Perspectivas econômicas até 2060 segundo a OCDE

A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), fez um estudo comparativo entre as economias: membros da OCDE, não membros e países emergentes. Segue abaixo um retrospecto desse estudo.

Previsão do PIB mundial até 2060. Fonte OCDE.

Divergentes padrões de crescimento em longo prazo levam às mudanças radicais no tamanho relativo das economias. Os Estados Unidos deve ceder o seu lugar como a maior economia do mundo para a China, já em 2016. O PIB da Índia também deve ultrapassar o dos Estados Unidos em longo prazo. Combinados, os dois gigantes asiáticos em breve ultrapassarão a economia coletiva das nações do G7. O rápido envelhecimento dos pesos pesados econômicos, como o Japão e a zona do euro, irá gradualmente perder terreno na mesa do PIB global para países com uma população mais jovem, como Indonésia e Brasil. (veja gráfico).

PIB Per Capita 2011. Fonte OCDE.

As taxas de crescimento mais rápido da China e da Índia implicam que seu PIB combinado será superior ao dos sete grandes (G7) países da OCDE por volta de 2025, e em 2060 será de mais de 1,5 vezes maior, enquanto que em 2010 a China e a Índia representavam menos da metade do PIB do G7. Surpreendentemente, o PIB combinado desses dois países será maior do que toda a área da OCDE, com base na associação de hoje  – em 2060 -, ao passo que atualmente corresponde a apenas um terço do mesmo.

Tais mudanças nas partes do PIB mundial serão acompanhadas por uma tendência do PIB per capita de convergir entre os países, no entanto, ainda deixará lacunas significativas nos padrões de vida entre economias avançadas e emergentes.

PIB Per Capita em 2030. Fonte OCDE.

Durante o próximo meio século, a média não ponderada do PIB per capita (em termos de PPC (paridade do poder de compra (ref. 2005), está previsto um crescimento de cerca de 3% ao ano na área da não-OCDE, contra 1,7% na área da OCDE. Como resultado, o PIB per capita nas economias mais pobres irá (ref. 2011) mais do que quadruplicar (em termos de PPC 2005), enquanto que apenas dobrará em economias mais ricas.

China e Índia vão experimentar mais do que um aumento de sete vezes de sua renda per capita em 2060. A extensão do crescimento é mais pronunciada na China e reflete a dinâmica do aumento da produtividade particularmente forte, ocasionando um expressivo ganho de capital na última década. Isto irá trazer a China para 25% acima do nível de renda atual (2011) dos Estados Unidos, enquanto a renda per capita na Índia atingirá apenas a metade do nível dos EUA atual.

PIB Per Capita 2060. Fonte OCDE.

Apesar deste crescimento rápido entre os países emergentes, o taxa de PIB per capita em 2011 e 2060 são projetadas para permanecer muito semelhantes. Mesmo que as diferenças de produtividade e habilidades sejam reduzidas, as diferenças restantes nesses fatores ainda explicam uma parte significativa das lacunas nos padrões de vida em 2060.

Na verdade, para alguns países europeus, onde o envelhecimento é mais pronunciado, a participação econômica dos mais velhos em idade é baixa, esses fatores são suficientes para causar um aumento na disparidade de renda com os Estados Unidos, apesar de contínua convergência da produtividade e dos níveis de competências.

Resumindo

Uma vez que o legado da crise financeira global tenha sido superado, o PIB mundial poderia crescer em torno de 3% ao ano nos próximos 50 anos. O crescimento será habilitado pela continuidade das reformas fiscais e estruturais e sustentadas pelo aumento da participação do relativamente rápido crescimento dos países emergentes na produção mundial.
O crescimento da não-OCDE continuará a ultrapassar a OCDE, mas a diferença vai diminuir nas próximas décadas.

Nos próximos 50 anos haverá grandes mudanças no tamanho relativo das economias mundiais. O rápido crescimento da China e da Índia fará seu PIB combinado medido em paridades do poder de compra (ppc ref. 2005), superar ao das economias do G7 e será maior do que todas as economias da OCDE somadas até 2060.

Não obstante ao rápido crescimento em países de baixa renda e emergentes, ainda irá persistir uma diferença no nível de vida entre os países desenvolvidos e emergentes em 2060.
Na ausência de mudanças políticas ambiciosas, os desequilíbrios surgirão e poderiam prejudicar o crescimento.

Fonte: OCDE

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