Como funciona o processamento de dados do LHC?



Computando os dados do LHC

Com 15 petabytes de dados (o que equivale a 15 milhões de gigabyes) recolhidos pelos detectores do LHC a cada ano, os cientistas têm uma imensa tarefa diante deles. Como processar todas essas informações? Como determinar se você está estudando algo de significativo em meio a um conjunto de dados tão grande? Mesmo com o uso de um supercomputador, processar tanta informação pode demorar milhares de horas. Enquanto isso, o LHC continuaria a acumular ainda mais dados.

A solução do CERN é a GRID (grade em português) de Computação do LHC. A grade é uma rede de computadores, cada um dos quais capaz de analisar por conta própria uma porção dos dados. Assim que um computador conclui sua análise, pode enviar as conclusões a um computador central e aceitar nova porção de dados brutos. Enquanto os cientistas puderem dividir os dados em porções, o sistema funciona bem. No setor de computação, essa abordagem recebe o nome de computação em grade (GRID em inglês).

Os cientistas do CERN decidiram se concentrar no uso de equipamento de custo relativamente baixo para executar seus cálculos. Em vez de adquirir servidores e processadores de ponta a altos preços, o CERN se concentra em equipamento padronizado e bem adaptado a funcionar em rede. A abordagem é bastante semelhante à adotada pelo Google. O custo/benefício da compra de muito equipamento de qualidade média é melhor do que o de investir em poucos equipamentos avançados.

Usando um tipo especial de software chamado Middleware (mediador), a rede de computadores poderá armazenar e analisar dados para todas as experiências conduzidas no LHC. A estrutura do sistema é organizada em camadas.

  • A camada 0 é o sistema de computação do CERN, que processa as informações inicialmente e as divide em porções para as demais camadas.

  • Há 12 locais da camada 1 localizados em diversos países que aceitarão dados do CERN por meio de conexões dedicadas de computação. Essas conexões terão capacidade de transmissão da ordem de 10 gigabytes por segundo. Os sites da camada 1 processarão ainda mais os dados e os dividirão para despachá-los aos degraus inferiores da escala.

  • Mais de 100 locais da camada 2 estão conectados aos locais da camada 1. A maioria deles envolve universidades ou instituições científicas. Cada local terá múltiplos computadores disponíveis para processar e analisar dados. À medida que cada trabalho de processamento for concluído, os locais devolverão dados processados sistema acima. A conexão entre os locais da camada 1 e da camada 2 é uma conexão convencional de rede.

Qualquer local da camada 2 terá acesso a qualquer lugar da camada 1. O motivo é permitir que universidades e instituições de pesquisa se concentrem em informações e pesquisas específicas.

Um desafio, tendo em vista o tamanho da rede, é a segurança de dados. O CERN determinou que a rede não poderia depender de firewalls (barreiras) devido ao volume de tráfico de dados no sistema. Em vez disso, o sistema depende de procedimentos de identificação e autorização a fim de impedir acesso não autorizado a dados do LHC.

Veja onde os locais da camada 1 estão localizados

  • Canadá
  • França
  • Alemanha
  • Itália
  • Escandinávia
  • Espanha
  • Suíça
  • Taiwan
  • Holanda
  • Reino Unido
  • Estados Unidos

Fonte: HSW

Project Glass – Óculos do Google com realidade expandida

 

O Google revelou, esta semana, que está mesmo trabalhando em um projeto de construir um óculos tecnológico – integrado aos seus serviços e produtos – dentro de seu laboratório do Google X.

“Acreditamos que a tecnologia poderá trabalhar para você e estar lá quando você precisar dela e sair de seu caminho quando você não a precisa”, mencionou a empresa sem seu perfil no Google+.

“Nós do Google X começamos o Project Glass para construir este tipo de tecnologia, que ajuda você a explorar e compartilhar o seu mundo. Estamos compartilhando essas informações agora porque queremos iniciar uma conversa e aprender com sua valiosa contribuição”.

No entanto, de acordo com o buscador, o projeto ainda está em desenvolvimento, tanto no design quanto em seu funcionamento. Para demonstrar um conceito do que o Google espera obter, você pode assistir no vídeo abaixo:
De acordo com vários funcionários do gigante das buscas familiarizados com o projeto e ouvidos pelo jornal no começo do ano, os óculos serão vendidos no final do ano por um custo próximo aos dos smartphones nos Estados Unidos, entre US$ 250 ou US$ 600 (R$ 450 e R$ 1.000).

Fonte:GoogleDiscovery