The Future of Humanity (O futuro da Humanidade) – Com Yuval Noah Harari

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Ao longo da história houve muitas revoluções: na tecnologia, economia, sociedade, política. Mas uma coisa sempre permaneceu constante: a própria humanidade. Ainda temos os mesmos corpos, cérebros e as mesmas mentes que nossos antepassados na China antiga ou na Idade da Pedra. Nossas ferramentas e instituições são muito diferentes das do tempo de Confúcio, mas as estruturas profundas do corpo humano e da mente permanecem as mesmas. No entanto, a próxima grande revolução da história mudará isso. No século XXI, haverá constantes inovações na tecnologia, economia, política. Mas, pela primeira vez na história, a própria humanidade também sofrerá uma revolução radical, não somente em nossa sociedade e economia, mas nossos corpos e mentes serão transformados por novas tecnologias como engenharia genética, nanotecnologia, realidade virtual, realidade expandida e interfaces cérebro-computador. Yuval Noah Harari tem um doutorado em História pela Universidade de Oxford e agora leciona no Departamento de História na Universidade Hebraica em Jerusalém, especializada em História Mundial. Autor do livro Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, publicada em 2014, ficou na lista de best-sellers do Sunday Times por mais de seis meses em brochura, foi um dos mais vendidos do New York Times e publicado em quase 40 idiomas no planeta.

Comentários sobre o autor e seus livros no Blog: Fernando Nogueira Costa.

Fontes: The Royal Institution

Como atingir a razão esclarecida sobre nossas crenças, valores e interpretações da realidade!

A interpretação dada pelas religiões ao cosmos, sem exceções, está equivocada. Este equívoco é a tentativa de apresentar um subterfúgio (fé?!), via imposição de uma fonte geradora de salvação (ficção – não realidade) ou salvador (fictício – irreal), cuja finalidade é induzir ao pensamento humano algo além da compreensão. Esse além (absurdo) é exatamente aonde o conhecimento não chegou, uma metafísica. Consulte Bem fundado!

Até mesmo dentro da física encontramos limites que não podem ser excedidos, ex: não sabemos o que há dentro dos buracos negros, não sabemos como é a física no interior de uma singularidade. A metafísica tenta explicar o que nem mesmo a física consegue, neste caso, é fácil cair nos paradoxos; entretanto, não significa que nosso pensamento esteja limitado, não está, o limite aqui é puramente interpretativo.

E se perguntarmos o que é o conhecimento? É a aproximação de nossas crenças, conceitos e proposições justificadas com as razões sobre o mundo ao nosso redor! Consulte: qual a origem do conhecimento.

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Neste momento chegamos na { } origem de nossas dúvidas com relação ao que pode ser conhecido. No substantivo conhecimento temos dois elementos básicos: o sujeito (cognoscente) e o objeto (cognoscível); o cognoscente é o indivíduo capaz de adquirir conhecimento ou possui a capacidade de conhecer, o cognoscível é o que se pode conhecer.

E o que é uma verdade? É a junção de nossas crenças, proposições, opiniões, etc, com a realidade! Uma verdade é uma justificativa aceitável, uma prova, razão, como síntese podemos chamar de existência.

E ao perguntarmos: existe uma verdade absoluta, superior? A resposta é não! Não existe! É uma falácia; a razão é simples: existem conjugados verdadeiro/falso atribuídos a todos os existenciais.

Usamos a hermenêutica para interpretar/qualificar (múltiplas versões) do mundo ao nosso redor, mas é com o auxílio da episteme (conhecimento da natureza), que torna-se possível a compreensão elaborada das coisas. Para ir ao fundo, precisamos saber que a distinção: “a priori/a posteriori é epistemológica”, “analítica/sintética” é linguística e “necessário/contingente” é metafísica. Estas são as proposições apresentadas, vamos colocá-las em confronto com as religiões.

As religiões afirmam: existe uma verdade absoluta = Deus!

Afirmam que o cosmos teve origem ou princípio nessa ideia – afirmam ainda – essa verdade absoluta pode ser atingida lendo um livro chamado bíblia, por meio da fé (vendar os olhos e seguir o rumo dos acontecimentos). O que todas as religiões e seus praticantes não sabem é que a base desse conhecimento é apenas hermenêutica (versões da mesma interpretação – certo/errado, bem/mal, verdadeiro/falso), proposições cujas fontes ou origens são redundantes ou arbitrárias.

Mas isso é um equívoco monumental, é impossível existir uma verdade que se sobreponha em todas as outras – não há verdade máxima, nem verdade absoluta – por conseguinte, é impossível chegar a uma conclusão da existência de Deus!

No confronto do que sabemos ou podemos aprender, obtemos múltiplas respostas, múltiplas afirmações/negações = múltiplas interpretações!

Deus é uma ideia que foi posta em um livro: a bíblia e depois abduzida (imposta) na memória das pessoas no decorrer de milênios, cujo objetivo é induzir afirmações equivocadas a partir apenas de uma ideia (redundância/tautologia), na tentativa de conduzir às pessoas para uma condição moral arbitrária (servindo como fundamento para castas manterem a dominação sobre os menos favorecidos, ex: igrejas, seitas, credos, culturas, etc.) e contrárias à razão esclarecida. Como não existe uma verdade absoluta, o resultado é um inexistente =Sic: O fim das crenças em inexistentes é inevitável – redundante e sem meios de evoluir para uma condição posterior e natural, isso causa abusos doutrinários/opressores sobre aqueles cuja educação não foi capaz o suficiente de torná-los imunes a essa pseudoverdade! Escrevi uma fórmula para anular essa ideia e voltar o pensamento ao estado puro e livre: {Deus=Null ou Deus=} uma fórmula básica cujo objetivo é limpar a memória desse vírus que gera redundância, sofrimento, ignorância nas pessoas menos esclarecidas. Acesse: xeque mate nas crenças em inexistentes.

Referências Bibliográficas

Transcendent Man (O homem transcendente) – Ray Kurzweil – Documentário Completo

Raymond Kurzweil, mais conhecido como Ray, é um inventor e cientista dos Estados Unidos. Em 1968, ainda estudante do MIT, Kurzweil fundou uma empresa que usava um programa de computador para combinar estudantes de ensino médio com universidades. Ele comparava milhares de critérios sobre cada instituição de ensino com respostas de questionários respondidos pelo próprio estudante. Aos vinte anos, vendeu sua empresa para a Harcourt, Brace & World por cem mil dólares mais royalties. Raymond recebeu BS em ciência da computação e literatura em 1970.

Ray, tem planos ousados de viver para sempre e segue uma dieta radical tomando 200 comprimidos com suplementos alimentares todos os dias. Atualmente sua principal atividade é reuniões, palestras e pesquisas sobre o momento onde atingiremos a singularidade em nosso avanço tecnológico.

Segue e-books recomendados

The Age of Spiritual MachinesThe Singularity Is NearTranscendHow to Create a Mind

Obs: leitor de Epub Mac/PC- Adobe Digital Editions

No dispositivo móvel recomendo: Bookari Free Epub PDF Leitor

Créditos: Consciência Universal

Fonte Ebooks: Avxsearch.se

FATOS CONTRA MITOS – NÓS USAMOS APENAS 10% DO NOSSO CÉREBRO E EVOLUÇÃO E APENAS UMA TEORIA

A teoria da evolução é um fato comprovado por experimentos continuamente. Nós utilizamos todo o potencial cerebral. Os fatos permanecem, mas o que consideramos verdades podem mudar, não há nada estático no universo…

Mesmo que a argumentação non-sense seja predominante, você não tem que aceita-la.

Sem título

Mito: Os seres humanos usam apenas 10% de seus cérebros.

Fato: Estudos de neuroimagem funcional revelaram que usamos a maioria do nosso cérebro, só não tudo de uma vez. Uma analogia para explicar a atividade cerebral é o uso de energia elétrica em uma casa. Uma casa puxa uma certa quantidade de energia apenas para a operação de coisas fundamentais para as coisas que usam energia, como detectores de fumaça, luzes, carregadores, relógios, telefones sem fio, etc. Algumas luzes, um computador, uma TV, e uma célula de carga de telefone estão extraindo energia da rede, apenas uma pequena porcentagem da capacidade total da casa está em uso. Mas se o ar condicionado, máquina de lavar e secar roupa, geladeira compressor, muitas luzes, vários eletrodomésticos e vários dispositivos são também usados, então muito mais do potencial energético da…

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Elementos de Lógica Matemática e Teoria dos Conjuntos – Jaime Campos Ferreira

Capa - Elementos de lógica matemática e teoria dos conjuntos - Jaime Campos Ferreira
Clique na imagem para Ler/Baixar o Livro em PDF (divulgação).

Considero a lógica o assunto mais importante no campo da matemática, com ela refinamos nosso pensamento e alinhamos o entendimento para assuntos complexos. A lógica é imprescindível em todas as etapas de estudo, deveria receber mais atenção nas diversas fases de nossa aprendizagem.

Elementos de lógica matemática

Para melhor compreender as definições e teoremas que constituem as teorias Matemáticas cujo estudo vamos iniciar, é indispensável habituarmo-nos a usar uma linguagem mais precisa e rigorosa do que a que se utiliza, em geral, na vida corrente. A aquisição desse hábito pode ser facilitada pelo conhecimento de algumas noções e símbolos da Lógica Matemática, estudada neste livro, de forma muito resumida e largamente baseada na intuição. Convém, no entanto, observar que a Lógica Matemática tem hoje aplicações concretas extremamente importantes, em diversos domínios; uma das mais notáveis é, sem dúvida, a sua utilização no planeamento dos modernos computadores quânticos, tabletes e, principalmente os ditos “telefones inteligentes – Smartphones”.

Autor: Jaime Campos Ferreira

Fonte: IST

O que é epistemologia? A. C. Grayling – Oxford

O filósofo da ciência A. C. Grayling lançou recentemente importantes livros filosóficos que indicam um caminho para a substituição das crenças com base em religiões, por um conhecimento fundamentado pela filosofia e ciência. “O Bom livro” – encontrado nas principais livrarias – é considerado a bíblia laica que transpõe os valores religiosos por valores reais e atuais, com base no conhecimento científico.

É imprescindível preparar o intelecto para adquirir conhecimento, o primeiro passo é estar a par das questões instrumentais envolvidas nessa prática. Segue uma introdução ao resumo de epistelomologia feito pelo autor. Clique na foto do autor e leia o artigo completo.

Introdução

A.C. Grayling
Clique na foto para ler Epistemologia de A.C. Grayling. (divulgação).

A epistemologia, também chamada teoria do conhecimento, é o ramo da filosofia interessado na investigação da natureza, fontes e validade do conhecimento.

Entre as questões principais que ela tenta responder estão as seguintes. O que é o conhecimento? Como nós o alcançamos? Podemos conseguir meios para defendê-lo contra o desafio cético? Essas questões são, implicitamente, tão velhas quanto a filosofia, embora seu primeiro tratamento explícito seja o encontrado em Platão (427-347 AC), em particular no Theaetetus. Mas primordialmente na era moderna, a partir do século XVII em diante – como resultado do trabalho de Descartes (1596-1650) e Locke (1632-1704) em associação com a emergência da ciência moderna – que a epistemologia tem ocupado um plano central na filosofia.

Um passo óbvio na direção de responder a primeira questão é tentar uma definição. A definição padrão, preliminarmente, é a de que o conhecimento é crença verdadeira justificada. Esta definição parece plausível porque, ao menos, ele dá a impressão de que para conhecer algo alguém deve acreditar nele, que a crença deve ser verdadeira, e que a razão de alguém para acreditar deve ser satisfatória à luz de algum critério – pois alguém não poderia dizer conhecer algo se sua razão para acreditar fosse arbitrária ou aleatória. Assim, cada uma das três partes da definição parece expressar uma condição necessária para o conhecimento, e a reivindicação é a de que, tomadas em conjunto, elas são suficientes.

Há, contudo, dificuldades sérias com essa ideia, particularmente sobre a natureza da justificação requerida para a crença verdadeira equivaler a conhecimento. Propostas competidoras têm sido oferecidas para acolher as dificuldades, ou para acrescentar mais condições ou para achar um enunciado melhor para a definição posta. A primeira parte da discussão que se segue considera essas propostas.

Paralelamente a esse debate sobre como definir o conhecimento há um outro sobre como o conhecimento é adquirido. Na história da epistemologia tivemos duas principais escolas de pensamento sobre o que constitui o meio mais importante para o conhecer. Uma é a escola “racionalista”, que mantém que a razão é responsável por esse papel. A outra é a “empirista”, que mantém que é a experiência, principalmente o uso dos sentidos, ajudados, quando necessário, por instrumentos, que é responsável por tal papel.

O paradigma de conhecimento para os racionalistas é a matemática e a lógica, onde verdades necessárias são obtidas por intuição e inferência racionais. Questões sobre a natureza da razão, a justificação da inferência e a natureza da verdade, especialmente da verdade necessária, pressionam para serem respondidas.

O paradigma dos empiristas é a ciência natural, onde observações e experimentos são cruciais para a investigação. A história da ciência na era moderna dá sustentação à causa do empirismo; mas precisamente para esta razão, questões filosóficas sobre percepção, observação, evidência e experimento têm adquirido grande importância.

Mas para ambas tradições em epistemologia o interesse central é se podemos confiar nas rotas que elas respectivamente denominam. Os argumentos céticos sugerem que não podemos simplesmente assumi-las como confiáveis; certamente, elas sugerem que trabalho é necessário para mostrar que elas são confiáveis. O esforço para responder ao ceticismo, portanto, fornece um modo distinto de entender o que é crucial em epistemologia. A segunda parte está concentrada na análise do ceticismo e algumas respostas a ele.

Há outros debates em epistemologia sobre, entre outras coisas, memória, julgamento, introspecção, raciocínio, distinção “a priori e a posteriori”, método científico e diferenças metodológicas, diferenças metodológicas, se há, entre ciências da natureza e ciências sociais; as questões consideradas aqui são básicas para todos esses debates.

Fonte: Internet

A filosofia de Krishnamurti

Jiddu Krishnamurti (divulgação).

Tive contato com a filosofia de Krishnamurti há mais de 20 anos, quando ainda buscava um conhecimento mais aprofundado sobre os temas existenciais e o crescimento interior. O foco de sua filosofia é centrado em torno da compreensão integral de si mesmo. O que isso significa? Á primeira vista parece haver certa redundância e até mesmo alguns paradoxos em seus escritos, mas depois de analisar cada frase, ler seus livros, assistir os diversos diálogos do filósofo com outros intelectuais percebi que se trata de uma filosofia simples e ao mesmo tempo profunda, segue um resumo dos principais pontos analisados.

O que é o si mesmo?

É o sujeito que percebe seus próprios pensamentos, ações, desejos e tudo o que estiver relacionado consigo mesmo.

O que é estar fragmentado?

É subdividir-se em diversos eus (construtos interiores, pensamentos com mesma padronização ou categorias) e deixar que cada um deles seja o representante das verdades e afirmações do indivíduo que pensa e age.

Observador e observado?

O sujeito é o observador e cada um de seus focos de observação (imagens e centros de pensamento), correspondem ao que é observado. Observar e ser o observador ao mesmo tempo é perceber a unificação da consciência a respeito desse conhecimento (ser cônscio de si mesmo). Quando não ocorrer o foco em imagens geradas pelos pensamentos, o sujeito estará próximo de conseguir estar cônscio de si mesmo.

O que é meditar?

É se livrar-se de qualquer pensamento, mantendo a serenidade e integração!

Existe um Deus e qual a importância das religiões?

Aqui começa a mudança mais profunda na filosofia de Krishnamurti. No amadurecimento de sua filosofia, seus escritos afirmam que essa pergunta não pode ser respondida, e todas as religiões usam de uma falsa noção tanto da realidade quanto do posicionamento e instrução, cuja intenção é manter o sujeito preso em seus dogmatismos, criando uma dependência psicológica dos seguidores em torno de meras ideologias e vícios contextuais.

Qual a importância do estar vazio?

Estar vazio é eliminar conceitos, imagens, afirmações, induções, deduções e tudo o que estiver formando significados e significantes a respeito da vida vivida por aqueles que desejam uma profunda integração com o meio em que vivem. Compreender a importância desse vazio é estar próximo de atingir a verdadeira meditação.

O que é evolução?

É um estado de coisas que opera em todo o indivíduo, em seu ambiente, modo de vida e tudo o que faça parte desse mundo.

Qual a importância do conhecimento?

O conhecimento é importante para formar cidadãos aptos a exercer com maestria suas atividades na sociedade, mas dispor desse conhecimento com foco no psicológico para tentar subjugar seus semelhantes é uma atitude nociva e reprovável.

Krishnamurti constantemente ressaltou a necessidade de uma revolução na psique de cada ser humano e enfatizou que tal revolução não poderia ser levada a cabo por nenhuma entidade externa seja religiosa, política ou social. Uma revolução que só poderia ocorrer através do autoconhecimento; bem como da prática correta da meditação ao homem liberto de toda e qualquer forma de autoridade psicológica.

Baixe ou acesso alguns livros e coletâneas de Krishnamurti

Em português

A arte da meditação – Jiddu Krishnamurti – Epub
A arte de viver – Jiddu Krishnamurti – Epub
Auto-conhecimento – jiddu krishnamurti – Epub
Liberte-se do passado – Jiddu Krishnamurti – Epub
O indivíduo e a sociedade – jiddu krishnamurti – Epub
Viagem por um mar desconhecido – Jiddu Krishnamurti – Epub

Em inglês

Todos os livros Aqui!

Fontes: Wikipédia, Kikass.to, Epubbud

Diálogos com Krishnamurti

Quem foi Krishnamurti?

Jiddu Krishnamurti (Madanapalle, 11 de maio de 1895 — Ojai, 17 de fevereiro de 1986) foi um filósofo, escritor, e educador indiano. Proferiu discursos que envolveram temas como revolução psicológica, meditação, conhecimento, liberdade, relações humanas, a natureza da mente, a origem do pensamento e a realização de mudanças positivas na sociedade global.

Constantemente ressaltou a necessidade de uma revolução na psique de cada ser humano e enfatizou que tal revolução não poderia ser levada a cabo por nenhuma entidade externa seja religiosa, política ou social. Uma revolução que só poderia ocorrer através do autoconhecimento; bem como da prática correta da meditação ao ser humano liberto de toda e qualquer forma de autoridade psicológica.

Sobre a vida?

Falamos da vida — e não de ideias, de teorias, de práticas ou de técnicas. Falamos para que olhe esta vida como um todo, que é também a sua vida, para que lhe dê atenção. Isso significa que não pode desperdiçá-la. Tem pouquíssimo tempo para viver, talvez dez, talvez cinquenta anos. Não perca esse tempo. Olhe a sua vida, faça tudo para compreendê-la.

Fonte: WiKipedia

Créditos: KrishnamurtiBrasil

A educação precisa ser readaptada segundo o pesquisador Marc Prensky

"Educamos para um contexto que não existe mais", afirmou o especialista Marc Prensky. Divulgação.
“Educamos para um contexto que não existe mais”, afirmou o especialista Marc Prensky. Divulgação.

Mais do que mudar a forma como a tecnologia é usada na educação, a proposta de Marc Prensky é mudar toda a educação, pois ela é “terrível” em todos os lugares do mundo. O especialista em educação e tecnologia, convidado da Fundação Telefônica na Campus Party Brasil deste ano, explicou em palestra na noite desta terça-feira sobre como os “nativos digitais” precisam ter de seus professores.

O termo “nativos digitais” refere-se às pessoas que já nasceram na era digital, e se opõe aos “imigrantes digitais”, ou aqueles que conheceram o mundo antes da internet. O palestrante americano mostrou uma foto sua em 1970, com um violão, e depois outra atual, com um tablet. Na sua percepção, os nativos digitais têm mais facilidade de adaptação.

“O mundo todo está em uma má situação em termos de educação”, diz, “não são só países como o Brasil, só países em desenvolvimento”. “E por que digo que a educação é terrível? Porque educamos para um contexto que não existe mais”, afirmou, explicando que hoje em dia não se precisa de matemática, ciência e física como na época em que essas temáticas foram incluídas no currículo. “E ninguém ouve quando alguém diz, ‘vamos fazer isso diferente'”, completou.

Na visão de Prensky, o foco da educação deveria estar nos “verbos” e não nos “substantivos”. “Questionamos se as crianças deveriam usar o PowerPoint, a Wikipédia em sala. Mas isso são ‘substantivos’. O que realmente queremos é os ‘verbos’: apresentar, aprender, ler”, explicou. “Os verbos não mudam, queremos os mesmos ‘verbos’ há mil anos”, resumiu, citando pensamento crítico, lógica, criatividade. “E há muitos desses verbos, mas temos que nos perguntar: quais são os ‘verbos’-chave? E só depois que soubermos disso, nos perguntamos quais ‘substantivos’ vamos usar”, definiu.


Cérebro estendido

Para responder a essas perguntas, o especialista apresentou o conceito do cérebro estendido, uma soma do cérebro de cada um com as possibilidades oferecidas pela tecnologia. Para o pesquisador, o cérebro é bom em algumas atividades, mas pode se beneficiar das máquinas para, por exemplo, “lembrar tudo ou processar três milhões de dados”. Em um dos slides, Prensky resumiu a ideia com uma citação de uma criança de 10 anos: “antigamente as pessoas precisavam saber de cor os números de telefone”.

A forma de lidar com esse cérebro estendido seria, pois, combinar as potencialidades das máquinas e dos cérebros. “E acho que é isso que vocês estão fazendo aqui. Vocês são as pessoas que vão criar a inovação”, afirmou à audiência do palco principal do Anhembi Parque.

Para falar sobre suas ideias aplicadas à educação, o pesquisador citou um estudante que disse “a coisa mais inteligente que já ouviu”: que professores entendem a tecnologia como ferramentas, enquanto estudantes a entendem como uma fundação, uma base que se estende sob o restante.


Trivial x poderoso

Prensky também falou de como vê a tecnologia envolvida na educação de duas formas, uma “trivial” e a outra “poderosa”. “A primeira é fazer as mesmas coisas que sempre fizemos, em novas formas – sempre escrevemos, agora temos um blog ou usamos teclado. Eu chamo de trivial, não porque não é importante, mas porque já fazíamos antes. E há as coisas que não podíamos fazer, que chamo de poderosas”, explicou citando chamadas de voz por IP, tweets, impressão 3D, inteligência artificial, jogos, simulações e robótica entre as formas “poderosas” de a tecnologia influenciar a educação.

“Mas por mais que gostemos de tecnologia, é preciso lembrar que há coisas muito importantes na educação que a ela não faz”, destacou, citando empatia, escolha e paixão. Para ele, essas são as coisas que o cérebro faz melhor, e que é nisso que os professores devem se focar, adaptando o ‘como’ ensinam.

E é preciso adaptar também, segundo Prensky, mudar o “o quê” se ensina. Ele defende que no novo modelo de educar os jovens sejam “nós da rede”, que possam se conectar o máximo possível e que os professores orientem o percurso, fazendo, de acordo com o pesquisador, o que cada um faz melhor: os estudantes, se conectar e achar os conteúdos, e os professores: questionar, orientar e avaliar.

“Muito se diz que a escola precisa ensinar ‘o básico’ para as crianças, mas ‘o básico’ também está mudando” – defendeu – apresentando sua proposta do que seria o novo “básico” da educação formal, que ele chamada de eTARA, sigla em inglês para o conjunto de pensamento, ação, relacionamento e conquista efetivos. Programar, na lista de Prensky, é parte de pensamento efetivo, assim como ética de relacionamento, e empreendedorismo de ação.

O pesquisador finalizou incentivando os empreendedores e geeks que o ouviam a criar aplicativos, programas e outras ferramentas para mudar a forma do ensino usando a tecnologia.

Campus Party Brasil 2013

Campus Party Brasil 2013A sexta edição da Campus Party Brasil, uma das maiores festas de inovação, tecnologia e cultura digital do mundo, acontece entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro no Anhembi Parque, em São Paulo. Na Arena do evento, 8 mil pessoas têm acesso à internet de alta velocidade e a mais de 500 horas de palestras, oficinas e workshops em 18 temáticas, que vão desde mídias sociais e empreendedorismo até robótica e biotecnologia. Cinco mil desses campuseiros passam a semana acampados no local.

A 6ª edição traz ao Brasil nomes como o astronauta Buzz Aldrin, um dos primeiros homens a pisar na Lua, e o fundador da Atari, Nolan Bushnell. Em sua sexta edição em São Paulo, a Campus Party também teve no ano passado a primeira edição em Recife (PE). O evento acontece ainda em países como Colômbia, Estados Unidos, México, Equador e Espanha, onde nasceu em 1997.

Nas edições brasileiras anteriores, o evento trouxe ao País nomes como Tim Berners-Lee, o criador da Web; Kevin Mitnick, um dos mais famosos hackers do mundo; Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos; Steve Wozniak, que fundou a Apple ao lado de Steve Jobs; e Kul Wadhwa, diretor-geral da fundação Wikimedia,que mantém a Wikipédia.

Fonte: Tecnologia Terra

Informações sobre a Campus Party 2013: Campus Party 2013