Calcule corretamente a velocidade de sua internet em Mbits/s para MB/s

Os pacotes de internet oferecidos pelas operadoras no geral utilizam a métrica: Mega bits por segundo (Mbps), significa que em 1 segundo, o valor correspondente a 1 megabit (1.000.000 bits) é transmitido na velocidade da luz do ponto de origem ao ponto de destino.

Utilize a seguinte métrica para saber o valor correto dessa velocidade em Mega Bytes (MB)

  • 1 Byte é igual a 8 bits
  • 1 Mbits/s equivale a 1000 bits x 1000 bits = 1.000.000 bits/s
  • 1000.000 bits dividido por 8 (bits) = 125.000 bytes
  • 125.000 divido por 1.000.000 = 0,125 MB (Mega Bytes), saiba mais sobre bytes aqui!
  • 1 Mbits/s = 0,125 MB/s lê-se: “zero, vírgula, cento e vinte e cinto mega bytes por segundo”.

Obs: 1 bit equivale a 2 estados 0 e 1 (binário), 1 byte = 8 bits = Log2 8 (logaritmo de 8 na base binária 2). Computadores clássicos (os nossos) trabalham com matemática binária (bits), computadores quânticos (em desenvolvimento nos laboratórios avançados) trabalham com matemática quântica (qubits).

Ex: meu plano contratado atual é de 50 Mbits/s então minha velocidade de internet em MB/s (Mega Bytes por segundo) é igual a: 50 x 0,125 ou ainda 50/8 = 6,25 MB/s. Ou seja, para eu poder enviar (upload) um arquivo de 10 megas de peso, nessa velocidade, levaria o tempo de 10/6,25 = 1,6 segundos.

Segue a medição realizada pelo site: Copel Speed Teste Adsl

Ao clicar na imagem acima a página teste será aberta.

Sensor WiFi TP-Link Archer T1U (5 GHZ) 433 Mbits/s utilizado na medição

Esse dispositivo utiliza a velocidade da banda (frequência) base 5 GHZ, velocidade de transmissão de dados 433 Mbits/s = 54,125 MB/s é cerca de nove vezes mais rápido que uma internet fibra 50 Mbits/s. Clique na imagem para mais informações.

Fonte: Units of information

The Future of Humanity (O futuro da Humanidade) – Com Yuval Noah Harari

Obs: caso a legenda em português não apareça, clique no ícone legenda na área inferior do vídeo para ativá-la, em seguida clique na engrenagem: escolha a opção Legendas e Português(Brasil).

Ao longo da história houve muitas revoluções: na tecnologia, economia, sociedade, política. Mas uma coisa sempre permaneceu constante: a própria humanidade. Ainda temos os mesmos corpos, cérebros e as mesmas mentes que nossos antepassados na China antiga ou na Idade da Pedra. Nossas ferramentas e instituições são muito diferentes das do tempo de Confúcio, mas as estruturas profundas do corpo humano e da mente permanecem as mesmas. No entanto, a próxima grande revolução da história mudará isso. No século XXI, haverá constantes inovações na tecnologia, economia, política. Mas, pela primeira vez na história, a própria humanidade também sofrerá uma revolução radical, não somente em nossa sociedade e economia, mas nossos corpos e mentes serão transformados por novas tecnologias como engenharia genética, nanotecnologia, realidade virtual, realidade expandida e interfaces cérebro-computador. Yuval Noah Harari tem um doutorado em História pela Universidade de Oxford e agora leciona no Departamento de História na Universidade Hebraica em Jerusalém, especializada em História Mundial. Autor do livro Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, publicada em 2014, ficou na lista de best-sellers do Sunday Times por mais de seis meses em brochura, foi um dos mais vendidos do New York Times e publicado em quase 40 idiomas no planeta.

Livros do autor disponíveis livremente na internet

Uma breve história da humanidade
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Homo Deus
Clique na imagem e leia diretamente em Epub.

Baixar outros formatos acesse:

Link Homo Deus
Link Sapiens

Comentários sobre o autor e seus livros no Blog: Fernando Nogueira Costa.

Para leitura de livros digitais em seu Smartphone ou Tablet segue um ótimo app:

Bookari Free Android: Loja Google Play
Bookari Free IOS: Loja Apple Store

Fontes: The Royal InstitutionLê Livros

Samsung lança super rápidos cartões de memória Micro SD UFS 256 GB

Samsung UFS 256GB
Fonte: Samsung (divulgação)

A Samsung acaba de lançar os novos cartões Micro SD UFS (Universal Flash Storage), “Armazenamento Universal em Flash”, com capacidades de 32, 64, 128 GB. Esses cartões são compatíveis com os novos Smartphones Galaxy S7, S7 Edge e Note 6(7?), também serão compatíveis com com Tablets e as principais câmeras APSC de vários fabricantes. O modelo de 256 GB será compatível a princípio com o Galaxy Note 6(7?), mas ainda não é compatível com modelos anteriores. Os chips são feitos com tecnologia proprietária Samsung 3D V-NAND e um controlador ultra-pequeno.

Smartphones e outros dispositivos compatíveis com o padrão UFS ganham um poder de armazenamento até 10 vezes mais rápido, podendo transferir vídeos de 5GB Full HD em 12 segundos, disse a empresa. Aos poucos os chips NAND Flash, principalmente os EMMC, que ainda utilizam memórias lentas LPDDR3, serão substituídos pelas rápidas memórias LPDDR4 e padrão de armazenamento em UFS.

Samsung Galaxy S7
Fonte: Samsung (divulgação)

Vários produtos lançados no segundo semestre/2016 serão compatíveis com esse novo padrão que aumenta a capacidade e velocidade de acesso aos dados de: Smartphones, Tablets, Câmeras digitais e principalmente dispositivos de realidade virtual e realidade aumentada.

A fabricante Samsung é um membro ativo do JEDEC na definição do padrão UFS 2.0 desde setembro de 2013 e também cartões UFS 1.0 desde março 2016.

Créditos: Zdnet
Créditos: Samsung

Transcendent Man (O homem transcendente) – Ray Kurzweil – Documentário Completo

Raymond Kurzweil, mais conhecido como Ray, é um inventor e cientista dos Estados Unidos. Em 1968, ainda estudante do MIT, Kurzweil fundou uma empresa que usava um programa de computador para combinar estudantes de ensino médio com universidades. Ele comparava milhares de critérios sobre cada instituição de ensino com respostas de questionários respondidos pelo próprio estudante. Aos vinte anos, vendeu sua empresa para a Harcourt, Brace & World por cem mil dólares mais royalties. Raymond recebeu BS em ciência da computação e literatura em 1970.

Ray, tem planos ousados de viver para sempre e segue uma dieta radical tomando 200 comprimidos com suplementos alimentares todos os dias. Atualmente sua principal atividade é reuniões, palestras e pesquisas sobre o momento onde atingiremos a singularidade em nosso avanço tecnológico.

Segue e-books recomendados

The Age of Spiritual MachinesThe Singularity Is NearTranscendHow to Create a Mind

Obs: leitor de Epub Mac/PC- Adobe Digital Editions

No dispositivo móvel recomendo: Bookari Free Epub PDF Leitor

Créditos: Consciência Universal

Fonte Ebooks: Avxsearch.se

LINGUAGEM CONSEGUE DIAGNOSTICAR PARKINSON, ELA E ESQUIZOFRENIA ANTES DE TESTES LABORATORIAIS.

O uso da IA (inteligência artificial), com avançados métodos de diagnóstico médico identificará problemas de saúde via comunicação falada. Ao falarmos com esses dispositivos um pré-diagnóstico de doenças relacionadas estará disponível em breve…

Vários estudos recentes revelam que o que você diz e como você diz fornece pistas sobre doenças

Thomas Fuchs Thomas Fuchs

Futuros médicos podem pedir a nos para dizer mais do que “Ahhh”. Vários grupos de neurocientistas, psiquiatras e cientistas da computação estão investigando agora a medida em que o uso da linguagem do paciente pode fornecer pistas do diagnóstico antes de um único teste de laboratório ser executado. Aumento do poder de computação e novos métodos para medir a relação entre o comportamento e atividade cerebral têm avançado com tais esforços. E embora os testes com base na palavra falada possam não ser tão precisos como seqüenciamento de genes ou exames de ressonância magnética, para doenças que faltam indicadores biológicos claros, a mineração da linguagem poderia ajudar a preencher esta lacuna.

– Psicose

Os psiquiatras da Universidade de Columbia entrevistaram 34 jovens adultos em risco de psicose, um sinal comum de…

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A máquina de Anticítera – o primeiro computador analógico-mecânico construído

O mecanismo de Anticítera é o computador analógico mais antigo conhecido. Foi projetado possivelmente por um grupo de cientistas gregos cujas técnicas foram aprimoradas pelo próprio Arquimedes – 2 séculos antes – sua finalidade era calcular posições astronômicas. Foi descoberto em 1901 na ilha grega de Antikythera, entre Kythera e Creta, foi datado em cerca de 100 AEC.

O que é um computador analógico?

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Mecanismo de Anticítera – primeiro computador analógico-mecânico. (Divulgação).

O computador analógico é uma forma de computador que usa fenômenos elétricos, mecânicos ou hidráulicos para modelar o problema a ser resolvido. Genericamente um computador analógico usa um tipo de grandeza física para representar o comportamento de outro sistema físico ou função matemática. A modelagem de um sistema físico real num computador é chamada de simulação.

Computadores analógicos são normalmente projetados para uma finalidade específica, como acontece em circuitos eletrônicos que implementam sistemas de controle, ou em instrumentos de medição. Os resultados da computação analógica são utilizados dentro do próprio sistema. Existem também computadores analógicos flexíveis, que podem ser facilmente configurados para resolver problemas determinados. A maioria dos computadores analógicos possui uma série de elementos que podem de ser reagrupados para resolver sistemas de equações diferenciais. Podem simular sistemas descritos por equações matemáticas complexas.

O termo analógico se refere ao fato das grandezas físicas contínuas dentro do computador poderem representar diretamente uma grandeza também contínua em um sistema físico real. No caso do computador Grego de Anticítera, sua função era calcular com precisão as fases da lua, posição dos 5 planetas, a chegada dos equinócios e solstícios detectados na época e outras combinações desses elementos. Em contraposição, num computador digital todas as grandezas são de estados elementares e de tempo discreto (dentro de limites pré-estabelecidos), e a representação de variáveis de sistemas físicos seria, portanto, menos direta do que em computadores analógicos.

Computadores analógicos também podem verdadeiramente emular o funcionamento de um sistema físico, fazendo um mapeamento biunívoco entre todas as variáveis do sistema e todas as variáveis operadas pelo computador.

A engenhosidade do computador Grego de 2100 anos

O mecanismo de Anticítera incorporaria a razão astronômica de 254/19, o que é uma aproximação excelente do valor real, irracional, com erro aproximado de apenas uma parte em 86.000. Várias explicações podem ser imaginadas para que os gregos antigos tenham chegado a tal valor, a mais coerente sugere que ao observar e mesmo compilar tabelas astronômicas eles possam ter percebido o ciclo de 19 anos de equinócios, solstícios e fases da Lua. Dezenove anos equivalem a aproximadamente 235 ciclos de fases da Lua, que por sua vez equivalem a 235 + 19 = 254 revoluções da Lua em relação às estrelas, sendo a adição derivada do fato de que há uma revolução a mais por ano enquanto a Lua gira conosco ao redor do Sol.

Aplicar a razão de 254/19 com engrenagens não é tarefa fácil, e aqui entra o notável aspecto tecnológico do mecanismo. Com engrenagens simples de eixo fixo, por mais complexos os arranjos que possamos definir, ficamos limitados a multiplicações e divisões de números. Para efetuar adição ou subtração em nosso pequeno computador mecânico, precisamos de um enorme avanço tecnológico: a engrenagem diferencial.

O uso moderno mais cotidiano da engrenagem diferencial é nos automóveis, permitindo que as rodas de cada lado do carro girem a velocidades diferentes, com uma distribuição proporcional da tração do eixo. Um diferencial é, basicamente, uma engrenagem de eixo móvel capaz de girar livremente entre duas outras. O movimento do eixo móvel é equivalente à metade do movimento somado das duas engrenagens em questão. Esta engrenagem diferencial teria sido inventada pelo inglês James Starley, em 1877. É notável como os gregos antigos já tinham essa tecnologia há 2100 anos. Para aqueles que ainda estão na dúvida sobre a tecnologia dos gregos da época, basta dar uma olha no livro: Os elementos – Euclides.

Fontes: Ceticismo Aberto  Bule Voador  Wikipédia

D-Wave entrega novos computadores quânticos para Google, NASA e URSA

Palo Alto, CA – 28 de setembro de 2015 – a D-Wave Systems Inc., primeira empresa de computação quântica do mundo, assinou um novo acordo que abrange a instalação de uma sucessão de sistemas D-Wave localizados no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia. Este acordo suporta a colaboração entre Google, NASA e USRA (Associação de Universidades de Pesquisa Espacial) que se dedica a estudar como a computação quântica pode avançar a inteligência artificial e aprendizagem de máquina, e a solução de problemas de difícil otimização. O novo acordo permite que o Google e seus parceiros mantenham atualizados os computadores quânticos D-Wave por até sete anos, com novas gerações de sistemas D-Wave a serem instalados na NASA Ames assim que estiverem disponíveis.

Processador Quântico da série Washington de 1000+ Qubits. (Divulgação).

O acordo é a maior encomenda da história da D-Wave, e um indicador da importância da computação quântica e sua evolução em direção na resolução de problemas difíceis até mesmo para os maiores supercomputadores”, disse o CEO da D-Wave Vern Brownell. “Valorizamos muito os compromissos, os quais nossos parceiros assumiram com a D-Wave e nossa tecnologia, estou animado sobre o uso potencial dos nossos sistemas de aprendizado de máquina e problemas de otimização complexos.

Desde 2013, quando o sistema da geração anterior de 500 qubit D-Wave Dois ™ foram instalados na NASA Ames, cientistas da Google, NASA e USRA foram utilizá-los para explorar o potencial da computação quântica e sua aplicabilidade em uma ampla gama de problemas complexos tais como pesquisa na web, o reconhecimento de voz, planejamento e programação, gestão do tráfego aéreo, missões robóticas para outros planetas, e operações de apoio nos centros de controle de missão.

Trabalhar com os processadores D-Wave nos ajuda a desenvolver e aperfeiçoar os modelos de Quantum Annealing (QA – recozimento quântico)”, disse Hartmut Neven, diretor de engenharia da Google e chefe do Laboratório de Inteligência Artificial Quantum. “Estamos ansiosos para os avanços contínuos provenientes de cada geração de sistemas D-Wave.

Por meio de pesquisas na NASA Ames, esperamos demonstrar que a computação quântica de algoritmos quânticos pode algum dia melhorar drasticamente a nossa capacidade de resolver problemas de otimização difíceis para missões no domínio da aeronáutica, da Terra e ciências espaciais e exploração do espaço”, disse Eugene Tu, Diretor do Centro de Pesquisa Ames da NASA. “A disponibilidade de sistemas quânticos cada vez mais poderosos são a chave para alcançar estes objetivos, o trabalho está em andamento com a última tecnologia da D-Wave.

Nossa colaboração com o Google e NASA permite à comunidade universitária acessar as áreas investigativa mais avançadas de computação hoje em dia – a computação quântica”, disse David Bell, Diretor do Instituto de Pesquisa da USRA de Ciência da Computação Avançada. “No USRA, estamos animados para ver a diversidade da pesquisa que resultará em ter universidades e outras organizações de todo o mundo usando e conduzindo a pesquisa em cada geração de sistemas D-Wave.

A instalação do novo sistema D-Wave ™ 2X de 1000 Qubits, foi recentemente concluída e o sistema já está operacional na NASA Ames, um dos principais centros de computação de alto desempenho da atualidade.

Além de escalar para além de 1000 qubits, o novo sistema incorpora outros grandes avanços tecnológicos e científicos. Estes incluem uma temperatura de operação abaixo de 15 millikelvin ou – 273,13 ºC, perto de zero absoluto e 180 vezes mais frios do que o espaço interestelar. Com mais de 128.000 junções em túnel de Josephson, os novos processadores são creditados para serem os supercondutores de circuitos integrados mais complexos já utilizados com sucesso em sistemas de produção. Maior precisão em circuitos de controle e uma redução de 50% no ruído também contribuem para um melhor desempenho e maior confiabilidade.

Consulte também: Quantum Annealing for Clustering (agrupamento do emparelhamento quântico).

Fonte: D-Wave

D-Wave 2 Vesuvius 512 Qubits – A segunda geração de computadores quânticos comerciais

Estamos em plena era da computação quântica e a empresa canadense DWave está comercializando a segunda geração de computadores quânticos. Mas, paira sobre esse aparelho uma dúvida cruel: esses computadores são de fato quânticos? No decorrer do período essa pergunta poderá ser definitivamente respondida. Entretanto, analisando a tecnologia de hoje e o conceito apresentado pela Dwave, somando a isso os resultados de cálculos obtidos por essa máquina em comparação aos computadores convencionais (sendo até 3600 vezes mais rápida – ao executar certos algoritmos), não há como questionar que estamos diante de um computador que pode ser conceituado como quântico.

A escalada da computação quântica em apenas 10 anos segundo a empresa DWave

Evolução dos Computadores D-Wave

DWave1 128 chip
DW1 (Chip Dwave 1 com 128 Qubits), lançado em maio de 2011.

O D-Wave One (DW1) foi lançado em maio de 2011, e usa um Chip de 128 Qubits. Ele é diversas vezes mais rápido que supercomputadores existentes, e foi logo adquirido por laboratórios de pesquisa e empreiteiros do departamento de defesa americano.

Chip D-Wave 2
Chip D-Wave Two com 512 Qubits lançado em maio de 2013.

Por sua vez, o D-Wave Two (DW2) – lançado em 2013 – usa uma matriz de 512 Qubits. Cada qubit é um processador pequeno que explora os efeitos da mecânica quântica. Quanto mais Qubits estiverem conectados entre si, mais ampliados se tornam esses efeitos. Cada qubit do D-Wave Two se comunica diretamente com outros sete Qubits; são blocos que formam uma estrutura de 8 em 8 Qubits. Por causa disso, o DW2 é até 300.000 vezes mais poderoso do que seu antecessor.

  D-Wave2 Disposição dos computadores D-Wave. Pode-se ver que eles ocupam uma sala de 10 m2.

Mas, para tirar vantagem dos efeitos quânticos, o DW2 requer condições extremas e muito específicas. Ele precisa operar a 0,02 Kelvin (-273,13°C), 150 vezes mais frio do que as profundezas do espaço interestelar, em um vácuo cuja pressão atmosférica é 10 bilhões de vezes menor que a normal. Ele ainda precisa de blindagem pesada para se proteger contra interferência magnética. Surpreendentemente, alcançar estas temperaturas consome apenas 15,5 kW e ocupa apenas 10m² de área, em comparação com os milhares de kilowatts e metros quadrados exigidos por supercomputadores tradicionais.

 Capacidade de resolução de problemas

D-Ware2
Chip Quantico D-Wave2, montado na estrutura que será posteriormente criogenada.

Para saber quais problemas o computador quântico resolve melhor, o Google fez o DW2 resolver 400.000 problemas, para então comparar isto aos solucionadores clássicos. Os resultados não apontam um padrão claro; a empresa trará mais detalhes no futuro. No ano passado, o Google, a NASA e a Associação das Universidades para Pesquisa Espacial compraram juntas um DW2. A D-Wave não revela preços, mas a BBC estima que o custo foi de aproximadamente US$ 15 milhões.

Avanços na correção de erros na computação quântica

Novos métodos de correção de erros utilizando os Qubits (bits quânticos) estão sendo aprimorados e no momento podemos obter resultados na casa dos 99,92% de acertos com os novos algoritmos para cálculos quânticos. Acesse o Paper (fragmento de um trabalho publicado) em ARXIV.ORG.

Fonte: Gismodo Brasil

Fonte: BBC Tecnologia

Fonte: Dwave

Como funciona o processamento de dados do LHC?



Computando os dados do LHC

Com 15 petabytes de dados (o que equivale a 15 milhões de gigabyes) recolhidos pelos detectores do LHC a cada ano, os cientistas têm uma imensa tarefa diante deles. Como processar todas essas informações? Como determinar se você está estudando algo de significativo em meio a um conjunto de dados tão grande? Mesmo com o uso de um supercomputador, processar tanta informação pode demorar milhares de horas. Enquanto isso, o LHC continuaria a acumular ainda mais dados.

A solução do CERN é a GRID (grade em português) de Computação do LHC. A grade é uma rede de computadores, cada um dos quais capaz de analisar por conta própria uma porção dos dados. Assim que um computador conclui sua análise, pode enviar as conclusões a um computador central e aceitar nova porção de dados brutos. Enquanto os cientistas puderem dividir os dados em porções, o sistema funciona bem. No setor de computação, essa abordagem recebe o nome de computação em grade (GRID em inglês).

Os cientistas do CERN decidiram se concentrar no uso de equipamento de custo relativamente baixo para executar seus cálculos. Em vez de adquirir servidores e processadores de ponta a altos preços, o CERN se concentra em equipamento padronizado e bem adaptado a funcionar em rede. A abordagem é bastante semelhante à adotada pelo Google. O custo/benefício da compra de muito equipamento de qualidade média é melhor do que o de investir em poucos equipamentos avançados.

Usando um tipo especial de software chamado Middleware (mediador), a rede de computadores poderá armazenar e analisar dados para todas as experiências conduzidas no LHC. A estrutura do sistema é organizada em camadas.

  • A camada 0 é o sistema de computação do CERN, que processa as informações inicialmente e as divide em porções para as demais camadas.

  • Há 12 locais da camada 1 localizados em diversos países que aceitarão dados do CERN por meio de conexões dedicadas de computação. Essas conexões terão capacidade de transmissão da ordem de 10 gigabytes por segundo. Os sites da camada 1 processarão ainda mais os dados e os dividirão para despachá-los aos degraus inferiores da escala.

  • Mais de 100 locais da camada 2 estão conectados aos locais da camada 1. A maioria deles envolve universidades ou instituições científicas. Cada local terá múltiplos computadores disponíveis para processar e analisar dados. À medida que cada trabalho de processamento for concluído, os locais devolverão dados processados sistema acima. A conexão entre os locais da camada 1 e da camada 2 é uma conexão convencional de rede.

Qualquer local da camada 2 terá acesso a qualquer lugar da camada 1. O motivo é permitir que universidades e instituições de pesquisa se concentrem em informações e pesquisas específicas.

Um desafio, tendo em vista o tamanho da rede, é a segurança de dados. O CERN determinou que a rede não poderia depender de firewalls (barreiras) devido ao volume de tráfico de dados no sistema. Em vez disso, o sistema depende de procedimentos de identificação e autorização a fim de impedir acesso não autorizado a dados do LHC.

Veja onde os locais da camada 1 estão localizados

  • Canadá
  • França
  • Alemanha
  • Itália
  • Escandinávia
  • Espanha
  • Suíça
  • Taiwan
  • Holanda
  • Reino Unido
  • Estados Unidos

Fonte: HSW

Tecnologia de memória chamada HMC (Hibrid Memory Cube – Cubos híbridos de memória) é lançado

Os maiores fabricantes de memória da atualidade: Samsung, Hinix e Micron – anunciaram estar na fase final de testes com os revolucionários cubos de memória ram chamados: Cubos Híbridos de Memória (HMC – High Memory Cube).

Entenda a tecnologia das memórias utilizadas atualmente

Memória ROM

As memórias ROM (Read-Only Memory – Memória Somente de Leitura) recebem esse nome porque os dados são gravados nelas apenas uma vez. Depois disso, essas informações não podem ser apagadas ou alteradas, apenas lidas pelo computador, exceto por meio de procedimentos especiais. Outra característica das memórias ROM é que elas são do tipo não voláteis, isto é, os dados gravados não são perdidos na ausência de energia elétrica ao dispositivo.

Principais tipos de memória ROM

PROM (Programmable Read-Only Memory): esse é um dos primeiros tipos de memória ROM. A gravação de dados neste tipo é realizada por meio de aparelhos que trabalham através de uma reação física com elementos elétricos. Uma vez que isso ocorre, os dados gravados na memória PROM não podem ser apagados ou alterados;

EPROM (Erasable Programmable Read-Only Memory): as memórias EPROM têm como principal característica a capacidade de permitir que dados sejam regravados no dispositivo. Isso é feito com o auxílio de um componente que emite luz ultravioleta. Nesse processo, os dados gravados precisam ser apagados por completo. Somente depois disso é que uma nova gravação pode ser feita;

EEPROM (Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory): este tipo de memória ROM também permite a regravação de dados, no entanto, ao contrário do que acontece com as memórias EPROM, os processos para apagar e gravar dados são feitos eletricamente, fazendo com que não seja necessário mover o dispositivo de seu lugar para um aparelho especial para que a regravação ocorra;

EAROM (Electrically-Alterable Programmable Read-Only Memory): as memórias EAROM podem ser vistas como um tipo de EEPROM. Sua principal característica é o fato de que os dados gravados podem ser alterados aos poucos, razão pela qual esse tipo é geralmente utilizado em aplicações que exigem apenas reescrita parcial de informações;

Flash: as memórias Flash também podem ser vistas como um tipo de EEPROM, no entanto, o processo de gravação (e regravação) é muito mais rápido. Além disso, memórias Flash são mais duráveis e podem guardar um volume elevado de dados. É possível saber mais sobre esse tipo de memória no artigo Cartões de memória Flash, publicado aqui no InfoWester;

CD-ROM, DVD-ROM e afins: essa é uma categoria de discos ópticos onde os dados são gravados apenas uma vez, seja de fábrica, como os CDs de músicas, ou com dados próprios do usuário, quando o próprio efetua a gravação. Há também uma categoria que pode ser comparada ao tipo EEPROM, pois permite a regravação de dados: CD-RW e DVD-RW e afins.

Memória RAM

As memórias RAM (Random-Access Memory – Memória de Acesso Aleatório) constituem uma das partes mais importantes dos computadores, pois são nelas que o processador armazena os dados com os quais está lidando. Esse tipo de memória tem um processo de gravação de dados extremamente rápido, se comparado aos vários tipos de memória ROM. No entanto, as informações gravadas se perdem quando não há mais energia elétrica, isto é, quando o computador é desligado, sendo, portanto, um tipo de memória volátil.

Há dois tipos de tecnologia de memória RAM que são muitos utilizados: estático e dinâmico, isto é, SRAM e DRAM, respectivamente. Há também um tipo mais recente chamado de MRAM.

Principais tipos de memória RAM

SRAM (Static Random-Access Memory – RAM Estática): esse tipo é muito mais rápido que as memórias DRAM, porém armazena menos dados e possui preço elevado se considerarmos o custo por megabyte. Memórias SRAM costumam ser utilizadas como cache (saiba mais sobre cache neste artigo sobre processadores);

DRAM (Dynamic Random-Access Memory – RAM Dinâmica): memórias desse tipo possuem capacidade alta, isto é, podem comportar grandes quantidades de dados. No entanto, o acesso a essas informações costuma ser mais lento que o acesso às memórias estáticas. Esse tipo também costuma ter preço bem menor quando comparado ao tipo estático;
MRAM (Magnetoresistive Random-Access Memory – RAM Magneto-resistiva): a memória MRAM vem sendo estudada há tempos, mas somente nos últimos anos é que as primeiras unidades surgiram. Trata-se de um tipo de memória até certo ponto semelhante à DRAM, mas que utiliza células magnéticas. Graças a isso, essas memórias consomem menor quantidade de energia, são mais rápidas e armazenam dados por um longo tempo, mesmo na ausência de energia elétrica. O problema das memórias MRAM é que elas armazenam pouca quantidade de dados e são muito caras, portanto, pouco provavelmente serão adotadas em larga escala.

Inovação tecnológica na fabricação de chips de memória em formato cúbico matricial

Detalhes da HMC

Cubos híbridos de memória são uma inovação revolucionária na arquitetura de memória DRAM (Dynamic Random-Access Memory – RAM Dinâmica) que estabelece um novo padrão para o desempenho da memória, consumo de energia e custo.

As memórias com tecnologia HMC combinam alta velocidade no processo lógico por meio de uma pastilha formada por transistores de silício interconectados eletricamente em modo vertical da sigla VIA-TSV. O ganho de velocidade e baixo consumo elétrico é garantido em razão de haver um único controlador do agrupamento de memórias. Uma única pastilha de silício pode oferecer um desempenho 15x superior aos atuais módulos de memórias DDR3 e consumindo até 70% menos energia.

Cubos híbridos de memória podem ser uma virada no jogo para aplicações que vão desde a computação de alto desempenho e principalmente tecnologias de consumo, como os tablets e placas gráficas que valorizam uma combinação de potência, energia e largura de banda.

Conceito lógico HMCO aumento da densidade de memória cúbica por bit contribuirá para reduzir o custo total de propriedade, permitindo que mais memórias sejam instaladas em cada máquina utilizando quase 90% menos espaço do que as memórias em uso corrente.

Considerando as DDR4 como um padrão evolutivo normal, a HMC é uma tecnologia revolucionária, uma mudança completa de paradigma na arquitetura das memórias atuais.

Especificações técnicas completas da HMC

O Consórcio HMC disponibilizou informações completas sobre o padrão, clique na imagem abaixo para acessar as especificações!

Especificações H MC

Créditos: Infowester

Créditos: Gigaom