SpaceX lança com sucesso o foguete Falcon9 da histórica plataforma 39A na Flórida


O complexo 39A em cabo Canaveral na Flórida, iniciou sua terceira carreira depois de servir como local para os lançamentos históricos do Apollo e Space Shuttle. Hoje, recebeu seu primeiro lançamento comercial, com a SpaceX enviando o serviço de reabastecimento de cargas (CRS) 10 para a Estação Espacial Internacional (ISS), a bordo da nave espacial Dragon, acoplada na cabeça do foguete Falcon9.

O lançamento ocorreu em uma manhã chuvosa às 9h38 EST (14:38 GMT), 11:38 (horário de Brasília) em 19 de fevereiro de 2017. Depois de mostrar um vislumbre breve e ardente, o foguete desapareceu atrás de uma densa camada de nuvens. Essas nuvens causaram um ruído estrondoso em seus nove motores Merlin 1D, organizados na formação Octaweb (uma estrutura metálica que suporta oito motores em torno de um motor central na base do veículo de lançamento. Esta estrutura simplifica a concepção e montagem da seção do motor, simplificando o processo de fabricação).

A nave não tripulada leva uma carga de 2.267 quilos de alimentos e equipamento para os seis astronautas que vivem na ISS. Esta missão de abastecimento é a décima das 20 planejadas para a estação como parte de um contrato entre a Nasa e a SpaceX.

A cápsula Dragon permanecerá em órbita por dois dias, antes de chegar à ISS na manhã de terça-feira, segundo um porta-voz da SpaceX.

O foguete primeiro estágio Falcon9 teve um pouco bem-sucedido 10 minutos após o lançamento, retornando para uma base próxima de onde foi lançado.

Fonte: SpaceX
Fonte: VSIMTV 

Blue Origin recupera pela segunda vez seu foguete lançador

A recuperação dos módulos lançadores parece ser uma tendência com o segundo lançamento e recuperação bem-sucedidos do foguete New Shepard da Blue Origin (empresa de Jeff Bezos – Amazon), ocorrido no dia 22/01/2016. Outra empresa concorrente a SpaceX de Elon Musk (Tesla Mortors), também realizou o feito em 21/12/2015 com seu foguete Falcon 9.

Ao recuperar os foguetes que se transformavam em lixo espacial, ou caíam no mar, diminui o custo do lançamento e aumenta a segurança e vida útil dos componentes como: motores, aerodinâmica, design e melhora a tecnologia emprega em sua construção.

Fonte: Blue Origin

20 Anos de Exoplanetas – Space Today TV Nº 97

Há vinte e cinco anos nenhum planeta fora do Sistema Solar (Exoplaneta) tinha sido detectado. Mas, curiosamente, agora sabemos de milhares e temos estudado muitos com detalhes surpreendentes. Observatórios do ESO no Chile têm estado na vanguarda desta expansão enorme no conhecimento. E seus avançados instrumentos continuam a descobrir e estudar a extraordinária diversidade de exoplanetas.

Olhando para o céu à noite, as pessoas ao longo da história se perguntam se há planetas – E, especialmente, os planetas que ostentam vida – além do Sistema Solar. Os astrônomos também têm feito estas perguntas e muitas mais. São planetas comuns? Ou muito raros? Será que eles se assemelham a planetas do Sistema Solar, ou são totalmente diferentes?
Frustrantemente, até muito recentemente, técnicas de observação não foram avançadas o suficiente para serem capazes de responder a qualquer uma destas perguntas. Mas em 1995, isso mudou totalmente.

O primeiro exoplaneta orbitando uma estrela semelhante ao Sol foi detectado. A descoberta monumental foi feita pelos astrônomos baseados em Genebra Michel Mayor e Didier Queloz em torno da estrela 51 Pegasi. O exoplaneta, chamado 51 Pegasi b, tem cerca de metade da massa de Júpiter e viaja em torno da sua estrela-mãe em pouco mais de quatro dias terrestres. Mas isso foi só o começo.

O gotejamento inicial de descobertas tornou-se uma inundação. Milhares de exoplanetas já foram detectados dentro de uma enorme variedade de tamanhos e órbitas. Muitas dessas descobertas têm sido feitas por observatórios do ESO, no Chile. Mas a busca por exoplanetas é um desafio. Esses mundos alienígenas escondem se nas sombras, apresentando pouca ou nenhuma luz própria. Qualquer luz que eles emitam é ofuscada pelo brilho esmagador de sua estrela-mãe.

No entanto, métodos observacionais avançados podem ser usados para detectar esses exoplanetas indescritíveis. A atração gravitacional fraca de um exoplaneta em órbita faz com que a sua estrela-mãe balance para frente e para trás.

Este minúsculo movimento faz com que ocorrá uma pequena mudança no espectro da estrela, a qual espectrógrafos extremamente sensíveis, como o HARPS do ESO possa detectar através de rastreamento da velocidade radial. o HARPS, está instalado no telescópio de 3,6 metros da ESO no Observatório de La Silla, é caçador de exoplanetas mais importante do mundo. É o descobridor de exoplanetas de pouca massa mais bem sucedido até agora. Em 2010, o instrumento já descobriu o mais rico sistema planetário.

O sistema, está localizado a mais de 120 anos-luz de distância em torno da estrela HD 10180 semelhante ao Sol, contém pelo menos cinco exoplanetas. Também há evidência tentadora de que mais dois planetas podem estar presentes neste sistema, um dos quais teria a menor massa jamais encontrado.

Trânsitos planetários também podem ser utilizados pelos astrônomos para detectar indiretamente mundos distantes. Quando um exoplaneta passa em frente da sua estrela-mãe – como visto a partir da Terra – ele bloqueia uma pequena fração da luz da estrela do nosso ponto de vista. Isto cria uma diminuição no brilho da estrela que pode ser medido.

Além de determinar o tamanho de um exoplaneta, trânsitos planetários podem revelar a composição da atmosfera de um exoplaneta. A atmosfera em torno de um exoplaneta super-Terra foi analisada pela primeira vez por astrônomos usando o Very Large Telescope. O planeta, que é conhecido como GJ 1214b, foi estudado quando ele passou na frente de sua estrela-mãe, a luz da estrela passou através da atmosfera do planeta.

Essa luz estelar revelou que a atmosfera do planeta é principalmente água na forma de vapor, ou é denominada por nuvens espessas ou névoas. Observar diretamente um exoplaneta é um feito monumental, mas o primeiro foi feito pela ESO. O Very Large Telescope obteve a primeira imagem de um planeta fora do Sistema Solar. O 2M1207b é cinco vezes mais massivo do que Júpiter. Ele orbita uma estrela fracassada – uma anã marrom – a uma distância 55 vezes maior que a da Terra ao Sol
Telescópios do ESO estão equipados com instrumentos avançados, mas para manter-se na vanguarda da pesquisa de exoplaneta, ESO recentemente encomendou dois novos instrumentos para o VLT. SPHERE é capaz de encontrar e estudar planetas fracos mascarados pelo brilho de suas estrelas hospedeiras.

Ao longo dos últimos 20 anos, o nosso conhecimento de exoplanets tem avançado de forma dramática. Mas a busca por planetas como a Terra e os que abrigam vida continua a ser uma das grandes fronteiras da astronomia. Estamos sozinhos? Nós não sabemos, mas a resposta está quase ao nosso alcance.

Créditos: Sérgio Sacani

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Deixar o planeta terra (estrela de nêutrons) – Documentário Natgeo 2015

Caso fosse detectado um objeto astronômico em rota de colisão com a terra do porte de uma estrela de nêutrons, toda a vida no planeta desapareceria no espaço de um ano (incluindo nosso próprio planeta que seria despedaçado), quando da chegada desse objeto. As boas notícias? Caso sua trajetória tornasse possível a chegada em 75 anos, o que podemos fazer nesse espaço de tempo? Quem pode ser salvo? Ao contrário de muitas questões científicas especulativas, esta é uma possibilidade verdadeiramente real e que a nossa espécie (homo sapiens) pode vir a enfrentar num futuro a curto ou médio prazo. Poderia haver uma série de razões pelas quais tivéssemos que deixar o planeta Terra, mas a NASA acredita que a mais provável seria a colisão de um grande asteroide.

Uma estrela de nêutrons tem um pequeno diâmetro da ordem de 20 Km, para os padrões astronômicos é quase nada, mas possuindo uma massa com até 2 vezes a massa do nosso sol, seu campo gravitacional pode aniquilar todo um sistema solar ao transitar no meio.

A tecnologia dos veículos lançadores reutilizáveis (já existentes) tornará viável um empreendimento desse nível no médio e longo prazos.

Fonte: Documentários Premium

SpaceX coloca 11 satélites com apenas um voo orbital

A empresa privada de exploração espacial SpaceX fez história no dia 21 de dezembro ao conseguir realizar a proeza de colocar com apenas um voo orbital, 11 satélites e ainda recuperar o primeiro estágio do foguete Falcon 9, fazendo o pouso desse caro componente minutos após a decolagem em Cabo Canaveral na Flórida. Os módulos restantes seguiram até a órbita da terra, liberando posteriormente os satélites.

Simulação do retorno dos lançadores

Fontes:

Wikipédia

SpaceToday

ApaceX

Conheça o motor RS-25 e os novos veículos espaciais SLS e nave ORION da NASA

Motor RS25
Fonte Nasa (Divulgação).

O Aerojet Rocketdyne RS-25, também chamado de Space Shuttle Main Engine (motor principal de transporte espacial), é um Rocket Engine (motor de foguete) que utiliza combustível líquido em baixíssimas temperaturas, cujo principal – hidrogênio – está na casa dos -253 Cº, mas alcança uma temperatura de até 3.315 Cº quando entra em combustão na câmara de saída da cabeça do motor, gerando um impulso de 1.859 kN (Quilo Níltons) equivalente a 189 toneladas. Os dois principais combustíveis são: hidrogênio líquido (combustível) e oxigênio líquido (oxidante). Ao se misturarem em alta pressão na câmara de combustão, explodem gerando a propulsão.

Os foguetes não precisam de ar para trabalhar, podem funcionar na ausência de atmosfera (no espaço), ao contrário das turbinas de aviões que não funcionam fora da atmosfera.

Acompanhe um teste bem sucedido com um motor RS-25 da Nasa

Princípio de funcionamento do motor de foguete

O princípio de funcionamento do motor de foguete baseia-se na terceira lei de Newton, a lei da ação e reação, que diz que “a toda ação corresponde uma reação, com a mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário”.

Imaginemos uma câmara fechada onde exista um gás em combustão. A queima do gás irá produzir pressão em todas as direções. A câmara não se moverá em nenhuma direção pois as forças nas paredes opostas da câmara irão se anular.

Se introduzirmos um bocal na câmara, onde os gases possam escapar, haverá um desequilíbrio. A pressão exercida nas paredes laterais opostas continuará não produzindo força, pois a pressão de um lado anulará a do outro. Já a pressão exercida na parte superior da câmara produzirá empuxo, pois não há pressão no lado de baixo (onde está o bocal).

Assim, o foguete se deslocará para cima por reação à pressão exercida pelos gases em combustão na câmara de combustão do motor. Por isto este tipo de motor é chamado de propulsão por reação assim ele tem como subir e ir para o espaço.

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Princípio de funcionamento de um motor de foguete. Fonte Wikipédia (divulgação).

Diferente de um motor a jato por transportar seu próprio oxidante, o que lhe permite operar na ausência de um suprimento de ar. Os motores de foguete vêm sendo amplamente utilizados em vôos espaciais, nos quais sua grande potência e capacidade de operar no vácuo são essenciais, mas também podem ser utilizados para movimentar mísseis, aeroplanos e automóveis.

A força no sentido do movimento (o empuxo) que atua sobre um foguete é produzida porque a queima do combustível em seu interior exerce uma enorme pressão sobre as paredes da câmara de combustão, exceto na abertura por onde os gases escapam, situada em sua porção posterior.

O término do programa do ônibus espacial

Com início em 1981 e fim em 2011, o programa dos ônibus espaciais americanos, veículos cujo propósito era colocar astronautas e equipamentos em órbita, retornando à terra ao final da missão com o mesmo veículo. Durou 30 anos e teve duas baixas graves com as explosões da Challenger em 1986 e da Colúmbia em 2003.

As missões dos ônibus espaciais eram curtas: sair da terra, ficar em órbita por alguns dias e depois voltar para a terra com o mesmo veículo, correndo o risco da reentrada (queda no planeta). Foi o que aconteceu com a Colúmbia em 2003, em sua reentrada os gases superaquecidos penetraram o casco da espaçonave causando sua desintegração no ar. A capacidade de carga útil do ônibus espacial era de 22.000 kg.

Conheça o Space Launch System (SLS) – sistema de lançamento espacial

O Space Launch System (SLS) – sistema de Lançamento Espacial é um veículo pesado de lançamento dispensável americano, derivado do Space Shuttle (veículo/nave espacial) projetado pela NASA. Segue-se ao cancelamento do programa Constellation (constelação), destinado a substituir o ônibus espacial que foi aposentado. O Ato de autorização do programa pela NASA 2010 previu a transformação do Ares I e Ares V, projetos dos veículos do programa Constellation, em um único veículo de lançamento utilizável para tripulação e carga, muito parecido com o Ares IV.

O veículo de lançamento SLS foi projetado para ser atualizado ao longo do tempo com as versões mais potentes. Sua versão inicial Bloco 1 é para levantar uma carga útil de 70 toneladas métricas, visando atingir a Low Earth Orbit (LEO), órbita terrestre baixa, que será aumentada com a estreia do Bloco 1B e exploração estágio superior Bloco 2, que substituirá os boosters (propulsores) iniciais com novos e mais avançados, estando previsto para ter uma capacidade de LEO maior que 130 toneladas atendendo às exigências do Congresso americano. Essas atualizações permitirão ao SLS levar astronautas e hardware (equipamentos) para vários destinos além-LEO. O SLS usará as operações terrestres e instalações de lançamento do Centro Espacial Kennedy da NASA, na Flórida.

ORION – Exploração do Espaço Profundo da NASA

A nova nave ORION – NASA’s Deep Space Exploration Spacecraft (Exploração do Espaço profundo da NASA), é uma espaçonave para levar os astronautas a vários destinos em nosso sistema solar. Foi projetada para alçar objetos que estão mais distantes do que a lua, cujo homem já pisou em 1969. Os possíveis destinos do projeto Orion são: asteroides, cometas e outras luas e planetas dentro do nosso sistema solar.

Fontes: Wikipédia, Nasa, ORION

Segredos da Força Aérea do Futuro (Completo) Discovery Channel

Sinopse: Conheça a revolucionária tecnologia e as aeronaves de ponta que serão empregadas nas guerras do século 21 e no futuro. O crescimento da tecnologia também proporciona o avanço dos sistemas bélicos.

Créditos: Discovery Channel – Documentários HD