos investigarão o mistério da energia escura, a força que eles acreditam estar fazendo com que o universo se expanda mais e mais rápido.

Galáxia espiral captada pela DECAM. (Divulgação).

“A Pesquisa de Energia Escura vai nos ajudar a entender por que a expansão do universo está se acelerando, e não desacelerando devido à gravidade”, disse Brenna Flaugher, gerente de projeto e cientista do Fermilab. “É extremamente gratificante ver os esforços de todas as pessoas envolvidas neste projeto finalmente concluído.”

A câmera de energia escura é o instrumento de pesquisa mais poderoso de seu tipo, capaz de ver a luz de mais de 100.000 galáxias até 8 bilhões de anos-luz de distância em cada instantâneo. A Matriz da câmera tem 62 Chips CCDs acoplados, esses dispositivos possuem uma sensibilidade sem precedentes à luz muito vermelha, e, juntamente com o espelho do telescópio Blanco de captação de luz (que mede 4 metros de diâmetro), permitirá que os cientistas de todo o mundo possam conduzir as investigações que vão desde estudos de asteroides do nosso Sistema Solar até a compreensão das origens e destino do universo.

“Estamos muito animados para disponibilizar online (via internet) a câmera de Dark Energy (Energia Escura) e torná-la disponível para a comunidade astronômica através da atribuição aberta NOAO de acesso ao telescópio”, disse Chris Smith, diretor do Cerro-Tololo Inter-American Observatory (Observatório Interamericano Cerro-Tololo). “Com isso, nós forneceremos aos astrônomos de todo o mundo uma nova e poderosa ferramenta para explorar as questões pendentes do nosso tempo, talvez a mais premente seja saber qual a natureza da energia escura.”

Cientistas que estudam a energia escura usarão a nova câmera para fazer a maior pesquisa já realizada sobre galáxias, e usar esses dados para estudar quatro tipos de energia escura: estudando aglomerados de galáxias, supernovas, o acúmulo de grande escala das galáxias e lentes gravitacionais fracas. Esta será a primeira vez que todos os quatro métodos serão possíveis em um único experimento.

A Pesquisa de Energia Escura está prevista para começar em dezembro, depois que a câmera for totalmente testada, e vai aproveitar as excelentes condições atmosféricas dos Andes Chilenos, produzindo fotos com a maior resolução vista em pesquisa astronômica de amplo campo. Em apenas algumas noites de testes, a câmera já entregou imagens com excelente qualidade e resolução espacial quase uniforme.
Por mais de cinco anos, a pesquisa irá criar imagens coloridas detalhadas de um oitavo do céu, ou 5.000 graus quadrados, para descobrir e medir 300 milhões de galáxias, 100.000 aglomerados de galáxias e 4.000 supernovas.

Fermi National Accelerator Laboratory / U.S. National Optical Astronomy Observatory emitiu este comunicado de imprensa segunda-feira, 17 de setembro.


O que significa em astronomia o Redshift (desvio para o vermelho)?

Exemplo de como ocorre o Redshift (desvio da luz para o vermelho).

  • O termo “redshift” (desvio para o vermelho) surge do fato de que a luz de objetos mais distantes mostra-se na Terra mais vermelha do que quando deixou a sua fonte.

 

  • A mudança de cor se dá por causa do efeito Doppler, que atua para “esticar” ou “comprimir” ondas de objetos em movimento.

 

  • No caso da luz, objetos que se aproximam aparecem mais azuis e objetos que recuam mais vermelhos.

 

  • A expansão do Universo está acelerando, assim, em geral, os objetos mais distantes estão se afastando de nós (e tudo o mais) mais rapidamente do que os mais próximos.

 

  • Em distâncias cósmicas, a mudança pode afetar profundamente a cor – o fator pelo qual o comprimento de onda é “esticado” é chamado de redshift (desvio para o vermelho).

 

Fonte: www.symmetrymagazine.org

Stephen Hawking procura um técnico para a sua supercadeira de rodas

O físico Stephen Hawking está contratando um assistente para aprimorar a sua supercadeira de rodas

Esta semana Stephen Hawking completa 70 anos, o físico procura um assistente para manter e ajudar a aprimorar o equipamento de que depende cada vez mais. Portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença que paralisa o corpo progressivamente, o professor da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, é considerado o maior físico desde Albert Einstein. Para atender um patrão tão peculiar, o candidato a funcionário deve saber como lidar com o sintetizador de voz, acoplado a uma cadeira de rodas especial, que transforma texto em som. Mais que todos os demais componentes da máquina, o sintetizador é o mais fundamental. Depois de uma traqueostomia em 1985, o físico perdeu o que restava da sua capacidade de falar.

O anúncio foi publicado no site do físico e diz que o futuro assistente deve ter conhecimento em computadores, estar sempre pronto para viajar e apto para consertar dispositivos eletrônicos “sem que precise de manual de instruções ou suporte técnico”. No anúncio, uma foto de fios enrolados atrás da cadeira aparece com a legenda: “Você pode fazer a manutenção disso?” Hawking, que faz aniversário no domingo 8, teve a doença diagnosticada aos 21 anos. É o portador mais longevo de ELA de que se tem notícia. Hawkings convive há 49 anos com a doença. Depois dele, só há dois casos conhecidos de pessoas que sobreviveram por mais de três décadas.

O salário é de US$ 38,5 mil por ano, o que dá quase R$ 6 mil por mês. Considerando a responsabilidade de garantir que um dos mais respeitados cientistas do mundo continue se comunicando nas diversas conferências que faz pelo mundo, pode não ser muito dinheiro. Por outro lado, se o candidato levar em conta que estará na constante presença do autor de “Uma Breve História do Tempo”, provavelmente o livro de ciência mais vendido de todos os tempos, poderá se considerar um milionário.

Fonte:www.istoe.com.br