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UM BUG NO SOFTWARE DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA PODERIA INVALIDAR 15 ANOS DE PESQUISA SOBRE O CÉREBRO.

Um erro de programação nos softwares que controlam as máquinas de ressonância magnética funcional (fMRI), pode ter causado a perda de 15 anos de pesquisa. O custo para fazer uma pesquisa com essas máquinas oscila em torno de U$ 600,00 a hora, isso torna o tempo de máquina caro demais para pesquisas prolongadas.
O erro foi corrigido em Maio de 2015, no momento em que os pesquisadores começaram a escrever o seu paper (ensaio, artigo ou dissertação sobre um assunto específico…), mas o fato de permanecer despercebido por mais de uma década mostra o quão fácil era algo como isso acontecer, porque os pesquisadores não tiveram métodos confiáveis para validar os resultados do fMRI.

Isto pode ser um problema muito sério com os últimos 15 anos de pesquisa sobre a atividade do cérebro humano, com um novo estudo que sugere que um bug no software da fMRI pode invalidar os resultados de cerca de 40 mil papers.

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Isso é enorme, porque a ressonância magnética funcional (fMRI) é uma das melhores ferramentas que temos para medir a atividade cerebral, e se é falho, isso significa que todas essas conclusões sobre o que nossos cérebros se parecem durante coisas como exercício, jogos, amor e toxicodependência estão errados.

“Apesar da popularidade do fMRI como uma ferramenta para o estudo da função cerebral, os métodos estatísticos usados raramente foram validados usando dados reais”, afirmam pesquisadores liderados por Anders Eklund da Universidade de Linköping, na Suécia.

O principal problema é a forma como os cientistas usam fMRI para encontrar faíscas de atividade em certas regiões do cérebro…

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O futuro da mente – Michio Kaku

“O cérebro, gostemos ou não, é uma máquina. Os cientistas chegaram a essa conclusão, não porque eles são assassinos mecanicistas, mas porque acumularam evidências de que todos os aspectos da consciência podem ser amarrados ao cérebro. Steven Pinker.”

Capítulo 4

Telepatia

“Houdini acreditava que a verdadeira telepatia era impossível. Mas a ciência está provando que Houdini estava errado.”

 

O futuro da mente

Clique na imagem para download em formato Epub. (divulgação).

A telepatia é agora objeto de intensa pesquisa em universidades ao redor do mundo onde os cientistas são capazes de ler palavras individuais, imagens e pensamentos de nosso cérebro, combinando as mais recentes tecnologias de digitalização com um software de reconhecimento de padrões. Isso pode revolucionar a forma como as pessoas vítimas de AVC (acidente vascular cerebral), incapazes de articular seus pensamentos a não ser através de piscar os olhos. Mas isso é apenas o começo. Também pode mudar radicalmente a forma como interagimos com os computadores e o mundo exterior.

Como sabemos, o cérebro é elétrico. Em geral, sempre que um elétron é acelerado, se desprende radiação eletromagnética. O mesmo vale para os elétrons oscilantes dentro do cérebro. Parece algo saído da ficção científica ou fantasia, mas os seres humanos naturalmente emitem ondas de rádio. Mas esses sinais são muito fracos para ser detectados por outros, e mesmo se pudéssemos perceber essas ondas de rádio, seria difícil para nós, dar algum sentido a elas. Mas os computadores estão mudando tudo isso. Os cientistas já são capazes de obter aproximações grosseiras dos pensamentos de uma pessoa usando exames de EEG (Eletroencefalograma). Ao colocar um capacete com sensores de EEG em sua cabeça, e se concentrar em certos quadros, por exemplo, a imagem de um carro ou uma casa. Os sinais de EEG foram registrados para cada imagem e, eventualmente, um dicionário rudimentar de pensamentos foi gerado, com uma correspondência de um para um entre a imagem EEG e pensamentos de uma pessoa.

A vantagem dos sensores de EEG é que não são invasivos e rápidos. Você simplesmente coloca um capacete que contenha muitos eletrodos em sua cabeça e esses sensores captam as frequências em forma de EEG, podendo identificar os sinais que mudam a cada milissegundo. Mas o problema com os sensores de EEG, como já vimos, é a interferência direta das ondas electromagnéticas causada na medida em que passam através do crânio, é difícil localizar a origem exata. Este método pode dizer se você está pensando em um carro ou numa casa, mas não pode recriar a imagem do carro. É aí que o trabalho do Dr. Gallant pode nos ajudar.

Gravações da mente

O epicentro de grande parte desta pesquisa está na Universidade da Califórnia em Berkeley, onde recebi meu PhD em física teórica alguns anos atrás. Eu tive o prazer de visitar o laboratório do Dr. Jack Gallant, cujo grupo tem realizado um feito, uma vez considerado impossível: gravar vídeos do pensamento das pessoas. “Este é um grande salto para reconstruir imagens internas. Estamos abrindo uma janela para os filmes em nossa mente”, diz o Dr. Gallant.

Quando visitei seu laboratório, a primeira coisa que notei foi uma equipe de jovens, pós-doutorandos e pós-graduandos ansiosos e amontoados atrás de suas telas de computador, olhando atentamente para as imagens de vídeo que foram reconstruídas a partir de tomografias do cérebro de alguém. Conversando com sua equipe você se sente como se estivesse testemunhando a história científica na televisão. Continuar lendo