Conceitos básicos em matemática (noção de primitivas)

Na foto da Big Lousa (grande quadro em sala de aula), podemos perceber a matemática expressada em toda a sua magnitude. Créditos foto (internet).

O que é Matemática?

É a ciência do raciocínio lógico e abstrato, que estuda quantidades, medidas, espaços, estruturas, variações e estatísticas. Também é a ciência mais importante em razão de ser a fundamentação do conhecimento. Toda base tecnológica é fundamentada em matemática, caso sua aprendizagem seja deficitária ficaria muito difícil avançar na aquisição de conhecimento, compreendendo todas as áreas estudadas.

Conceitos básicos

A matemática não existe na natureza, é uma tremenda invenção do pensamento, um produto da cultura que foi amplamente inspirado pela natureza, especialmente durante a gestação da matemática na Suméria. Em contraste com a realidade e em contraste com os fenômenos naturais, a matemática é puramente conceitual. Certos objetos da natureza e certos fenômenos naturais, como o horizonte, favos de mel hexagonais, ritmos naturais, objetos em número ou ondas na superfície da água, podem sugerir que a matemática existe na natureza. De fato, esses objetos e esses fenômenos, chamados de naturais, são irregulares, imperfeitos e não devem ser confundidos com objetos matemáticos perfeitos e que obedecem às leis estritas: a matemática simplifica construindo conjuntos de objetos matemáticos, os quais têm as mesmas propriedades. (1)

Realidade e natureza

Por exemplo, a matemática defende que todos os indivíduos, que fazem parte de uma população de bactérias, são semelhantes; enquanto cada bactéria está em sua condição adequada, a qual difere da seguinte (condição fisiológica, interação com seu ambiente próximo, possível interdependência); mas sem essas simplificações da realidade, o estudo de bactérias seria impossível e o Universo seria ininteligível para nós. (1)


Este é um restabelecimento do antigo princípio latino Pars Pro Toto (verdadeiro para a parte significa verdadeiro para o todo). No entanto, o princípio do PPT é verdadeiro em matemática: em um conjunto matemático, todos os elementos são isomórficos (idênticos) e isonômicos (obedecem às mesmas leis), a menos que o conjunto seja particionado de alguma maneira. (1)


Por não existir na natureza, a matemática tem uma integridade interessante: ao contrário da política, economia, arte e filosofia, não há matemática de esquerda ou de direita; não há matemática aliada ao marxismo, nem fiel a nenhuma religião em particular; e também não favorece nenhuma cultura, espécies ou espécie em particular. Por sua própria essência, a matemática proíbe pontos de vista ideológicos, atitudes intelectuais, preconceitos ou convicções predeterminadas. Em sua aparente frieza, a matemática é vertical, mas não neutra, porque fica na linha de frente na luta contra o analfabetismo (sem conhecimento mínimo) e o obscurantismo (crença em inexistentes), na medida em que é uma maneira verdadeiramente excepcional de entender e inventar coisas. (1)

A origem da matemática

Algumas formas matemáticas muito básicas emergem no início do neolítico, AEC 7000 anos atrás; suas origens, em várias culturas, são diversas, poligênicas. No Curdistão iraquiano, estratos arqueológicos desse período retornaram pequenas cerâmicas esféricas, cilíndricas ou cônicas, chamadas de cálculos, destinadas a manter contas. Os cálculos parecem ser os arquivos contábeis mais antigos. Assim, eles deram origem a um sistema com um futuro promissor: administração. Deveria ser visto como um passo em direção à abstração, porque os cálculos já eram representações quantificadas e codificadas. No início da era neolítica, com esse modelo aritmético pequeno e elementar representado pelos cálculos, nossos ancestrais inventaram um dos primeiros modelos matemáticos. Seixos pintados, encontrados em Mas-d’Azil em Ariège (França, 9000 AEC), são interpretados como auxiliares de memória e provável precursor de cálculos. (1)

Artefatos matemáticos

A ideia aqui é combinar matemática e natureza, a fim de avaliar algum aspecto deste último, usando conceitos e modelos matemáticos. Nota importante: os artefatos matemáticos representam a realidade, mas não são a realidade: essa é precisamente a diferença entre realidade e artefatos matemáticos. (1)

Elementos primitivos

Em matemática, lógica, e sistemas formais, uma noção primitiva é um conceito indefinido. Em particular, a noção primitiva não é definida em termos de conceitos previamente definidos, é apenas motivada informalmente, geralmente por um apelo à intuição e a experiência cotidiana. Em um sistema axiomático ou outro sistema formal, o papel de uma noção primitiva é análoga ao de um axioma; portanto, é muito importante! Teorias formais não podem prescindir (vir sem ou ignorar) noções primitivas, sob pena de regresso ao infinito (circularidade).

Um ponto é aquilo que não tem partes.

Euclides: Os Elementos, Livro I.

Neste livro, o conceito de “ponto” não é primitivo, pois é definido por meio do conceito de “parte” que é primitivo, não recebe definição.
Um conceito pode ser primitivo em um contexto mas não em outro. Como exemplo, em psicologia, as cores geralmente são conceitos primitivos, pois o significado das cores provém unicamente do sentido da visão (e portanto a única maneira de ensinar o que significa precisamente a palavra azul, é mostrando algo dessa cor), mas no contexto da física, elas têm definições em termos de comprimentos de ondas eletromagnéticas.

Clique na foto ao lado para baixar o Livro em PDF. Créditos Unesp: archive.org

Conceitos primitivos formam a base representativa da matemática, são eles:

Espaço e subespaço

Espaços são possibilidades existências seja no sentido: físico, matemático, conceitual ou filosófico, representativo, etc. Todo espaço contém subespaços em seu interior. Nada pode existir fora de um espaço e a nossa capacidade de conhecer depende de um espaço que começa vazio. Em física o espaço não vem sozinho, é mesclado com o tempo para formar o espaço-tempo. {RC}.

Foi nossa capacidade cognitiva que ao inventar a ciência matemática nos proporcionou essa maravilhosa concepção. (consulte BEM-FUNDADO).

{RC}.

Obs: as leis/regras/lógicas/abstrações da matemática foram inventadas por nós no decorrer de milênios da evolução de nosso raciocínio, enquanto as leis da física foram descobertas. Um exemplo é o número Zero = 0, inventado há mais ou menos 2600 anos.

Espaços também podem ser:

Representação

Na teoria dos conjuntos representamos os espaços da seguinte forma:

{ espaço aberto

} espaço fechado

{ } espaço vazio ou ∅

{ { } } um espaço com subespaço interior

{∅} espaço vazio topológico

Ponto

Em Matemática, particularmente na Geometria e na Topologia, um ponto {.} é uma noção primitiva pela qual outros conceitos são definidos. Um ponto determina uma posição no espaço. Na Geometria, pontos não possuem volume, área, comprimento ou qualquer dimensão semelhante. Assim, um ponto é um objeto de dimensão 0 (zero). Um ponto também pode ser definido como uma esfera de diâmetro zero.

Geometria euclidiana

Nos Elementos de Euclides, um ponto é definido como “o que não tem partes”. Isto significa: o que caracteriza um ponto é a sua posição no espaço. Com o aparecimento da geometria analítica, passou a ser possível referir-se a essa posição através de coordenadas.

Geometria projetiva

Na geometria projetiva, um ponto é um elemento de um espaço projetivo, ou seja, é uma reta.

Topologia

Em topologia, um espaço topológico é um conjunto de pontos, aos quais está associada uma noção de proximidade. No entanto, existe uma abordagem recente da topologia, chamada a topologia sem pontos, que estuda os espaços topológicos sem se referir aos pontos que os constituem. Esta abordagem enquadra-se na teoria das categorias.

Reta

A linha reta é aquela que se estende igualmente entre seus pontos, podemos afirmar que é uma medida (distância) entre pontos.

As retas vermelha e azul neste gráfico têm o mesmo declive; as retas vermelha e verde têm a mesma interceptação em y (cruza o eixo y no mesmo local).

Curva

Uma espiral, um exemplo simples de curva.

Tecnicamente, uma curva é o lugar geométrico ou trajetória seguida  por um ponto que se move de acordo com uma ou mais leis especificadas, neste caso, as leis comporão uma condição necessária e suficiente para a  existência do objeto definido. Frequentemente há maior interesse nas  curvas em um espaço euclidiano de duas dimensões (curvas planas) ou três dimensões (curvas espaciais). Em tópicos diferentes dentro da matemática o termo possui  significados distintos dependendo da área de estudo, então o sentido  exato depende do contexto. Um exemplo simples de uma curva é a espiral,  mostrada acima à esquerda. Um grande número de outras curvas já foi bem estudado em diversos campos da matemática.

Plano (geometria)

Um plano é um ente primitivo geométrico infinito à duas dimensões. Nos Elementos de Euclides, não possui definição enquanto conceito genérico. Mas um plano qualquer é definido, ou determinado, de várias formas equivalentes. Na foto ao lado vemos três planos paralelos.

Acima da esquerda para a direita: o quadrado, o cubo e o tesserato. O quadrado bidimensional (2d) é delimitado por linhas unidimensionais (1d); o cubo tridimensional (3d) por áreas bidimensionais; e o tesserato quadridimensional (4d) por volumes tridimensionais. Para exibição em uma superfície bidimensional, como uma tela, o cubo 3D e o tesserato 4d exigem projeção.

Dimensão

Na física e na matemática, a dimensão de um espaço matemático (ou objeto) é informalmente definida como o número mínimo de coordenadas necessárias para especificar qualquer ponto dentro dela. Assim, uma reta  tem uma dimensão de um (1) porque apenas uma coordenada é necessária  para especificar um ponto nela – por exemplo, o ponto no 5 em uma reta  numérica. Uma superfície como um plano ou a superfície de um cilindro ou esfera tem uma dimensão de dois porque duas coordenadas são necessárias para especificar um ponto nela – por exemplo, uma latitude e uma longitude são necessárias para localizar um ponto na superfície de uma esfera. O interior de um cubo, um cilindro ou uma esfera é tridimensional porque são necessárias três coordenadas para localizar um ponto dentro desses espaços.

As primeiras quatro dimensões espaciais, representadas em uma figura bidimensional.
  1. Dois pontos podem ser conectados para criar um segmento de reta.
  2. Dois segmentos de linha paralela podem ser conectados para formar um quadrado.
  3. Dois quadrados paralelos podem ser conectados para formar um cubo.
  4. Dois cubos paralelos podem ser conectados para formar um tesserato.

Na mecânica clássica, espaço e tempo  são categorias diferentes e referem-se a espaço e tempo absolutos (conceitos superados pela física da relatividade e pela mecânica quântica). Essa concepção de mundo é um espaço de quatro dimensões, mas não o que foi  considerado necessário para descrever o eletromagnetismo. As quatro dimensões do espaço-tempo consistem em eventos que não são absolutamente definidos espacial e temporalmente, mas são conhecidos em relação ao movimento de um observador. O espaço de Minkowski primeiro se aproxima do universo sem gravidade; as variedades pseudo-riemannianas da relatividade geral descrevem o espaço-tempo com a matéria e a gravidade. Dez dimensões são usadas para descrever a teoria das cordas, onze dimensões podem descrever a supergravidade e a teoria-M, e o espaço de estados da mecânica quântica é um espaço de função de dimensão infinita. O conceito de dimensão não se restringe a objetos físicos. Espaços de alta dimensão frequentemente ocorrem na matemática e nas ciências. Eles podem ser espaços de parâmetros ou espaços de configuração, como na mecânica lagrangiana ou hamiltoniana; estes são espaços abstratos, independentes do espaço físico em que vivemos.

Um sistema de coordenadas cartesianas de três dimensões.

Obs: É importante observar que a dimensão está vinculada à forma como o espaço se apresenta.

Tesserato e Hipercubo

Um tesserato (ou tesseracto), octácoro regular ou hipercubo de quatro dimensões é um polícoro (polítopo de quatro dimensões) regular, é o polícoro dual do Hexadecácoro e é análogo ao cubo (que é um poliedro, um polítopo de três dimensões) e ao quadrado (que é um polígono, um polítopo de duas dimensões). Um octácoro apresenta vértices (pontos), arestas (linhas), faces (planos) e células (sólidos).

Para representarmos geometricamente um hipercubo de quarta dimensão, devemos fazer uso da analogia: para formarmos um quadrado, unimos dois segmentos de reta paralelos e de mesmo comprimento através de seus extremos por outros dois outros segmentos de reta. Para representarmos um cubo, unimos os vértices de dois quadrados por quatro segmentos de reta. Para representarmos um hipercubo, unimos todos os vértices de dois cubos por segmentos de reta, conforme sugere a imagem ao lado.

O Tesserato é um cubo projetado em 4 dimensões.

O tesserato é um análogo ao quadrado e ao cubo, mas com quatro dimensões. Para entendermos a quarta dimensão, é necessário relembrarmos rapidamente alguns conceitos de geometria. O primeiro conceito é o ponto. Um ponto é a representação geométrica de posição no espaço, e não possui dimensões (nem altura, nem comprimento, nem profundidade); ou seja, é impossível “medir” um ponto. Um ponto que se move em uma direção gera um segmento de reta. Uma linha que se desloca produz ou uma linha mais longa, ou uma área, se ela se move em direção perpendicular à sua direção anterior, ela gera um retângulo; e, se a distância for a mesma que, a que o ponto se deslocou, um quadrado. Um quadrado, movendo-se nesta mesma distância em uma direção perpendicular, gera um cubo. Para mover o cubo, não podemos visualizar em que direção ele se moveria, assim como uma terceira dimensão seria invisível a habitantes presos à superfície de uma mesa, mas supondo-se que existisse uma direção perpendicular às três dimensões, e que o cubo se deslocasse nesta dimensão da mesma distância padrão, a figura gerada seria um tessarato.

Bijeção e função bijetiva

Uma função bijetiva, função bijetora, correspondência biunívoca ou bijeção, é uma função injetiva e sobrejetiva (injetora e sobrejetora).

Uma função bijetiva injetiva e sobrejetiva ao mesmo tempo).

Função injetiva, mas não sobrejetiva (portanto não é bijetiva).

Função sobrejetiva, mas não injetiva (portanto não é bijetiva).

Função nem injetiva nem sobrejetiva (portanto não é bijetiva).

Cardinalidade

Na matemática, a cardinalidade de um conjunto é uma medida do “número de elementos do conjunto”. Por exemplo, o conjunto A={2,4,6,8,10} contém 5 elementos e por isso possui cardinalidade 5. Existem duas abordagens para cardinalidade – uma que compara conjuntos diretamente, usando funções bijetoras e funções injetoras, e outra que usa números cardinais.


Obs: A cardinalidade de um conjunto A é usualmente denotada |A|, com uma barra vertical de cada lado; trata-se da mesma notação usada para valor absoluto, por isso o significado depende do contexto.

Comparação de conjuntos

Caso 1: |A|=|B|

Dois conjuntos A e B possuem a mesma cardinalidade se existe uma bijeção, ou seja, uma função que seja simultaneamente injetora e sobrejetora, entre eles. Por exemplo, o conjunto E={0, 2, 4, 6, …} dos números pares não-negativos tem a mesma cardinalidade do conjunto N={0, 1, 2, 3, …} dos números naturais, uma vez que a função f(n)=2n é uma bijeção de N para E.

Caso 2: |A|≥|B|

|A|tem cardinalidade maior ou igual que a cardinalidade de B se existe uma função injetora de A para B.

Caso 3: |A|>|B|

|A| tem cardinalidade estritamente maior do que a cardinalidade de B se existe uma função injetora de A para B, mas não existe nenhuma função bijetora de B para A.

Obs: Em teoria dos conjuntos, dois conjuntos são equipotentes se possuem a mesma cardinalidade; ou seja, se há uma bijeção entre os conjuntos.

Dedekind-infinito

Na matemática, especialmente na teoria de conjuntos, um conjunto A é Dedekind-infinito ou infinito de Dedekind se A é equipotente a um subconjunto próprio. Um conjunto é Dedekind-finito se ele não é Dedekind-infinito. O nome provém do matemático alemão Richard Dedekind, que definiu “infinito” dessa maneira no seu famoso artigo de 1888, o que são e o que precisam ser os números.

Infinito

Infinito (do latim infinítu, símbolo: ∞) é a qualidade daquilo que não tem fim. O símbolo de infinito ∞ é por vezes chamado de lemniscata, do latim lemniscus. John Wallis é creditado pela introdução do símbolo em 1655 no seu De sectionibus conicis. Uma conjectura sobre o porquê ter escolhido este símbolo é ele derivar de um numeral romano para 1000 que, por sua vez foi derivado do numeral etrusco para 1000, que se assemelhava a CIƆ e era por vezes usado para significar “muitos”. Outra conjectura é que ele deriva da letra grega ω – Omega – a última letra do alfabeto grego. Também, antes de máquinas de composição serem inventadas, ∞ era facilmente impresso em tipografia usando o algarismo 8 deitado sobre o seu lado.

Referências Bibliográficas

A vida do elétron está na casa dos 66000 Yotta anos (6.6×10^28 anos) – Physicsworld – Laboratório Borexino Itália

Johnston-borexino

O detector Borexino compreende 300 toneladas de um líquido orgânico que é focalizado por 2212 fotomultiplicadores. (Cortesia: Borexino Collaboration).

A melhor medida conseguida da vida do elétron sugere que uma partícula existente hoje provavelmente ainda estará presente nos próximos 66.000 yotta-anos (6.6 × 10^28 anos), que é cerca de cinco quintilhões (10^18*U) de vezes a idade atual do universo. Essa é a conclusão de físicos que trabalham no experimento Borexino na Itália, que procuram evidências se o elétron decai para um fóton e um neutrino; um processo que viole a conservação da carga elétrica e aponte para uma física ainda não descoberta para fora do Modelo Padrão. O elétron é o transportador menos massivo de carga elétrica negativa conhecida pelos físicos. Se fosse decaído, a conservação de energia significaria que o processo envolveria a produção de partículas de baixa massa, como os neutrinos. Entretanto, todas as partículas com massas inferiores ao elétron não têm carga elétrica e, portanto, a carga do elétron deve “desaparecer” durante qualquer processo de decaimento hipotético. Isso viola a “conservação de carga“, que é um princípio integrante do Modelo Padrão da Física de Partículas. Como resultado, o elétron é considerado uma partícula fundamental que nunca se deteriora. No entanto, o Modelo Padrão não explica adequadamente todos os aspectos da física, e, portanto, a descoberta de decomposição eletrônica pode ajudar os físicos a desenvolver um modelo novo e melhorado da natureza. Esta última busca por decomposição eletrônica foi realizada usando o detector Borexino, que é projetado principalmente para estudar neutrinos.

Borexino-descrição
Layout do detector Borexino e localização aproximada das fontes neutrinas e anti-neutrinas nas três fases: Fase A com uma fonte de neutrino 5151Cr em um poço pequeno logo abaixo do centro do detector; Fase B com uma fonte anti-neutrina 144144Ce-144144Pr situada logo abaixo da esfera inoxidável e dentro do tanque de água; Finalmente, Fase C, com uma fonte anti-neutrina 144144Ce-144144Pr localizada dentro do volume do cintilador.

Localizado no fundo de uma montanha no Laboratório Nacional Gran Sasso  para protegê-lo dos raios cósmicos e compreende 300 toneladas de um líquido orgânico que é focalizado por 2212 fotomultiplicadores. Chamados de caçadores de fótons, a equipe do Borexino se concentrou em um processo de decaimento hipotético específico no qual um elétron no líquido orgânico decai para um neutrino de elétrons e um fóton com energia de 256 keV (256000 eV (eletronvolts). Este fóton continua a interagir com elétrons no líquido para produzir um flash de luz distinto que é detectado pelos fotomultiplicadores. Os físicos verificaram todos os sinais fotomultiplicadores registrados de janeiro de 2012 a maio de 2013, procurando assinaturas de um fóton de 256 keV. Para fazer isso, eles primeiro tiveram que subtrair os sinais de uma série de processos não relacionados que ocorrem no detector e produzem quantidades similares de luz como um fóton de 256 keV. Estes incluem os decaimentos radioativos de vários isótopos de traço no detector, bem como a luz das colisões de neutrinos que o Borexino foi projetado para detectar. Depois de ter levado em consideração esses sinais de fundo, a equipe conseguiu afirmar que “não ocorreram decadências” de elétrons durante a corrida de 408 dias. O líquido orgânico do Borexino contém uma grande quantidade de elétrons (cerca de 10^32), e o fato de não ocorrer nenhuma decomposição de elétrons durante a pesquisa permitiu que a equipe estimasse um valor mínimo para a vida média do elétron. O tempo de vida mínimo estipulado foi de 6,6 × 10^28 anos, é mais de 100 vezes superior ao limite inferior anterior de 4,6 × 10^26 anos. Isso foi medido em 1998 pelo Borexino Counting Test Facility, que era um precursor da experiência atual. Canais invisíveis – Gianpaolo Bellini, é porta-voz da Borexino, disse à physicsworld, se o detector pudesse ser mais purificado para eliminar praticamente todas as radiações de fundo, a medida mínima de vida útil poderia ser aumentada para mais de 10^31 anos. Ele ressalta que o Borexino também poderia ser usado para procurar decadência no “canal invisível” pelo qual um elétron é convertido em três neutrinos, ou poderia mesmo procurar o “desaparecimento” de um elétron em dimensões extras. Victor Flambaum, da Universidade de Nova Gales do Sul, disse à physicsworld que as buscas pela violação de simetrias aparentes são muito importantes, porque mesmo uma pequena violação pode ter implicações profundas na nossa compreensão do universo. Flambaum, que não é membro da equipe do Borexino, ressalta que a descoberta experimental de que a simetria de paragem de carga (CP) é violada foi feita observando os decaimentos de kaons. A violação do CP desempenha um papel importante na nossa compreensão atual de por que há muito mais matéria do que antimatéria no universo. A pesquisa é descrita em Physical Review Letters. Sobre o autor: Hamish Johnston é editor de physicsworld.

Fonte: Physicsworld Wikipedia

Calculadora científica HP Prime – Completa (PC e Mac) com manual e tutorial em português

Inicio este primeiro poste de 2017 com um excelente Hacking (liberação, livre acesso) da calculadora HP Prime, sucessora da HP50G. A HP fez um excelente trabalho na conjugação de recursos e simplificação desta que é a melhor calculadora do momento voltada para uso em praticamente todas as áreas que exijam cálculos complexos.

Fazer o download dos programas para PC ou Mac e Manual em português

Clique em cada uma das imagens da calculadora abaixo, correspondendo ao Download direto dos servidores da HP (após baixar execute os arquivos e siga os passos da instalação – as fontes dos programas são confiáveis), o terceiro ícone é o arquivo PDF do manual em português. A interface da calculadora é igual à calculadora física. Caso deseje usar essa calculadora de forma portátil, considere adquirir o emulador para sistemas Android e IOs Apple, nas respectivas lojas, caso seja para uso profissional vale a pena adquirir essas versões.

hpprime-pc
HP Prime PC
hpprime-pc
HP Prime Mac
hpprime-pc
Manual BR

Tutorial para iniciar o uso da calculadora após baixar e instalar

A playlist apresenta 6 tutoriais que ensinam usar as principais funções da calculadora.

Créditos tutorial: Integra Engenharia

Créditos Calculadora: HP

Samsung lança super rápidos cartões de memória Micro SD UFS 256 GB

Samsung UFS 256GB
Fonte: Samsung (divulgação)

A Samsung acaba de lançar os novos cartões Micro SD UFS (Universal Flash Storage), “Armazenamento Universal em Flash”, com capacidades de 32, 64, 128 GB. Esses cartões são compatíveis com os novos Smartphones Galaxy S7, S7 Edge e Note 6(7?), também serão compatíveis com com Tablets e as principais câmeras APSC de vários fabricantes. O modelo de 256 GB será compatível a princípio com o Galaxy Note 6(7?), mas ainda não é compatível com modelos anteriores. Os chips são feitos com tecnologia proprietária Samsung 3D V-NAND e um controlador ultra-pequeno.

Smartphones e outros dispositivos compatíveis com o padrão UFS ganham um poder de armazenamento até 10 vezes mais rápido, podendo transferir vídeos de 5GB Full HD em 12 segundos, disse a empresa. Aos poucos os chips NAND Flash, principalmente os EMMC, que ainda utilizam memórias lentas LPDDR3, serão substituídos pelas rápidas memórias LPDDR4 e padrão de armazenamento em UFS.

Samsung Galaxy S7
Fonte: Samsung (divulgação)

Vários produtos lançados no segundo semestre/2016 serão compatíveis com esse novo padrão que aumenta a capacidade e velocidade de acesso aos dados de: Smartphones, Tablets, Câmeras digitais e principalmente dispositivos de realidade virtual e realidade aumentada.

A fabricante Samsung é um membro ativo do JEDEC na definição do padrão UFS 2.0 desde setembro de 2013 e também cartões UFS 1.0 desde março 2016.

Créditos: Zdnet
Créditos: Samsung

Transcendent Man (O homem transcendente) – Ray Kurzweil – Documentário Completo

Raymond Kurzweil, mais conhecido como Ray, é um inventor e cientista dos Estados Unidos. Em 1968, ainda estudante do MIT, Kurzweil fundou uma empresa que usava um programa de computador para combinar estudantes de ensino médio com universidades. Ele comparava milhares de critérios sobre cada instituição de ensino com respostas de questionários respondidos pelo próprio estudante. Aos vinte anos, vendeu sua empresa para a Harcourt, Brace & World por cem mil dólares mais royalties. Raymond recebeu BS em ciência da computação e literatura em 1970.

Ray, tem planos ousados de viver para sempre e segue uma dieta radical tomando 200 comprimidos com suplementos alimentares todos os dias. Atualmente sua principal atividade é reuniões, palestras e pesquisas sobre o momento onde atingiremos a singularidade em nosso avanço tecnológico.

Segue e-books recomendados

The Age of Spiritual MachinesThe Singularity Is NearTranscendHow to Create a Mind

Obs: leitor de Epub Mac/PC- Adobe Digital Editions

No dispositivo móvel recomendo: Bookari Free Epub PDF Leitor

Créditos: Consciência Universal

Fonte Ebooks: Avxsearch.se

O que estaremos usando em nossos pulsos em 2016

Os relógios analógicos ficaram no passado e os principais fabricantes de tecnologias vestíveis (wearables), estão preparando dispositivos cada vez mais avançados, clique no vídeo e curta as concepções dos gadgets (portáteis) que estarão presentes em 2016, alguns já estão chegando em vários mercados ainda este ano.

Fonte: Steal My Gadgets

Estamos vivendo numa era de inovação digital disruptiva

disruption-technologiesTecnologia disruptiva ou inovação disruptiva é um termo descrevendo a inovação tecnológica que utiliza uma estratégia “disruptiva” – para derrubar uma tecnologia ou prática existente e dominante no contexto onde estas se encontram. Disrupção é uma ruptura que surge como uma onda e cresce ao ponto de afetar dramaticamente qualquer produto ou serviço que poderá ser superado ou substituído por essa tendência.

A internet é o ambiente cuja inovação disruptiva tem sua origem

Com o aumento da velocidade dos links (conexões) de dados que chegam aos dispositivos conectados: sejam TVs digitais, Smartphones, Tablets, relógios inteligentes e aparelhos com internet embutida – os chamados IOTs (Internet of things – internet das coisas). As práticas (usos), os produtos e os serviços ofertados podem ser explorados livremente e independente de qualquer controle que antes era imposto por governos ou empresas que já atuavam nesse meio.

Exemplos de tecnologias disruptivas

Serviços

Buscador Google: busca com eficiência as informações submetidas.

Blogs: sistemas em formato de sites que possibilitam a publicação ou divulgação de informações; são gratuitos e já superam os principais sistemas de jornalismo e revistas digitais.

Redes Sociais: Facebook, Google+, Flicker, Instagran, Pinterest, etc.

Netflix: domina o streaming (fluxo contínuo de vídeo), oferece um serviço cujo preço é esmagador perto de outros canais digitais equivalentes como as TVs a cabo. No Brasil o preço da assinatura custa hoje R$ 19,90 mensal.

WhatsApp: chat em tempo real para tablets e smartphones.

Uber: é um produto e ao mesmo tempo um serviço de carona (acessado por meio de um aplicativo), cujos usuários chamam um carro particular para leva-los onde desejarem, tendo qualidade e em algumas praças, oferecem preços mais baixos do que os de taxis comuns encontrados nas principais cidades.

AirBnb: serviço de aluguel de hotéis que negocia o hotel ou pousada diretamente com o usuário por meio de um aplicativo.

Spotify: aplicativo que oferece milhões de músicas gratuitas, com a possibilidade de fazer coletâneas e compartilhar livremente nas redes sociais.

Wikipédia: um projeto de enciclopédia coletiva universal e multilíngue estabelecido na Internet sob o princípio wiki. A Wikipédia tem como objetivo fornecer um conteúdo reutilizável livre, objetivo e verificável​​, que todos possam editar e melhorar.

Ebooks: livros digitais que poder ser baixados livremente, tendo opções gratuitas e pagas.

Coursera: cursos gratuitos online para formação profissional e universitária, utilizam o método Curso Online Aberto e Massivo, do inglês Massive Open Online Course (MOOC), é um tipo de curso aberto ofertado por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, ferramentas da Web 2.0 ou redes sociais que visam oferecer para um grande número de alunos a oportunidade de ampliar seus conhecimentos num processo de co-produção.

Produtos

Tesla Motors: carros elétricos e baterias residenciais ligadas a painéis solares.

Google e seus robôs e carros autônomos.

Apple com uma enorme variedade de produtos agregados.

Drones civis e militares que executam as mais diversas funções. Ex: robôs autônomos da Amazon para movimentar produtos em seus armazéns.

Intel e a IoT (Internet of Things – internet das coisas). Pretende conectar todo tipo de objetos como: óculos, copos, cafeteiras, camisetas, etc., na internet.

As tecnologias disruptivas vieram para ficar e os maiores beneficiários são os usuários que têm à sua disposição incontáveis opções de escolha com toda a liberdade que somente a internet pode oferecer.

Alguns exemplos de produtos que estarão em uso até 2020.

Amazon warehouse robots (Robôs no armazém da Amazon)

Humanoid Robots in Action (Robôs humanoides em ação) DARPA

Carros autônomos do Google

Korea Humanoid Robot (Robô humanoide da Coreia)

Fonte: TI Especialistas

Fonte: Wikipedia 

Fonte: Tec Hoje 

Meu nome é HitchBot, onde estou agora?

Um robô autônomo de nome “HitchBot” conseguiu fazer sozinho um trajeto que vai da costa Leste atlântica no Canadá, partindo da cidade de Halifax e conseguiu percorrer por conta própria 6000 quilômetros, chegando até Victoria na costa Oeste. Fez todo o caminho de carona com as pessoas que o levavam de um local para outro, completou o trajeto e provou que os robôs conseguem se relacionar com os humanos e sobreviver às exigências da convivência.

O robô fala inglês, leia o que ele diz:

Estou viajando de Halifax, Nova Escócia para Victoria Columbia Britânica neste verão. Como você deve ter adivinhado os robôs ainda não podem obter carteiras de motorista, então eu vou seguir de carona todo o meu caminho. Tenho planejado minha viagem com a ajuda da minha grande família de pesquisadores em Toronto, e estou animado para fazer novos amigos, ter conversas interessantes e conhecer novos lugares ao longo do caminho.

Trajeto percorrido

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Trajeto percorrido pelo robô HitchBot. (divulgação).

Fonte: HitchBot 

Portugal em time-lapse (tempo comprimido)

Kirill Neezhmakov: este timelapse foi realizado em maio 2014, quando cheguei na cerimônia de premiação no festival de cinema “Finisterra 2014” (com a minha vimeo.com/87089581 “Moscow 2014 Hyperlapse” na categoria “Melhor Timelapse”). Foi em Sesimbra. Também visitei capital de Portugal – Lisboa. Eu sou muito parecido com este lugar e tipo pessoas. Um agradecimento especial ao meu amigo Francesco Cerruti e minha esposa Aleksandra.

Equipamentos utilizados pelo fotógrafo

  • Canon 60d, 550d
  • Sigma 10-20 mm 4.0-5.6
  • Samyang 8 mm 3.5
  • Canon 17-55 mm 2.8
  • Canon 70-200 mm 4L
  • Vanguard Alta Pro tripod
  • GoPro Hero 3
  • Konova K5 motorized slider

Créditos: Kirill Neezhmakov