Museu Oscar Niemeyer recebe a mais completa e importante exposição de M.C Escher já realizada no Brasil

Autoretrato
Autorretrato no espelho esférico, 1950. Litografia 31,8 x 21,3 cm (© M.C. Escher Foundation – Baarn)

O Museu Oscar Niemeyer (MON) em Curitiba, recebeu no dia 11 de abril de 2013, a mais completa exposição já realizada no Brasil dedicada ao artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher (1898 – 1972). A mostra “A magia de Escher” reúne 85 obras, entre gravuras originais, desenhos e fac-símiles, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista. O acervo da coleção da Fundação Escher na Holanda estará distribuído nas salas 1 e 2 do museu até o dia 11 de agosto. O horário para ver a exposição “A magia de Escher” será estendido até as 20 horas, de terça a sexta-feira. Devido ao controle de temperatura e umidade das salas para que não haja nenhum dano às obras, o acesso do público será controlado por senha.

A exposição permitirá que o público passe por uma série de experiências que desvendam os efeitos óticos e de espelhamento que Escher utilizava em seus trabalhos. Experiências como olhar por uma janela de uma casa e ver tudo em ordem e, em seguida, ver tudo flutuando por outra janela, ou ainda assistir um filme em 3D, que possibilitará um passeio por dentro das obras do artista. A expografia ainda apresentará animações de algumas das gravuras de Escher.

Há dois anos, quando foi exposta no Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, a mostra foi declarada como a exposição mais visitada no mundo em 2011, segundo a The Art Newspaper, publicação especializada em artes e que todo ano faz levantamento das mostras mais prestigiadas.

De acordo com o curador Pieter Tjabbes, essa será a única oportunidade de apreciar tantas obras reunidas fora do museu. “As obras do Escher são muito raras e muito procuradas para exposições. Só existem três coleções no mundo”, diz o curador. Depois de Curitiba, “A magia de Escher” segue para Belo Horizonte no Palácio das Artes, de 18 de setembro a 17 de novembro, com patrocínio do HSBC.

 

Escher

Repteis M. C. Escher
Répteis,1943. Litografia 33,4 x 38,5 cm (© M.C. Escher Foundation – Baarn)

Foi depois de uma incursão à Espanha, onde teve contato com mosaicos mouros que o artista foi estimulado a desenvolver trabalhos utilizando o preenchimento regular do plano. Escher achou muito interessante as formas como cada figura entrelaçava a outra e se repetia, formando belos padrões geométricos. Destacam-se também os trabalhos que exploram o ambiente. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, em um plano bidimensional, como a folha de papel. Com isso, ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas, paradoxos.

“Escher utilizava princípios da matemática sem ser rígido na sua aplicação. Ele seria mais um matemático amador, que aplicava certos efeitos quase intuitivamente. Há obras que mostram situações que parecem normais, mas com uma observação mais atenta, elas comprovam ser impossíveis. Elas são baseadas em modelos matemáticos como a cinta de Möbius ou o triângulo de Penrose”, explica Pieter. As obras “Belvedere” (1958), “Subir e descer” (1960) e “Cascata” (1961) são exemplos dessa aplicação.

Sobre as instalações interativas

Tudo na exposição foi pensado para que o público, de uma forma lúdica, atente para as dimensões visuais criadas por Escher. Um quebra-cabeça gigante, por exemplo, mostrará como ele se utilizava de imagens geométricas ou figurativas unindo-as umas às outras para criar gravuras que remetem ao infinito, comum em obras como em “Menor e Menor” (1956), o clássico “Dia e Noite” (1938) e “Metamorphosis II” (1940) onde o artista mostra como por meio de pequenas mudanças numa sequência é possível transformar uma imagem em outra.

Assim como Escher adorava brincar com a percepção imediata das pessoas, apresentando um mundo dos sonhos onde não existem direções certas, em cima ou embaixo, a mostra também recriará essa sensação ao utilizar alguns efeitos, como o de uma imagem plotada no chão que se completa no espelho curvado, em uma divertida mistura das três dimensões. “Adoramos o caos porque sentimos amor em produzir ordem”, dizia o artista.

Créditos: MON

Sobre o nono dígito nos telefones celulares do Brasil

São Paulo – Rio de Janeiro e Espírito Santo

Nono digitoO aviso da Anatel, que foi publicado nesta quinta-feira (31/01) no Diário Oficial da União, comunica que o nono dígito nos telefones móveis das áreas de registro 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19 (Estado de São Paulo) será implementado a partir de 25 de agosto de 2013. O comunicado também agenda para o dia 27 de outubro a inclusão do nono dígito nos celulares das áreas 21, 22 e 24 (Estado do Rio de Janeiro) e 27 e 28 (Espírito Santo).

A medida, que já foi implementada no código 11, tem como objetivo ampliar os recursos de numeração para o Serviço Móvel Pessoal. Confira abaixo os principais questionamentos sobre a adição de mais um dígito nos telefones e o que muda com isso.

1. Por que os números de celulares terão o nono dígito?

Para dar continuidade ao processo de aumento da disponibilidade de números de telefones móveis (celulares) no Brasil, iniciado em 2012 com as cidades de Código Nacional 11 (cidade de São Paulo e região metropolitana), atendendo à crescente demanda de novos usuários no país, conforme Resolução nº 553/10 da Anatel.

2. O nono dígito será adicionado aos números de todo o Brasil?

Nesta nova fase, em 2013, será implementado no restante do Estado de São Paulo (DDDs 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19) e em todo o Estado do Rio de Janeiro (DDDs 21, 22 e 24) e Espírito Santo (DDDs 27 e 28). Já existe o nono dígito no DDD 11, incluído em julho de 2012 e será implementado em todo o País até o fim de 2016, conforme cronograma.

3. Quando os telefones móveis nos DDDs 12 a 19 e 21, 22, 24, 27 e 28 terão nove dígitos?

A partir de 25 de agosto de 2013 todos os usuários de telefones móveis do Estado de São Paulo (DDDs 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19) e a partir de 27 de outubro de 2013 todos os usuários de telefones móveis dos Estados do Rio de Janeiro (DDDs 21, 22 e 24) e Espírito Santo (DDDs 27 e 28) terão seus números alterados para nove dígitos. Estas datas são chamadas “Dias D”.

4. Qual número será adicionado à frente (à esquerda) dos números de telefones móveis?

O número 9 será acrescentado à frente dos números atuais. Exemplo: o número atual XXXX-XXXX passará a ter o formato 9XXXX-XXXX

5. Os números dos telefones fixos também irão mudar?

Não. Apenas os usuários da telefonia móvel, nos DDDs 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 21, 22, 24, 27 e 28 terão o “9” adicionado em seus números. Os telefones fixos continuarão com oito dígitos.

6. O usuário de telefone fixo também terá de discar o nono dígito para chamadas a telefones móveis que ganharem o nono dígito?

Sim. Quem ligar de qualquer telefone – fixo ou móvel – para um telefone móvel que tenha o nono dígito acrescentado terá de incluir o “9” antes do número antigo para que a ligação seja completada.

7. Como serão feitas as ligações de outros Estados para os telefones móveis das áreas que ganharam o nono dígito?

Da mesma forma como são feitas hoje, mas com a inclusão do nono dígito. Exemplo: 0 + Código da Operadora + Código de Área + 9XXXXXXXX

8. As ligações serão completadas caso não seja incluído o número 9?

Por um tempo determinado, voltado para a adaptação das redes e dos usuários, as ligações com oito dígitos ainda serão completadas. Gradualmente, serão feitas interceptações, e o usuário receberá mensagens de voz com orientações sobre a nova forma de discagem. Após esse período, as chamadas discadas com oito dígitos não serão mais completadas.

9. O que ocorrerá 40 dias após os Dias D (dia em que começará a mudança da numeração)?

As chamadas feitas com oito dígitos para números que tenham recebido o nono dígito serão interceptadas pela prestadora e o usuário será orientado a usar a nova numeração. Após os 40 dias, as mensagens SMS e MMS também não serão enviadas se forem usados apenas oito dígitos.

10. O que ocorrerá 100 dias após os Dias D?

As chamadas feitas com oito dígitos para celulares que tenham recebido o nono dígito não serão mais completadas. O usuário ouvirá a mensagem de número inexistente sem qualquer orientação sobre a nova forma de discagem.

11. O nono dígito será adotado em outras áreas de numeração? Quais e quando?

Sim. A Resolução n.º 553/2010 da Anatel determinou a implementação do nono dígito em todo o Brasil. O DDD 11 ganhou o nono dígito em 29/07/12. Em 2013 será a vez dos DDDs 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19 (Estado de São Paulo), 21, 22, 24 (Rio de Janeiro), 27 e 28 (Espírito Santo). O cronograma de implementação em todo o Brasil pode ser visto aqui.

12. Durante a mudança, o que acontecerá se o usuário tiver um pedido de portabilidade pendente?

O processo de portabilidade acontecerá normalmente.

13. O usuário pode optar por manter seu número atual com oito dígitos?

Não. A mudança é obrigatória e afetará todos os usuários da telefonia móvel nos DDDs 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 21, 22, 24, 27 e 28.

14. O que irá acontecer com os créditos do usuário quando o número do telefone for alterado?

Com relação aos assinantes de telefones pré-pagos, a mudança da numeração não afetará nem os créditos nem as suas respectivas validades.

15. A inclusão do nono dígito tem algum custo para o usuário?

Não, ela é gratuita e de responsabilidade das operadoras.

16. Quem irá providenciar a alteração da agenda do usuário?

Cabe ao próprio usuário atualizar os novos números em sua agenda de contatos.

17. O nono dígito será adicionado a todas as empresas de telefonia móvel?

Sim, exceto as empresas que prestam o Serviço Móvel Especializado, usadas para fazer chamadas do tipo despacho, conhecidas como rádio, e regidas pela Resolução n.º 404/05 da Anatel.

18. Os números de rádio irão mudar?

Não. Os números que são usados como terminais de rádio não irão mudar.

19. O que acontecerá se o usuário ligar para um número de rádio incluindo o dígito 9 na frente?

O usuário ouvirá, por um período determinado, uma mensagem informando que o número não mudou e que ele deve fazer a ligação novamente, com o número correto, com apenas oito dígitos.

Fonte: O dia IG