Cloroquina ou Hidroxicloroquina não são recomendáveis para o tratamento da doença COVID-19 (SBI-AMB-OMS)


AMB (Associação Médica Brasileira), divulgação.

A ciência ainda não chegou ao consenso sobre o uso das macromoléculas: Cloroquina ou Hidroxicloroquina para tratar a COVID-19. A recomendação dos cientistas da SBI (Sociedade Brasileira de Imunologia) bem como da AMB (Associação Médica Brasileira) e OMS (Organização Mundial da Saúde), é não usar remédios que não tenham a devida comprovação científica com relação principalmente à segurança no uso dos medicamentos.

Nota de esclarecimento sobre o coronavírus (Sars-Cov2)

Ilustração coronavírus – Imagem: Corona Borealis Studio/Shutterstock.com

Nome do vírus: Sars-Cov-2
Nome da doença causada pelo vírus: COVID-19
Forma principal de infecção pelo vírus: Via Respiratória
Forma de replicação do vírus ao entrar na célula: dentro da célula o vírus Sars-Cov2 não precisa chegar ao núcleo celular, ele pode acessar diretamente partes da célula chamadas ribossomos. Os ribossomos usam a informação genética do vírus para fazer proteínas virais, como as encontradas na superfície externa do vírus chamadas de Spikes (espigões, picos ou espinhos). Essa é a principal diferença do coronavírus em relação ao Influenza H1N1.

Sociedade Brasileira de Imunologia desaconselha uso da cloroquina/hidroxicloroquina Clique e leia o parecer na íntegra!

Ainda é precoce a recomendação do uso deste medicamento na Covid-19, visto que diferentes estudos mostram não haver benefícios para os pacientes que utilizaram hidroxicloroquina, disse a SBI.
A entidade alega que o medicamento causa efeitos graves em pacientes da Covid-19, com base em estudo recente que avaliou 1.438 pacientes com coronavírus em 25 hospitais diferentes e “mostrou que os pacientes que receberam hidroxicloroquina e azitromicina apresentaram uma maior incidência de falência cardíaca quando comparado ao grupo sem tratamento”.

Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI)

Com relação aos estudos que comprovaram a eficácia da cloroquina em diminuir a carga viral de pacientes testados positivamente, a entidade respondeu informando que estudos em grupos pequenos não tem relevância para comprovar resultado definitivo.

A entidade foi incisiva ao afirmar que não é contra a busca por um tratamento e uma cura para a doença, mas que isso não pode acontecer sem base científica. “Nenhum cientista é contra qualquer tipo de tratamento, somos todos a favor de encontrar o melhor tratamento possível, mas sempre com bases em evidências científicas sólidas”.
Ainda no documento, a SBI analisa que a cloroquina se tornou objeto político, fazendo alusão aos discursos do Presidente da República, que defende o uso do remédio mesmo indo contra os cientistas. “A conotação que a Covid-19 é uma doença de fácil tratamento, vem na contramão de toda a experiência mundial e científica com esta pandemia. Este posicionamento não apenas carece de evidência científica, além de ser perigoso, pois tomou um aspecto político inesperado”, disse a entidade.

A SBI não pede que a cloroquina seja retirada das opções de tratamento, mas que as conclusões de pesquisas sólidas sejam aguardadas e que haja um posicionamento de estudo da OMS sobre a eficácia do remédio. “A SBI fortemente recomenda que sejam aguardados os resultados dos estudos randomizados multicêntricos em andamento, incluindo o estudo coordenado pela OMS, para obter uma melhor conclusão quanto à real eficácia da hidroxicloroquina e suas associações para o tratamento da Covid-19”, aconselhou.

Como alternativa, a única forma de contenção do vírus aconselhada pela SBI é o isolamento social, que se mostrou o método mais bem avaliado por cientistas em todo o mundo. “Até que tenhamos vacinas efetivas e melhores possibilidades terapêuticas comprovadas para o tratamento dessa doença, o isolamento social para conter a disseminação do SARS-CoV-2 ainda é a melhor alternativa neste momento”.

O coronavírus é a prova de que o nosso sistema de crenças sem ciência acabou!

Reinaldo Cristo {RC}.

Créditos: amb.org.br, Amazonas Atual, SBI, OMS

3 comentários em “Cloroquina ou Hidroxicloroquina não são recomendáveis para o tratamento da doença COVID-19 (SBI-AMB-OMS)

  1. Bom dia.O Reinaldo é uma excelente pessoa, excepcional em informática, e meu amigo, mais sobre saúde ele só repassa o q le.Na prática ao pé do leito, é bem docerente. Mesmo não tendo muita comprovação científica, funciona veja a experiência na Prevent Senior.Quando não se co hece a doença, uma avaliação científica kartesiana demora anos.A hidroxicloroquina estava sendo usada na epidemia de Zica, inclusive dado p gestante, com ótimos resultados. A avaliação parou por falta de casos da doença.  Eu se pegar o vírus chinês ou alguém da mi ha família, eu começo tratar já na suspeita com hidroxicloroquina + azitromicina + zinco + ivermectina sem pensar. Em pandemia de doença desconhecida não se pode ir pela ciência e sim pelo bom senso e seguindo a experiência de quem está na frente de doentes. Se fizer isso a estatistica mostra uma grande e rápida melhora se não a chance de óbito aumenta muito.Qdo a ciência descobrir uma vacina ou um medicamento melhor muda-se a terapêutica. Temos de usar o q temos para hoje, amanhã só Deus sabe. Um abraço

    Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

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  2. “A medicina é a arte da incerteza e a ciência da probabilidade.”O q se sabe hoje, amanhã se torna obsoleto , mais nos estamos no hoje e temos de usar as armas q estão hoje a nossa disposição sob pena de deixar o paciente morrer sem fazer nada. A finalidade da medicina é aliviar as dores e se possível curar o paciente. Não podemos ficar de mãos atadas esperando a “ciência” dar o parecer, e nesse intervalo assistir o paciente morrer.Um abraço

    Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Prezado Dr. Sérgio

      Bom dia!

      Resolvi postar essa conclusão ao ler os casos de uso das macromoléculas administradas pelos hospitais na França, Manaus e Nova York, os resultados obtidos foram desastrosos em: Manaus e Nova York, na França os resultados foram positivos.

      Percebo que não há dosagens seguras, nem protocolos válidos para administrar esses remédios no uso imediato.

      Em dosagens pequenas a Hidroxicloroquina não funciona para reverter a doença Covid-19. Em dosagens maiores causa efeitos colaterais graves.

      A falta de consenso científico gera insegurança no uso e distorce as evidências.

      Ao ler os comentários dos médicos no geral, percebo que estão confundindo o vírus com a doença. São gafes cometidas na pressa em tentar curar os doentes.

      O vírus Sars-Cov-2 é diferente dos outros vírus, principalmente dos causadores da gripe influenza.

      Esse vírus não precisa chegar ao núcleo celular, basta um invadir uma célula e milhares são produzidos via ribossomos. A Doença Covid-19 não é uma simples inflamação, é o rompimento sistêmico das células na saída do vírus que se reproduz de forma descontrolada.

      Sei que há uma corrida contra o tempo na obtenção da vacina, enquanto ela não chega, temos somente o isolamento social e os placebos. É uma calamidade, mas é a verdade e não podemos negar. Abs

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