Transcendent Man (O homem transcendente) – Ray Kurzweil – Documentário Completo

Raymond Kurzweil, mais conhecido como Ray, é um inventor e cientista dos Estados Unidos. Em 1968, ainda estudante do MIT, Kurzweil fundou uma empresa que usava um programa de computador para combinar estudantes de ensino médio com universidades. Ele comparava milhares de critérios sobre cada instituição de ensino com respostas de questionários respondidos pelo próprio estudante. Aos vinte anos, vendeu sua empresa para a Harcourt, Brace & World por cem mil dólares mais royalties. Raymond recebeu BS em ciência da computação e literatura em 1970.

Ray, tem planos ousados de viver para sempre e segue uma dieta radical tomando 200 comprimidos com suplementos alimentares todos os dias. Atualmente sua principal atividade é reuniões, palestras e pesquisas sobre o momento onde atingiremos a singularidade em nosso avanço tecnológico.

Segue e-books recomendados

The Age of Spiritual MachinesThe Singularity Is NearTranscendHow to Create a Mind

Obs: leitor de Epub Mac/PC- Adobe Digital Editions

No dispositivo móvel recomendo: Bookari Free Epub PDF Leitor

Créditos: Consciência Universal

Fonte Ebooks: Avxsearch.se

LINGUAGEM CONSEGUE DIAGNOSTICAR PARKINSON, ELA E ESQUIZOFRENIA ANTES DE TESTES LABORATORIAIS.

O uso da IA (inteligência artificial), com avançados métodos de diagnóstico médico identificará problemas de saúde via comunicação falada. Ao falarmos com esses dispositivos um pré-diagnóstico de doenças relacionadas estará disponível em breve…

Vários estudos recentes revelam que o que você diz e como você diz fornece pistas sobre doenças

Thomas Fuchs Thomas Fuchs

Futuros médicos podem pedir a nos para dizer mais do que “Ahhh”. Vários grupos de neurocientistas, psiquiatras e cientistas da computação estão investigando agora a medida em que o uso da linguagem do paciente pode fornecer pistas do diagnóstico antes de um único teste de laboratório ser executado. Aumento do poder de computação e novos métodos para medir a relação entre o comportamento e atividade cerebral têm avançado com tais esforços. E embora os testes com base na palavra falada possam não ser tão precisos como seqüenciamento de genes ou exames de ressonância magnética, para doenças que faltam indicadores biológicos claros, a mineração da linguagem poderia ajudar a preencher esta lacuna.

– Psicose

Os psiquiatras da Universidade de Columbia entrevistaram 34 jovens adultos em risco de psicose, um sinal comum de…

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Os Segredos da Física Quântica (Documentário)

O professor de física Jim Al-Khalili investiga a teoria científica mais precisa e ainda desconcertante de todos os tempos, a física quântica.

Obs: clique em CC para ativar a legenda em português!

Créditos: Revolução Científica

Vírus HIV pode ter partido de Kinshasa (RDC África)

Vírus HIV
A pandemia do HIV hoje deve ter começado sua expansão global a partir de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), de acordo com um novo estudo publicado na Science. (divulgação).

Uma equipe internacional de cientistas, das Universidades de Oxford e Leuven, reconstruiu a história genética do HIV-1 grupo M pandêmica, o evento viu o HIV se espalhar pelo continente Africano e ao redor do mundo e concluiu que se originou em Kinshasa. A análise da equipe sugere que o ancestral comum do grupo M é altamente provável de ter surgido em Kinshasa por volta de 1920 (com 95% das datas estimadas entre 1909 e 1930).

O vírus HIV é conhecido por ter sido transmitido a partir de primatas e macacos para seres humanos – pelo menos 13 vezes – mas apenas um destes acontecimentos de transmissão originou uma pandemia humana. Foi somente com o evento que levou ao HIV-1 grupo M fez a pandemia ocorrer, resultando em quase 75 milhões de infecções até o momento. A análise da equipe sugere que, entre os anos 1920 e 1950, uma tempestade perfeita de fatores: incluindo o crescimento urbano, fortes ligações ferroviárias durante o domínio colonial belga, e alterações no comércio do sexo, combinaram para facilitar o HIV emergir em Kinshasa e se espalhar pelo globo.

Um relatório da pesquisa foi publicado na revista Science desta semana

Até agora, a maioria dos estudos têm tido uma abordagem genética fragmentada da história do HIV, olhando particularmente os genomas do HIV em locais específicos – disse o professor Oliver Pybus do Departamento da Universidade de Oxford de Zoologia -, um autor sênior desta pesquisa. Pela primeira vez nós analisamos toda a evidência disponível, utilizando as mais recentes técnicas filogeográficas, que nos permitem estimar estatisticamente, de onde um vírus vem. Isto significa que podemos dizer com um alto grau de certeza onde e quando a pandemia do HIV se originou. Parece uma combinação de fatores em Kinshasa, no início do século 20 que criou uma “tempestade perfeita” para o surgimento do HIV, levando a uma epidemia generalizada com impulso irrefreável que desenrolou em toda a África subsaariana.

Nosso estudo exigiu o desenvolvimento de um quadro estatístico para reconstruir a propagação do vírus através do espaço e tempo de suas sequencias do genoma”, disse o professor Philippe Lemey da Universidade do Instituto Rega de Leuven, outro autor sênior da pesquisa. “Uma vez que as origens espaços-temporais da pandemia fossem claras, pudemos comparar com os dados históricos e tornou-se evidente que a disseminação precoce do HIV-1 a partir de Kinshasa para outros centros populacionais seguiram padrões previsíveis.

RDC
Localização da República Democrática do Congo. (divulgação).

Um dos fatores analisados pela equipe sugere que a chave para as origens da epidemia do HIV eram ligações de transportes da RDC, em especial os seus caminhos ferroviários, que fez Kinshasa um dos melhores centros de conexão para todas as cidades da África Central.

Os dados de arquivos coloniais nos dizem que até o final de 1940 mais de um milhão de pessoas viajaram por Kinshasa nas estradas de ferro a cada ano, disse o Dr. Nuno Faria, do Departamento de Zoologia, primeiro autor do estudo da Universidade de Oxford. Nossos dados genéticos nos dizem que o HIV rapidamente se espalhou pela República Democrática do Congo (um país do tamanho da Europa Ocidental), viajando com as pessoas ao longo de ferrovias e hidrovias para chegar a Mbuji-Mayi e Lubumbashi, no extremo sul e Kisangani, no extremo Norte até o final da década de 1930 e início dos anos 1950. Isso ajudou a estabelecer focos secundários precoces de transmissão do HIV-1 em regiões que estavam bem ligadas a países da África Austral e Oriental. Nós pensamos na possibilidade das mudanças sociais em torno da independência, em 1960, viram o vírus se dividir a partir de pequenos grupos de pessoas infectadas para infectar a população em geral e, eventualmente, o mundo.

Foi sugerido que o crescimento demográfico ou diferenças genéticas entre HIV-1 grupo M e outras cepas podem ser fatores importantes no estabelecimento da pandemia do HIV. No entanto evidências da equipe sugerem que, ao lado do transporte, mudanças sociais, tais como mudanças de comportamento dos profissionais do sexo e iniciativas de saúde pública contra outras doenças que levaram ao uso inseguro de agulhas, pode ter contribuído, para transformar o HIV em uma epidemia de máxima transmissão, apoiada nas ideias originalmente apresentadas pelo coautor do estudo Jacques Pepin da Universidade de Sherbrooke, no Canadá.

O Professor Oliver Pybus disse: nossa pesquisa sugere que procurando o animal original para transmissão humana do vírus (provavelmente através da caça ou a manipulação de carne na mata), houve apenas uma pequena “janela” durante a era colonial belga, desta estirpe particular de HIV, ter surgido e se espalhar em uma pandemia. Entretanto, foram os sistemas de transporte dos anos 1960, como as ferrovias, permitiram ao vírus se espalhar para grandes distâncias metropolitanas e se transformar em uma pandemia.

A equipe diz que mais pesquisas serão necessárias para compreender o papel que diferentes fatores sociais podem ter desempenhado nas origens da pandemia do HIV; em especial, a investigação sobre espécimes nos arquivamentos para estudar as origens e evoluções do HIV e pesquisas sobre a relação entre a transmissão da hepatite C e o uso de agulhas inseguras como parte de iniciativas de saúde pública, possibilitando mais pistas sobre as condições que facilitaram espalhar amplamente o HIV.

Fonte: Universidade de Oxford

Cientistas conseguem gerar embriões clonados de células de pessoas adultas

Primeira célula humana clonada com sucesso
Clique na imagem para acessar a documentação da pesquisa. (Divulgação).

Cientistas criaram embriões clonados a partir das células de dois adultos. Essa façanha é a primeira evidência concreta de que é possível criar clones a partir de células retiradas de seres humanos adultos. A ideia é que no futuro os médicos poderão criar embriões clonados de pacientes quando estes precisarem de um transplante de órgãos, ou um conjunto de novas células do sistema imunológico. Os embriões clonados serviriam como uma fonte de células-tronco para a criação de transplantes perfeitamente personalizados, não importando a idade dessas pessoas.

Os pesquisadores que fizeram os clones ainda deram uma demonstração preliminar deste futuro, como relata o The Wall Street Journal. Os investigadores utilizaram os clones, obtidos a partir de células retiradas da camada dérmica da pele de uma pessoa de 35 anos de idade, e outra de 75 anos de idade, para gerar os tecidos, incluindo as células do coração. A pesquisa foi conduzida por cientistas nos EUA e Coreia do Sul. Foi financiado, em parte, pelo governo coreano. Provavelmente levará décadas de pesquisa adicional para moldar esses tecidos em algo que é transplantável em pessoas, além de estudos para mostrar se tais transplantes são seguros.

Embriões clonados é apenas uma maneira de os cientistas buscarem criar terapias com células-tronco personalizadas para as pessoas. Outros laboratórios também fazem órgãos de reposição por transformar células da pele das pessoas em células-tronco usando um coquetel de genes. Essa técnica não requer o uso de embriões ao longo do caminho, por isso é menos controverso entre alguns. Ainda não está claro qual técnica acabará funcionando melhor, embora recentemente, tenha havido muito mais pesquisas sobre as técnicas não embrionárias.

A recente pesquisa com embriões clonados significa que cientistas podem agora criar pessoas clonados? Especialistas em células-tronco dizem que ainda há um longo caminho até isso ser possível. É difícil obter embriões clonados que sobrevivam até o nascimento.

Os cientistas já conseguiram clonar: ovelhas, gatos, cães, bezerros, lobos, macacos, etc.

Fonte: Popular Science

O futuro da mente – Michio Kaku

“O cérebro, gostemos ou não, é uma máquina. Os cientistas chegaram a essa conclusão, não porque eles são assassinos mecanicistas, mas porque acumularam evidências de que todos os aspectos da consciência podem ser amarrados ao cérebro. Steven Pinker.”

Capítulo 4

Telepatia

“Houdini acreditava que a verdadeira telepatia era impossível. Mas a ciência está provando que Houdini estava errado.”

 

O futuro da mente
Clique na imagem para download em formato Epub. (divulgação).

A telepatia é agora objeto de intensa pesquisa em universidades ao redor do mundo onde os cientistas são capazes de ler palavras individuais, imagens e pensamentos de nosso cérebro, combinando as mais recentes tecnologias de digitalização com um software de reconhecimento de padrões. Isso pode revolucionar a forma como as pessoas vítimas de AVC (acidente vascular cerebral), incapazes de articular seus pensamentos a não ser através de piscar os olhos. Mas isso é apenas o começo. Também pode mudar radicalmente a forma como interagimos com os computadores e o mundo exterior.

Como sabemos, o cérebro é elétrico. Em geral, sempre que um elétron é acelerado, se desprende radiação eletromagnética. O mesmo vale para os elétrons oscilantes dentro do cérebro. Parece algo saído da ficção científica ou fantasia, mas os seres humanos naturalmente emitem ondas de rádio. Mas esses sinais são muito fracos para ser detectados por outros, e mesmo se pudéssemos perceber essas ondas de rádio, seria difícil para nós, dar algum sentido a elas. Mas os computadores estão mudando tudo isso. Os cientistas já são capazes de obter aproximações grosseiras dos pensamentos de uma pessoa usando exames de EEG (Eletroencefalograma). Ao colocar um capacete com sensores de EEG em sua cabeça, e se concentrar em certos quadros, por exemplo, a imagem de um carro ou uma casa. Os sinais de EEG foram registrados para cada imagem e, eventualmente, um dicionário rudimentar de pensamentos foi gerado, com uma correspondência de um para um entre a imagem EEG e pensamentos de uma pessoa.

A vantagem dos sensores de EEG é que não são invasivos e rápidos. Você simplesmente coloca um capacete que contenha muitos eletrodos em sua cabeça e esses sensores captam as frequências em forma de EEG, podendo identificar os sinais que mudam a cada milissegundo. Mas o problema com os sensores de EEG, como já vimos, é a interferência direta das ondas electromagnéticas causada na medida em que passam através do crânio, é difícil localizar a origem exata. Este método pode dizer se você está pensando em um carro ou numa casa, mas não pode recriar a imagem do carro. É aí que o trabalho do Dr. Gallant pode nos ajudar.

Gravações da mente

O epicentro de grande parte desta pesquisa está na Universidade da Califórnia em Berkeley, onde recebi meu PhD em física teórica alguns anos atrás. Eu tive o prazer de visitar o laboratório do Dr. Jack Gallant, cujo grupo tem realizado um feito, uma vez considerado impossível: gravar vídeos do pensamento das pessoas. “Este é um grande salto para reconstruir imagens internas. Estamos abrindo uma janela para os filmes em nossa mente”, diz o Dr. Gallant.

Quando visitei seu laboratório, a primeira coisa que notei foi uma equipe de jovens, pós-doutorandos e pós-graduandos ansiosos e amontoados atrás de suas telas de computador, olhando atentamente para as imagens de vídeo que foram reconstruídas a partir de tomografias do cérebro de alguém. Conversando com sua equipe você se sente como se estivesse testemunhando a história científica na televisão. Continuar lendo

Neurocientistas confirmam que partes da teoria de Freud estão corretas

Sigmund Freud: ciência comprava que o recalque ou repressão provocam respostas físicas em pacientes. (Divulgação).

Os pacientes apresentaram diferenças na atividade cerebral quando tiveram lembranças traumáticas comparados com voluntários saudáveis em um estudo publicado na edição da revista JAMA Psychiatry do mês passado. Além de apoiar a teoria de Freud e ajudar a explicar uma das reclamações mais comuns ouvidas pelos neurologistas, a pesquisa poderia criar novas abordagens de tratamento para os pacientes cujos sintomas costumavam ser menosprezados pelos doutores no passado.
“Trata-se do primeiro artigo de que eu sou ciente que realmente mostra que eventos traumáticos prévios definitivamente podem desencadear esse tipo de resposta motora”, disse John Speed, professor de medicina e reabilitação física na Universidade de Utah em Salt Lake City, que não esteve envolvido na pesquisa. “Isso é muito estimulante”.

A pesquisa é uma das mais recentes que demonstram como dispositivos de escâner cerebral feitos por companhias como a Siemens AG, a General Electric Co. e a Royal Philips NV estão sendo usados para ajudar a desvendar sintomas neuropsiquiátricos que costumavam desconcertar os médicos.

Os cientistas utilizaram imagens de ressonâncias magnéticas (fMRI) para acompanhar mudanças no fluxo sanguíneo para áreas específicas do cérebro enquanto se perguntava aos participantes sobre seu passado, o que produziu vistas anatômicas e funcionais dos seus cérebros.

As lembranças reprimidas foram um princípio das teorias psicológicas de Freud sobre a natureza dos processos mentais inconscientes. O neurologista austríaco, que ficou conhecido como o pai da psicanálise, usou o termo repressão para descrever a forma em que eventos emocionalmente dolorosos podiam ser bloqueados fora da consciência. Este mecanismo de autoproteção, postulou Freud, podia criar sintomas psicossomáticos rotulados “histeria” na época, em um processo atualmente conhecido como conversão.

Os casos se manifestam tipicamente em forma de uma fraqueza ou paralisia em um lado do corpo, similar a um derrame. Entre os sintomas podem ocorrer convulsões não causadas por epilepsias. Os médicos nunca descobriram uma base neurológica para a condição – os cérebros, nervos e músculos dos pacientes pareciam estar normais –, o que os leva a acreditarem que os sintomas são psicossomáticos e criam a suspeita de que os pacientes estejam inventando suas doenças, disse Richard Kanaan, professor de psiquiatria na Universidade de Melbourne e um dos autores do estudo.

“Ainda é pouco entendido, até mesmo pela maioria dos médicos”, disse Speed, que tratou mais de 200 casos. “Eu tive inúmeros pacientes que me disseram que ninguém acreditava neles, ou que lhes disseram bruscamente que estavam fingindo”.

O estudo realizado por Kanaan e seus colegas da King’s College, em Londres, envolveu 12 pacientes com desordem de conversão e 13 adultos saudáveis sem a condição.

Modelo freudiano

Sistema avançado de fMRI da Siemens. (Divulgação).

Nos pacientes com conversão, a lembrança pareceu ativar uma área do cérebro conhecida como o córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo, ao passo que outras lembranças – até mesmo as irritantes – em ambos os grupos de pacientes ativaram o hipocampo, uma parte do cérebro importante para a formação das lembranças.

“Trata-se, eu acho, da primeira exploração científica de algo como um modelo freudiano, que é ignorado há tempos”, disse Kanaan, em entrevista do seu escritório no Austin Hospital de Melbourne, no qual é diretor de psiquiatria.

A abordagem de Freud para tratar os pacientes com desordem de conversão consistia em desvelar o trauma suprimido mediante a psicoterapia e ajudar a relembrar e reprocessar essas lembranças para aliviar os sintomas.

Ainda que Freud não tivesse as ferramentas para explorar os mecanismos mediante os quais podia ocorrer a desordem da conversão, ele “acertou o conceito”, disse Speed. “A conversão é simplesmente uma manifestação física muito incomum e mais grave do estresse, na qual há um bloqueio de mensagens do ou para o cérebro”.

Freud está de volta

Neurocientistas descobrem que descrições biológicas do cérebro funcionam melhor se combinadas às teorias delineadas pelo pensador austríaco há um século.

Na primeira metade do século 20, as ideias de Sigmund Freud dominaram as explicações sobre o funcionamento da mente. Seu pressuposto básico era que nossas motivações permanecem em sua maior parte no inconsciente. Mais que isso, são mantidas longe da consciência, por uma força repressora. O aparato executivo da mente (o ego) rejeita iniciativas do inconsciente (o id) que estimulam comportamentos incompatíveis com nossa concepção civilizada de nós mesmos. A repressão é necessária porque esses impulsos se manifestam na forma de paixões incontroláveis, fantasias infantis e compulsões sexuais e agressivas.

Quando a repressão não funciona, dizia Freud até sua morte, em 1939, surgem as doenças mentais: fobias, ataques de pânico e obsessões. O objetivo da psicoterapia, portanto, era rastrear os sintomas neuróticos até suas raízes inconscientes e aniquilar seu poder através de sua confrontação com a análise madura e racional.

Conforme as pesquisas sobre a mente e o cérebro se sofisticaram, a partir da década de 1950, os especialistas se deram conta de que as evidências fornecidas por Freud eram bem tênues. Seu principal método de investigação não era a experimentação controlada, mas a simples observação de pacientes no cenário clínico, combinada a inferências teóricas. Os tratamentos com remédios ganharam força, e a abordagem biológica das doenças mentais deixou a psicanálise nas sombras. Se Freud estivesse vivo, é possível que até saudasse essa reviravolta.

Neurocientista muito respeitado até hoje, ele frequentemente fazia comentários como “as deficiências de nossa descrição provavelmente desapareceriam se já pudéssemos substituir os termos psicológicos por termos fisiológicos e químicos”.

Na década de 1980, os conceitos de ego e id eram considerados antiquados, mesmo em certos círculos psicanalíticos. Freud era passado. Na nova psicologia, o motivo de as pessoas deprimidas se sentirem mal não é a destruição das primeiras ligações sentimentais da infância – há um desequilíbrio nas substâncias químicas de seu cérebro. A psicofarmacologia, no entanto, não oferece uma grande teoria sobre a personalidade, as emoções e as motivações – uma nova concepção do que realmente governa o que sentimos e o que fazemos. Sem esse modelo, os neurocientistas concentraram seu trabalho em pontos específicos e deixaram de lado o quadro geral.

Esse quadro está voltando, e a surpresa é: não é muito diferente do que o delineado por Freud há um século. Ainda estamos longe de um consenso, mas um número cada vez maior de neurocientistas está chegando à mesma conclusão de Eric R. Kandel, da Universidade Columbia, o Prêmio Nobel de 2000 em fisiologia ou medicina: a psicanálise “ainda é a visão da mente mais intelectualmente satisfatória e coerente”.

Freud está de volta, e não apenas na teoria. Grupos interdisciplinares reunindo os campos antes distantes e muitas vezes contrários da neurociência e da psicanálise se formaram em praticamente todas as grandes cidades do mundo. Essas redes, por sua vez, uniram-se na Sociedade Internacional de Neuropsicanálise, que organiza um congresso anual e publica a bem-sucedida revista Neuro-Psychoanalysis. O conselho editorial da publicação, formado por uma constelação de especialistas da neurociência comportamental contemporânea – incluindo Antonio R. Damasio, Kandel, Joseph E. LeDoux, Benjamin Libet, Jaak Panksepp, Vilayanur S. Ramachandran, Daniel L. Schacter e Wolf Singer -, é o maior testemunho do renovado respeito pelas ideias de Freud.

Juntos, esses pesquisadores estão desenvolvendo o que Kandel chama de “novos parâmetros intelectuais para a psiquiatria”. Dentro desses parâmetros, a ampla organização da mente esboçada por Freud parece destinada a funcionar como a teoria da evolução de Darwin em relação à genética molecular – um modelo ao qual novos detalhes vão se ajustando. Ao mesmo tempo, neurocientistas revelam provas de algumas das teorias de Freud e desvendam os mecanismos que estão por trás dos processos mentais descritos por ele.

Motivação Inconsciente

Quando Freud introduziu a noção central de que a maioria dos processos mentais que determinam nossos pensamentos, sentimentos e desejos, acontece inconscientemente, a ideia foi rejeitada. Mas descobertas atuais confirmam a existência e o papel essencial dos processos mentais inconscientes. Um exemplo é que o comportamento de pacientes incapazes de lembrar os acontecimentos passados por causa de danos a estruturas que armazenam lembranças no cérebro é claramente influenciado pelos fatos “esquecidos”. Os neurocientistas cognitivos analisam casos assim, determinando sistemas de memória diferentes, que processam a informação “explicitamente” (conscientemente) ou “implicitamente” (inconscientemente). Freud havia dividido a memória da mesma forma.

Os neurocientistas também identificaram sistemas de memória que controlam o aprendizado emocional. Em 1996, na Universidade de Nova York, LeDoux demonstrou a existência, sob o córtex consciente, de uma via neuronal que conecta informações de percepção com estruturas primitivas do cérebro responsáveis pela geração de reações de medo. Como essa via atravessa o hipocampo – que gera memórias conscientes -, acontecimentos do presente desencadeiam lembranças emocionalmente importantes, provocando sensações conscientes que parecem irracionais, como “homens de barba me dão arrepios”.

A neurociência mostrou que as principais estruturas cerebrais essenciais para a formação de memórias conscientes não são funcionais durante os dois primeiros anos de vida, explicando o que Freud chamou de amnésia infantil. Como supôs Freud, não é que tenhamos esquecido nossas lembranças mais antigas; simplesmente não conseguimos trazê-las à consciência. Mas essa incapacidade não as impede de afetar os sentimentos e o comportamento adultos. Seria difícil encontrar um neurobiólogo que não concorde que as experiências da primeira infância, principalmente entre mãe e bebê, influenciam o padrão das conexões cerebrais de modo a moldar nossa personalidade e saúde mental futura. Apesar disso, não é possível lembrar-se dessas experiências conscientemente. Fica cada vez mais claro que boa parte de nossa atividade mental é motivada pelo inconsciente.

Repressão Justificada

Mesmo que sejamos fundamentalmente guiados por pensamentos inconscientes, isso não prova a afirmação de Freud de que reprimimos informações desagradáveis por vontade própria. No entanto, começam a se acumular estudos que apoiam essa noção. O mais famoso deles foi feito em 1994 pelo neurologista Ramachandran, da Universidade da Califórnia em San Diego, com pacientes que sofriam de “anosognosia”. Danos na região parietal direita do cérebro dessas pessoas fazem com que não percebam que possuem problemas físicos graves, como um membro paralisado. Depois de ativar artificialmente o hemisfério direito de uma paciente, Ramachandran observou que ela percebeu que seu braço esquerdo estava paralisado – e estava assim desde que ela havia sofrido um derrame, oito dias antes. Ela era capaz de reconhecer a ausência e tinha registrado inconscientemente esse fato nos oito dias anteriores, apesar de suas negativas conscientes de que houvesse algo errado.

Quando o efeito da estimulação acabou, a mulher não apenas voltou a acreditar que seu braço estava normal, mas também esqueceu a parte da entrevista em que tinha percebido que o braço estava paralisado, apesar de lembrar-se nos mínimos detalhes da conversa. Ramachandran concluiu: “A extraordinária implicação teórica dessas observações é que as lembranças realmente podem ser seletivamente reprimidas. Ver essa paciente me convenceu, pela primeira vez, da realidade do fenômeno da repressão que compõe a pedra fundamental da teoria psicanalítica clássica”.

Assim como os pacientes com o “cérebro dividido”, cujos hemisférios permanecem sem ligação entre si, os pacientes de anosognosia abstraem fatos indesejados, dando explicações plausíveis, mas inventadas, sobre ações motivadas pelo inconsciente. O hemisfério esquerdo emprega claramente os “mecanismos de defesa” freudianos, diz Ramachandran.

Fenômenos análogos também vêm sendo demonstrados em pessoas com cérebros intactos. Como disse o neuropsicólogo Martin A. Conway, da Universidade Durham, na Inglaterra, em comentário publicado na Nature em 2001, se efeitos significativos de repressão podem ser produzidos em pessoas normais num cenário inocente de laboratório, imagine só o tamanho dos efeitos produzidos pelo turbilhão emocional das situações traumáticas da vida real.

Freud foi mais além. Para ele, não somente grande parte de nossa atividade mental é inconsciente e vive em negação, mas a parte reprimida do inconsciente opera de acordo com um princípio diferente do “princípio de realidade” que governa o ego consciente. Esse tipo de pensamento inconsciente está ligado ao desejo e ignora tanto as leis da lógica quanto o tempo.

Se Freud está certo, danos a estruturas inibidoras do cérebro (a morada do ego “repressor”) liberariam formas irracionais, ligadas ao desejo, de funções mentais. É exatamente isso que se observa em pacientes com danos na região límbica frontal, que controla os aspectos essenciais da autoconsciência. Os pacientes apresentam uma síndrome conhecida como psicose de Korsakoff: não percebem que têm amnésia e preenchem as lacunas da memória com histórias inventadas, as confabulações.

A neuropsicóloga da Durham, Aikatereni Fotopoulou, estudou um paciente desse tipo em seu laboratório. O homem não conseguia se lembrar, nas sessões de 50 minutos em minha sala, durante 12 dias consecutivos, que já me conhecia e que havia se submetido a uma operação para retirar um tumor dos seus lobos frontais, o que causava a amnésia. Para ele, não havia nada de errado com sua saúde. Quando questionado sobre a cicatriz na cabeça, ele confabulava explicações absolutamente improváveis: que tinha sofrido uma cirurgia odontológica, ou uma operação de ponte de safena. Ele realmente tinha passado por esses procedimentos – anos antes.

Da mesma forma, quando questionado sobre quem eu era e o que ele fazia em meu laboratório, dizia que eu era um cirurgião dentista, um companheiro de bebida, um cliente em consulta profissional, um colega de time de um esporte que não praticava havia décadas ou um mecânico que estava consertando um de seus vários carros esporte (que ele não possuía). Seu comportamento era coerente com essas falsas crenças: ele olhava para a cerveja sobre a mesa ou para o carro através da janela.

Desejos Ocultos

O que chama a atenção nessas ideias falsas é a presença de desejo, uma impressão que Fotopoulou confirmou com a análise quantitativa de 155 das confabulações do paciente. As falsas crenças do paciente não eram aleatórias – eram geradas pelo “princípio de prazer” que, segundo Freud, é central para o inconsciente. O homem simplesmente reconstruía a realidade como queria que fosse. Observações semelhantes foram relatadas por outros pesquisadores, como Martin Conway, de Durham, e Oliver Turnbull, da Universidade de Gales. Eles são neurocientistas cognitivos, não psicanalistas, mas interpretam suas descobertas em termos freudianos, alegando, basicamente, que os danos à região límbica frontal que produzem as confabulações prejudicam os mecanismos de controle cognitivo, que são a base da monitoração normal da realidade, e libertam da inibição as influências implícitas do desejo na percepção, na memória e no julgamento.

Freud argumentava que o princípio do prazer, na verdade, exprimia impulsos primitivos, animais. Para seus contemporâneos vitorianos, a ideia de que o comportamento humano fosse no fundo governado por compulsões sem nenhum propósito mais nobre que a auto-realização carnal era simplesmente escandalosa. O escândalo se atenuou nas décadas seguintes, mas o conceito freudiano do homem como animal foi mantido em segundo plano pelos cientistas cognitivos. Agora ele está de volta.

Neurocientistas como Donald W. Pfaff, da Universidade Rockefeller, e Jaak Panksepp, da Universidade Estadual de Bowling Green, acreditam hoje que os mecanismos instintivos que regem a motivação humana são ainda mais primitivos do que imaginava Freud. Nossos sistemas básicos de controle emocional são iguais aos de nossos parentes primatas e aos de todos os mamíferos. No nível profundo da organização mental que Freud chamou de id, a anatomia e a química funcionais de nosso cérebro não são muito diferentes daquelas dos animais que vivem nos currais ou dos bichos de estimação.

No entanto, os neurocientistas modernos não aceitam a classificação freudiana da vida instintiva humana como simples dicotomia entre sexualidade e agressão. Através do estudo de lesões e do efeito de drogas, além da estimulação artificial do cérebro, eles identificaram pelo menos quatro circuitos instintivos básicos em mamíferos, sendo que alguns deles se sobrepõem. São o sistema de “recompensa” ou de “busca” (que inclui a procura de prazer); o sistema da “raiva” (que comanda a agressão raivosa, mas não a predatória); o sistema de “medo-ansiedade”; e o do “pânico” (que inclui instintos como os que comandam os impulsos maternais ou as relações sociais). Também se investiga a existência de outras forças instintivas, como um sistema de “brincadeira”. Todos esses sistemas cerebrais são regulados por neurotransmissores, substâncias químicas que carregam mensagens entre os neurônios do cérebro.

O sistema de busca, controlado pelo neurotransmissor dopamina, apresenta uma incrível semelhança com a “libido” freudiana. De acordo com Freud, os impulsos sexuais ou libidinosos são um sistema de busca de prazer que move a maioria de nossas interações com o mundo. Pesquisas recentes mostram que seu equivalente neural está diretamente envolvido em quase todas as formas de compulsão e vício. É interessante notar que as primeiras experiências de Freud com a cocaína – na maioria delas ele aplicava a droga em si mesmo – o convenceram de que a libido devia ter algum fundamento neuroquímico.

Farmácia Freudiana

Ao contrário de seus sucessores, Freud não via motivo para o antagonismo entre psicanálise e psicofarmacologia. Ele antevia com entusiasmo o dia em que a “energia do id” seria diretamente controlada por “determinadas substâncias químicas”. Os tratamentos que combinam psicoterapia com medicamentos que agem no cérebro são considerados hoje a melhor abordagem para muitos transtornos. E tecnologias de imagem mostram que a psicoterapia atua no cérebro de modo semelhante aos medicamentos.

As ideias de Freud também estão ressurgindo na ciência que trata do sono e dos sonhos. Sua teoria dos sonhos – a de que são um modo de vislumbrar os desejos inconscientes – foi desacreditada com a descoberta da correlação estreita entre o movimento rápido dos olhos (REM) e o ato de sonhar, nos anos 1950. A visão freudiana perdeu praticamente toda a credibilidade nos anos 1970, quando pesquisadores mostraram que o ciclo do sonho era controlado pela substância química acetilcolina, produzida em parte “desimportante” do tronco encefálico. O sono REM acontecia automaticamente, mais ou menos a cada 90 minutos, e era desencadeado por substâncias químicas e estruturas cerebrais que nada tinham a ver com a emoção e a motivação. Essa descoberta queria dizer que os sonhos provavelmente não tinham nenhum significado; eram simplesmente histórias concatenadas pelo cérebro para tentar refletir a atividade cortical aleatória provocada pelos acontecimentos do dia.

Estudos mais recentes vêm mostrando que o sono REM e o sonho são estados dissociáveis, controlados por mecanismos distintos, embora interajam. O sonho é produzido por uma rede de estruturas reunidas nos circuitos instintivo-motivacionais do cérebro anterior. Essa revelação deu origem a uma miríade de teorias sobre os sonhos, sendo que a maior parte delas remete a Freud.

Fibras dos Sonhos

Mais intrigante é a observação feita por mim e por outros cientistas de que os sonhos param totalmente quando determinadas fibras nas profundezas do lobo frontal se rompem – um sintoma que coincide com a redução geral do comportamento motivado. A lesão é a mesma que era deliberadamente produzida na lobotomia pré-frontal, um procedimento cirúrgico obsoleto usado para controlar alucinações. Esse tipo de operação foi substituído na década de 1960 por medicamentos que reduzem a atividade da dopamina nos mesmos sistemas cerebrais. O sistema de busca, portanto, pode ser o produtor básico dos sonhos.

Se a hipótese for confirmada, a teoria de que os sonhos estão ligados à realização dos desejos pode voltar a determinar a agenda do estudo do sono. Mas, mesmo que prevaleçam outras interpretações, todas elas demonstram que a conceituação “psicológica” dos sonhos voltou a ser cientificamente respeitável. Poucos neurocientistas ainda negam – como já fizeram sem medo – que o conteúdo dos sonhos tenha um mecanismo básico emocional.

Nem todos são entusiastas do ressurgimento dos conceitos freudianos na ciência mental. Não é fácil para a geração mais antiga de psicanalistas, por exemplo, aceitar que seus alunos e colegas mais jovens podem e devem sujeitar a sabedoria convencional a um nível totalmente novo de escrutínio biológico. Mas um número animador de cientistas mais velhos, dos dois lados do Atlântico, – comprometidos a pelo menos manter a mente aberta, como demonstram minha menção anterior aos psicanalistas eminentes que fazem parte do conselho da Neuro-Psychoanalysis e as muitas cabeças grisalhas da Sociedade Internacional de Neuropsicanálise.

Para os neurocientistas mais antigos, a resistência ao retorno das ideias psicanalíticas vem de um tempo, no início de suas carreiras, em que o edifício da teoria freudiana era praticamente indestrutível. Eles não reconhecem nem a confirmação parcial de alguns conceitos fundamentais de Freud; exigem sua completa eliminação. Nas palavras de J. Allan Hobson, um renomado psiquiatra especialista em sono da Faculdade de Medicina de Harvard, o recente interesse em Freud é nada menos que uma inútil readaptação de dados modernos a parâmetros teóricos antiquados. Mas, como disse Panksepp em entrevista de 2002 à revista Newsweek, para os neurocientistas que estão entusiasmados com a reconciliação entre neurologia e psicanálise, “não é uma questão de provar se Freud estava certo ou errado, mas de terminar o serviço”.

Se esse serviço puder ser concluído – se os “novos parâmetros intelectuais para a psiquiatria” de Kandel forem estabelecidos -, vai virar passado o tempo em que as pessoas com dificuldades emocionais tinham de escolher entre a terapia psicanalítica, que pode estar em desacordo com a medicina moderna e as drogas prescritas pela psicofarmacologia, que desvaloriza a conexão entre as substâncias químicas cerebrais que manipula e as complexas trajetórias de vida que culminam nos problemas emocionais. A psiquiatria do futuro promete oferecer aos pacientes, assistência fundamentada na compreensão integrada do que realmente governa o que sentimos e fazemos.

Quaisquer que sejam as terapias que o amanhã nos reserva, os pacientes só podem se beneficiar de um entendimento melhor de como o cérebro funciona. À medida que os neurocientistas modernos se voltam mais uma vez para as questões profundas da psicologia humana que tanto preocuparam Freud, é gratificante perceber que podemos construir sobre os alicerces que ele edificou, em vez de começar do zero. Mesmo que identifiquemos os pontos fracos das teorias de Freud e corrijamos, revisemos e completemos seu trabalho, é maravilhoso ter o privilégio de terminar o serviço.

Fonte: Exame Tecnologia

Fonte: Viver Mente

Primeira confirmação científica segundo os especialistas: Science Daily

Artigo técnico confirma o diagnóstico de Freud: JAMA Psychiatry