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The Future of Humanity (O futuro da Humanidade) – Com Yuval Noah Harari

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Ao longo da história houve muitas revoluções: na tecnologia, economia, sociedade, política. Mas uma coisa sempre permaneceu constante: a própria humanidade. Ainda temos os mesmos corpos, cérebros e as mesmas mentes que nossos antepassados na China antiga ou na Idade da Pedra. Nossas ferramentas e instituições são muito diferentes das do tempo de Confúcio, mas as estruturas profundas do corpo humano e da mente permanecem as mesmas. No entanto, a próxima grande revolução da história mudará isso. No século XXI, haverá constantes inovações na tecnologia, economia, política. Mas, pela primeira vez na história, a própria humanidade também sofrerá uma revolução radical, não somente em nossa sociedade e economia, mas nossos corpos e mentes serão transformados por novas tecnologias como engenharia genética, nanotecnologia, realidade virtual, realidade expandida e interfaces cérebro-computador. Yuval Noah Harari tem um doutorado em História pela Universidade de Oxford e agora leciona no Departamento de História na Universidade Hebraica em Jerusalém, especializada em História Mundial. Autor do livro Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, publicada em 2014, ficou na lista de best-sellers do Sunday Times por mais de seis meses em brochura, foi um dos mais vendidos do New York Times e publicado em quase 40 idiomas no planeta.

Livros do autor disponíveis livremente na internet

Uma breve história da humanidade

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Comentários sobre o autor e seus livros no Blog: Fernando Nogueira Costa.

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Fontes: The Royal InstitutionLê Livros

Resumo sobre o funcionamento da biologia celular

AS ORGANELAS E ESTRUTURAS CELULARES

As células apresentam três componentes fundamentais:

  • Membrana plasmática: película que delimita o conteúdo celular e controla o trânsito de substâncias que entram e saem da célula.
  • Material genético: moléculas de DNA, onde estão inscritas as informações biológicas/genéticas. 
  • Citoplasma: porção gelatinosa onde ocorre a maioria das reações metabólicas.

Existem dois tipos celulares básicos, as células eucariontes e as procariontes:

Células procarióticas: são as células das bactérias e arqueas. Em termos de complexidade, são as mais simples. Não possuem envelope nuclear e, normalmente, também não possuem organelas membranosas no citoplasma. Vamos admitir que as entidades mais complexas são aquelas possuidoras de mais componentes.

Estrutura do flagelo de uma bactéria Gram-negativa

 

Células eucarióticas: células mais complexas, possuidoras de envelope nuclear e várias outras organelas membranosas.

Envelope nuclear: também chamado carioteca. Consiste de uma membrana dupla, contendo poros e contínua com o retículo endoplasmático. Em outras palavras, um mesmo sistema membranoso forma a carioteca e o retículo endoplasmático.

Dentro do envelope nuclear se encontram, dentre outros componentes:

  • Nucléolo: estrutura contendo diversas macromoléculas, dentre as quais, componentes dos ribossomos e outras, que auxiliam na montagem dos ribossomos. Em outras palavras, é o sítio onde os ribossomos maturam.
  • Cromatina: moléculas de DNA associadas a diversas proteínas. A cromatina é o conjunto dos cromossomos.

Estrutura da célula animal

Estrutura da célula vegetal

Nessas células, o citoplasma é a porção localizada entre o envelope nuclear e a membrana plasmática. É constituído de:

  • Organelas membranosas e não membranosas. No segundo caso, podemos dizer que as organelas não membranosas são estruturas citoplasmáticas como os ribossomos e o citoesqueleto.
    • Cinesinas: As cinesinas são motores protéicos que têm a capacidade de se locomover usando microtúbulos como trilhos. Elas foram identificadas pela primeira vez nos axônios gigantes de lulas, transportando organelas membranosas. As proteínas dessa superfamília têm como único elemento unificador o domínio motor, que tem a capacidade de atrelar a hidrólise de ATP a modificações espaciais em sua estrutura.

Um dímero de sinesina liga-se ao microtúbulo e movimenta-se ao longo deste carregando uma proteína.

  • Citosol: solução contendo diversos solutos, como moléculas orgânicas, compostos iônicos e etc.

O citosol é uma solução saturada contendo diferentes tipos de moléculas, ocupa a maior parte do volume das células.

ORGANELAS E ESTRUTURAS CITOPLASMÁTICAS

Antes de listarmos as principais organelas e suas funções principais, é bom notar que, se imaginarmos as células como megafábricas, inferimos que essas megafábricas têm diversas máquinas e setores, como as linhas de produção de diversos produtos, controle de qualidade, reciclagem, eliminação dos dejetos e assim por diante. Na megafábrica celular, esses setores, com suas máquinas, podem ser representados pelas organelas.

Ribossomos

  • Organelas não membranosas responsáveis pela síntese de proteínas.
  • Presentes dispersas no citoplasma ou então aderidas à superfície de outra organela, o retículo endoplasmático granular.
  • Possuem duas subunidades, uma maior e uma menor, ambas constituídos por rRNA e proteínas.
  • Presentes nas células eucariontes e procariontes.

Os ribossomos usam uma fita de RNA mensageiro (RNAm) para sintetizarem fitas de RNA complementares, usando os aminoácidos transportados pela RNAt e vão se movendo ao longo dessa fita encaixando de 3 em 3 bases nitrogenadas, até encontrar um códon de parada.

 

Retículo endoplasmático: rede de túbulos, bolsas e cisternas membranosas que se estende pelo interior da célula. Cisternas são vesículas ou bolsas membranosas de formato achatado.

Retículo endoplasmático granular – REG

  • Apresentam ribossomos aderidos em sua superfície (os grânulos).
  • Envolvidos na síntese, transporte e modificação química de proteínas cujos principais destinos são os lisossomos, a membrana plasmática e a secreção celular. Essas proteínas começam a ser sintetizadas no citosol, porém, possuem uma sequência sinal de aminoácidos que fazem com que sua síntese continue no REG.

Retículo endoplasmático liso – REL

  • Não apresentam ribossomos.
  • Envolvidos na síntese de ácidos graxos, fosfolipídios e esteróides.
  • Possuem enzimas capazes de modificar e inativar substâncias tóxicas, drogas e álcool.
  • Nas células musculares essas organelas são chamadas de retículo sarcoplasmático e armazenam Ca+2 para a contração muscular.

Complexo de Golgi: conjunto de 6-20 cisternas empilhadas localizado próximo ao REG.

  • Modificação química e direcionamento de proteínas provenientes do REG aos seus destinos adequados (lisossomos, membranas e secreção).
  • Responsáveis pelo processo de secreção celular e renovação da membrana plasmática.
  • Produzem os lisossomos, os acrossomos dos espermatozóides e os vacúolos das células vegetais.
  • Também estão envolvidos na síntese de certos glicídios.

Sistema de endomembranas celular. O complexo Golgiense é representado como dobras na cor verde (visto na imagem acima).

Lisossomos: vesículas cujo interior têm enzimas digestórias e é mantido ácido (pH ~ 4,8) por bombas de H+ e Cl, responsáveis pelo processo de digestão intracelular. São originados a partir do complexo de Golgi.

  • Heterofagia: digestão de material capturado do meio externo via endocitose.
  • Autofagia: digestão de estruturas celulares degradadas ou em situações de carência nutricional, com o intuito de reutilizar/reaproveitar seus componentes. Nas células vegetais esse processo ocorre no vacúolo.

Os processos de digestão intracelular podem ser sucedidos pela clasmocitose ou defecação celular, que por sua vez se dá por exocitose.

  • Lisossomo primário: vesícula que brota do complexo de Golgi. Contém as enzimas digestórias, mas não está digerindo nada.
  • Lisossomo secundário: está digerindo algo. Resulta da fusão entre lisossomos primários e vacúolos contendo algo a ser digerido.

Peroxissomos: vesículas contendo diversas enzimas envolvidas em processos oxidativos.

  • Oxidação de ácidos graxos. Consiste na quebra parcial de ácidos graxos grandes, para que sejam utilizadas em processos do metabolismo energético.
  • Inativação de substâncias tóxicas (inclusive o álcool).
  • Essas reações envolvem a geração de espécies reativas de O2 (ROS – reactive oxygen species, também chamadas de radicais livres de oxigênio), moléculas de O2 com um elétron a mais, altamente reativas e que podem, por  isso, causar danos às células. Para eliminá-las, os peroxissomos as utilizam para gerar H2O2, que depois é degradado em H2O e O2.
  • Participam da formação da bile pelo fígado.
  • Acredita-se que essas organelas surjam como vesículas que brotam do retículo endoplasmático.

Citoesqueleto: consiste em uma rede extensa de filamentos e microtúbulos proteicos que se estende por toda a célula e tem as funções de definir e organizar a sua estrutura interna, atuar na adesão entre as células e as células e o meio extracelular, possibilita os movimentos celulares (como o movimento ameboide, contração e etc.) e o movimento de estruturas dentro das células como a ciclose.

  • Microtúbulos: túbulos constituídos da proteína tubulina. Têm as funções de dar suporte a célula, no sentido de determinar sua estrutura e a disposição de estruturas internas. Também estão envolvidos no processo de divisão celular (formação do fuso mitótico e citocinese centrípeta) e formação dos centríolos, cílios e flagelos. Podem fazer o papel de “trilhos”, sobre os quais as vesículas podem se deslocar.

Diagrama de um neurônio

  • Filamentos de actina: atuam em conjunto com filamentos de miosina, deslizando sobre eles de forma a promover a contração e distensão da célula ou de partes dela. Envolvidos na contração de células musculares, na ciclose (geração de correntes citoplasmáticas capazes de mover estruturas no interior da célula) e no movimento amebóide (que se dá a partir de projeções citoplasmáticas chamadas pseudópodes). Também fornecem suporte estrutural às células.
  • Filamentos intermediários: possuem diâmetro intermediário entre os microtúbulos e filamentos de actina. Dão suporte mecânico a membrana plasmática nos locais onde ela forma junções com células vizinhas ou com a matriz extracelular (desmossomos e hemidesmossomos). Também constituem a lâmina nuclear, que dá suporte a carioteca.

Centrossomos: os centrossomos ou centros organizadores de microtúbulos são organelas não membranosas, constituídas de uma matriz de fibras de proteínas de onde partem microtúbulos. Dentre suas funções, participam do processo de divisão celular, pois formam uma rede de microtúbulos que movimenta cromossomos, o chamado fuso mitótico. Geralmente há um por célula, localizado próximo do núcleo. Nas células animais, os centrossomos possuem um par de centríolos.

Centríolos: cada centríolo é uma estrutura tubular composta por nove trios de microtúbulos. As células eucariontes animais apresentam os centríolos em duplas, com os dois dispostos perpendicularmente no centrossomo.  Acredita-se que os centríolos estejam envolvidos no processo de divisão celular e na formação de cílios e flagelos. É importante notar que nem todas as células eucarióticas apresentam centríolos, destacadamente, as dos vegetais superiores (gimnospermas e angiospermas).

Cílios: diversos prolongamentos citoplasmáticos envolvidos na locomoção, captura de alimentos ou até mesmo na remoção de partículas de sujeira das vias aéreas e deslocamento dos óvulos (na verdade, ovócitos II) ao longo das tubas uterinas. Consistem em um par central de microtúbulos rodeado por nove pares incompletos de microtúbulos, sendo esse conjunto envolto pela membrana plasmática. Originam-se a partir de centríolos que migram para a periferia da célula.

Flagelos: semelhantes aos cílios só que mais longos e presentes em menor número. As células procariontes também apresentam flagelos, porém, de estrutura distinta, no qual o filamento é um tubo de proteínas possuindo, em sua base, um motor proteico capaz de movimentá-lo.

A figura acima mostra a estrutura dos centríolos, cílios e flagelos. Os círculos verdes na parte superior e os azuis, na parte inferior, representam microtúbulos.

Mitocôndrias

  • São as principais responsáveis pela síntese de ATP na célula.
  • Possuem duas membranas, material genético e ribossomos próprios. Sendo esses ribossomos mais semelhantes aos ribossomos das células procariontes.
  • Podem se duplicar (com o auxílio do retículo endoplasmático).
  • Devido às características supracitadas, que tornam as mitocôndrias semelhantes aos organismos procariontes, acredita-se que essas organelas tenham origem endossimbiótica, ou seja, são, na verdade, descendentes de organismos procariontes que foram fagocitados no passado distante, mas não foram digeridos. Permaneceram nas células visto que conferem vantagens adaptativas devido ao fato de produzirem ATP de maneira bastante eficiente. A membrana interna da mitocôndria poderia ser a membrana do procarionte e a membrana externa, a de um fagossomo.

Diagrama de uma mitocôndria humana

 

As organelas a seguir estão presentes apenas nas células vegetais, porém, note que isso não significa que as células vegetais sejam necessariamente mais complexas que as células animais. Ocorre que algumas estruturas das células animais normalmente não são destacadas no ensino médio. Cabe também ressaltar que as células eucariontes mais complexas são as dos protoctistas (protozoários e outros).

Cloroplastos

  • Plastos são organelas possuidoras de duas membranas, presentes apenas nas células vegetais, que se desenvolvem e se especializam para exercer funções específicas:
  • Leucoplastos: armazenam substâncias, como o amido, proteínas ou lipídios, dependendo do tipo de leucoplasto.
  • Cromoplastos: são os que armazenam pigmentos, como os cloroplastos, possuidores de clorofila, pigmento responsável pela captação da energia luminosa no processo de fotossíntese.
  • Presentes nas células das plantas e das algas. Responsáveis pelo processo fotossintético.
  • Têm várias características similares às das mitocôndrias: também possuem duas membranas, material genético e ribossomos próprios e também são capazes de se duplicar. Por isso, acredita-se que os cloroplastos também tenhamorigem endossimbiótica.

Vacúolos das células vegetais (muitas vezes chamados apenas de vacúolos): são grandes bolsas membranosas, presentes apenas nas células vegetais, que podem ocupar até 80 % do volume da célula. As membranas dos vacúolos são chamadas  tonoplastos.

  • Podem armazenar substâncias potencialmente tóxicas.
  • Pode-se pensar nos vacúolos como sendo lisossomos secundários especializados gigantes, pois também têm o interior mantido ácido, contêm enzimas digestórias e efetuam digestão intracelular.

Parede celular: camada externa à membrana plasmática que mantém a forma da célula e pode protegê-la contra danos, inclusive o rompimento devido à turgidez. Constituída de celulose, proteínas e outros polissacarídeos.

Veja também

http://ed.ted.com/lessons/the-operating-system-of-life-george-zaidan-and-charles-morton
http://ed.ted.com/lessons/how-we-think-complex-cells-evolved-adam-jacobson
(Têm legendas em língua portuguesa).

REFERÊNCIAS

Alberts et al. Molecular Biology of the Cell. 5th Ed. Garland Science. 2008.
Amabis & Martho. Biologia das Células. Moderna. 2004.
Campbell et al. Biology. 7th Ed. Benjamin-Cummings. 2005.
Catani et al. Ser Protagonista Biologia – Volume 1. Edições SM.
Freixo. Centrosome biogenesis and number: mechanisms of control – Determination of SAK/PLK4 interactors. Dissertação de Mestrado. Universidade de Lisboa. 2009.
Friedman et al. ER tubules mark sites of mitochondrial division. Science. 334:358-62, 2011.
Lehninger et al. Principles of Biochemistry. 4th Ed. WH Freeman. 2004.
Lodish et al. Molecular Cell Biology. 5th Ed. WH Freeman. 2003.
Tabak et al. Peroxisomes: Minted by the ER. Current Opinion in Cell Biology. 2008, 20:393–400.

Créditos: Maximiliano Mendes

Fontes:

https://en.wikipedia.org/wiki/Reactive_oxygen_species
https://en.wikipedia.org/wiki/Beta_oxidation#Oxidation_in_peroxisomes

Transcendent Man (O homem transcendente) – Ray Kurzweil – Documentário Completo

Raymond Kurzweil, mais conhecido como Ray, é um inventor e cientista dos Estados Unidos. Em 1968, ainda estudante do MIT, Kurzweil fundou uma empresa que usava um programa de computador para combinar estudantes de ensino médio com universidades. Ele comparava milhares de critérios sobre cada instituição de ensino com respostas de questionários respondidos pelo próprio estudante. Aos vinte anos, vendeu sua empresa para a Harcourt, Brace & World por cem mil dólares mais royalties. Raymond recebeu BS em ciência da computação e literatura em 1970.

Ray, tem planos ousados de viver para sempre e segue uma dieta radical tomando 200 comprimidos com suplementos alimentares todos os dias. Atualmente sua principal atividade é reuniões, palestras e pesquisas sobre o momento onde atingiremos a singularidade em nosso avanço tecnológico.

Segue e-books recomendados

The Age of Spiritual MachinesThe Singularity Is NearTranscendHow to Create a Mind

Obs: leitor de Epub Mac/PC- Adobe Digital Editions

No dispositivo móvel recomendo: Bookari Free Epub PDF Leitor

Créditos: Consciência Universal

Fonte Ebooks: Avxsearch.se

LINGUAGEM CONSEGUE DIAGNOSTICAR PARKINSON, ELA E ESQUIZOFRENIA ANTES DE TESTES LABORATORIAIS.

O uso da IA (inteligência artificial), com avançados métodos de diagnóstico médico identificará problemas de saúde via comunicação falada. Ao falarmos com esses dispositivos um pré-diagnóstico de doenças relacionadas estará disponível em breve…

Vírus HIV pode ter partido de Kinshasa (RDC África)

Vírus HIV

A pandemia do HIV hoje deve ter começado sua expansão global a partir de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), de acordo com um novo estudo publicado na Science. (divulgação).

Uma equipe internacional de cientistas, das Universidades de Oxford e Leuven, reconstruiu a história genética do HIV-1 grupo M pandêmica, o evento viu o HIV se espalhar pelo continente Africano e ao redor do mundo e concluiu que se originou em Kinshasa. A análise da equipe sugere que o ancestral comum do grupo M é altamente provável de ter surgido em Kinshasa por volta de 1920 (com 95% das datas estimadas entre 1909 e 1930).

O vírus HIV é conhecido por ter sido transmitido a partir de primatas e macacos para seres humanos – pelo menos 13 vezes – mas apenas um destes acontecimentos de transmissão originou uma pandemia humana. Foi somente com o evento que levou ao HIV-1 grupo M fez a pandemia ocorrer, resultando em quase 75 milhões de infecções até o momento. A análise da equipe sugere que, entre os anos 1920 e 1950, uma tempestade perfeita de fatores: incluindo o crescimento urbano, fortes ligações ferroviárias durante o domínio colonial belga, e alterações no comércio do sexo, combinaram para facilitar o HIV emergir em Kinshasa e se espalhar pelo globo.

Um relatório da pesquisa foi publicado na revista Science desta semana

Até agora, a maioria dos estudos têm tido uma abordagem genética fragmentada da história do HIV, olhando particularmente os genomas do HIV em locais específicos – disse o professor Oliver Pybus do Departamento da Universidade de Oxford de Zoologia -, um autor sênior desta pesquisa. Pela primeira vez nós analisamos toda a evidência disponível, utilizando as mais recentes técnicas filogeográficas, que nos permitem estimar estatisticamente, de onde um vírus vem. Isto significa que podemos dizer com um alto grau de certeza onde e quando a pandemia do HIV se originou. Parece uma combinação de fatores em Kinshasa, no início do século 20 que criou uma “tempestade perfeita” para o surgimento do HIV, levando a uma epidemia generalizada com impulso irrefreável que desenrolou em toda a África subsaariana.

Nosso estudo exigiu o desenvolvimento de um quadro estatístico para reconstruir a propagação do vírus através do espaço e tempo de suas sequencias do genoma”, disse o professor Philippe Lemey da Universidade do Instituto Rega de Leuven, outro autor sênior da pesquisa. “Uma vez que as origens espaços-temporais da pandemia fossem claras, pudemos comparar com os dados históricos e tornou-se evidente que a disseminação precoce do HIV-1 a partir de Kinshasa para outros centros populacionais seguiram padrões previsíveis.

RDC

Localização da República Democrática do Congo. (divulgação).

Um dos fatores analisados pela equipe sugere que a chave para as origens da epidemia do HIV eram ligações de transportes da RDC, em especial os seus caminhos ferroviários, que fez Kinshasa um dos melhores centros de conexão para todas as cidades da África Central.

Os dados de arquivos coloniais nos dizem que até o final de 1940 mais de um milhão de pessoas viajaram por Kinshasa nas estradas de ferro a cada ano, disse o Dr. Nuno Faria, do Departamento de Zoologia, primeiro autor do estudo da Universidade de Oxford. Nossos dados genéticos nos dizem que o HIV rapidamente se espalhou pela República Democrática do Congo (um país do tamanho da Europa Ocidental), viajando com as pessoas ao longo de ferrovias e hidrovias para chegar a Mbuji-Mayi e Lubumbashi, no extremo sul e Kisangani, no extremo Norte até o final da década de 1930 e início dos anos 1950. Isso ajudou a estabelecer focos secundários precoces de transmissão do HIV-1 em regiões que estavam bem ligadas a países da África Austral e Oriental. Nós pensamos na possibilidade das mudanças sociais em torno da independência, em 1960, viram o vírus se dividir a partir de pequenos grupos de pessoas infectadas para infectar a população em geral e, eventualmente, o mundo.

Foi sugerido que o crescimento demográfico ou diferenças genéticas entre HIV-1 grupo M e outras cepas podem ser fatores importantes no estabelecimento da pandemia do HIV. No entanto evidências da equipe sugerem que, ao lado do transporte, mudanças sociais, tais como mudanças de comportamento dos profissionais do sexo e iniciativas de saúde pública contra outras doenças que levaram ao uso inseguro de agulhas, pode ter contribuído, para transformar o HIV em uma epidemia de máxima transmissão, apoiada nas ideias originalmente apresentadas pelo coautor do estudo Jacques Pepin da Universidade de Sherbrooke, no Canadá.

O Professor Oliver Pybus disse: nossa pesquisa sugere que procurando o animal original para transmissão humana do vírus (provavelmente através da caça ou a manipulação de carne na mata), houve apenas uma pequena “janela” durante a era colonial belga, desta estirpe particular de HIV, ter surgido e se espalhar em uma pandemia. Entretanto, foram os sistemas de transporte dos anos 1960, como as ferrovias, permitiram ao vírus se espalhar para grandes distâncias metropolitanas e se transformar em uma pandemia.

A equipe diz que mais pesquisas serão necessárias para compreender o papel que diferentes fatores sociais podem ter desempenhado nas origens da pandemia do HIV; em especial, a investigação sobre espécimes nos arquivamentos para estudar as origens e evoluções do HIV e pesquisas sobre a relação entre a transmissão da hepatite C e o uso de agulhas inseguras como parte de iniciativas de saúde pública, possibilitando mais pistas sobre as condições que facilitaram espalhar amplamente o HIV.

Fonte: Universidade de Oxford

Cientistas conseguem gerar embriões clonados de células de pessoas adultas

Primeira célula humana clonada com sucesso

Clique na imagem para acessar a documentação da pesquisa. (Divulgação).

Cientistas criaram embriões clonados a partir das células de dois adultos. Essa façanha é a primeira evidência concreta de que é possível criar clones a partir de células retiradas de seres humanos adultos. A ideia é que no futuro os médicos poderão criar embriões clonados de pacientes quando estes precisarem de um transplante de órgãos, ou um conjunto de novas células do sistema imunológico. Os embriões clonados serviriam como uma fonte de células-tronco para a criação de transplantes perfeitamente personalizados, não importando a idade dessas pessoas.

Os pesquisadores que fizeram os clones ainda deram uma demonstração preliminar deste futuro, como relata o The Wall Street Journal. Os investigadores utilizaram os clones, obtidos a partir de células retiradas da camada dérmica da pele de uma pessoa de 35 anos de idade, e outra de 75 anos de idade, para gerar os tecidos, incluindo as células do coração. A pesquisa foi conduzida por cientistas nos EUA e Coreia do Sul. Foi financiado, em parte, pelo governo coreano. Provavelmente levará décadas de pesquisa adicional para moldar esses tecidos em algo que é transplantável em pessoas, além de estudos para mostrar se tais transplantes são seguros.

Embriões clonados é apenas uma maneira de os cientistas buscarem criar terapias com células-tronco personalizadas para as pessoas. Outros laboratórios também fazem órgãos de reposição por transformar células da pele das pessoas em células-tronco usando um coquetel de genes. Essa técnica não requer o uso de embriões ao longo do caminho, por isso é menos controverso entre alguns. Ainda não está claro qual técnica acabará funcionando melhor, embora recentemente, tenha havido muito mais pesquisas sobre as técnicas não embrionárias.

A recente pesquisa com embriões clonados significa que cientistas podem agora criar pessoas clonados? Especialistas em células-tronco dizem que ainda há um longo caminho até isso ser possível. É difícil obter embriões clonados que sobrevivam até o nascimento.

Os cientistas já conseguiram clonar: ovelhas, gatos, cães, bezerros, lobos, macacos, etc.

Fonte: Popular Science

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking 1 a 5 – BBC 2011 HD

O professor Stephen Hawking apresenta uma análise global das descobertas científicas que estão transformando as nossas vidas no século XXI. Com a ajuda de alguns dos maiores nomes do mundo científico – incluindo David Attenborough, Richard Dawkins, Aarathi Prasad, Lord Winston e Maggie Aderin-Pocock – esta série em cinco episódios revela como a ciência está em busca do próximo avanço da humanidade.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 01 – Máquinas

A equipe mostra avanços na tecnologia e engenharia que estão criando uma nova geração de máquinas. Mark Evans conecta seu cérebro a um computador, para testar um novo tipo de máquina. Kathy Sykes percorre as ruas de São Francisco enquanto experimenta o futuro dos transportes, o carro sem motorista. Na Itália, Jim Al-Khalili fica frente a frente com o incrível robô chamado iCub, que aprende como uma criança. Joy Reidenberg revela o extraordinário exoesqueleto que pode fazer os paraplégicos andarem e pode dar a um homem a força de três. Nas Ilhas Canárias, Maggie Aderin-Pocock visita um dos maiores telescópios mundiais, que procura por novos planetas nos rincões mais distantes do Universo – planetas que um dia poderemos colonizar.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 02 – Saúde

Os especialistas examinam como os cientistas estão lutando por nossa sobrevivência, combatendo as doenças que mais matam no mundo. A bióloga Aarathi Prasad junta-se a caçadores de vírus nas selvas africanas, Robert Winston vê, em primeira mão, como os cirurgiões do futuro poderiam ser robôs, e Richard Dawkins investiga o meio pelo qual os distúrbios cerebrais podem um dia ser tratados com o uso da luz do laser e de neurônios modificados geneticamente. A anatomista Joy Reidenberg descobre duas soluções possíveis para a malária e – o mais extraordinário de tudo – Aarathi Prasad conhece uma mulher cuja vida foi salva por um novo tratamento revolucionário contra o câncer, no qual todo paciente recebe um coquetel personalizado de drogas.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 03 – Tecnologia


Os especialistas exploram como a tecnologia do século XXI está moldando nosso futuro ao mudar o modo como vivemos, nosso modo de se comunicar e nossa percepção do Universo. A física Kathy Sykes investiga como os nossos celulares podem dar aos especialistas acesso aos nossos hábitos e atos: um admirável mundo novo no qual é difícil manter segredo, mas onde os planejadores urbanos podem construir cidades em torno de nossas necessidades. O designer Max Lamb testemunha o surgimento de uma nova era na produção onde lasers imprimem objetos em 3D, e Stephen Hawking traça a ascensão de um antigo empresário da internet que está transformando a exploração espacial. A cientista ambiental Tara Shine visita uma cidade experimental no deserto onde as pessoas podem se deslocar em carros sem motorista, e Kathy Sykes desce 2 km rumo às profundezas da Terra para investigar como os cientistas estão usando a tecnologia para estudar as partículas mais misteriosas do Universo.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 04 – Meio ambiente


A ciência vira super-herói na luta para salvar o planeta e preservar a raça humana. Na Califórnia, o físico Jim Al-Khalili observa como o poder do maior laser do mundo pode criar combustível para atender a todas as nossas necessidades, enquanto em Longleat, Sir David Attenborough ajuda a coletar DNA de uma elefanta para a Arca Congelada – um projeto para salvar todas as espécies do mundo da extinção. Mark Evans descobre um cientista na Holanda que desenvolve carne de porco em uma placa de Petri, um meio de alimentar o mundo e liberar a terra dos animais de pasto. Jim Al-Khalili também conhece um cientista na Louisiana que acha que descobriu um micróbio que pode ajudar a limpar vazamentos de petróleo, e Maggie Aderin Pocock vislumbra a face do Sol no laboratório solar da NASA, onde eles estão aprendendo a prever tempestades solares. Do banco de DNA do Museu de História Natural aos igarapés da Louisiana, o programa celebra as iniciativas extraordinárias dos cientistas para preservar o nosso futuro.

Admirável Mundo Novo com Stephen Hawking – Episódio 05 – Biologia

Os especialistas revelam as incríveis descobertas que estão transformando a resistência e a força do corpo humano. Mark Evans junta-se a bioprospectores na Amércia Central explorando as reservas intactas dos oceanos em busca de remédios, Aarathi Prasad conhece idosas que podem ter o segredo de uma vida longa e saudável, e Robert Winston investiga como nosso comportamento pode influenciar os genes das futuras gerações de maneiras inimagináveis. Roberta Bondar, astronauta e neurologista, explora a nova ciência da regeneração cardíaca – cientistas, em Dallas, descobriram que ratos recém-nascidos conseguem regenerar o próprio coração, será que isso funcionaria no ser humano? Por fim, Richard Dawkins e Aarathi Prasad celebram os feitos da biologia sintética e o trabalho de um homem que descobriu como fazer a bactéria E. Coli produzir diesel. Do litoral do Pacífico às nevascas do Canadá, o programa investiga como os cientistas estão usando os segredos de nossas células para mudar a vida.

Créditos: JoseGabr1el