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Como nos tornamos humanos? – Documentário (Nova) – legendado em português

De onde viemos? O que verdadeiramente nos torna humanos? Uma sequência de descobertas antropológicas recentes ilumina essas questões de forma inédita. A lista de reprodução (playlist) contém 3 partes sequenciais.

Episódio 1 – Primeiros Passos

São investigadas situações que nos separaram do tronco dos grandes macacos, a partir de descobertas como “Selam”, o fóssil quase completo de um Australopithecus afarensis.

Veja como o paleoantropólogo etíope Zeray Alemseged, que descobriu o esqueleto da jovem “Selam“, um hominídeo de 3,3 milhões de anos, passou cinco anos escavando no deserto antes de fazer seu famoso achado. Acompanhe as imagens gravadas dessa busca determinada por um fóssil que ampliou poderosamente a compreensão da história humana. Pela primeira vez é possível acompanhar as mudanças de um crânio hominídeo e os estágios que ele passou até chegar às formas atuais. Por que existem saltos na evolução humana? A série explora uma intrigante teoria segundo a qual mudanças climáticas críticas foram essenciais no processo de evolução humana.

Episódio 2 – O Nascimento da Humanidade

Temos contato com o primeiro esqueleto que realmente se parece com o de um homem moderno – “O Menino de Turkana” –, um exemplar do Homo Ergaster perfeitamente conservado.

Episódio 3 – O Último Remanescente

Por que os Neandertais desapareceram à medida que o homem moderno dominou o mundo? Quem foram os misteriosos “Hobbits”, hominídeos com 90 centímetros de altura naturais da ilha de Flores.

Fonte: Blue Dot
Créditos: Nova/PBS

O Homem que conhecia o infinito – Ramanujan – Completo + ebooks

Srinivasa Aiyangar Ramanujan, foi um matemático autodidata (sem formação acadêmica) Indu, realizou contribuições substanciais nas áreas da análise matemática, teoria dos números, séries infinitas, frações contínuas, etc. Sua história é relatada no filme abaixo.

Ramanujan’s Lost Notebooks (anotações perdidas de Ramanujan)

Segue um importante compilado das anotações do autor em 5 livros contendo a maior parte de seu trabalho. Clique na capa dos livros para acessá-los diretamente (PDF).

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Créditos filme: Youtube

Fonte ebooks: Simon Plouffe

Biblioteca ebooks matemática: Simon Plouffe

Os Segredos da Física Quântica (Documentário)

O professor de física Jim Al-Khalili investiga a teoria científica mais precisa e ainda desconcertante de todos os tempos, a física quântica.

Obs: clique em CC para ativar a legenda em português!

Créditos: Revolução Científica

Metropolitan Museum of Art de Nova York – quase todo o acervo está disponível online

Banner - The Met PublicationsO Metropolitan Museum of Art de Nova York está disponibilizando de forma livre e gratuita uma compilação dos últimos 50 anos de todo seu acervo, são obras compostas por: desenhos, esculturas, filmes e principalmente livros. Acesse ou faça downloads sem restrições.

Há também os Apps para Apple IOS e Android em The Met App

Abaixo pode ser visto a localização do Museu em Nova York

Fonte: The Met

Comunicação Científica – Alicerces, Transformações e Tendências – Cristina Marques Gomes

Documentação cintífica

Clique na capa do livro para acesso direto online em PDF. (Divulgação).

Introdução

O presente livro nasce do referencial teórico da minha Tese de Doutorado intitulada “Comunicação Científica: Cartografia e Desdobramentos” defendida em 2012 no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP-Brasil) com o acolhimento do Programa Doutoral em Tecnologias e Sistemas de Informação da Escola de Engenharia da Universidade do Minho (UMinho-Portugal) e o financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal (FCT) (Bolsa de Investigação no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional – QREN – Programa Operacional Potencial Humano – POPH – Formação Avançada, comparticipado por fundos nacionais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – MCTES – e pelo Fundo Social Europeu) – e do Programa Erasmus Mundus External Cooperation Window – Projecto ISAC – Improving Skills Across Continents coordenado pela Universidade de Coimbra (Portugal).

A temática da comunicação científica (abreviada de “CC”, ao longo do livro) sempre me instigou, por sua complexidade e por perpassar, de forma holística, todas as disciplinas. É, por assim dizer, uma área transversal que envolve, no sentido prático, diversos “atores sociais”, tais como, as agências de fomento às pesquisas, bibliotecas, editoras, os próprios investigadores, etc, e, na ótica conceitual, certa “visão epistemológica” da ciência em Portugal, no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo. A CC é, portanto, como se fosse “de todos” e, ao mesmo tempo, de “ninguém”, ou seja, apresenta estudos dispersos provenientes de diferentes matérias e por isso carece de sistematização e organização, tanto em termos históricos como teóricos. Esse livro caminha, por consequência, nessa perspectiva. Busca apresentar ao leitor um panorama geral dos principais alicerces, transformações e tendências da comunicação científica revelando, concomitantemente, o que existe de mais importante na literatura internacional sobre o tema. É indicado ao sujeito curioso e aos pesquisadores de qualquer área servindo de texto-base1 – e de uma espécie de “guia” com apontamentos diversos nas inúmeras notas de rodapé presentes na obra – para os especialistas que, a partir daqui, poderão aprofundar diversos assuntos. Justifica-se, também, nessa linha e no sentido contemporâneo da CC, a deliberação por uma publicação de caráter aberto – formato de ebook – por uma Editora especializada em Comunicação (Livros LabCom) associada ao Laboratório de Comunicação On-line (www.labcom.ubi.pt) do Departamento de Comunicação e Artes da Universidade da Beira Interior em Portugal.

Como ponto de partida esclarecemos que a comunicação científica (e seus fluxos/sistemas/processos) engloba:

  1. A pesquisa – quando da elaboração de uma investigação, via a comunicação entre os pares (de pesquisador para pesquisador) em todos os níveis;

  2. O sistema, ou seja, a informação que flui de e entre as editoras, bibliotecas, agências de financiamento, dentre outros;

  3. E sociedade em si – quando compartilhamos o conhecimento científico na ótica da comunicação pública da ciência/divulgação científica.

Esses três pilares (“pesquisa”, “sistema” e “sociedade”) já foram citados em outros momentos da história por distintos pesquisados como, por exemplo, o William Garvey da John Hopkins University e o Belver Griffith da American Psychological Association (EUA), para os quais a CC, já em 1979, incluía a “produção, disseminação e uso da informação científica”, ou mesmo, o finlandês Bo-Christer Björk, cujo diagnóstico da CC contemporânea, em 2007, reunia a “performance da pesquisa”, o “financiamento”, a “comunicação dos resultados” e a “aplicação do conhecimento”.

A comunicação científica, em vista disso, é um “tema multifacetado”, como diz Andrew Odlyzko no artigo “The future of scientific communication”, que incorpora um conjunto de processos e variáveis associados às inúmeras teorias, pesquisas e projetos em âmbito global. Para Julie M. Hurd, professora da University of Illinois at Chicago (EUA), por exemplo, a CC apresenta várias interações com diferentes organizações a partir do momento que envolve a produção, organização e disseminação do conhecimento; já a Microsoft Research, que se dedica a pesquisa básica e aplicada em Ciências da Computação e Engenharia de Software, considera o “ciclo de vida da CC” composto por 4 fases (“Data Collection”, “Research & Analysis”; “Authoring; Publication & Dissemination”; e “Storage, Archiving & Preservation”); e o “LiquidPub”, um projeto derivado do Sétimo Programa-Quadro (FP7) – o principal instrumento de financiamento das pesquisas científicas na União Europeia -, encara a CC pela ótica de como “o conhecimento científico é produzido, divulgado, avaliado e consumido”. Essa pluralidade de intervenientes que interagem com a comunicação científica coaduna-se com a contemporaneidade e se junta com a percepção de que o mundo atual está em transição e que é complicado “ignorarmos” tal fato. As novas tecnologias “estão aí” também, disponíveis, atropelando, embaralhando, modificando as estruturas, as dinâmicas da ciência, as formas “de pensar” e, consequentemente, a CC. Estamos imersos, pois, numa sociedade dita “pós-moderna”, rodeados por um ambiente tecnológico e cuja ciência, além da especialização, passa por um processo de “desdogmatização”, ou seja, temos diante de nós um quadro complexo, cheio de referenciais e estudos anteriores e difícil de ser mensurado e, que, nos últimos anos, foi impregnado por uma série de transformações de diversas ordens. E, em meio a isto tudo, direcionamos nosso foco para a comunicação científica que, enquanto objeto, não passa impune a todas essas mudanças – o que torna esse livro a matériaprima para inúmeros outros debates, proposições e reflexões.

Não podemos negar, pela mesma linha, também, com base na literatura publicada, que os investigadores da CC, em síntese, se sustentam em três grandes parâmetros: os que apresentam uma visão arraigada nos princípios do que é ou não “científico” que foi construída ao longo dos últimos 300 anos e, nesse sentido, veem com certa “resistência” a tecnologia como elemento de inovação; os autores que estão no “meio-termo” lançando teorias e suscitando questionamentos e, ainda, um terceiro grupo, no extremo oposto do primeiro, que é totalmente “integrado” ao sistema alinhavando a tecnologia com a comunicação científica na construção de ferramentas, aplicativos, serviços e softwares que suportam esta última, criando, por vezes, sem exclusão, produtos e/ou estruturas novas. Nesta última categoria, podemos incluir, ainda, os “técnicos” ou “tecnólogos”, principalmente, de áreas correlatas como a Computação, que não estão “pensando” ou “realizando” pesquisas específicas em torno da CC e sim desenvolvendo ferramentas com propósitos outros, mas que, de uma forma ou de outra, são incorporadas, por um ou mais ator social, influenciando e/ou modificando o fluxo/sistema da CC em sua totalidade.

Nesse sentido, o grande desafio, do livro como um todo, é de se apropriar de uma “visão holística” da CC que pudesse, a posteriori, sustentar outras pesquisas sem, ao mesmo tempo, ser “generalista” nas proposições que encerram elementos pontuais e/ou locais. A intenção não é, pois, elencar “valores de juízo” ou “hierarquias” dentre e entre quaisquer teorias, comunidades, atores, etc, e, sim, apresentar uma multiplicidade de olhares que podem nos levar a diferentes interpretações – não seguindo, conscientemente e por consequência, exclusivamente, nenhuma corrente teórica. Convém salientar, no entanto, que, quando remetemos a CC ao eixo de análise holístico, encontramos uma pluralidade de matérias e a própria expressão “pluralidade”, por sua vez, esbarra no “relativismo” e seria impensável ou impossível abarcar exatamente todos os vieses, até pelas próprias relações de “tempo” e de “espaço” e suas implicações teóricas, conceituais, etc. Estamos, portanto, também, sujeitos a encontrar pontos de análises que, porventura, serão ignorados, esquecidos e/ou perdidos.

A partir desse cenário e considerando-se, pois, que a CC encerra várias percepções, o primeiro capítulo prima por apresentar e clarificar os pilares principais do fenômeno proporcionando, ao leitor, uma visão geral da área.

Desta feita, a CC pode ser observada a partir de duas feições: uma associada ao desenvolvimento da ciência como um todo e outra que, por vezes, é estampada via as teorias e os modelos que representam a CC ao longo da história e que iremos esmiuçar. Dentre os modelos encontrados na literatura, perpassaremos desde os que são “clássicos” como o de Garvey e Griffith da década de 1970 até o visionário de Hurd para 2020. Quando se analisa a CC e seus modelos não podemos deixar de abordar os atores (investigadores, bibliotecas, editores, sociedades, etc) envolvidos no sistema, seus componentes básicos (a comunicação formal e informal), os elementos associados a “cientificidade” como, por exemplo, a avaliação por pares e os “processos em si” – de prépublicação, publicação, divulgação, dentre outros. Pelo viés histórico, inclusive, esbarramos nas questões conceituais que foram evoluindo ou mudando e que são importantes de serem observadas, pois as interpretações teóricas e as ações empíricas são decorrentes dos conceitos – das ideias e opiniões que fazemos sobre determinada coisa.

Compondo o segundo capítulo, adentraremos na descrição e análise de uma etapa cronológica-histórica de mudanças que, direta ou indiretamente, desestabilizou os alicerces da CC. Tal fase é considerada como um estágio de “transição” entre o sistema tradicional e o que seria a “CC do futuro” (e tudo indica que, em vários aspectos, já “estamos lá” e em outros não) e, nessa conjuntura, abordaremos questões ligadas ao surgimento do computador, a inserção de outras (novas) definições, as mudanças advindas dos impactos das TICs nos periódicos, na comunicação formal e informal, nos atores sociais do sistema da CC, nas disparidades de aceitação e envolvimento com a tecnologia, dentre outros aspectos. As mudanças são, ainda, decorrentes não somente do computador mas, também, da internet e das variações sobre a web (1.0, 2.0, etc) que, em certo sentido, influenciaram algumas iniciativas e movimentos como, no caso, da Open Access Initiative (OAI) e do Movimento de Acesso Aberto (OA).Já o terceiro capítulo irá elencar quais são os novos elementos constituintes, em se tratando, principalmente, da última década, e/ou as tendências que foram – ou serão – acopladas/inseridas na comunicação científica, ocupando-se, nesse sentido, de alguns dos assuntos mais em voga no momento, tais como: “web de dados”, “open data science”, “open annotation”, “slow science”, “overlay journal”, etc, além de contextualizar outros modelos como o da “ciberciência” de Nentwich (2005) e o “global” de Bjork (2007). Estaremos lidando, nesta etapa, com uma série de assuntos (como, as alternativas ao peer review, por exemplo) com o propósito de traçarmos uma paisagem do sistema e dos processos da CC na contemporaneidade e no futuro próximo.

Por fim, apresentamos o capítulo quatro (“considerações finais”) e um apêndice sobre uma possível “re-escritura da comunicação cientifíca” (com base em Gomes, 2012).

Boa Leitura!

Profa. Dra. Cristina Marques Gomes.

Docente do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). e-mail: cristina@usp.br.

Fonte: Livroslabcom

Programa Internacional de Avaliação de Alunos coloca o Brasil em 53º lugar

Estudantes brasileiros ficaram em 53º lugar, entre 65 países avaliados. Brasil foi um dos que mais evoluíram nas notas, mas está abaixo da média.

O Brasil conseguiu melhorar seus resultados no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), mas ainda está nas últimas colocações do ranking de 65 países elaborado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ficou em 53º lugar, na média geral. O Pisa avalia de três em três anos o desempenho de alunos de 15 anos nas áreas de leitura, matemática e ciências. No ano passado, a prova foi aplicada para 470 mil alunos, dos quais 20 mil eram brasileiros.

Com uma média geral de 401 (foi a primeira vez que o país conseguiu passar a barreira dos 400 pontos), o Brasil foi um dos que mais evoluíram nas notas, mas ainda está abaixo da média geral da OCDE, de 496 pontos. Os cinco melhores colocados são Xangai, com 577 pontos, Hong Kong, com 546, Finlândia e Cingapura, com 543, e Coreia do Sul, com 541. O Brasil ficou atrás da Bulgária, Romênia, México, Chile e Uruguai – e à frente da Colômbia, Argentina, Cazaquistão, Tunísia, Indonésia, Albânia, Catar, Azerbaijão, Panamá, Peru e Quirguistão.

As notas do Brasil ultrapassaram os 400 pontos em leitura e ciências, mas não em matemática. Nas três áreas pelo menos metade dos alunos brasileiros não passa do nível mais básico de conhecimento. Apenas 1,3% dos estudantes atinge os níveis 5 e 6 (os mais altos) em leitura, 0,8 % em matemática e 0,6% em ciências. Em leitura, pouco menos da metade dos estudantes brasileiros alcançou apenas o nível 1 – significa que eles conseguem apenas localizar informações explícitas no texto e relacioná-las com algo do seu dia-a-dia. A formação de leitores é uma tarefa complicada e demorada. O país não possui ainda políticas públicas consolidadas para melhorar o ensino dentro das escolas e estimular o hábito da população em geral. Mesmo que algumas medidas tenham sido tomadas nesta década, resultados mais consistentes só serão registrados na próxima geração, em 30 ou 40 anos.

O ranking dos Estados brasileiros mostra que dez deles tiveram médias melhores que a nacional. São eles: Distrito Federal, que ficou em primeiro lugar, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na última colocação está Alagoas, com 354 pontos, seis a menos que sua última média. O Estado foi o único que baixou a média em leitura.

Ranking do PISA

Xangai – 577
Hong Kong – 546
Finlândia – 543
Cingapura – 543
Coreia do Sul – 541
Japão – 529
Canadá – 527
Nova Zelândia – 524
Taiwan – 520
Austrália – 519
Holanda – 519
Liechtenstein – 518
Suíça – 517
Estônia – 514
Alemanha – 510
Bélgica – 509
Macau – 508
Polônia – 501
Islândia – 501
Noruega – 500
Reino Unido – 500
Dinamarca – 499
Eslovênia – 499
Irlanda – 497
França – 497
Média dos países da OCDE – 496
Estados Unidos – 496
Hungria – 496
Suécia – 496
República Tcheca – 490
Portugal – 490
Eslováquia – 488
Áustria – 487
Letônia – 487
Itália – 486
Espanha – 484
Luxemburgo – 482
Lituânia – 479
Croácia – 474
Grécia – 473
Rússia – 469
Dubai – 459
Israel – 459
Turquia – 455
Sérvia – 442
Chile – 439
Bulgária – 432
Uruguai – 427
Romênia – 427
Tailândia – 422
México – 420
Trinidad e Tobago – 414
Montenegro – 404
Jordânia – 402
Brasil – 401
Colômbia – 399
Cazaquistão – 399
Argentina – 396
Tunísia – 392
Azerbaijão – 389
Indonésia – 385
Albânia – 384
Catar – 373
Panáma – 369
Peru – 368
Quirguistão – 325

Fonte: Revista Época

Curitiba tem 24,2% do PIB do Estado

A concentração de renda segue bastante acentuada apesar da melhora de diversos indicadores. Essa foi a principal conclusão da pesquisa sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados divulgados, ontem, apontaram que apenas seis dos 5.564 municípios brasileiros geravam aproximadamente um quarto de toda a renda do país em 2008 (R$ 3,031 trilhões).

Números do PIB dos municípios em 2008

A capital paranaense desponta nesse seleto grupo, ocupando a quarta posição entre as cidades com maiores PIBs do País, detendo 1,4% de participação no total. Partindo para a situação entre os estados, o IBGE considerou ainda mais discrepante as diferenças entre as principais cidades e o interior.

No Paraná, dez dos 399 municípios concentram 58% do PIB do Estado (R$ 179,2 bilhões), e só a capital responde por 24,2% (R$ 43,3 bilhões), segundo cálculos do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

“Dá para dizer que no caso do Paraná a diferença de perfis econômicos entre a capital e o interior contribui para essa realidade, já que a geração de renda na Grande Curitiba é puxada pela indústria, e no interior pela agropecuária. Isso é evidenciado pelo ranking dos PIBs, depois de Curitiba, aparecem duas cidades da Região Metropolitana. Tanto Araucária (com PIB de R$ 11 bilhões) quanto São José dos Pinhais (com PIB de R$ 10,4 bilhões) contam com uma forte atividade industrial para a geração de renda”, analisa o pesquisador do Ipardes Fernando de Lima.

A opinião é compartilhada pelo chefe do IBGE no Paraná, Sinval Dias do Santos. “O arranjo produtivo do município determina todo o desempenho do PIB. Possuir um importante complexo industrial ou uma grande empresa de serviços é fundamental”, afirma Santos.

Baixa mobilidade

Entre os primeiros do ranking de contribuição para o PIB do País em 2008 ficaram São Paulo (11,8%), Rio de Janeiro (5,1%), Brasília (3,9%), Curitiba (1,4%), Belo Horizonte (1,4%) e Manaus (1,3%).

As capitais que aparecem entre os seis municípios com maiores PIBs em 2008 são as mesmas desde o início da série, em 1999, detendo 25% do PIB do País. “É muito difícil alguém mudar de posição nas posições mais altas das tabelas e isso confirma a nossa alta concentração de renda. As transformações são mais nítidas nos municípios com PIBs menores, onde qualquer alteração se percebe nos números. Nesse sentido, é possível notar que algumas cidades de Minas Gerais e do Pará cresceram em função do bom momento para a extração de minérios”, informou a técnica do IBGE Raquel Calegário Gomes.

Nesse sentido, vale observar que o Paraná reduziu de 6,2%, em 2007, para 6%, em 2008, a participação no PIB. Segundo o IBGE, a redução foi um impacto direto do aumento da produção petrolífera em outros estados da federação.

Fonte:Paraná Online