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A vida do elétron está na casa dos 66000 Yotta anos (6.6×10^28 anos) – Physicsworld – Laboratório Borexino Itália

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O detector Borexino compreende 300 toneladas de um líquido orgânico que é focalizado por 2212 fotomultiplicadores. (Cortesia: Borexino Collaboration).

A melhor medida conseguida da vida do elétron sugere que uma partícula existente hoje provavelmente ainda estará presente nos próximos 66.000 yotta-anos (6.6 × 10^28 anos), que é cerca de cinco quintilhões (10^18*U) de vezes a idade atual do universo. Essa é a conclusão de físicos que trabalham no experimento Borexino na Itália, que procuram evidências se o elétron decai para um fóton e um neutrino; um processo que viole a conservação da carga elétrica e aponte para uma física ainda não descoberta para fora do Modelo Padrão. O elétron é o transportador menos massivo de carga elétrica negativa conhecida pelos físicos. Se fosse decaído, a conservação de energia significaria que o processo envolveria a produção de partículas de baixa massa, como os neutrinos. Entretanto, todas as partículas com massas inferiores ao elétron não têm carga elétrica e, portanto, a carga do elétron deve “desaparecer” durante qualquer processo de decaimento hipotético. Isso viola a “conservação de carga“, que é um princípio integrante do Modelo Padrão da Física de Partículas. Como resultado, o elétron é considerado uma partícula fundamental que nunca se deteriora. No entanto, o Modelo Padrão não explica adequadamente todos os aspectos da física, e, portanto, a descoberta de decomposição eletrônica pode ajudar os físicos a desenvolver um modelo novo e melhorado da natureza. Esta última busca por decomposição eletrônica foi realizada usando o detector Borexino, que é projetado principalmente para estudar neutrinos.

Borexino-descrição
Layout do detector Borexino e localização aproximada das fontes neutrinas e anti-neutrinas nas três fases: Fase A com uma fonte de neutrino 5151Cr em um poço pequeno logo abaixo do centro do detector; Fase B com uma fonte anti-neutrina 144144Ce-144144Pr situada logo abaixo da esfera inoxidável e dentro do tanque de água; Finalmente, Fase C, com uma fonte anti-neutrina 144144Ce-144144Pr localizada dentro do volume do cintilador.

Localizado no fundo de uma montanha no Laboratório Nacional Gran Sasso  para protegê-lo dos raios cósmicos e compreende 300 toneladas de um líquido orgânico que é focalizado por 2212 fotomultiplicadores. Chamados de caçadores de fótons, a equipe do Borexino se concentrou em um processo de decaimento hipotético específico no qual um elétron no líquido orgânico decai para um neutrino de elétrons e um fóton com energia de 256 keV (256000 eV (eletronvolts). Este fóton continua a interagir com elétrons no líquido para produzir um flash de luz distinto que é detectado pelos fotomultiplicadores. Os físicos verificaram todos os sinais fotomultiplicadores registrados de janeiro de 2012 a maio de 2013, procurando assinaturas de um fóton de 256 keV. Para fazer isso, eles primeiro tiveram que subtrair os sinais de uma série de processos não relacionados que ocorrem no detector e produzem quantidades similares de luz como um fóton de 256 keV. Estes incluem os decaimentos radioativos de vários isótopos de traço no detector, bem como a luz das colisões de neutrinos que o Borexino foi projetado para detectar. Depois de ter levado em consideração esses sinais de fundo, a equipe conseguiu afirmar que “não ocorreram decadências” de elétrons durante a corrida de 408 dias. O líquido orgânico do Borexino contém uma grande quantidade de elétrons (cerca de 10^32), e o fato de não ocorrer nenhuma decomposição de elétrons durante a pesquisa permitiu que a equipe estimasse um valor mínimo para a vida média do elétron. O tempo de vida mínimo estipulado foi de 6,6 × 10^28 anos, é mais de 100 vezes superior ao limite inferior anterior de 4,6 × 10^26 anos. Isso foi medido em 1998 pelo Borexino Counting Test Facility, que era um precursor da experiência atual. Canais invisíveis – Gianpaolo Bellini, é porta-voz da Borexino, disse à physicsworld, se o detector pudesse ser mais purificado para eliminar praticamente todas as radiações de fundo, a medida mínima de vida útil poderia ser aumentada para mais de 10^31 anos. Ele ressalta que o Borexino também poderia ser usado para procurar decadência no “canal invisível” pelo qual um elétron é convertido em três neutrinos, ou poderia mesmo procurar o “desaparecimento” de um elétron em dimensões extras. Victor Flambaum, da Universidade de Nova Gales do Sul, disse à physicsworld que as buscas pela violação de simetrias aparentes são muito importantes, porque mesmo uma pequena violação pode ter implicações profundas na nossa compreensão do universo. Flambaum, que não é membro da equipe do Borexino, ressalta que a descoberta experimental de que a simetria de paragem de carga (CP) é violada foi feita observando os decaimentos de kaons. A violação do CP desempenha um papel importante na nossa compreensão atual de por que há muito mais matéria do que antimatéria no universo. A pesquisa é descrita em Physical Review Letters. Sobre o autor: Hamish Johnston é editor de physicsworld.

Fonte: Physicsworld Wikipedia

Por que a alfabetização no Brasil é falha? A educadora Magda Becker Soares responde!

A educadora Magda Becker Soares afirma que o sistema educacional no Brasil falha em decorrência não somente da má formação dos professores mas do método utilizado no ensino fundamental que desconsidera o viés cognitivo e foca mais na repetição do assunto ensinado em sala de aula. A essa representação chamamos letramento.

Na falta de melhor compreensão de como o processo de aprendizagem evolui de acordo com a percepção da criança e principalmente com o déficit de percepção dos próprios professores, confundindo o letramento com aprendizagem efetiva, faz as crianças adquirem uma habilidade para reproduzir os elementos da fala e escrita tornando-as deficitárias na parte mais importante: a assimilação cognitiva do conteúdo: significado, construção do pensamento, formulação de perguntas, raciocínio crítico e tradução dos textos.

Não basta apenas ensinar às crianças a copiarem as letras e textos por repetição sem considerar a capacidade de seus cérebros para conjugar o significado das palavras, textos e frases. Se faz necessário desde o início ensinar o conteúdo do texto/contexto e frases apreendidas dentro do cotidiano e realidade onde as crianças estão inseridas. Os professores da educação fundamental precisam receber treinamento em como o cérebro funciona, como os neurônios trabalham para formar as redes neurais e seu impacto na aprendizagem.

Nossos educadores falharam ao se preocuparem apenas em discutir e aplicar métodos, isso causou um enorme estrago na formação dos jovens e adultos de hoje, cuja classificação educacional comparada a outros países nos joga para os últimos lugares.

A falsa percepção da realidade constitui um problema que afeta a maioria dos jovens e adultos em nosso país, uma pesquisa elaborada pelo instituto britânico Ipsos Mori, confirma que o Brasil só perde para a África neste quesito.

Infelizmente o Brasil é um país cuja população pode ser considerada semialfabetizada.

Fontes: Canal Futura www.dwd.com Wikipedia

The Future of Humanity (O futuro da Humanidade) – Com Yuval Noah Harari

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Ao longo da história houve muitas revoluções: na tecnologia, economia, sociedade, política. Mas uma coisa sempre permaneceu constante: a própria humanidade. Ainda temos os mesmos corpos, cérebros e as mesmas mentes que nossos antepassados na China antiga ou na Idade da Pedra. Nossas ferramentas e instituições são muito diferentes das do tempo de Confúcio, mas as estruturas profundas do corpo humano e da mente permanecem as mesmas. No entanto, a próxima grande revolução da história mudará isso. No século XXI, haverá constantes inovações na tecnologia, economia, política. Mas, pela primeira vez na história, a própria humanidade também sofrerá uma revolução radical, não somente em nossa sociedade e economia, mas nossos corpos e mentes serão transformados por novas tecnologias como engenharia genética, nanotecnologia, realidade virtual, realidade expandida e interfaces cérebro-computador. Yuval Noah Harari tem um doutorado em História pela Universidade de Oxford e agora leciona no Departamento de História na Universidade Hebraica em Jerusalém, especializada em História Mundial. Autor do livro Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, publicada em 2014, ficou na lista de best-sellers do Sunday Times por mais de seis meses em brochura, foi um dos mais vendidos do New York Times e publicado em quase 40 idiomas no planeta.

Livros do autor disponíveis livremente na internet

Uma breve história da humanidade

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Homo Deus

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Baixar outros formatos acesse:

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Comentários sobre o autor e seus livros no Blog: Fernando Nogueira Costa.

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Fontes: The Royal InstitutionLê Livros

CONHEÇA ‘NEO’, O ESQUELETO MAIS COMPLETO DO Homo Naledi JÁ ENCONTRADO. (Comentado)

O mais novo achado – recuperado de uma câmara em Rising Star agora chamada Câmara Lesedi. O Homo Naledi é uma nova espécie de hominídeo, anunciada em 2015, que tem características do pré-humano Australopithecus e poderia ser a espécie mais antiga do gênero Homo. Está nos dando uma melhor noção do alcance e importância das descobertas. Temos agora a confirmação oficial de que os restos adicionais de H. Naledi pertencem a pelo menos três indivíduos e, de fato, muitos dos ossos e dentes pertencem a um esqueleto único, notavelmente completo, chamado de Neo. “É um dos maiores achados fósseis do século 21 por direito próprio”, diz Berger…

É o que caverna continua a nos dar. Quase quatro anos atrás, os pesquisadores recuperaram 1.500 ossos e dentes humanos antigos em uma câmara rochosa no sistema de cavernas da Rising Star da África do Sul.

Conheça Neo – Uma estrela em ascensão Universidade de Wits / John Hawks

A equipe já recuperou 130 ossos e dentes adicionais de hominíneos de uma segunda câmara em Rising Star. Eles dizem que as descobertas – e a primeira confirmação oficial da idade dos espécimes – têm o potencial de transformar nossa compreensão de como e onde os primeiros humanos evoluíram.

Pesquisadores que investigam as profundas raízes evolutivas da humanidade raramente encontram fragmentos de ossos de hominíneos, muito menos esqueletos relativamente completos. Muitos devem ter visto com olhos ciumentos em 2013 o pesquisador Lee Berger na Universidade do Witwatersrand em Joanesburgo, África do Sul, e seus colegas tiraram centenas de ossos da câmara Dinaledi em Rising…

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Como atingir a razão esclarecida sobre nossas crenças, valores e interpretações da realidade!

A interpretação que as religiões fazem sobre o cosmos, sem exceções, está equivocada. Este equívoco é a tentativa de apresentar um subterfúgio (fé?!), via imposição de uma fonte geradora de salvação (ficção – não realidade) ou salvador (fictício – irreal), cuja finalidade é induzir o pensamento humano para algo além da compreensão. Esse além (absurdo) é exatamente onde o conhecimento ainda não chegou, uma metafísica.

Até mesmo dentro da física encontramos limites que não podem ser excedidos, ex: não sabemos o que há dentro dos buracos negros, não sabemos como é a física no interior de uma singularidade. A metafísica tenta explicar o que nem mesmo a física consegue, neste caso, é fácil cair nos absurdos.

E se perguntarmos o que é o conhecimento? É a aproximação de nossas crenças, conceitos e proposições com as razões sobre o mundo ao nosso redor!

Neste exato momento chegamos no ponto {.} ou origem de nossas dúvidas com relação ao que pode ser conhecido. No substantivo conhecimento temos dois elementos básicos: o sujeito (cognoscente) e o objeto (cognoscível); o cognoscente é o indivíduo capaz de adquirir conhecimento ou possui a capacidade de conhecer, o cognoscível é o que se pode conhecer.

E o que é uma verdade? É a junção de nossas crenças, proposições, opiniões, etc., com a realidade! Uma verdade é uma justificativa aceitável, uma prova, razão; como síntese podemos chamar de existência.

E ao perguntarmos: existe uma verdade absoluta, superior? A resposta é não! Não existe! Isso é falácia; a razão é simples: existem conjugados verdadeiro/falso que não podem ser atribuídos a uma única partícula representativa no universo de nosso discurso.

Usamos o que chamamos de hermenêutica para interpretar/qualificar (múltiplas versões) o mundo ao nosso redor, mas é com o auxílio da episteme (conhecimento da natureza), que se torna possível a compreensão elaborada dessas coisas. Para ir a fundo, precisamos saber que a distinção: “a priori/a posteriori é epistemológica”, “analítica/sintética” é linguística e “necessário/contingente” é metafísica. Estas são as proposições apresentadas, vamos colocá-las em confronto com as religiões.

As religiões afirmam: existe uma verdade absoluta = Deus!

Afirmam que o cosmos teve origem ou princípio nessa ideia – afirmam ainda – essa verdade absoluta pode ser atingida lendo um livro chamado bíblia, por meio da fé (vendar os olhos e seguir o rumo dos acontecimentos). O que todas as religiões e seus praticantes não sabem é que a base desse conhecimento é apenas hermenêutica (versões da mesma interpretação – certo/errado, bem/mal, verdadeiro/falso), proposições cujas fontes ou origens são redundantes e arbitrárias.

Mas isso é um equívoco monumental, é impossível existir uma verdade que se sobreponha a todas as outras – não há verdade máxima, nem verdade absoluta -; por conseguinte, é impossível chegar no conhecimento do que chamamos Deus!

No confronto do que sabemos ou podemos aprender, obtemos múltiplas respostas, múltiplas afirmações/negações = múltiplas interpretações!

Deus é uma ideia que foi posta em um livro: a bíblia e depois abduzida (imposta) na memória das pessoas no decorrer de milênios, cujo objetivo é induzir todo tipo de afirmações equivocadas a partir apenas de uma ideia (redundância/tautologia), na tentativa de conduzir as pessoas para uma condição moral arbitrária (servindo como fundamento para as castas manterem a dominação sobre os menos favorecidos, ex: igrejas, seitas, credos, etc.) e contrária à razão esclarecida. Como não existe uma verdade absoluta, o resultado é um vazio { }, redundante e sem meios de evoluir para uma condição posterior e natural, isso causa todo tipo de abuso doutrinário/opressor sobre aqueles cuja educação não foi capaz o suficiente de torna-los imunes a essa pseudo-verdade!

Escrevi uma fórmula para anular essa ideia e voltar o pensamento ao estado puro e livre: {Deus=Null}. Uma fórmula básica cujo objetivo é limpar a memória desse vírus que gera redundância e sofrimento para as pessoas menos esclarecidas.

Referências: Wikipedia, dicionário online português

 

SpaceX lança com sucesso o foguete Falcon9 da histórica plataforma 39A na Flórida


O complexo 39A em cabo Canaveral na Flórida, iniciou sua terceira carreira depois de servir como local para os lançamentos históricos do Apollo e Space Shuttle. Hoje, recebeu seu primeiro lançamento comercial, com a SpaceX enviando o serviço de reabastecimento de cargas (CRS) 10 para a Estação Espacial Internacional (ISS), a bordo da nave espacial Dragon, acoplada na cabeça do foguete Falcon9.

O lançamento ocorreu em uma manhã chuvosa às 9h38 EST (14:38 GMT), 11:38 (horário de Brasília) em 19 de fevereiro de 2017. Depois de mostrar um vislumbre breve e ardente, o foguete desapareceu atrás de uma densa camada de nuvens. Essas nuvens causaram um ruído estrondoso em seus nove motores Merlin 1D, organizados na formação Octaweb (uma estrutura metálica que suporta oito motores em torno de um motor central na base do veículo de lançamento. Esta estrutura simplifica a concepção e montagem da seção do motor, simplificando o processo de fabricação).

A nave não tripulada leva uma carga de 2.267 quilos de alimentos e equipamento para os seis astronautas que vivem na ISS. Esta missão de abastecimento é a décima das 20 planejadas para a estação como parte de um contrato entre a Nasa e a SpaceX.

A cápsula Dragon permanecerá em órbita por dois dias, antes de chegar à ISS na manhã de terça-feira, segundo um porta-voz da SpaceX.

O foguete primeiro estágio Falcon9 teve um pouco bem-sucedido 10 minutos após o lançamento, retornando para uma base próxima de onde foi lançado.

Fonte: SpaceX
Fonte: VSIMTV 

Como nos tornamos humanos? – Documentário (Nova) – legendado em português

De onde viemos? O que verdadeiramente nos torna humanos? Uma sequência de descobertas antropológicas recentes ilumina essas questões de forma inédita. A lista de reprodução (playlist) contém 3 partes sequenciais.

Episódio 1 – Primeiros Passos

São investigadas situações que nos separaram do tronco dos grandes macacos, a partir de descobertas como “Selam”, o fóssil quase completo de um Australopithecus afarensis.

Veja como o paleoantropólogo etíope Zeray Alemseged, que descobriu o esqueleto da jovem “Selam“, um hominídeo de 3,3 milhões de anos, passou cinco anos escavando no deserto antes de fazer seu famoso achado. Acompanhe as imagens gravadas dessa busca determinada por um fóssil que ampliou poderosamente a compreensão da história humana. Pela primeira vez é possível acompanhar as mudanças de um crânio hominídeo e os estágios que ele passou até chegar às formas atuais. Por que existem saltos na evolução humana? A série explora uma intrigante teoria segundo a qual mudanças climáticas críticas foram essenciais no processo de evolução humana.

Episódio 2 – O Nascimento da Humanidade

Temos contato com o primeiro esqueleto que realmente se parece com o de um homem moderno – “O Menino de Turkana” –, um exemplar do Homo Ergaster perfeitamente conservado.

Episódio 3 – O Último Remanescente

Por que os Neandertais desapareceram à medida que o homem moderno dominou o mundo? Quem foram os misteriosos “Hobbits”, hominídeos com 90 centímetros de altura naturais da ilha de Flores.

Fonte: Blue Dot
Créditos: Nova/PBS