O fim das crenças em inexistentes é inevitável

Símbolo lógico para inexistenteA humanidade vive uma fase de transição sem precedentes em nossa história, a evolução venceu a batalha contra as obscuridades e no presente momento estamos assistindo ao desmoronamento de ideologias, estados confessionais, religiões, seitas, , etc. Até mesmo a organização política da maioria dos países volta-se para a reconstrução de princípios e valores econômicos sociais.

O que são crenças em inexistentes?

 Símbolo matemático/lógico para inexistente

São coisas que partem do imaginário popular com raízes em gerações passadas, funcionam como um tipo de senso comum ou mimetismo, aceito por pessoas com pouca educação ou forçadas a aderir a determinado credo por tradições familiares, políticas ou culturais – mesmo que seu nível educacional seja elevado – sem o devido questionamento ou provas, tornando-se refém de valores e práticas que na maioria das vezes é cruel, arbitrário e principalmente retrógradoEx: terra plana, cura quântica, deus, deuses, ets, espíritos, fantasmas, divindades, infalibilidade, regimes políticos insustentáveis (os regimes da Síria e Venezuela, são exemplos típicos), etc.

E o que são existentes?

∃  Símbolo matemático/lógico para existente

São coisas reais definidas como tal: sejam espaciais, energéticas, físicas, locais ou não locais, materiais, etc.  Ex: buracos negros, radiação eletromagnéticas, átomos, moléculas, partículas elementares, partículas e ondas gravitacionais, vácuo quântico, espaço-tempo, subespaços, estados da matéria, cognição, redes neurais biológicas, cibernéticas e principalmente as IAs (inteligências artificiais).

Qual a diferença entre Existente e Inexistente?

A lógica é imprescindível (necessária) neste caso, os existentes retornam algo válido/verificável e quando não existem, não podem retornar informações. Ex: um estado de entrelaçamento quântico entre duas partículas elementares, ao deixarmos uma delas aqui na terra em algum laboratório e levarmos sua parceira ao espaço (na órbita da terra), qualquer alteração em uma será manifestada pela outra. Caso mudarmos o Spin (giro) da partícula em órbita, sua parceira em terra receberá essa mesma ação e mudará o giro (spin) e vice-versa. E, mesmo que não saibamos como a comunicação ocorre, essa fenomenologia é expressiva, válida e detectável. Em 2016 cientistas chineses provaram via experimento o teletransporte quântico pela primeira vez. Segue comentários do experimento de teletransporte quântico: “Quantum teleportation across a metropolitan fibre network – Pdf

Crer em divindades é crer em inexistentes – saiba o motivo!

Digamos que você acredita em “Deus”, isso te obriga a aceitar como verdade o pacote: afirmações, proposições, induções; em coisas, fruto de tradições antepassadas, mesmo na impossibilidade em determinar a existência dessa entidade, se não pudermos determinar a existência, o produto da crença torna-se também um inexistente: a divindade em questão jamais atenderá qualquer pedido, prece, devoção, etc. Sic: https://rcristo.com.br/2017/03/15/como-atingir-a-razao-esclarecida-sobre-nossas-crencas-valores-e-interpretacoes-da-realidade/

O produto ou contrapartida da crença em inexistentes: PCI = ∄ é inexistente!

Fique atento: a intenção pode ser boa mas o resultado é péssimo, você não poderá fugir das leis da física, não importa em que acredite! Acreditar em deus (ou divindades e derivados) terá o mesmo efeito da compra de um belo Smartphone pela internet e quando a caixa chegou estava vazia, imagine a frustração!? Caso alguém tenha caído nessa pegadinha, foi: acreditado, confiado, seduzido por ofertas (promessas, rótulos simbolizando o aparelho) de um vendedor/site espertinho, na certeza de ganhar seu sofrido dinheirinho, em razão da crença na foto ou valor irreal de algo que não existe.

Consequências devastadoras da crença em inexistentes

No geral as pessoas não imaginam que uma simples atitude possa significar vida/morte ou decepção, dependendo da profundidade da crença adquirida: segue alguns exemplos:

  • Terra Plana – é uma das crenças mais absurdas, sendo contrária às próprias leis da física (é contra intuitivo), mas no Brasil em 2019, uma pesquisa entrevistou 2.086 pessoas (de 16 anos ou mais) em 103 cidades do País. Entre elas, 90% afirmaram que a Terra é redonda. Ou seja, o número de pessoas que apoiam o fato científico do planeta ser uma esfera é grande, mas o número de terraplanistas vêm crescendo. Principalmente entre os mais jovens, menos escolarizados e cristãos. O levantamento aponta que a ideia do terraplanismo é apoiada por 7% dos brasileiros com menos de 25 anos. A porcentagem cai para 4% na faixa etária entre 35 e 44 anos. O valor em números passa de 11 milhões de pessoas que afirmam que nosso planeta é plano. Fonte: https://www.huffpostbrasil.com
  • Proibição da doação de sangue – muitas seitas e religiões proíbem seus membros/seguidores/fiéis doarem ou receberem sangue de terceiros, isso é devastador para a pessoa que sofre um acidente, está numa UTI e precisa da doação, pode falecer por ignorâncias desses grupos ou dos próprios familiares.
  • Proibir as crianças de receber às vacinas (obrigatórias) – mais uma atitude ilegal e colocará em risco os jovens e adultos.
  • Ignorar as responsabilidades perante a sociedade ou comunidade – as pessoas não assumem a responsabilidade por seus atos e delegam os erros cometidos aos pecados (inventados ou amparados), tentando se redimir por meio da crença, isso é um absurdo e deveria ser banido de nossa sociedade e até mesmo da constituição.
  • Fazer agradecimento aos inexistentes sempre que algo bom é realizado – agradecer a Deus por ter se salvado de um acidente, pela conquista de um prêmio ou por ter se curado de uma doença é o mesmo que tirar os créditos daqueles que sãos os responsáveis diretos por essas conquistas: a evolução e natureza pelo fato de você estar vivo, aos pais/familiares/amigos/professores/profissionais; em razão de terem sido seus tutores, auxiliado em sua recuperação, se esforçado pelo seu progresso. Li diversas teses cujos alunos agradecem a inexistentes em lugar de dar os devidos créditos a quem realmente merece. Isso é resultado da precariedade de nosso sistema educacional, uma pergunta que precisamos fazer aos examinadores de TCCs (trabalhos de conclusão de cursos): por que deixaram isso acontecer?
  • STF decide que sacrifício de animais em cultos religiosos é constitucional, sic: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/03/29/interna-brasil,746078/stf-decide-sacrificio-de-animais-em-cultos-religiosos-constitucional.shtml
  • Obs: fazer leis para apoiar práticas religiosas retrógradas é típico do profundo atraso vivenciado em nosso país. O STF apoia a ignorância como lei. Lamentável.

Outra certeza inegável é a morte, não importa no que acreditamos: nosso corpo irá para o túmulo ou crematório; portanto, vamos desaparecer (deixar de existir) da forma como nascemos no universo atual. Quanto a isso não há a menor dúvida; não existe céu ou inferno, somente existências, pense nisso e viva a vida o máximo que puder.

Fontes: Arxiv.org, Wikipedia, Technologyreview, Huffpostbrasil, Correiobrazilience

A vida do elétron está na casa dos 66000 Yotta anos (6.6×10^28 anos) – Physicsworld – Laboratório Borexino Itália

Johnston-borexino

O detector Borexino compreende 300 toneladas de um líquido orgânico que é focalizado por 2212 fotomultiplicadores. (Cortesia: Borexino Collaboration).

A melhor medida conseguida da vida do elétron sugere que uma partícula existente hoje provavelmente ainda estará presente nos próximos 66.000 yotta-anos (6.6 × 10^28 anos), que é cerca de cinco quintilhões (10^18*U) de vezes a idade atual do universo. Essa é a conclusão de físicos que trabalham no experimento Borexino na Itália, que procuram evidências se o elétron decai para um fóton e um neutrino; um processo que viole a conservação da carga elétrica e aponte para uma física ainda não descoberta para fora do Modelo Padrão. O elétron é o transportador menos massivo de carga elétrica negativa conhecida pelos físicos. Se fosse decaído, a conservação de energia significaria que o processo envolveria a produção de partículas de baixa massa, como os neutrinos. Entretanto, todas as partículas com massas inferiores ao elétron não têm carga elétrica e, portanto, a carga do elétron deve “desaparecer” durante qualquer processo de decaimento hipotético. Isso viola a “conservação de carga“, que é um princípio integrante do Modelo Padrão da Física de Partículas. Como resultado, o elétron é considerado uma partícula fundamental que nunca se deteriora. No entanto, o Modelo Padrão não explica adequadamente todos os aspectos da física, e, portanto, a descoberta de decomposição eletrônica pode ajudar os físicos a desenvolver um modelo novo e melhorado da natureza. Esta última busca por decomposição eletrônica foi realizada usando o detector Borexino, que é projetado principalmente para estudar neutrinos.

Borexino-descrição
Layout do detector Borexino e localização aproximada das fontes neutrinas e anti-neutrinas nas três fases: Fase A com uma fonte de neutrino 5151Cr em um poço pequeno logo abaixo do centro do detector; Fase B com uma fonte anti-neutrina 144144Ce-144144Pr situada logo abaixo da esfera inoxidável e dentro do tanque de água; Finalmente, Fase C, com uma fonte anti-neutrina 144144Ce-144144Pr localizada dentro do volume do cintilador.

Localizado no fundo de uma montanha no Laboratório Nacional Gran Sasso  para protegê-lo dos raios cósmicos e compreende 300 toneladas de um líquido orgânico que é focalizado por 2212 fotomultiplicadores. Chamados de caçadores de fótons, a equipe do Borexino se concentrou em um processo de decaimento hipotético específico no qual um elétron no líquido orgânico decai para um neutrino de elétrons e um fóton com energia de 256 keV (256000 eV (eletronvolts). Este fóton continua a interagir com elétrons no líquido para produzir um flash de luz distinto que é detectado pelos fotomultiplicadores. Os físicos verificaram todos os sinais fotomultiplicadores registrados de janeiro de 2012 a maio de 2013, procurando assinaturas de um fóton de 256 keV. Para fazer isso, eles primeiro tiveram que subtrair os sinais de uma série de processos não relacionados que ocorrem no detector e produzem quantidades similares de luz como um fóton de 256 keV. Estes incluem os decaimentos radioativos de vários isótopos de traço no detector, bem como a luz das colisões de neutrinos que o Borexino foi projetado para detectar. Depois de ter levado em consideração esses sinais de fundo, a equipe conseguiu afirmar que “não ocorreram decadências” de elétrons durante a corrida de 408 dias. O líquido orgânico do Borexino contém uma grande quantidade de elétrons (cerca de 10^32), e o fato de não ocorrer nenhuma decomposição de elétrons durante a pesquisa permitiu que a equipe estimasse um valor mínimo para a vida média do elétron. O tempo de vida mínimo estipulado foi de 6,6 × 10^28 anos, é mais de 100 vezes superior ao limite inferior anterior de 4,6 × 10^26 anos. Isso foi medido em 1998 pelo Borexino Counting Test Facility, que era um precursor da experiência atual. Canais invisíveis – Gianpaolo Bellini, é porta-voz da Borexino, disse à physicsworld, se o detector pudesse ser mais purificado para eliminar praticamente todas as radiações de fundo, a medida mínima de vida útil poderia ser aumentada para mais de 10^31 anos. Ele ressalta que o Borexino também poderia ser usado para procurar decadência no “canal invisível” pelo qual um elétron é convertido em três neutrinos, ou poderia mesmo procurar o “desaparecimento” de um elétron em dimensões extras. Victor Flambaum, da Universidade de Nova Gales do Sul, disse à physicsworld que as buscas pela violação de simetrias aparentes são muito importantes, porque mesmo uma pequena violação pode ter implicações profundas na nossa compreensão do universo. Flambaum, que não é membro da equipe do Borexino, ressalta que a descoberta experimental de que a simetria de paragem de carga (CP) é violada foi feita observando os decaimentos de kaons. A violação do CP desempenha um papel importante na nossa compreensão atual de por que há muito mais matéria do que antimatéria no universo. A pesquisa é descrita em Physical Review Letters. Sobre o autor: Hamish Johnston é editor de physicsworld.

Fonte: Physicsworld Wikipedia

Um grupo de cientistas do laboratório Icarus rejeita a medição de Neutrinos mais rápidos que a Luz

Laborátório ICARUS na caverna LNGS

Um segundo grupo de cientistas ligado ao mesmo laboratório onde foram detectados neutrinos “mais rápidos do que a luz” veio este fim-de-semana rejeitar as conclusões dos colegas, afirmando que estas partículas elementares não podem ter ultrapassado a barreira imposta pela Relatividade Geral de Einstein.

Investigadores do projecto ICARUS, do laboratório italiano Gran Sasso – o mesmo onde os físicos ligados ao projecto OPERA afirmam ter medido neutrinos viajando mais rápidos do que a luz – publicaram este sábado um artigo em que argumentam que as medições divulgadas não são possíveis.

Isto porque, afirmam os físicos do ICARUS, as partículas medidas no destino, na Itália, tinham exatamente a mesma energia das que partiram do acelerador de partículas LHC do laboratório CERN, na Suíça.

A argumentação vai no sentido de estudos recentes de cientistas norte-americanos, demonstrando que neutrinos que ultrapassassem, mesmo por uma pequena percentagem, a velocidade da luz teriam de perder energia.

Ora isto não se verificou nas partículas que, supostamente, foram detectadas no destino cerca de 60 nanossegundos antes da luz.

Pelo contrário, dizem os cientistas do ICARUS, a energia medida é exatamente a esperada para neutrinos à velocidade da luz, e não mais.

Fonte:Science Blog

Experimento detecta neutrinos viajando mais rápidos do que a luz

Um experimento científico realizado na Europa chamou a atenção de todos os cientístas de plantão e também da mídia mundial, foi divulgado que as partículas subatômicas chamadas “Neutrinos” viajam mais rápido do que a luz. Leia abaixo em detalhes uma compilação sobre o assunto.

Matéria da revista Science

Se for verdade, será a maior descoberta da física no último meio século: quase sem massa partículas “subatômicas chamadas neutrinos” parecem viajar mais rápido do que a luz, segundo relatórios divulgados por uma equipe de físicos Europeus do CERN (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares). Se comprovado por pesquisas paralelas, a observação destruiria a teoria da relatividade especial de Einstein, que afirma que nada pode viajar mais rápido do que a luz.

Na verdade, o resultado seria tão revolucionário que é certeza de que seria recebido com ceticismo por todo o mundo. “Eu suspeito que a maior parte da comunidade científica não irá tomar isto como um resultado definitivo a menos que possa ser reproduzida por pelo menos um e, de preferência vários experimentos”, diz Alan V. Kostelecky, um teórico da Universidade de Indiana, em Bloomington. Ele acrescenta, porém, “Eu ficaria encantado se fosse verdade.”

Os dados vêm de um detector de partículas de 1.300 toneladas chamado (OPERA) “Aparelho de métricas de emulsão e rastreamente de oscilações”. Localizado no subterrâneo da Italiana “Gran Sasso National Laboratory”; OPERA detecta neutrinos que são lançados através da terra do fundo do laboratório CERN, perto de Genebra, na Suíça. Um chuveiro de partículas é lançado e apenas algumas são detectadas, possibilitando essa medição.

Por mais de 3 anos, pesquisadores do OPERA cronometraram cerca de 16 mil neutrinos que sairam do CERN ao detector. Eles descobriram que, em média, os neutrinos fazem o trajeto de 730 km, viajando em 2,43 milissegundos cerca de 60 nanossegundos mais rápido do que o esperado se estivessem viajando à velocidade da luz. “É uma medida de tempo de vôo direto”, diz Antonio Ereditato, um físico da Universidade de Berna e porta-voz membro-160 do OPERA. “Medimos a distância e medimos o tempo, e tomamos a razão para obter a velocidade, assim como você aprendeu a fazer na escola.” Ereditato diz que a incerteza na medição é de 10 nanosegundos.

No entanto, mesmo Ereditato diz que é muito cedo para declarar um erro na teoria da relatividade . “Eu nunca diria isso”, diz ele. Em vez disso, pesquisadores OPERA estão simplesmente apresentando um resultado curioso que eles não podem explicar e pedindo à comunidade para fiscalizar isso. “Somos forçados a dizer algo”, segundo ele. “Nós não poderíamos varrê-lo para debaixo do tapete porque isso seria desonesto.” Os resultados serão apresentados em um seminário amanhã no CERN.

A grande questão é se os pesquisadores descobriram no OPERA os neutrinos viajando mais rápido que a luz, ou se eles foram enganados por um “erro sistemático” não identificado em seu experimento. Chang Jung Kee, um físico que estuda o neutrino, em Stony Brook University, em Nova York, diz que ele aposta que o resultado é o produto de um erro sistemático. “Eu não apostaria minha esposa e filhos, porque ia ficar louco”, diz ele. “Mas eu apostaria minha casa.”

Jung, que é porta-voz de uma experiência semelhante no Japão chamado T2K, diz que a parte difícil é medir com precisão o tempo entre quando os neutrinos nascem por baterem em uma explosão de prótons em um alvo sólido e quando eles realmente chegam ao detector. Que o tempo depende do sistema de posicionamento global, e as medidas GPS podem ter incertezas de dezenas de nanossegundos. “Eu estaria muito interessado em como eles têm uma incerteza 10 nanossegundos, porque a partir da sistemática de GPS e a eletrônica, eu acho que é um número muito difícil de obter.”

Nenhuma medição anterior exclui, evidentemente o resultado, diz Kostelecky, que passou 25 anos desenvolvendo uma teoria, chamada de modelo padrão de extensão, que é responsável por todos os tipos possíveis de violações da relatividade especial no contexto da física de partículas. “Se você tivesse me dito que havia uma reivindicação de mais rápida que a luz de elétrons, eu seria muito mais cético”, diz ele. As possibilidades de neutrinos são menos constrangedoras pelas medições anteriores, diz ele.

Ainda assim, Kostelecky repete o velho ditado: Afirmações extraordinárias exigem provas extraordinárias. Mesmo Ereditato, diz que uma medição não faz provas extraordinárias.

Super-Kamiokande o maior detector de Neutrinos já construído

Técnicos reparando células PMTs do Super Kamiokande no Japão

O experimento Super-Kamiokande localizado em uma montanha do Japão, faz a observação de neutrinos usando um tanque de água enorme, contendo 50.000 toneladas de água e cerca de 13.000 esferas detectoras (PMTs).

Neutrinos não têm carga elétrica e passam através da matéria, por essa razão, é muito difícil detectá-los. No entanto, ocasionalmente, um neutrino interage com a matéria e uma partícula carregada é gerada. A partícula carregada pode ser detectada. As 50.000 toneladas de água do Detector Kamiokande, funciona como um grande alvo e pode aumentar o número de interação entre neutrinos e núcleos ou elétrons.

Explicação do efeito chamado de Luz Cherenkov

A luz Cherenkov é emitida em forma de cone na direção de uma partícula carregada. Os tubos foto-multiplicadores (PMTs) da parede do tanque detectam a luz Cherenkov. As PMTs têm informação da quantidade de luz detectada e do momento da detecção, da energia em direção ao ponto de interação e do tipo de partícula carregada.

Cone de Luz Cherenkov detectado pelas PMTs

A imagem acima é a exibição do evento de um neutrino múon detectado pelo Super-Kamiokande. Os pontos coloridos indicam a quantidade de luz detectada por cada PMT. O anel de Cherenkov emitido por muons é mostrado.

Montanha como guardachuva

A montanha onde o detector foi construído funciona como um enorme guarda-chuva de partículas

Um raio cósmico primário (principalmente prótons) é continuamente derramado sobre a terra. Quando um raio cósmico interage com a atmosfera da terra: muons, elétrons e neutrinos (chamados raios cósmicos secundários) são gerados. Muitos muons perdem a sua energia e param no chão. Por outro lado, os neutrinos não param porque eles raramente interagem com a matéria.

A montanha acima do detector desempenha o papel de um guarda-chuva e protege o experimento dos raios cósmicos e muons, que se tornam o fundo de observação do neutrino. A rocha de 1000m é densa e reduz os raios cósmicos e muons a 1/100.000 na superfície do solo.

Fonte:Revista Science

Fonte:Detector Super-Kamiokande