Arquivo da tag: nasa

Conheça o motor RS-25 e os novos veículos espaciais SLS e nave ORION da NASA

Motor RS25

Fonte Nasa (Divulgação).

O Aerojet Rocketdyne RS-25, também chamado de Space Shuttle Main Engine (motor principal de transporte espacial), é um Rocket Engine (motor de foguete) que utiliza combustível líquido em baixíssimas temperaturas, cujo principal – hidrogênio – está na casa dos -253 Cº, mas alcança uma temperatura de até 3.315 Cº quando entra em combustão na câmara de saída da cabeça do motor, gerando um impulso de 1.859 kN (Quilo Níltons) equivalente a 189 toneladas. Os dois principais combustíveis são: hidrogênio líquido (combustível) e oxigênio líquido (oxidante). Ao se misturarem em alta pressão na câmara de combustão, explodem gerando a propulsão.

Os foguetes não precisam de ar para trabalhar, podem funcionar na ausência de atmosfera (no espaço), ao contrário das turbinas de aviões que não funcionam fora da atmosfera.

Acompanhe um teste bem sucedido com um motor RS-25 da Nasa

Princípio de funcionamento do motor de foguete

O princípio de funcionamento do motor de foguete baseia-se na terceira lei de Newton, a lei da ação e reação, que diz que “a toda ação corresponde uma reação, com a mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário”.

Imaginemos uma câmara fechada onde exista um gás em combustão. A queima do gás irá produzir pressão em todas as direções. A câmara não se moverá em nenhuma direção pois as forças nas paredes opostas da câmara irão se anular.

Se introduzirmos um bocal na câmara, onde os gases possam escapar, haverá um desequilíbrio. A pressão exercida nas paredes laterais opostas continuará não produzindo força, pois a pressão de um lado anulará a do outro. Já a pressão exercida na parte superior da câmara produzirá empuxo, pois não há pressão no lado de baixo (onde está o bocal).

Assim, o foguete se deslocará para cima por reação à pressão exercida pelos gases em combustão na câmara de combustão do motor. Por isto este tipo de motor é chamado de propulsão por reação assim ele tem como subir e ir para o espaço.

723px-Motor_foguete

Princípio de funcionamento de um motor de foguete. Fonte Wikipédia (divulgação).

Diferente de um motor a jato por transportar seu próprio oxidante, o que lhe permite operar na ausência de um suprimento de ar. Os motores de foguete vêm sendo amplamente utilizados em vôos espaciais, nos quais sua grande potência e capacidade de operar no vácuo são essenciais, mas também podem ser utilizados para movimentar mísseis, aeroplanos e automóveis.

A força no sentido do movimento (o empuxo) que atua sobre um foguete é produzida porque a queima do combustível em seu interior exerce uma enorme pressão sobre as paredes da câmara de combustão, exceto na abertura por onde os gases escapam, situada em sua porção posterior.

O término do programa do ônibus espacial

Com início em 1981 e fim em 2011, o programa dos ônibus espaciais americanos, veículos cujo propósito era colocar astronautas e equipamentos em órbita, retornando à terra ao final da missão com o mesmo veículo. Durou 30 anos e teve duas baixas graves com as explosões da Challenger em 1986 e da Colúmbia em 2003.

As missões dos ônibus espaciais eram curtas: sair da terra, ficar em órbita por alguns dias e depois voltar para a terra com o mesmo veículo, correndo o risco da reentrada (queda no planeta). Foi o que aconteceu com a Colúmbia em 2003, em sua reentrada os gases superaquecidos penetraram o casco da espaçonave causando sua desintegração no ar. A capacidade de carga útil do ônibus espacial era de 22.000 kg.

Conheça o Space Launch System (SLS) – sistema de lançamento espacial

O Space Launch System (SLS) – sistema de Lançamento Espacial é um veículo pesado de lançamento dispensável americano, derivado do Space Shuttle (veículo/nave espacial) projetado pela NASA. Segue-se ao cancelamento do programa Constellation (constelação), destinado a substituir o ônibus espacial que foi aposentado. O Ato de autorização do programa pela NASA 2010 previu a transformação do Ares I e Ares V, projetos dos veículos do programa Constellation, em um único veículo de lançamento utilizável para tripulação e carga, muito parecido com o Ares IV.

O veículo de lançamento SLS foi projetado para ser atualizado ao longo do tempo com as versões mais potentes. Sua versão inicial Bloco 1 é para levantar uma carga útil de 70 toneladas métricas, visando atingir a Low Earth Orbit (LEO), órbita terrestre baixa, que será aumentada com a estreia do Bloco 1B e exploração estágio superior Bloco 2, que substituirá os boosters (propulsores) iniciais com novos e mais avançados, estando previsto para ter uma capacidade de LEO maior que 130 toneladas atendendo às exigências do Congresso americano. Essas atualizações permitirão ao SLS levar astronautas e hardware (equipamentos) para vários destinos além-LEO. O SLS usará as operações terrestres e instalações de lançamento do Centro Espacial Kennedy da NASA, na Flórida.

ORION – Exploração do Espaço Profundo da NASA

A nova nave ORION – NASA’s Deep Space Exploration Spacecraft (Exploração do Espaço profundo da NASA), é uma espaçonave para levar os astronautas a vários destinos em nosso sistema solar. Foi projetada para alçar objetos que estão mais distantes do que a lua, cujo homem já pisou em 1969. Os possíveis destinos do projeto Orion são: asteroides, cometas e outras luas e planetas dentro do nosso sistema solar.

Fontes: Wikipédia, Nasa, ORION

Assista uma compilação dos 5 anos de filmagens do Sol pelo SDO da Nasa

Em 11 de fevereiro de 2015 se passaram 5 anos desde o lançamento do SDO-Solar Dynamics Observatory (Observatório Dinâmico Solar), da NASA, que proporciona imagens incrivelmente detalhadas de nossa estrela Sol 24 horas por dia. Captura imagens várias vezes por segundo, o SDO forneceu imagens claras e sem precedentes das explosões solares desde o seu lançamento em 11 de fevereiro de 2010. As imagens fixas também são cativantes, permitindo que se possa assistir ao balé constante de material solar através da atmosfera do Sol, a corona.

Em homenagem ao quinto aniversário do SDO, a NASA lançou este vídeo mostrando os destaques dos últimos cinco anos de observação do sol. Assista ao filme para ver nuvens gigantes de material solar dezenas de vezes maiores que o nosso planeta, arremessadas para o espaço, a dança de laços gigantes que pairam na corona, e enormes manchas solares crescendo e encolhendo na superfície solar.

As imagens (convertidas em filme) são um exemplo do tipo de dados que o SDO fornece para os cientistas. Ao observar o sol em diferentes comprimentos de onda – e, portanto, diferentes temperaturas – os cientistas podem assistir ao movimento do material através da corona, que detém pistas para o que poderia provocar essas erupções solares; o que aquece a atmosfera do Sol até 1.000 vezes mais quente que a sua superfície, e por quê campos magnéticos do Sol estão constantemente em movimento.

Cinco anos depois de sua missão, a SDO continua a enviar de volta imagens tentadoras para incitar a curiosidade dos cientistas. Por exemplo, no final de 2014, a SDO capturou imagens das maiores manchas do sol vistas desde 1995, bem como uma torrente de intensas erupções solares. As labaredas solares são explosões de luz, energia e raios-x. Podem ocorrer por si ou podem ser acompanhadas pelo que é chamado de ejeção de massa coronal, ou CME, em que uma gigantesca nuvem de material solar estoura fora do sol, atinge velocidade de escape e dirige-se para o espaço. Neste caso, o sol produziu apenas labaredas e não há CMEs, embora não seja inédito, é um pouco incomum para labaredas desse tamanho. Os cientistas estão analisando os dados neste momento para ver se podem determinar quais circunstâncias poderiam levar o sol a ter essas labaredas.

Goddard construiu, opera e administra a sonda SDO para missões diretoras e científicas da Nasa, em Washington, DC; a SDO é a primeira missão da NASA com um programa estelar. O objetivo do programa é desenvolver o conhecimento científico necessário para lidar com esses aspectos do sistema Sol-Terra que afeta diretamente a nossa vida e sociedade.

Fonte: NASA

NASA mostra os primeiros conceitos dos motores de dobra espacial fora da ficção

Foto ilustrativa de um modelo de nave de dobra

Crédito da Imagem: Mark Rademaker/NASA.

Os fãs de filmes de ficção científica com certeza já devem imaginar no que implicaria um motor para dobra espacial: com ele, seria possível viajar pelo espaço em velocidades muito maiores que a da luz. Isso se colocarmos tudo em termos bem simples, já que quem realmente seria acelerado é o próprio espaço e não o equipamento que realizaria a viagem. Complexo? Bastante, mas completamente possível também, segundo o físico Dr. Harold White da Johnson Space Center da Nasa.

Ele apresentou um modelo teórico para um motor de dobra possível e viável para ser construído e operado pelo homem. Na verdade, ele realizou diversos cálculos para resolver problemas da sua teoria anterior, que também trabalhava na ordem da aceleração do espaço, mas requeria quantidades realmente astronômicas de energia e massa. Estamos falando do equivalente à massa de Júpiter para criar o dito motor! Agora, com a teoria atualizada, o valor foi reduzido para menos de 800 kg.

Motor de dobre de Alcubierre

Modelo proposto por Alcubierre. Espaço-tempo seria acelerado para facilitar a viagem espacial (Fonte da imagem: Reprodução/io9)

Como isso poderia funcionar

Motor de dobra White

Modelo alterado por White diminui a necessidade de massa. (Fonte da imagem: Reprodução/io9)

De acordo com White, para criar um motor de dobra seria necessário posicionar um objeto esferoide no meio da nave espacial e fazer um anel se movimentar em volta dele de determinada maneira que pudesse contrair e expandir o espaço à sua volta, gerando uma bolha de dobra ao redor da espaçonave. O conceito é praticamente o mesmo — se visto de forma bem simples — que o presente em uma diversidade de obras de ficção científica do cinema, da TV e da literatura.

Essa bolha de dobra seria capaz de movimentar o espaço em volta da nave, como se ela estivesse passando através de algo muito apertado. Assim, o movimento de expansão do espaço atrás da bolha seria o responsável por movimentar a nave a velocidades incríveis.

Fora isso, como a bolha de dobra posicionaria a nave em alguma situação “nas entranhas do espaço”, as leis da relatividade de Einstein não se aplicariam diretamente. Isso porque, diretamente, nada pode superar a velocidade da luz, mas o espaço pode se comprimir e expandir a qualquer velocidade, tornando a dobra praticamente ilimitada.
White explica ainda as limitações práticas do seu modelo anterior, comentando sobre a rigidez do espaço. “O espaço-tempo é bem rígido/firme, então para criar o efeito de expansão e contração de forma útil a fim de conseguirmos atingir destinos interestelares em uma quantidade de tempo razoável, seria necessário uma grande quantidade de energia”.

Como o motor se tornou viável

Para criar a solução para esse problema, White tentou realizar uma alteração no modelo de motor de Alcubierre, no qual tinha baseado sua primeira ideia. Em volta do objeto esferoide, seria necessário que um anel permanecesse girando. Alcubierre, entretanto, imaginou esse elemento como um cinto, um anel chato. Então, White teve a ideia de melhorar a forma desse elemento, tornando-o mais grosso, quase como uma rosquinha, no formato que aparece no modelo.

Foi com isso que os cálculos da quantidade de energia e massa do motor pularam do tamanho de Júpiter para 800 kg, o equivalente à sonda Voyager 1, que explorou o Sistema Solar nos últimos anos.

Resultados práticos

Todo esse trabalho feito por White baseado nas ideias de Alcubierre resultaria em velocidades incríveis de dobra. Nada comparado ao que víamos em Star Trek, em que a tripulação da USS Enterprise chegava a seus destinos em questão de segundos. Mas os resultados são bastante aceitáveis, já que poderíamos alcançar a estrela mais próxima do Sol em questão de semanas. Com isso, ir para Marte poderia ser como atravessar a rua em uma nave com um motor baseado nas ideias de White.

Além do mais, a viagem com o motor de White seria bastante precisa. Os ocupantes de uma espaçonave equipada com ele experimentariam uma sensação de movimento, mas a nave na verdade não estaria se movendo. Por conta disso, é possível parar esse efeito e recomeçá-lo com bastante precisão. Ou seja, calculando rotas com exatidão, você poderia alcançar qualquer planeta do nosso Sistema Solar sem acabar sendo sugado pela gravidade, podendo se posicionar em locais apropriados.

Experimentos

Depois de apresentar seu novo modelo de dobra espacial, White agora se ocupa em recriar miniaturas do seu motor a fim de comprovar sua teoria. Para isso, lasers estão sendo utilizados para recriar condições do espaço a fim de testar a capacidade dos protótipos.

White explica ainda que está realizando testes com um anel de capacitores de cerâmica, a fim de simular o efeito do anel em volta do esferoide original. Caso tudo ocorra bem, a NASA poderá recriar o equipamento em tamanho real em alguns anos, talvez décadas.

Avaliando o avanço de potenciais propulsores

O cientista da Nasa MARC G. MILLIS, documenta em um artigo o potencial promissor das novas ideias e novos conceitos sobre propulsão espacial, bem como a viabilidade no médio e longo prazos. Leia o artigo completo AQUI!

Fonte: io9

Fonte: Tecmundo

Fonte: NASA

A NASA responde – O mundo não vai acabar em 2012

Uma imagem “mármore azul” da Terra tirada pela Radiometer Imager Visible/Infrared Suíte instrumento (VIIRS) a bordo do satélite Suomi NPP da NASA. Esta imagem composta usa um número de faixas da superfície da Terra, tiradas em 4 de janeiro de 2012. Créditos: NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring

Uma imagem “mármore azul” da Terra tirada pela Radiometer Imager Visible/Infrared Suíte instrumento (VIIRS) a bordo do satélite Suomi NPP da NASA. Esta imagem composta usa um número de faixas da superfície da Terra, tiradas em 4 de janeiro de 2012. Créditos: NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring

Perguntas respondidas pela Nasa sobre os boatos de fim de mundo em 2012.


Existem ameaças para a Terra em 2012? Muitos sites da internet dizem que o mundo vai acabar em dezembro de 2012?

O mundo não vai acabar em 2012. Nosso planeta vem resistindo a todos os tipos de ameaças cósmicos por mais de 4 bilhões de anos, e os cientistas em todo o mundo não conhecem nenhum tipo de ameaça associada com 2012.


Qual é a origem da previsão de que o mundo iria acabar em 2012?

A história começou com alegações de que Nibiru, um planeta supostamente descoberto pelos sumérios, está se dirigindo para a Terra. Esta catástrofe foi inicialmente prevista para maio de 2003, mas quando nada aconteceu a data do fim foi movida para dezembro de 2012 e ligada ao fim de um dos ciclos do calendário Maia, no solstício de inverno em 2012 – daí a data do fim do mundo previsto para 21 de dezembro de 2012.


Será o fim do calendário maia em dezembro de 2012?

Assim como o calendário que você tem em sua parede da cozinha não deixará de existir após 31 de dezembro, o calendário Maia não deixará de existir em 21 de dezembro de 2012. Esta data é o final do período de contagem mais longo, mas depois – assim como seu calendário começa novamente em 1 de janeiro – outro longo período de contagem começa para o calendário Maia.


A NASA está prevendo um “apagão total” na Terra entre 23 a 25 dezembro?

Absolutamente não! Nem a NASA, nem qualquer outra organização científica está prevendo tal apagão. Os relatórios falsos sobre esta reivindicação de que algum tipo de “alinhamento do Universo” irá causar um apagão. Não há esse alinhamento (ver pergunta seguinte). Algumas versões deste rumor citam uma mensagem de preparação para emergências do administrador da Nasa, Charles Bolden. Isto é simplesmente uma mensagem incentivando as pessoas a se preparar para emergências, registrados como parte de uma ampla campanha do governo para preparação. Ele nunca menciona um apagão.


Poderiam os planetas se alinhar de uma forma que impactasse a Terra?

Não há alinhamentos planetários nas próximas décadas e até mesmo se estes alinhamentos ocorressem, seus efeitos sobre a Terra seriam insignificantes. Um alinhamento maior ocorreu em 1962, por exemplo, e outros dois aconteceram durante 1982 e 2000. Todo mês de dezembro a Terra e o Sol se alinham com o centro aproximado da Via Láctea, sendo um evento anual com nenhuma consequência.


Existe um planeta anão ou marrom chamado Nibiru ou Planeta X ou Eris que está se aproximando da Terra e ameaçando nosso planeta com a destruição generalizada?

Nibiru e outras histórias sobre planetas retrógrados são uma farsa que circula pela Internet. Não há nenhuma base factual para essas reclamações. Se Nibiru ou Planeta X eram reais e se dirigissem para um encontro com a Terra em 2012, os astrônomos teriam detectado sua aproximação por pelo menos uma década antes, e seria visível até mesmo a olho nu. Obviamente, não existe. Eris é real, mas é um planeta anão semelhante a Plutão, residindo no sistema solar exterior; o mais próximo que ele pode vir à Terra é cerca de 4 bilhões de quilômetros.


O que é a teoria do deslocamento polar? É verdade que a crosta da Terra faz uma rotação de 180 graus em torno do núcleo em questão de dias, se não horas?

A inversão da rotação da Terra é impossível. Há movimentos lentos dos continentes (por exemplo, a Antártida estava perto do equador há centenas de milhões de anos atrás), mas isso é irrelevante para reivindicações de inversão dos polos de rotação. No entanto, muitos dos sites sobre desastre enganam as pessoas com informações falsas. Eles reivindicam uma relação entre a rotação e a polaridade magnética da Terra, que muda de forma irregular, com uma inversão magnética que ocorre a cada 400 mil anos, em média. Tanto quanto sabemos, tal reversão magnética não causa qualquer dano à vida na Terra. Os cientistas acreditam que uma reversão magnética é muito improvável de acontecer nos milênios seguintes.


A terra está em perigo de ser atingida por um meteoro em 2012?

A Terra sempre foi sujeita a impactos de cometas e asteroides, embora grandes impactos sejam muito raros. O impacto da última grande era do Cretáceo há 65 milhões de anos atrás, e que levou à extinção dos dinossauros. Hoje os astrônomos da NASA estão realizando um levantamento chamado Pesquisa Spaceguard (monitorar o espaço) para encontrar quaisquer grandes asteroides próximos da Terra muito antes de uma possível colisão. Nós já determinamos que não há asteroides ameaçadores tão grandes quanto o que matou os dinossauros. Todo este trabalho é feito abertamente com as descobertas publicadas todos os dias no site Near-Earth, construído com esse objetivo pela NASA, para que você possa ver por si mesmo que nada está previsto para acontecer em 2012.


Como é que os cientistas da NASA se sentem sobre reivindicações do fim do mundo em 2012?

Para quaisquer alegações de desastres ou mudanças dramáticas em 2012, onde está a ciência? Onde estão as provas? Não há ninguém, e por todas as afirmações ficcionais, se são feitas em livros, filmes, documentários ou através da Internet, não podemos mudar esse fato simples. Não há provas credíveis para qualquer uma das afirmações feitas no apoio de eventos incomuns que ocorreriam em dezembro de 2012.


Existe um perigo de gigantes tempestades solares previstos para 2012?

A atividade solar tem um ciclo regular, com picos que ocorrem a cada 11 anos aproximadamente. Perto desses picos de atividade, explosões solares podem causar uma interrupção das comunicações por satélite, embora os engenheiros estejam aprendendo a construir eletrônicos que estão protegidos contra a maioria das tempestades solares. Mas não há riscos especiais associados a 2012. O próximo máximo solar ocorrerá no período de tempo 2012-2014 e está previsto para ser um ciclo médio solar, não diferente de ciclos anteriores ao longo da história.

Fonte: Nasa

Robô Curiosity pousa com segurança em Marte e começa a explorar o planeta

Primeiras imagens de Marte são enviadas para a Terra. (Divulgação).

“Temos agora a confirmação de que todas as antenas e canais de comunicação do robô funcionam perfeitamente”, declarou Jennifer Trosper, uma das responsáveis pela missão, em entrevista coletiva em Pasadena (Califórnia)

“Estamos confiantes pelo fato de que agora dispomos de uma grande capacidade de transmissão de dados através de todos os canais, o que era um dos principais objetivos desta primeira parte da missão”.

O mastro da Curiosity, dotado de duas câmeras (Mastcam), que agem como dois olhos do robô, já está em posição, destacou Trosper, prevendo imagens panorâmicas de alta definição e de 360 graus a partir desta quinta-feira, terceiro dia da missão.

A equipe já solucionou o problema que impedia o bom funcionamento dos instrumentos meteorológicos da sonda.

A outra boa notícia é que o gerador nuclear de eletricidade funciona muito bem e “temos mais potência do que esperávamos, o que permitirá maior tempo de funcionamento do robô”, assinalou Jennifer Trosper.

Os dados térmicos mostram que as temperaturas encontradas pela Curiosity são menos frias que o esperado.

A Nasa divulgou novas imagens, uma da sombra do robô e outra da própria sonda, tiradas a partir do mastro.

Uma terceira imagem, parcialmente panorâmica e em preto e branco, mostra uma longa planície coberta de sedimentos com montanhas a distância.

“O que mais surpreende ao ver esta imagem é que, em certa medida, a primeira impressão que temos é que se trata de uma paisagem da Terra”, comentou John Gotzinger, um dos cientistas da missão.

“O que podemos confirmar ao olhar o horizonte é que todos estes materiais na superfície procede de erosão das montanhas por onde circulava água”.

Curiosity se encontra em um ponto de convergência de material provavelmente formado por sedimentos transportados pela água, explicou a Nasa.

A Nasa já divulgou imagens espetaculares da chegada da Curiosity a Marte e fotos aéreas, assim como um vídeo com os últimos minutos da descida do veículo robótico de 900 quilos.

Curiosity está a 12 km da montanha Sharp, de 5.000 metros de altura, no centro da enorme cratera Gale.

Chip Processador do Curiosity é um Risc Power PC

Prompt de entrada do sistema operacional em tempo real do Curiosity. Usa a versão 9.4 da Wind River Systems.


O computador da Curiosity é modesto para os padrões de 2012, mas lembre-se, o projeto foi especificado em 2004 e ninguém investe bilhões de Dólares e aposta em componentes não-testados, recém-chegados ao mercado. Por isso ele usa o confiável RAD750, processador Power PC lançado em 2001. Consome 10W de potência, funciona entre –55 °C e 70 °C, e aguenta brincando uma dose de radiação de 100 mil rads. Quanto vale um rad? Digamos que para humanos a dose letal é de 1000 rads. O preço unitário é de US$200 mil.

O lado ruim das capacidades limitadas dos computares da Curiosity (ela tem dois, um é backup) é que não dá pra enfiar tudo que se precisa. Convenhamos, com uma CPU rodando a 133MHz, com 256KB de EEPROM, 2GB de Flash e 256MB de RAM, pousar em Marte já é um trabalho de gênio (ainda bem que a NASA tem vários na folha).

Receberá atualizações online remotamente

Não é a primeira atualização. A Curiosity, quando era parte do Mars Science Laboratory foi lançada com a versão 9.3, que tinha programas para a parte de lançamento/cruzeiro, pouso, operação de superfície e atualizações de software.

Durante o vôo a NASA atualizou o software para versão 9.4, com programas de cruzeiro, pouso e superfície. A versão 10 também foi enviada e armazenada na Memória Flash, mas só será instalada agora.

Sim, isso que você ouviu. Enquanto donos de Nokia ficam APAVORADOS atualizando a BIOS de seus celulares, a NASA atualiza os computadores de uma sonda interplanetária, em vôo.

Entre 10 e 13 de Agosto a NASA vai bootar o computador primário com a versão nova, rodar diagnósticos. Se tudo estiver OK, atualizará a EEPROM. Então fará o mesmo no processador secundário. Cada conjunto levará dois dias. entre gravar o firmware e realizar os testes exaustivos.

Precisão do pouso em Marte

Mesmo estando a 224 Milhões de quilômetros da Terra, o pouso pode ser considerado muto preciso.

Nada a reclamar da versão 9.4 do software de vôo. Depois de milhões de quilômetros e incontáveis variáveis imprevisíveis, este é o resultado do pouso: O + marca aonde a Curiosity achou que iria pousar, a marca verde foi a previsão da Terra, e o X vermelho marca onde ela realmente pousou.

Dados técnicos da Missão

Distâncias:

Terra à Lua: 384 403km
Equador terrestre: 40 075 km
Terra a Marte (no dia 6-08-2012): 248 000 000 km
Percorrida em toda a missão: 567 000 000 km o equivalente a 1475 vezes a distância da Terra à Lua ou 14 148 voltas à Terra.
Data de lançamento: 26-11-2011
Data de chegada a Marte: 06-08-2012
Duração da viagem: 254 dias
Duração da missão: 687 dias terrestres
Dia na Terra (uma volta no seu eixo): 24h00
Dia em Marte (uma volta no seu eixo): 24h39m

Fonte:www.nasa.gov

Fonte:info.abril.com.br

Fonte:meiobit.com