Cientistas conseguem gerar embriões clonados de células de pessoas adultas

Primeira célula humana clonada com sucesso

Clique na imagem para acessar a documentação da pesquisa. (Divulgação).

Cientistas criaram embriões clonados a partir das células de dois adultos. Essa façanha é a primeira evidência concreta de que é possível criar clones a partir de células retiradas de seres humanos adultos. A ideia é que no futuro os médicos poderão criar embriões clonados de pacientes quando estes precisarem de um transplante de órgãos, ou um conjunto de novas células do sistema imunológico. Os embriões clonados serviriam como uma fonte de células-tronco para a criação de transplantes perfeitamente personalizados, não importando a idade dessas pessoas.

Os pesquisadores que fizeram os clones ainda deram uma demonstração preliminar deste futuro, como relata o The Wall Street Journal. Os investigadores utilizaram os clones, obtidos a partir de células retiradas da camada dérmica da pele de uma pessoa de 35 anos de idade, e outra de 75 anos de idade, para gerar os tecidos, incluindo as células do coração. A pesquisa foi conduzida por cientistas nos EUA e Coreia do Sul. Foi financiado, em parte, pelo governo coreano. Provavelmente levará décadas de pesquisa adicional para moldar esses tecidos em algo que é transplantável em pessoas, além de estudos para mostrar se tais transplantes são seguros.

Embriões clonados é apenas uma maneira de os cientistas buscarem criar terapias com células-tronco personalizadas para as pessoas. Outros laboratórios também fazem órgãos de reposição por transformar células da pele das pessoas em células-tronco usando um coquetel de genes. Essa técnica não requer o uso de embriões ao longo do caminho, por isso é menos controverso entre alguns. Ainda não está claro qual técnica acabará funcionando melhor, embora recentemente, tenha havido muito mais pesquisas sobre as técnicas não embrionárias.

A recente pesquisa com embriões clonados significa que cientistas podem agora criar pessoas clonados? Especialistas em células-tronco dizem que ainda há um longo caminho até isso ser possível. É difícil obter embriões clonados que sobrevivam até o nascimento.

Os cientistas já conseguiram clonar: ovelhas, gatos, cães, bezerros, lobos, macacos, etc.

Fonte: Popular Science

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking 1 a 5 – BBC 2011 HD

O professor Stephen Hawking apresenta uma análise global das descobertas científicas que estão transformando as nossas vidas no século XXI. Com a ajuda de alguns dos maiores nomes do mundo científico – incluindo David Attenborough, Richard Dawkins, Aarathi Prasad, Lord Winston e Maggie Aderin-Pocock – esta série em cinco episódios revela como a ciência está em busca do próximo avanço da humanidade.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 01 – Máquinas

A equipe mostra avanços na tecnologia e engenharia que estão criando uma nova geração de máquinas. Mark Evans conecta seu cérebro a um computador, para testar um novo tipo de máquina. Kathy Sykes percorre as ruas de São Francisco enquanto experimenta o futuro dos transportes, o carro sem motorista. Na Itália, Jim Al-Khalili fica frente a frente com o incrível robô chamado iCub, que aprende como uma criança. Joy Reidenberg revela o extraordinário exoesqueleto que pode fazer os paraplégicos andarem e pode dar a um homem a força de três. Nas Ilhas Canárias, Maggie Aderin-Pocock visita um dos maiores telescópios mundiais, que procura por novos planetas nos rincões mais distantes do Universo – planetas que um dia poderemos colonizar.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 02 – Saúde

Os especialistas examinam como os cientistas estão lutando por nossa sobrevivência, combatendo as doenças que mais matam no mundo. A bióloga Aarathi Prasad junta-se a caçadores de vírus nas selvas africanas, Robert Winston vê, em primeira mão, como os cirurgiões do futuro poderiam ser robôs, e Richard Dawkins investiga o meio pelo qual os distúrbios cerebrais podem um dia ser tratados com o uso da luz do laser e de neurônios modificados geneticamente. A anatomista Joy Reidenberg descobre duas soluções possíveis para a malária e – o mais extraordinário de tudo – Aarathi Prasad conhece uma mulher cuja vida foi salva por um novo tratamento revolucionário contra o câncer, no qual todo paciente recebe um coquetel personalizado de drogas.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 03 – Tecnologia


Os especialistas exploram como a tecnologia do século XXI está moldando nosso futuro ao mudar o modo como vivemos, nosso modo de se comunicar e nossa percepção do Universo. A física Kathy Sykes investiga como os nossos celulares podem dar aos especialistas acesso aos nossos hábitos e atos: um admirável mundo novo no qual é difícil manter segredo, mas onde os planejadores urbanos podem construir cidades em torno de nossas necessidades. O designer Max Lamb testemunha o surgimento de uma nova era na produção onde lasers imprimem objetos em 3D, e Stephen Hawking traça a ascensão de um antigo empresário da internet que está transformando a exploração espacial. A cientista ambiental Tara Shine visita uma cidade experimental no deserto onde as pessoas podem se deslocar em carros sem motorista, e Kathy Sykes desce 2 km rumo às profundezas da Terra para investigar como os cientistas estão usando a tecnologia para estudar as partículas mais misteriosas do Universo.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 04 – Meio ambiente


A ciência vira super-herói na luta para salvar o planeta e preservar a raça humana. Na Califórnia, o físico Jim Al-Khalili observa como o poder do maior laser do mundo pode criar combustível para atender a todas as nossas necessidades, enquanto em Longleat, Sir David Attenborough ajuda a coletar DNA de uma elefanta para a Arca Congelada – um projeto para salvar todas as espécies do mundo da extinção. Mark Evans descobre um cientista na Holanda que desenvolve carne de porco em uma placa de Petri, um meio de alimentar o mundo e liberar a terra dos animais de pasto. Jim Al-Khalili também conhece um cientista na Louisiana que acha que descobriu um micróbio que pode ajudar a limpar vazamentos de petróleo, e Maggie Aderin Pocock vislumbra a face do Sol no laboratório solar da NASA, onde eles estão aprendendo a prever tempestades solares. Do banco de DNA do Museu de História Natural aos igarapés da Louisiana, o programa celebra as iniciativas extraordinárias dos cientistas para preservar o nosso futuro.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 05 – Biologia

Os especialistas revelam as incríveis descobertas que estão transformando a resistência e a força do corpo humano. Mark Evans junta-se a bioprospectores na Amércia Central explorando as reservas intactas dos oceanos em busca de remédios, Aarathi Prasad conhece idosas que podem ter o segredo de uma vida longa e saudável, e Robert Winston investiga como nosso comportamento pode influenciar os genes das futuras gerações de maneiras inimagináveis. Roberta Bondar, astronauta e neurologista, explora a nova ciência da regeneração cardíaca – cientistas, em Dallas, descobriram que ratos recém-nascidos conseguem regenerar o próprio coração, será que isso funcionaria no ser humano? Por fim, Richard Dawkins e Aarathi Prasad celebram os feitos da biologia sintética e o trabalho de um homem que descobriu como fazer a bactéria E. Coli produzir diesel. Do litoral do Pacífico às nevascas do Canadá, o programa investiga como os cientistas estão usando os segredos de nossas células para mudar a vida.

Créditos: JoseGabr1el

A primeira céclula sintética é criada em laboratório

Primeira celula sintética criada em laboratório

Pela primeira vez, cientistas criaram vida a partir do zero – bem, mais ou menos. A equipe de Craig Venter  (cientista ateu) criou um genoma bacterial a partir de pedaços menores de DNA e então transplantou tudo para outra célula.

O que fez a equipe de Craig Venter?

A célula foi criada costurando o genoma de um patógeno de cabra, chamado Mycoplasma mycoides, a partir de pedaços menores de DNA sintetizados em laboratório, e inserindo o genoma no citoplasma vazio de uma bactéria semelhante. O genoma transplantado se ativou na célula-hospedeiro, e então se dividiu várias vezes para gerar bilhões de células de M. mycoides.

Craig Venter e sua equipe do Instituto J. Craig Venter em Rockville, Maryland (EUA) e San Diego, Califórnia, já tinham alcançado os dois feitos – criar um genoma sintético e transplantar um genoma de uma bactéria para outra – mas desta vez eles combinaram os dois.

“É a primeira célula autoreplicativa no planeta cujo pai é um computador”, disse Venter, referindo-se ao fato que a equipe dele converteu o genoma de uma célula que existia como dados em um computador em um organismo vivo.

Como eles podem ter certeza de que a nova bactéria era o que eles queriam criar?

Venter e sua equipe colocaram vários marcadores distintos no genoma sintético que criaram. Todos eles foram encontrados na célula sintética quando ela foi sequenciada.

Estes marcadores não criam nenhuma proteína, mas contêm os nomes de todos os cientistas do projeto e várias citações filosóficas escritas num código secreto. Os marcadores também contêm a chave do código. Descubra o código, e você consegue ler as mensagens.

Então quer dizer que eles criaram vida?

Depende de como você define “criar” e “vida”. A equipe de Venter fez o genoma com sequências de DNA que foram inicialmente feitas com uma máquina, mas bactérias e células de levedura foram usadas para juntar os pedaços e duplicar os milhões de pares de bases que o genoma contém. A célula na qual o genoma sintético foi transplantado continha suas próprias proteínas, lipídios e outras moléculas.

O próprio Venter diz que não criou vida. “Nós criamos a primeira célula sintética”, diz ele. “Nós definitivamente não criamos a vida a partir do zero, porque usamos uma célula recipiente para ativar o cromossomo sintético”.

Se você concorda ou não, é uma questão filosófica, não científica – já que não há diferença biológica entre bactérias sintéticas e bactérias “de verdade”, diz Andy Ellington, pesquisador de biologia sintética da Universidade do Texas em Austin.

O que se pode fazer com uma célula sintética?

O trabalho de Venter foi uma prova de princípio, mas as células sintéticas do futuro poderão ser usadas para criar medicamentos, biocombustíveis e outros produtos úteis. Ele está colaborando com a Exxon Mobil para produzir biocombustíveis a partir de algas, e com a Novartis para produzir vacinas.

“Já no ano que vem, a vacina da gripe que você toma poderá ser feita sinteticamente”, diz Venter.

Ellington também acredita que as bactérias sintéticas têm potencial como ferramenta científica. Seria interessante, diz ele, criar bactérias que produzem um novo aminoácido – a unidade química que compõe as proteínas – e ver como essas bactérias evoluem, comparado a bactérias que produzem os aminoácidos de sempre. “Podemos fazer estas perguntas sobre células-ciborgue de formas que nunca poderíamos antes.”

Qual foi o custo de criar vida?

Cerca de US$20 milhões. Pouco para um deus, muito para um cientista de laboratório querendo criar a própria bactéria sintética. “Isto não parece o tipo de coisa que um laboratório médio faria num futuro próximo”, diz Ellington.

Células sintéticas me lembram do monstro Frankenstein! Elas são seguras?

Sim. A equipe de Venter tirou os genes que permitem a M. mycoides causar doenças em cabras. A bactéria também foi enfraquecida, então dificilmente conseguiria viver fora do laboratório. No entanto, alguns cientistas estão preocupados que organismos sintéticos podem escapar para o meio ambiente ou ser usados por bioterroristas.

Ellington descarta essas preocupações, notando que a dificuldade de criar essas células está longe da alçada de todo possível bioterrorista. “Não é uma ameaça real”, diz ele. “Amenos que você seja Craig Venter com uma equipe de 20 pesquisadores com pós-doutorado, você não vai fazer isto.”

No entanto, George Church, pesquisador de biologia sintética da Harvard Medical School, pede maior vigilância, exigência de licença para trabalhar com biologia sintética e medidas adicionais para prevenir que a vida sintética escape do laboratório. “Todo mundo no ecossistema da biologia sintética deveria ser licenciado, assim como todo mundo no ecossistema de aviação precisa ser licenciado.”

Referência do periódico: Science, DOI: 10.1126/1190719

Republicado da New Scientist

11:55 – 21 de Maio de 2010

Por New Scientist